5 de janeiro de 2011

MOTO PERPETUO

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(c) Santos & Santinhos


Este "mote" perpetuo reluzente,
Assim seja eternamente!

Sete velas ardem perpetuamente
Num movimento de brilho dolente
Ardem por entre o vento da serra
Sem que o seu sustento caia por terra.

Pedidos de comiserações cada uma encerra
Preces e súplicas que à luz se ferra.
É esperança e fé penitente
Pela vitória ao negrume impertinente.

Assim seja eternamente,
Este "mote" perpetuo reluzente!
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O BOM ALMANAQUE

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 (c) Santos & Santinhos


Ei-lo! Renovado, sempre jovem e igual a si mesmo, em cada ano cá nos aparece o velhinho Borda d'Água encerrando informações da maior utilidade... pena que não nos recomende, nos seus sábios conselhos, a livrármo-nos de enganos, da má índole alheia e de tamanhas sortes parasitárias. 

Há "males" que vêm por mal, e, há "males" que só querem mal!
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2 de janeiro de 2011

JÁ TEMOS UMA NOVA ESTRELA... NA ÓPERA!

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Há cerca de 1 semana, brilhou nos palcos do Metropolitan Opera House New York, um soprano português oriundo das Caldas das Taipas, ali em Braga, a distinta senhora Elisabete Matos. 

Na casa de ópera mais famosa do mundo, Elisabete Matos interpretou o papel de Minnie, na ópera La Fanciulla del West, de Puccini, nas comemorações do primeiro centenário desta ópera escrita para este teatro e que na sua prémiere contou com Enrico Caruso no papel principal de tenor.

De facto, este vulto cultural português mal conhecido no seu país, quase ignorado, excepto pelos entendidos e conhecedores de ópera, já levou associado consigo o nome do seu país às principais casas de ópera de Espanha e Itália e agora no espaço além atlântico... de facto, se Elisabete Matos fosse uma estrela do Futebol até os alfinetes usados no seu fato teriam sido entre nós notícia de abertura das magazines noticiosas de todos os nossos canais televisivos. 

Fica aqui a cena do Poker, ilustrando o que foi esse importante momento. Momento que será lembrado no próximo sábado na RTP ANT2 (Rádio) na transmissão directa desta ópera, porém com Debora Voight.
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28 de dezembro de 2010

SOBRE O AMOR:

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É preciso tocar a fímbria do bom senso. O amor é bom, porque o amor é difícil. O amor de uma pessoa por outra, é, talvez, essa a maior dificuldade que conhecemos. A última prova e teste do trabalho que todos os outros trabalhos apenas preparam. É por isso, que a juventude, que é principiante em tudo, não pode ainda amar. Amar não tem de inicio nada que ver com abrir-se, entregar-se, e unir-se a outra pessoa. É antes uma ocasião sublime concedida ao individuo para que ele possa amadurecer tornar-se qualquer coisa dentro de si; tornar-se mundo para si em nome de um outro. Mas nisto os jovens, impacientes por natureza, erram tantas vezes e tão gravemente lançando o corpo contra outro corpo, quando conhecem o amor. e dispersam-se tal como são, em todo o desalinho, desordem e confusão. E considerando-me uma obra de arte e perante as críticas apenas lhe digo: nada está mais longe de tocar numa obra de arte do que palavras criticas: delas resultam apenas mal entendidos mais ou menos felizes. As coisas não são apreensíveis nem tão dizíveis como nos querem fazer crer, quase todos os eventos são inefáveis, desenrolam-se num espaço onde as palavras nunca entram, e os mais inefáveis entre eles são as obras de arte.


Peter Shuy
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26 de dezembro de 2010

AO JANTAR, NO DIA DE NATAL:

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(c) Santos & Santinhos


Mano: Eu quando morrer vou para o céu...
Pai: Sim, sim vais para o céu... dos pardais!
Mano: Dos pardais?
Pai: Sim! Na barriga dos gatos!
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24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL... MERRY CHRISTMAS

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(c) Santos & Santinhos
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17 de dezembro de 2010

DEZEMBRICES

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 (c) Santos & Santinhos

Portugal não é Portugal sem que no ano se assinale o dia da restauração e Dezembro não seria Dezembro  sem-se assinalar entre nós a Senhora da Conceição e o seu royal mustache day.

Diz a lenda ou a história que: o Sr. D. João, o IV de Portugal aos pés desta senhora depositou a sua coroa fazendo-a rainha de Portugal; que por união sagrada por Deus Maria Cavaco é a primeira dama de Portugal; sem nada, em noites frias como esta, que remédio tomará o nosso primeiro para tirar os pés ao frio?
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16 de dezembro de 2010

NA CANTINA...

