9 de abril de 2011

ANNA BOLENA ATACA... EM WIEN

.

Para muitos Anne Boleyn foi só a mulher de Henry VIII - a mãe de Elizabeth e causa das causas da ruptura das ilhas de british haxen da hegemonia europeia de então, emancipando-se do temporal poder romano  para se converter em autoridade de si mesma.

Para outros, pouco pouquinhos, Anna Bolena é uma ópera de Donizetti. Uma ópera ressuscitada há 60 anos que serviu de glória à La Divina aqui e que a partir de então foi comesforço, suor e aplausos mais ou menos igualada ou até mesmo ultrapassada - conforme os gostos - por uma Caballé aqui, uma Sills aqui, uma Sutherland aqui, uma Gruberova aqui ou uma Devia aqui.

Hoje Anna Bolena é Anna Netrebko aqui e em Viena, após perder a cabeça, fazendo juz ao que nestas três prodigiosas se conta, não por uma querelle ou intricada intriga ao seu gosto mas pelo resultado da leitura  actual desta suma partitura, recebeu 20 minutos ininterruptos de aplausos. 

Amanhã, do Met, pela ANT2, ás 18h, segue o rossiniano Comte D'Ory tal como se conta aqui
.
.

7 de abril de 2011

INVICTISSES!

.
 (c) Santos & Santinhos

Numa passeata pela baixa da invicta, levado eis que fui, agora na demanda de sapatos. De compras já feitas e sapatos escolhidos, embalados e embrulhados, o meu viandante compincha diz-me:

- Agora vou levar-te a um sítio onde há sapatos ainda mais baratos!
- Está bem - pensei eu, certo de haver um filão de scarpi fabulosos em cada esquina.

Ligeiramente acima do mercado do Bolhão, numa esquina, eis o tão afamado paraíso. Entrando, exclamei:

- Onde me trazes tu, homem? Olha só o cheiro! - isto já lá dentro enquanto subia uma enrolada escada de caracol deste império de ténis e sapatos made in qualquer lugar dos confins do oriente.
- Que tem? - exclamou.
- Só tu para me fazeres rir. Então, não sentes?
- ???

Sem darmos-nos conta de estarmos a ser seguidos por empregada, continuei:
.
- Que rica sapataria! Dizes tu... hahahah!!! Isto aqui tresanda a borracha que se farta... Repara, quando entras numa sapataria cheira-te a pele e aqui cheira-te a plástico...
- E QUANDO VOCÊ ENTRA NUMA PEIXARIA CHEIRA-LHE A PEIXE E NUM TALHO CHEIRA-LHE A CARNE... "Estaba" à espera do quê, hein?!?!
.
.

2 de abril de 2011

QUARTO COM VISTA SOBRE A CIDADE

..
(c) Santos & Santinhos
.
.

27 de março de 2011

NOVAS HORAS

.


.
Eis-nos no no horário de Verão. Agora só falta mesmo que o tempo aqueça e nos convide a deitar na praia e a esquecer que as horas existem!
.
.

HOJE FOI DIA DO SENHOR DOS PASSOS

.
 (c) Santos & Santinhos


Ladeado por todos os lados
Andando a toque de caixa
Caminha pelas ruas, marcha,
O andor do Senhor dos Passos.

Desfila em procissão
Em cor de dolente lilás
Pois é coisa que satisfaz
Aos devotos que lá vão!
.

25 de março de 2011

CONTRA A LITERATICE E AFINS

.
 (c) Santos & Santinhos

Fui ontem ao lançamento do Contra a Literatice e Afins do João Gonçalves (aqui) que se poderia recensear como uma espécie de anti-vírus literário traçado com a mesma arte de esgrima desenhada no seu blogue.

Com este petit rien aqui deixado sem "laços de embrulhar", em alternativa a um desejado cumprimento que não me foi possível efectuar por sobreposição de compromissos (deixando assim por assinar o exemplar que de lá trouxe), saúdo-o a partir deste sitío felicitando-o com um grande bem-haja.
.
.

