3 de junho de 2011

MACAQUICES - LIÇÃO DA SEMANA

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Há um certo tipo de pessoas que pela sua esmerada e polida postura, vulgo educação - forjada e martelada na aurora dos tempos idade do conhecimento -, revestida de mansidão e sentimentalismo, não merecem preocupação, conversa e resposta ante isso mesmo: a má criação e falta de civismo com que se dirigem arrogantemente defendendo causas fracas fraquinhas, que sem força de intelecto e artes de rebuscada oratória, se reforçam na flor da arte do grito e da presunção. De facto:

"Lá porque a macaca se veste de seda não deixa de ser macaca!"*
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* do domínio popular das terras para lá de Barrancos e afins.
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MATTINATA

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Sacudido de embrenhados deveres, eis-nos publicando:
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24 de maio de 2011

ODE AO GOVERNO E AO SEU HONRADO, COMPETENTE E FANTÁSTICO LÍDER JOSÉ SOCRATES

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Ode ao Governo 
e ao seu honrado, competente e fantástico líder José Sócrates
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A culpa é do pólen dos pinheiros,
Dos juízes, padres e mineiros,
Dos turistas que vagueiam pelas ruas, 
Das strippers que nunca ficam nuas,
Dos analfabetos, sábios e doutores,
Dos bancários, jornalistas, pescadores,
Da encefalopatia espongiforme bovina,
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina.
A culpa é dos frangos que tem HN1
E dos pobres que já não têm nenhum.
A culpa é das putas que não pagam impostos,
Que deviam também ser pagos pelos mortos.
A culpa é dos reformados e desempregados,
Cambada de malandros feios, excomungados.
A culpa é dos que têm uma vida sã
e da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio que já não joga a bola
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da Casa Pia,
Que mentem de noite e até de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS e do PCP
E dos que não querem um lindo TGV.
A culpa até pode ser do urso que hiberna,
Mas não será nunca de quem governa!

Autor desconhecido
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1 de maio de 2011

O MILAGRE DE WOJTYLA

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Era 12 de Maio de 1982. Uma criança alucinada, beata e louca excitada com a vinda do Papa a Portugal, que assistira a todos os momentos pela RTP, da chegada a Lisboa ao regresso a Roma, vai ao quarto da irmã e toma-lhe um terço de cor-de-prata para nesse dia ir à novena das 18h.

Efusiva, a criança, no adro da Igreja, vaidosa do objecto que tem em seu poder, no segredo e na ansiedade provocada pela adrelina, pula, salta e anda no beirado elevado de um pequeno escadório (que  harmoniosamente fazia o contorno do desnível natural do terreno, com uma altura de quase 2 metros). Sem se aperceber, medindo mal os seus passos neste seu patético e ridículo ballet, desprovido de técnica segura,  foge-lhe o chão dos pés. Sem contrariar os ditos de Newton a criança cai. Batendo com a cabeça no chão pintou com o seu rubro fluído vital as pedras da calçada que na queda lhe ampararam a cabeça.

Sem mais, e por hora, desinteressado de novenas e afins, chorando, coroado pela chaga que o banhava de sangue, levantou-se pelo seu pé. Chorando correu para casa refugiando-se na sua mamã, única sorte que lhe valeu à tal desdita.


News

Santo? Críticos de João Paulo II duvidam , João Paulo II beatificado por Bento XVI , Papa quis “discreta celeridade” na beatificação de João Paulo II

23 de abril de 2011

MEDITANDO AINDA

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(c) Santos & Santinhos
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DAS 7 PALAVRAS

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"Hodie mecum eris in paradisum"
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No tempo em que os crucifixos falavam reza a lenda da "crucificação" que o Salvador na sua derradeira hora, pregado ou amarrado na cruz, conversou com todos presentes - os intervenientes que  nos vários evangelhos conhecemos neste episódio. Eram eles: Maria, sua mãe; Maria, a tia de Jesus (a dita mulher de Cleófas); Maria Madalena, a tal; João, o discípulo amado - todos chorando; dois malfeitores igualmente pregados ou amarrados às suas cruzes - respectivamente amaldiçoando e carpindo a sua sorte; príncipes dos sacerdotes, escribas, anciãos, o povo em geral e os seus chefes - todos zombando, rindo e troçando com vulgares anedotas; e soldados - com sentido indiferente.

Durante este impasse, dilacerado pela dor, a fadiga e o desespero de tal castigo, que se afunilava no propósito da sentença, à qual nenhum Deus ex-maquina se apressou ali a baixar e consequentemente colocar termo à barbaridade que ali ocorria, quisesse assim Jesus - o abandonado, o vaiado e o apupado - com todo com o direito que a divindade que em si encerrava lhe assistia.

Distendido sobre o símbolo que todo o cristão venera, pacientemente, afogado no desespero daquela hora,  com rasgos de lucidez que nele ainda faziam carreira entre os olhos e a sua brilhante meninge, ante a angústia e o desconforto desta forçada submissão e a visão que agora de tão alto, pela primeira vez tão acima colocado, estagiando o posto que ocupa  faz dois mil anos, chorava enxergando o ensaio da realidade que há-de vir diante dos passos do mundo que aos pés da cruz já ali acorria e o contemplava.

