13 de abril de 2011

LEMBRANDO...

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Maria Antonieta da França
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NOBRE POVO, NOBRES IDEIAS

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Aprendi na instrução primária que de acordo com a constituição da republica portuguesa é condição sine qua non para se ser seu presidente votar em todas as eleições que no país aconteçam  na qualidade de seu cidadão. Cândida imagem quando se pensa  ou acredita que tal baste a qualquer cidadão de "bem" que queira lá chegar ou se aproximar.

Se ao distinto e brioso "chico da esquina" se reconhecem qualidades inteligentes, bem falantes, opinion maker de massas  e da sua boa pessoa o produto deste silogismo resultar na crença de um bom presidente da republica, cândido é todo aquele que neste diletante reconhece um "Sebastião". Um Sebastião de mansas aparências e de falas de pretensões messiânicas de construção sentimental, pio nas suas convicções no pasmo da boleia de crenças colectivas. De facto Sebastião, o invencível, o puro de entre outros superlativos cognomes-que-tal achou redenção logo à primeira estocada às mãos de Mulei Moluco. Com  ele caíram no chão para se perderem de vez, se é que haviam, valores que pudessem existir.

A segunda lição disse-me que dos políticos sabemos sempre o que contar mas que dos homens comuns, os cidadãos, os ditos de bem, os "amiguinhos" e "amigalhaços", se deve observar e desconfiar do que lá vem antes de provas dadas quanto à qualidade da nobreza das ideologias que encerram.


NEWS

Fernando Nobre encerra perfil pessoal no Facebook , Morais Sarmento considera que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento , Mário Soares manifesta reservas sobre candidatura de Nobre à presidência da AR , Página oficial de Fernando Nobre desaparece do Facebook após críticas de seguidores , PSD com reservas sobre candidatura de Fernando Nobre , Mário Soares: “Fiquei estarrecido com a escolha de Fernando Nobre” , “Foi muito difícil” aceitar o convite para concorrer pelo PSD, disse Fernando Nobre , Fernando Nobre: n'importe quoi , Nobre sem 'Nobreza' ,

A JEITO!

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A jeito, a jeito agora só mesmo de cortar as unhas.
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12 de abril de 2011

CONGRATULATIONS MONTSERRAT CABALLÉ

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Maria de Montserrat Viviana Concepción Caballé ou simplesmente Montserrat Caballé, a grande Diva  da ópera dos anos 70 e 80, senhora que dispensa apresentações, assinala hoje a abençoada idade de 78 anos (para os mais positivistas primaveras - ainda assim são muitas!). Sempre ouvi contar que as senhoras não têm idade e Montserrat de facto permanece sempre jovem na nossa memória na lembrança da sua voz de suavidade etérea quase sem mácula. Em 1972, no auge da sua carreira, cantou assim em Lisboa:
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11 de abril de 2011

APETECIMENTOS

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Há uns dias sentado na Bénard senti-me atraído por um bizarro mirone que me olhava por detrás da vitrine da Sá e Costa: Fátima um poema do mundo do Botto. Pespegado na montra, insistente no seu chamamento, obrigou-me a entrar nesta livraria. De amiúde, num livro, ainda por abrir pela lei de uma apropriada navalha, de uma primeiríssima edição, verifiquei o seu admirável conteúdo que neste momento aspiraria a ler com o devido detalhe, como suplemento della colazione, desta para o espírito, enquanto a manhã não se materializa nas suas rotineiras obrigações.
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COMMENTS

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Caro Anónimo 08-04-2011 ao post UMA CABRA NO GABINETE: 

Sinta-se privilegiado por este post que acusa a recepção do seu tão tão estimado comentário que por merecimento, na sua melhor apreciação, foi enviado para o trash, vulgo lixeira. Para si e para os demais advirto que tais conteúdos, esgares e semelhantes encómios aqui não têm leitura e tal como hoje no futuro serão sempre invisíveis.

Atentamente,

Bartolomeu.

10 de abril de 2011

GRÃO-A-GRÃO ENCHE A GALINHA O PAPO

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(C) Santos & Santinhos

Também das Caldas da Rainha, guardava-se na cozinha a tradicional galinha empoleirada numa cesta. Diz-se que podia ser terrina e levar à mesa de quem quer seja uma canja a condizer. Também servia para guardar o fruto do rendimento desta ingénua e explorada bicha - os ovos. Nesta cozinha, a da avó, local de onde veio este objecto herdado, guardavam-se nele segredos e recados, contas e trocos de patrióticos escudos e até mistérios que num terço lá guardado se podiam deixar adivinhar, para uma  improvisada novena para a reparação de todos os males, sobretudo os que derivam da imprudência.