24 de março de 2011

SUNDAY'S WITH LIZ TAYLOR

.
Era um petiz, a pequena criança do tempo de algumas histórias aqui já contadas. Na verdade a idade em que o pequeno rapaz queria ser santo. Os domingos passava-os com uma prima viúva, ainda com 50 anos mal feitos, com quem durante longos anos na sua sala, sentado, num maiple (dizia-lhe, com certa distinção, corrigindo-lhe o trivial termo sofá) onde os pés ainda não tocavam no chão, assistia às matinés cinematográficas da RTP recheadas daqueles filmes dos anos 40, 50 e 60. Sem recordar-lhes os nomes em concreto, fascinado, recorda-lhes porém um rosto raiando beleza em torno de uns míticos e deslumbrantes olhos cor-de-violeta que vinham ocupar esse pequeno ecrã. De facto, Liz Taylor. A prima viúva dizia sempre: 

- Já teve 7 maridos!
- Tantos, prima??? - respondia
- Sim, filho, 7 maridos... e está sempre a voltar para o mesmo!

Assim era, assim foi! (aqui) Fica dessa época a memória de Rhapsody, o primeiro que lhe lembro, em torno das aventuras e desventuras com o violinista Paul Bronte que até em Lisbôa (aqui) deu um concerto.




News

RESQUIESCAT IN PACE ELIZABETH TAYLOR

.
 
(c) Santos & Santinhos


Elizabeth Taylor
1932 - 2011

23 de março de 2011

CAIU O GOVERNO!

.
Portugal não precisa de falsa eloquência nem de falsos profetas de punhos rendilhados e de falas mansas. Precisa de um trolha, CARALHO! Um trolha que meta as mãos na massa.

 

21 de março de 2011

SPRING SONG

.
 

Charlie Chaplin em "As luzes da Ribalta"

.
.

A MAIOR DAS VERDADES

.
(c) Santos & Santinhos

Chamava-se João Manuel Serra e era conhecido como o "senhor do adeus" e já não está entre nós. Melindrado por este por mural pressenti estar perante um cenotáfio, o memorial de quem naquele  local passou tantas horas saudando quem por ali passava para afastar a solidão. Podia ser qualquer um de nós - sim, nós  aqueles que se devotam a passar horas no mundo virtual comunicando com um mundo mudo e mouco alegando não se estar como já se se encontra: hermeticamente sós e refugiados no isolamento do mundo acenando àqueles que por nela passam .
.
.

20 de março de 2011

LUCIA, LUA E LOUCURA

.
Sobre o mar-da-palha, pelas vidraças do que do Estúdio 19 se deixa alcançar, uma bola cor-de-fogo vi nascer com tal esplendor que não tardei a chamar a atenção do meu interlocutor, que, no ar, conjugando palavras que se difundiam por este elemento, tal como as minhas ali reunidas num dueto conversado, se emolduravam pelas largas janelas diante o espectáculo visual que ali se punha ao som daquele que de além-atlântico nos chegava.

Nascia assim a Lua. Lucia, demente, esvaia-se em loucura por entre malabarismos vocais, escalas e gorjeios balbuciando os bei momenti que a lembrança à voz lhe trazia. A Lua crescia. Lucia, ante o seu termo, cadencia as suas últimas notas que a lucidez lhe permite pela medida do seu criador. Empalidecendo o mundo com seus raios ondulantes o finto astro níveo nocturno mostrou-se por fim soberano coroando-se com o aigú com que esta mortal de glória se encheu.

Lucia jaz louca. Silenciada descansa na mente dos que a escutaram, a doce e repousante tumba de afectos, sepultura de perpétua lembrança, até que o sipario se abra de novo e por entre aplausos a sua trágica história se venha a contar. A Lua, caprichosa da sua vaidade, só daqui por uns anos se voltará a mostrar como ontem aos olhos do mundo se deixou ver. Talhada pelo tempo que passa exibe-se ainda de esplendor pelo firmamento enfeitiçando aqueles que no seu brilho sucumbem.
.
.
.

19 de março de 2011

O ESTADO DAS COISAS...

.
Lucia canta... Eu encanto!

.
.

12 de março de 2011

10 de março de 2011

CONVERSAS À MESA!

.
Quiz gritar mas faltou-lhe a voz para chegar tão longe. Não era de grito a distância mas surdo mostrou-se -lhe o caminho. Imóvel permaneceu. Contado o pulsar que lhe percorria a cabeça e que lhe levava o coração a tão alto sítio, como se dele fosse explodir vaporizando-se pelo espaço sem nele deixar nódoa, deixou-se estar. Pestanejou. As conversas mudas eram também surdas e sem graça tudo lhe sorria de enfado exclamando: é a vida! Em silêncio falou com os seus mudos dedos... por fim exclamou: ó rapaz!...  sem delongas,  o mundo falou-lhe rompendo-lhe a surdez das suas moucas orelhas: são 7 €! Ainda olhou a tv, mas esta não lhe deu "cavaco". Levantou-se e saiu à rua. Andando achou-se em discussões existências com uma alheira que lhe deu conversa a tarde inteira.
 .
.