Falando-lhes como podia sete foram as palavras que da cruz saíram. Sete palavras foram aquelas que do alto deste púlpito Jesus, o dilacerado, em dores e lágrimas de igual fortuna, brindou a sua derradeira assistência na tristeza da sua última hora dos que diante da cruz lhe faziam plateia. De todas é para mim a de maior relevo, a mais  tocante e apaixonante aquela que traz o anúncio da salvação a um dos malfeitores. Palavras de esplendor e de esperança que ninguém pode ignorar na reconfortante promessa da feliz eternidade deixada ao pobre homem que privando com Jesus a angustiante pena se consciencializou do seu mal na verdade do que aquele fatal mistério encerrava.
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22 de abril de 2011

SEXTA-FEIRA SANTA

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(c) Santos & Santinhos

Victoire, tu régnerais!
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21 de abril de 2011

LIVROS

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Ultimamente não tenho tido grande tempo para ler. À pressa, com olhar académico,  tenho lido artigos dados para o semestre e que numa exposição aqui apresentada de múltiplas conclusões dariam neste nosso espaço horas de composição escrita sobre Maximiliano de Habsburgo ou sobre a corte do senhor D. João V - nomeadamente de um assunto recém apurado e publicado na early music que nos coloca historicamente na génese de um produto cultural e à frente de qualquer outra nação do mundo face ao interesse e desenvolvimento por esse tal objecto, que a seu tempo será aqui abordado e que por enquanto permanecerá incógnito.

Depois de lido o mais recente livro do senhor João Gonçalves, ainda por assinar, inicio agora o mais recente calhamaço do senhor Umberto Eco, na tradução portuguesa do senhor Jorge Vaz de Carvalho. A ler!
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CONCLUSÕES

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Que dia este sem um Quo Vadis ou uma Túnica que nos entretenha!
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HAPPY BIRTHDAY MA'AM

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(c) Santos & Santinhos

13 de abril de 2011

LEMBRANDO...

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Maria Antonieta da França
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NOBRE POVO, NOBRES IDEIAS

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Aprendi na instrução primária que de acordo com a constituição da republica portuguesa é condição sine qua non para se ser seu presidente votar em todas as eleições que no país aconteçam  na qualidade de seu cidadão. Cândida imagem quando se pensa  ou acredita que tal baste a qualquer cidadão de "bem" que queira lá chegar ou se aproximar.

Se ao distinto e brioso "chico da esquina" se reconhecem qualidades inteligentes, bem falantes, opinion maker de massas  e da sua boa pessoa o produto deste silogismo resultar na crença de um bom presidente da republica, cândido é todo aquele que neste diletante reconhece um "Sebastião". Um Sebastião de mansas aparências e de falas de pretensões messiânicas de construção sentimental, pio nas suas convicções no pasmo da boleia de crenças colectivas. De facto Sebastião, o invencível, o puro de entre outros superlativos cognomes-que-tal achou redenção logo à primeira estocada às mãos de Mulei Moluco. Com  ele caíram no chão para se perderem de vez, se é que haviam, valores que pudessem existir.

A segunda lição disse-me que dos políticos sabemos sempre o que contar mas que dos homens comuns, os cidadãos, os ditos de bem, os "amiguinhos" e "amigalhaços", se deve observar e desconfiar do que lá vem antes de provas dadas quanto à qualidade da nobreza das ideologias que encerram.


NEWS

Fernando Nobre encerra perfil pessoal no Facebook , Morais Sarmento considera que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento , Mário Soares manifesta reservas sobre candidatura de Nobre à presidência da AR , Página oficial de Fernando Nobre desaparece do Facebook após críticas de seguidores , PSD com reservas sobre candidatura de Fernando Nobre , Mário Soares: “Fiquei estarrecido com a escolha de Fernando Nobre” , “Foi muito difícil” aceitar o convite para concorrer pelo PSD, disse Fernando Nobre , Fernando Nobre: n'importe quoi , Nobre sem 'Nobreza' ,

A JEITO!

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A jeito, a jeito agora só mesmo de cortar as unhas.
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12 de abril de 2011

CONGRATULATIONS MONTSERRAT CABALLÉ

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Maria de Montserrat Viviana Concepción Caballé ou simplesmente Montserrat Caballé, a grande Diva  da ópera dos anos 70 e 80, senhora que dispensa apresentações, assinala hoje a abençoada idade de 78 anos (para os mais positivistas primaveras - ainda assim são muitas!). Sempre ouvi contar que as senhoras não têm idade e Montserrat de facto permanece sempre jovem na nossa memória na lembrança da sua voz de suavidade etérea quase sem mácula. Em 1972, no auge da sua carreira, cantou assim em Lisboa:
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11 de abril de 2011

APETECIMENTOS

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Há uns dias sentado na Bénard senti-me atraído por um bizarro mirone que me olhava por detrás da vitrine da Sá e Costa: Fátima um poema do mundo do Botto. Pespegado na montra, insistente no seu chamamento, obrigou-me a entrar nesta livraria. De amiúde, num livro, ainda por abrir pela lei de uma apropriada navalha, de uma primeiríssima edição, verifiquei o seu admirável conteúdo que neste momento aspiraria a ler com o devido detalhe, como suplemento della colazione, desta para o espírito, enquanto a manhã não se materializa nas suas rotineiras obrigações.
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COMMENTS

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Caro Anónimo 08-04-2011 ao post UMA CABRA NO GABINETE: 

Sinta-se privilegiado por este post que acusa a recepção do seu tão tão estimado comentário que por merecimento, na sua melhor apreciação, foi enviado para o trash, vulgo lixeira. Para si e para os demais advirto que tais conteúdos, esgares e semelhantes encómios aqui não têm leitura e tal como hoje no futuro serão sempre invisíveis.

Atentamente,

Bartolomeu.

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