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... enquanto relia a matéria de um teste, ante a pressa em revisitar todos os aspectos de temas que precisavam ser mais bem lembrados, entre garfadas de uma macrobiótica jardineira de seitan coroada por uma rabanada açucarada sem embargos por sobremesa, eis que oiço:

Um: Então como foi o teu teste?
Outro: Vê lá bem, em vez de pintura saiu um poema de Van Gogh...
Um: Uhm!... quem é esse?... ahh, é tipo aquele que pintava quadros?
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ACONTECE... CARLOS PINTO COELHO

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(c) Santos & Santinhos

Carlos Pinto Coelho

1944 - 2010
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NEWS

15 de dezembro de 2010

CULTURA SEM ESPÍRITO OU SEM ESPINHA

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(c) Santos & Santinhos

A Cultura portuguesa emancipou-se hoje do Governo que a gere... assim o afirmou a Sr. Ministra da Cultura... gere como quem diz dá a esta ruidosa e sorridente menina bonita que tanto gosta de aparecer uma mesada perdulada em efémeras futilidades como uma criança que a derrete em chupa-chupas comprados não na Confeitaria Nacional, como seria de apreciar, mas ali no Zé da esquina que os trouxe aos quilos a reboque de uma "chafarica" empoeirada de Badajoz.

Tanto para nada, se nada só serve para justificar aquilo que não há a quem isto nada interessa. A convicção submete-se ao carreirismo, e no fim: uns chupam no doce, outros chupam no dedo!
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BRILHA BRILHA

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(c) Santos & Santinhos

Pois é, caro leitor saudoso de um nosso post, hoje, sem que fosse ainda o natal que se anuncia, o vosso Bartolomeu brilhou cintilantemente por entre a plêiade das magnas "estrelas" da sua faculdade como um astro cadente rasgando de espanto e assombro aqueles ares com a argente arte que ali ninguém possui conhecimento ou domínio ao nível que este vosso escrevente encerra. 

De facto, hoje, o firmamento foi meu. Quando voltará a ser... o amanhã o determinará. Por agora,  para outros igualar, ao maior cuidado as minhas obrigações académicas me obrigam a mergulhar.
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UN RICORDO... QUE AFINAL SÃO DOIS OU TRÊS

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Não foi por esta razão do que aqui vou escrever que elaborei este post. Aqui todos os post sucedem-se como um encadeamento, uma história ou um resumo de algo que habitualmente se encerra e segreda a um diário. 

R. Fleming é de facto para mim uma boa recordação. Tive uma esmerada educação musical ouvindo e assistindo em anos consecutivos os concertos da Gulbenkian. Um deles foi precisamente deste soprano. Não cantou esta ária sacra, mas cantou outras que nos encantaram a todos quantos nesse fim de tarde a foram ouvir... desses, estava uma saudosa figura lisboeta que só sei recordar por associação a estes concertos: o ilustre Zé Manel das Muletas, helás!

O Zé Manel das Muletas para mim era e foi sempre um senhor que como eu frequentava os concertos da Fundação Gulbenkian sendo comum encontra-lo nos espectáculos que continham musica vocal, como os concertos corais-sinfónicos ou os recitais de canto; e por ser aquele homem que esbaforidamente nos aplausos finais gritava bravos que ecoavam por toda a sala e que obrigavam as pessoas a cochichar dizendo: "está cá o Zé Manel das Muletas!"

Da mesma forma que era comum encontrá-lo na sala, também era comum avista-lo na fila para os autógrafos aos quais não se coibia como um prémio triunfante a receber. 

No dia do concerto da R. Fleming o Zé Manel das Muletas era a pessoa que me precedia na fila. Entrando, num inglês de invejável fluência, cortejou o soprano até às lágrimas. De facto, caro leitor, foram verdadeiras lágrimas. Comovida, R. Fleming lacrimejou nas palavras deste homem que foram mais ou menos estas:

"Cara Senhora, é para mim uma grande honra poder tê-la ouvido. Gostei muito desta ária, e daquela também. Porém, o maestro não a compreende: estragou-lhe a Rusalka... é um vil, um canalha..." 

Aqui R. Fleming exaltou-se e exclamou: Oh my God! E sem pronunciar uma palavra, olhando-nos, dizia pelos seus inquietos olhos: por favor, calem-me este homem! Ciente da perturbação, Zé Manel das Muletas retomou para agora repor a ordem: 

"Não se assuste cara senhora, a minha adoração por si é tão elevada que só poderia protege-la.  Não vim aqui para insultos, só digo o que acho e esta é a minha verdade. Qualquer nota cantada por si é um balsamo para os meus ouvidos, e, revolta-me que tais maestros façam tão pouco às cantoras como a senhora. Repare, olhe o meu aspecto... sabe, eu sou uma pessoa doente. Todas as noites sofro dores inimagináveis pelo mal que padeço. Ouvi-la, como muitas vezes a oiço, é nesse momento conseguir esquecer todo o sofrimento e entrar no paraíso. De resto muitos parabéns pelo magnifico concerto que hoje concretizou o meu sonho de poder vê-la e ouvi-la."