9 de março de 2011

TERÇA-FEIRA GORDA VV QUARTA-FEIRA DE CINZAS

.
Bacanal, Bacanal, Bacanal Evviva o dia de Carnaval!

ouvir aqui

Eram cabeçudos e carros galhardos; confetis e serpentinas; bolas de serradura voando e pistolas de água esguichando; homens enfeitando-se de mulheres ou mulheres que não sabem o que são fingindo animais ou incertas certezas; crianças mal-trajadas de princesas ou heróis de seda roscof. Gela agora o frio. Terminam as danças e desfazem-se as rodas; os velhos recolhem-se e riem rapazes galgando as sombras. Desertas as ruas fecham-se janelas e apagam-se luzes diante o silêncio da meia-noite de um já esquecido Entrudo. Em graça e triunfo, até que o alvor transpareça, desfila ainda Rei Momo pelos ares exclamando:

Arraial, Arraial, Arrail ao novo Senhor de Portugal!
.
(c) Santos & Santinhos


News

Cavaco II: Um "novo" Presidente em construçãoCavaco II. Mandato mais activo mas conselheiros afastam dissolução , PS pressiona Cavaco Silva a evitar eleições antecipadas , Cavaco Silva. Um discurso à prova de qualquer crise ,  Cavaco Silva inicia segundo mandato com visita oficial a Timor-Leste, Indonésia e Tailândia , Mar e jovens ocupam manhã do Presidente da República , Como os discursos de posse contam a história do regimePágina oficial da Presidência alarga funcionalidades a telemóveis e "tablets" , Presidenciais: Publicado mapa oficial de resultados em Diário da República , Cavaco. Quando o presidente também é vizinho , Discurso da tomada de posse na íntegra , Sócrates:"Presidente pode contar com cooperação institucional leal" , Gama relembra magistratura activa de Cavaco , C Cavaco Silva arrasador para Governo ,  José Sócrates falha início da sessão de cumprimentos a Cavaco Silva , Jerónimo de Sousa: Cavaco quis "dar um contributo ao seu partido" , PSD diz que Cavaco fez discurso corajoso , Cavaco terá de ter “apuradíssimo sentido de responsabilidade” , Assis acusa Cavaco de fazer “discurso sectário” , PR/Posse: Cavaco Silva fez "um discurso de fação, um discurso sectário" -- Francisco Assis , PR/Posse: Cavaco pede consensos políticos e defende que estabilidade deve ser aproveitada para resolver problemas , Acompanhe aqui a tomada de posse de Cavaco Silva , Cavaco apela aos jovens: “Não se resignem” , Sócrates queixa-se que “muitas vezes” o governo está “sozinho" , “O momento que o país atravessa exige uma especial cooperação” , Tomada de posse de Cavaco Silva: veja aqui as reacções

7 de março de 2011

ASSALTO À MÃO ARMADA!

.
.
.
Armida, ultrajada, traída pelo seu dileto amante, irada, esbaforindo encómios entre gritos dilacerados pela dor do abandono, entre uivos e maldições, voa no seu carro alado de dragões fumegantes, prenúncio de  maior desgraça, a ecológica, metamorfose do errar humano, das verborreias que nos nossos luzentes dias encobrem e enublam de negro o mundo de enganos e confusões. Se a sua arte, a pagã magia que a Circe ou Medeia fez fama, não lhe foi forte, que dizer do rol de expectativas apregoadas na verdade catolicizada pelas classes que governam e submetem e vergam a alegria à dura cruz das leis escravizadas pelo poder e cobiça do argent e da mania em querer, diz-se mandar... onde não há ouro ou prata há alquimistas, fazedores, sombras de má indole, parasitas e traidores e ainda portadores de desgraças suavizadas por tormentos: aquelas que se agarram, dilaceram e destroem.

News

"Governo vai ter de prestar contas", diz Jerónimo de Sousa , Os mais novos do mais velho partido português , Redes sociais são combustível para a infedilidade? 

4 de março de 2011

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails