21 de abril de 2011

LIVROS

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Ultimamente não tenho tido grande tempo para ler. À pressa, com olhar académico,  tenho lido artigos dados para o semestre e que numa exposição aqui apresentada de múltiplas conclusões dariam neste nosso espaço horas de composição escrita sobre Maximiliano de Habsburgo ou sobre a corte do senhor D. João V - nomeadamente de um assunto recém apurado e publicado na early music que nos coloca historicamente na génese de um produto cultural e à frente de qualquer outra nação do mundo face ao interesse e desenvolvimento por esse tal objecto, que a seu tempo será aqui abordado e que por enquanto permanecerá incógnito.

Depois de lido o mais recente livro do senhor João Gonçalves, ainda por assinar, inicio agora o mais recente calhamaço do senhor Umberto Eco, na tradução portuguesa do senhor Jorge Vaz de Carvalho. A ler!
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CONCLUSÕES

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Que dia este sem um Quo Vadis ou uma Túnica que nos entretenha!
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HAPPY BIRTHDAY MA'AM

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(c) Santos & Santinhos

13 de abril de 2011

LEMBRANDO...

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Maria Antonieta da França
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NOBRE POVO, NOBRES IDEIAS

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Aprendi na instrução primária que de acordo com a constituição da republica portuguesa é condição sine qua non para se ser seu presidente votar em todas as eleições que no país aconteçam  na qualidade de seu cidadão. Cândida imagem quando se pensa  ou acredita que tal baste a qualquer cidadão de "bem" que queira lá chegar ou se aproximar.

Se ao distinto e brioso "chico da esquina" se reconhecem qualidades inteligentes, bem falantes, opinion maker de massas  e da sua boa pessoa o produto deste silogismo resultar na crença de um bom presidente da republica, cândido é todo aquele que neste diletante reconhece um "Sebastião". Um Sebastião de mansas aparências e de falas de pretensões messiânicas de construção sentimental, pio nas suas convicções no pasmo da boleia de crenças colectivas. De facto Sebastião, o invencível, o puro de entre outros superlativos cognomes-que-tal achou redenção logo à primeira estocada às mãos de Mulei Moluco. Com  ele caíram no chão para se perderem de vez, se é que haviam, valores que pudessem existir.

A segunda lição disse-me que dos políticos sabemos sempre o que contar mas que dos homens comuns, os cidadãos, os ditos de bem, os "amiguinhos" e "amigalhaços", se deve observar e desconfiar do que lá vem antes de provas dadas quanto à qualidade da nobreza das ideologias que encerram.


NEWS

Fernando Nobre encerra perfil pessoal no Facebook , Morais Sarmento considera que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento , Mário Soares manifesta reservas sobre candidatura de Nobre à presidência da AR , Página oficial de Fernando Nobre desaparece do Facebook após críticas de seguidores , PSD com reservas sobre candidatura de Fernando Nobre , Mário Soares: “Fiquei estarrecido com a escolha de Fernando Nobre” , “Foi muito difícil” aceitar o convite para concorrer pelo PSD, disse Fernando Nobre , Fernando Nobre: n'importe quoi , Nobre sem 'Nobreza' ,

A JEITO!

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A jeito, a jeito agora só mesmo de cortar as unhas.
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12 de abril de 2011

CONGRATULATIONS MONTSERRAT CABALLÉ

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Maria de Montserrat Viviana Concepción Caballé ou simplesmente Montserrat Caballé, a grande Diva  da ópera dos anos 70 e 80, senhora que dispensa apresentações, assinala hoje a abençoada idade de 78 anos (para os mais positivistas primaveras - ainda assim são muitas!). Sempre ouvi contar que as senhoras não têm idade e Montserrat de facto permanece sempre jovem na nossa memória na lembrança da sua voz de suavidade etérea quase sem mácula. Em 1972, no auge da sua carreira, cantou assim em Lisboa:
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11 de abril de 2011

APETECIMENTOS

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Há uns dias sentado na Bénard senti-me atraído por um bizarro mirone que me olhava por detrás da vitrine da Sá e Costa: Fátima um poema do mundo do Botto. Pespegado na montra, insistente no seu chamamento, obrigou-me a entrar nesta livraria. De amiúde, num livro, ainda por abrir pela lei de uma apropriada navalha, de uma primeiríssima edição, verifiquei o seu admirável conteúdo que neste momento aspiraria a ler com o devido detalhe, como suplemento della colazione, desta para o espírito, enquanto a manhã não se materializa nas suas rotineiras obrigações.
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COMMENTS

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Caro Anónimo 08-04-2011 ao post UMA CABRA NO GABINETE: 

Sinta-se privilegiado por este post que acusa a recepção do seu tão tão estimado comentário que por merecimento, na sua melhor apreciação, foi enviado para o trash, vulgo lixeira. Para si e para os demais advirto que tais conteúdos, esgares e semelhantes encómios aqui não têm leitura e tal como hoje no futuro serão sempre invisíveis.

Atentamente,

Bartolomeu.

10 de abril de 2011

GRÃO-A-GRÃO ENCHE A GALINHA O PAPO

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(C) Santos & Santinhos

Também das Caldas da Rainha, guardava-se na cozinha a tradicional galinha empoleirada numa cesta. Diz-se que podia ser terrina e levar à mesa de quem quer seja uma canja a condizer. Também servia para guardar o fruto do rendimento desta ingénua e explorada bicha - os ovos. Nesta cozinha, a da avó, local de onde veio este objecto herdado, guardavam-se nele segredos e recados, contas e trocos de patrióticos escudos e até mistérios que num terço lá guardado se podiam deixar adivinhar, para uma  improvisada novena para a reparação de todos os males, sobretudo os que derivam da imprudência.

News
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UMA CABRA NO GABINETE

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(c) Santos & Santinhos

Uma linda peça de loiça comprada nas Caldas da Rainha. Guardada no meu office onde tudo é prático e nada é museológico reparo que enfeita bem, ocupa espaço e não faz nada (só mesmo para ter gasto dinheiro). Por fim, melindrado pelo bicho, como não fala, ainda hoje não sei se é cabra, cabrito, bode ou capricórnio!

9 de abril de 2011

ANNA BOLENA ATACA... EM WIEN

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Para muitos Anne Boleyn foi só a mulher de Henry VIII - a mãe de Elizabeth e causa das causas da ruptura das ilhas de british haxen da hegemonia europeia de então, emancipando-se do temporal poder romano  para se converter em autoridade de si mesma.

Para outros, pouco pouquinhos, Anna Bolena é uma ópera de Donizetti. Uma ópera ressuscitada há 60 anos que serviu de glória à La Divina aqui e que a partir de então foi comesforço, suor e aplausos mais ou menos igualada ou até mesmo ultrapassada - conforme os gostos - por uma Caballé aqui, uma Sills aqui, uma Sutherland aqui, uma Gruberova aqui ou uma Devia aqui.

Hoje Anna Bolena é Anna Netrebko aqui e em Viena, após perder a cabeça, fazendo juz ao que nestas três prodigiosas se conta, não por uma querelle ou intricada intriga ao seu gosto mas pelo resultado da leitura  actual desta suma partitura, recebeu 20 minutos ininterruptos de aplausos. 

Amanhã, do Met, pela ANT2, ás 18h, segue o rossiniano Comte D'Ory tal como se conta aqui
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7 de abril de 2011

INVICTISSES!

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 (c) Santos & Santinhos

Numa passeata pela baixa da invicta, levado eis que fui, agora na demanda de sapatos. De compras já feitas e sapatos escolhidos, embalados e embrulhados, o meu viandante compincha diz-me:

- Agora vou levar-te a um sítio onde há sapatos ainda mais baratos!
- Está bem - pensei eu, certo de haver um filão de scarpi fabulosos em cada esquina.

Ligeiramente acima do mercado do Bolhão, numa esquina, eis o tão afamado paraíso. Entrando, exclamei:

- Onde me trazes tu, homem? Olha só o cheiro! - isto já lá dentro enquanto subia uma enrolada escada de caracol deste império de ténis e sapatos made in qualquer lugar dos confins do oriente.
- Que tem? - exclamou.
- Só tu para me fazeres rir. Então, não sentes?
- ???

Sem darmos-nos conta de estarmos a ser seguidos por empregada, continuei:
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- Que rica sapataria! Dizes tu... hahahah!!! Isto aqui tresanda a borracha que se farta... Repara, quando entras numa sapataria cheira-te a pele e aqui cheira-te a plástico...
- E QUANDO VOCÊ ENTRA NUMA PEIXARIA CHEIRA-LHE A PEIXE E NUM TALHO CHEIRA-LHE A CARNE... "Estaba" à espera do quê, hein?!?!
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2 de abril de 2011

QUARTO COM VISTA SOBRE A CIDADE

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(c) Santos & Santinhos
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27 de março de 2011

NOVAS HORAS

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Eis-nos no no horário de Verão. Agora só falta mesmo que o tempo aqueça e nos convide a deitar na praia e a esquecer que as horas existem!
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HOJE FOI DIA DO SENHOR DOS PASSOS

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 (c) Santos & Santinhos


Ladeado por todos os lados
Andando a toque de caixa
Caminha pelas ruas, marcha,
O andor do Senhor dos Passos.

Desfila em procissão
Em cor de dolente lilás
Pois é coisa que satisfaz
Aos devotos que lá vão!
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25 de março de 2011

CONTRA A LITERATICE E AFINS

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 (c) Santos & Santinhos

Fui ontem ao lançamento do Contra a Literatice e Afins do João Gonçalves (aqui) que se poderia recensear como uma espécie de anti-vírus literário traçado com a mesma arte de esgrima desenhada no seu blogue.

Com este petit rien aqui deixado sem "laços de embrulhar", em alternativa a um desejado cumprimento que não me foi possível efectuar por sobreposição de compromissos (deixando assim por assinar o exemplar que de lá trouxe), saúdo-o a partir deste sitío felicitando-o com um grande bem-haja.
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24 de março de 2011

SUNDAY'S WITH LIZ TAYLOR

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Era um petiz, a pequena criança do tempo de algumas histórias aqui já contadas. Na verdade a idade em que o pequeno rapaz queria ser santo. Os domingos passava-os com uma prima viúva, ainda com 50 anos mal feitos, com quem durante longos anos na sua sala, sentado, num maiple (dizia-lhe, com certa distinção, corrigindo-lhe o trivial termo sofá) onde os pés ainda não tocavam no chão, assistia às matinés cinematográficas da RTP recheadas daqueles filmes dos anos 40, 50 e 60. Sem recordar-lhes os nomes em concreto, fascinado, recorda-lhes porém um rosto raiando beleza em torno de uns míticos e deslumbrantes olhos cor-de-violeta que vinham ocupar esse pequeno ecrã. De facto, Liz Taylor. A prima viúva dizia sempre: 

- Já teve 7 maridos!
- Tantos, prima??? - respondia
- Sim, filho, 7 maridos... e está sempre a voltar para o mesmo!

Assim era, assim foi! (aqui) Fica dessa época a memória de Rhapsody, o primeiro que lhe lembro, em torno das aventuras e desventuras com o violinista Paul Bronte que até em Lisbôa (aqui) deu um concerto.




News

RESQUIESCAT IN PACE ELIZABETH TAYLOR

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(c) Santos & Santinhos


Elizabeth Taylor
1932 - 2011

23 de março de 2011

CAIU O GOVERNO!

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Portugal não precisa de falsa eloquência nem de falsos profetas de punhos rendilhados e de falas mansas. Precisa de um trolha, CARALHO! Um trolha que meta as mãos na massa.

 

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