News
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UMA CABRA NO GABINETE

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(c) Santos & Santinhos

Uma linda peça de loiça comprada nas Caldas da Rainha. Guardada no meu office onde tudo é prático e nada é museológico reparo que enfeita bem, ocupa espaço e não faz nada (só mesmo para ter gasto dinheiro). Por fim, melindrado pelo bicho, como não fala, ainda hoje não sei se é cabra, cabrito, bode ou capricórnio!

9 de abril de 2011

ANNA BOLENA ATACA... EM WIEN

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Para muitos Anne Boleyn foi só a mulher de Henry VIII - a mãe de Elizabeth e causa das causas da ruptura das ilhas de british haxen da hegemonia europeia de então, emancipando-se do temporal poder romano  para se converter em autoridade de si mesma.

Para outros, pouco pouquinhos, Anna Bolena é uma ópera de Donizetti. Uma ópera ressuscitada há 60 anos que serviu de glória à La Divina aqui e que a partir de então foi comesforço, suor e aplausos mais ou menos igualada ou até mesmo ultrapassada - conforme os gostos - por uma Caballé aqui, uma Sills aqui, uma Sutherland aqui, uma Gruberova aqui ou uma Devia aqui.

Hoje Anna Bolena é Anna Netrebko aqui e em Viena, após perder a cabeça, fazendo juz ao que nestas três prodigiosas se conta, não por uma querelle ou intricada intriga ao seu gosto mas pelo resultado da leitura  actual desta suma partitura, recebeu 20 minutos ininterruptos de aplausos. 

Amanhã, do Met, pela ANT2, ás 18h, segue o rossiniano Comte D'Ory tal como se conta aqui
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7 de abril de 2011

INVICTISSES!

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 (c) Santos & Santinhos

Numa passeata pela baixa da invicta, levado eis que fui, agora na demanda de sapatos. De compras já feitas e sapatos escolhidos, embalados e embrulhados, o meu viandante compincha diz-me:

- Agora vou levar-te a um sítio onde há sapatos ainda mais baratos!
- Está bem - pensei eu, certo de haver um filão de scarpi fabulosos em cada esquina.

Ligeiramente acima do mercado do Bolhão, numa esquina, eis o tão afamado paraíso. Entrando, exclamei:

- Onde me trazes tu, homem? Olha só o cheiro! - isto já lá dentro enquanto subia uma enrolada escada de caracol deste império de ténis e sapatos made in qualquer lugar dos confins do oriente.
- Que tem? - exclamou.
- Só tu para me fazeres rir. Então, não sentes?
- ???

Sem darmos-nos conta de estarmos a ser seguidos por empregada, continuei:
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- Que rica sapataria! Dizes tu... hahahah!!! Isto aqui tresanda a borracha que se farta... Repara, quando entras numa sapataria cheira-te a pele e aqui cheira-te a plástico...
- E QUANDO VOCÊ ENTRA NUMA PEIXARIA CHEIRA-LHE A PEIXE E NUM TALHO CHEIRA-LHE A CARNE... "Estaba" à espera do quê, hein?!?!
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2 de abril de 2011

QUARTO COM VISTA SOBRE A CIDADE

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(c) Santos & Santinhos
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27 de março de 2011

NOVAS HORAS

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Eis-nos no no horário de Verão. Agora só falta mesmo que o tempo aqueça e nos convide a deitar na praia e a esquecer que as horas existem!
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HOJE FOI DIA DO SENHOR DOS PASSOS

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 (c) Santos & Santinhos


Ladeado por todos os lados
Andando a toque de caixa
Caminha pelas ruas, marcha,
O andor do Senhor dos Passos.

Desfila em procissão
Em cor de dolente lilás
Pois é coisa que satisfaz
Aos devotos que lá vão!
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25 de março de 2011

CONTRA A LITERATICE E AFINS

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 (c) Santos & Santinhos

Fui ontem ao lançamento do Contra a Literatice e Afins do João Gonçalves (aqui) que se poderia recensear como uma espécie de anti-vírus literário traçado com a mesma arte de esgrima desenhada no seu blogue.

Com este petit rien aqui deixado sem "laços de embrulhar", em alternativa a um desejado cumprimento que não me foi possível efectuar por sobreposição de compromissos (deixando assim por assinar o exemplar que de lá trouxe), saúdo-o a partir deste sitío felicitando-o com um grande bem-haja.
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24 de março de 2011

SUNDAY'S WITH LIZ TAYLOR

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Era um petiz, a pequena criança do tempo de algumas histórias aqui já contadas. Na verdade a idade em que o pequeno rapaz queria ser santo. Os domingos passava-os com uma prima viúva, ainda com 50 anos mal feitos, com quem durante longos anos na sua sala, sentado, num maiple (dizia-lhe, com certa distinção, corrigindo-lhe o trivial termo sofá) onde os pés ainda não tocavam no chão, assistia às matinés cinematográficas da RTP recheadas daqueles filmes dos anos 40, 50 e 60. Sem recordar-lhes os nomes em concreto, fascinado, recorda-lhes porém um rosto raiando beleza em torno de uns míticos e deslumbrantes olhos cor-de-violeta que vinham ocupar esse pequeno ecrã. De facto, Liz Taylor. A prima viúva dizia sempre: 

- Já teve 7 maridos!
- Tantos, prima??? - respondia
- Sim, filho, 7 maridos... e está sempre a voltar para o mesmo!

Assim era, assim foi! (aqui) Fica dessa época a memória de Rhapsody, o primeiro que lhe lembro, em torno das aventuras e desventuras com o violinista Paul Bronte que até em Lisbôa (aqui) deu um concerto.




News

RESQUIESCAT IN PACE ELIZABETH TAYLOR

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(c) Santos & Santinhos


Elizabeth Taylor
1932 - 2011

23 de março de 2011

CAIU O GOVERNO!

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Portugal não precisa de falsa eloquência nem de falsos profetas de punhos rendilhados e de falas mansas. Precisa de um trolha, CARALHO! Um trolha que meta as mãos na massa.

 

21 de março de 2011

SPRING SONG

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Charlie Chaplin em "As luzes da Ribalta"

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A MAIOR DAS VERDADES

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(c) Santos & Santinhos

Chamava-se João Manuel Serra e era conhecido como o "senhor do adeus" e já não está entre nós. Melindrado por este por mural pressenti estar perante um cenotáfio, o memorial de quem naquele  local passou tantas horas saudando quem por ali passava para afastar a solidão. Podia ser qualquer um de nós - sim, nós  aqueles que se devotam a passar horas no mundo virtual comunicando com um mundo mudo e mouco alegando não se estar como já se se encontra: hermeticamente sós e refugiados no isolamento do mundo acenando àqueles que por nela passam .
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20 de março de 2011

LUCIA, LUA E LOUCURA

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Sobre o mar-da-palha, pelas vidraças do que do Estúdio 19 se deixa alcançar, uma bola cor-de-fogo vi nascer com tal esplendor que não tardei a chamar a atenção do meu interlocutor, que, no ar, conjugando palavras que se difundiam por este elemento, tal como as minhas ali reunidas num dueto conversado, se emolduravam pelas largas janelas diante o espectáculo visual que ali se punha ao som daquele que de além-atlântico nos chegava.

Nascia assim a Lua. Lucia, demente, esvaia-se em loucura por entre malabarismos vocais, escalas e gorjeios balbuciando os bei momenti que a lembrança à voz lhe trazia. A Lua crescia. Lucia, ante o seu termo, cadencia as suas últimas notas que a lucidez lhe permite pela medida do seu criador. Empalidecendo o mundo com seus raios ondulantes o finto astro níveo nocturno mostrou-se por fim soberano coroando-se com o aigú com que esta mortal de glória se encheu.

Lucia jaz louca. Silenciada descansa na mente dos que a escutaram, a doce e repousante tumba de afectos, sepultura de perpétua lembrança, até que o sipario se abra de novo e por entre aplausos a sua trágica história se venha a contar. A Lua, caprichosa da sua vaidade, só daqui por uns anos se voltará a mostrar como ontem aos olhos do mundo se deixou ver. Talhada pelo tempo que passa exibe-se ainda de esplendor pelo firmamento enfeitiçando aqueles que no seu brilho sucumbem.
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