Posto isto, agradecendo uma vez mais, recebeu o autógrafo e retirou-se acompanhado pelo som da chiadeira das suas muletas, deixando este rendido soprano emocionado.
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4 de dezembro de 2010

RESPOSTA:

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De facto tudo começa com um ponto... Ponto pintado. Ponto figurado, borrão antípoda de verborreia escrita. Ponto que é a génese de um oceano de palavras onde por vezes o acaso não tem fim e Proust navega como Almirante a este ordenado concordante. De facto, caro leitor, estou farto! Farto, fartissímo; farto, fartinho... de não ter inspiração para "cagar" aqui duas palavras mesmo quando as minhas extremidades tentam espremer a esta meninge pouco habitada de seres luminosos um rasgo de qualquer coisa com sentido... 
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2 de dezembro de 2010

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30 de novembro de 2010

LEITURAS

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Diz o autor desta resenha que não deve ter havido na história portuguesa um casamento régio que tivesse dado azo a tantos registos descritivos, de hábeis e inacreditáveis pormenores, como o do rei D. Pedro II  de Portugal com a rainha, porque havia sido já proclamada, quando em Heidelberg afiançou o seu sim à empresa, D. Maria Sofia de Neuburg sua segunda esposa, dada a opulência deste ímpar acontecimento que por comparação aos eventos similares precedentes e procedentes nunca mais foi igualado.

Esta crónica, em tons de rosa setecentista, que envergonha um qualquer evento da mesma natureza contemporâneo, mostrando que não há novidade na novidade trivial (veremos no próximo ano como é) relatado por um  luzente escriba de exímio punho de letra desenhada à pena, o padre  jesuíta João König ou João Reis, acha uma tal graça de pormenores de locais, propósitos, vestuário, hábitos, arte e gentes (para não falar das ilustrações de arte efémera do evento que compõem esta publicação) que a nossa meninge fértil de curiosidade trata de ensaiar segundo as leis da imaginação este descritivo cenário reportando-se ao conhecimento adquirido das modas e da Lisboa de então.

Adquiri-o numa feira do livro, numa banca de entre aqueles livros que se vendem por menos de 5 € e que num alfarrabista já é um livro de uma pequena considerada avaliação. Só havia mais um nesse sítio. Sem fazer mossa à orfandade do que lá ficou, sem exclusão de partes, trouxe aquele que me pareceu ter um ar mais clean. Ei-lo:


Por enquanto, numa pausa sobre assunto, e porque o saber e o interesse não ocupam lugar, somente a hora de me recolher ao descanso nocturno me preocupa e que descuido por estes cuidados, irei deleitar-me com The Phantom of the Opera de Rupert Julien para melhor acomodar esta noite.

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29 de novembro de 2010

R.I.P. LESLIE NIELSEN

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Foi por aqui que tomei conhecimento do desaparecimento de Leslie Nielsen.

Durante a minha adolescência ri a bandeiras despregadas com as suas divertidas comédias que culminaram, na minha opinião e gosto, na paródia em torno do Drácula do Bram Stoker, com assinatura de Mel Brooks, entre as citações da carreira cinematográfica deste horrendo personagem, desde Béla Lugosi à versão de Francis Ford Cappola, provando que humor, que se quer bom, não tem fronteiras de imaginação, apenas criatividade ou imaginação.

Foram boas horas de boa disposição, como a que aqui deixo como uma das minhas preferidas (vale a pena seguir o trilho dos vídeos e ver toda a sequela). Obrigado Leslie Nielsen.


Drácula - Dead and Loving
Mel Brooks
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24 de novembro de 2010

DANÇAR... MESMO QUANDO NÃO HÁ MUSICA

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a metodologia da sobrevivência
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22 de novembro de 2010

A FARRA DAS FARRAS NUMA FESTA!

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Quando for convidado [para uma festa], não se sente nos lugares de primazia para que não lhe suceda que chegando uma pessoa mais considerada o anfitrião lhe diga por conveniência: [“Olhe, ó ...,  se não se importa chegue-se lá para o lado se faz favor!" E por quantos que assim forem e que assim apareçam se veja corrido para o último assento]. Então sentir-se-à vexado, [já que a vergonha nunca houve]. Tome sempre o seguinte por precaução: quando for convidado para uma festa, vá e sente-se no último lugar, para que  uma vez notado na sua modéstia receba do seu anfitrião as seguintes palavras: “Amigo, venha para mais próximo de mim.” Então exultará e rejubilará com o convite [e distinção]. Por fim e para encerrar Jesus disse: “Todo aquele que se eleva será humilhado e todo aquele que se humilha será elevado.” 

Lucas, 14: 7-11
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E NA AURORA DESTE DIA SE COMEÇA MAIS UMA JORNADA

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É com a impressionante e gaia overture do Candide de Bernstein, com o insigne maestro dirigindo este feliz momento, para o qual fez gala de se deslocar desde o além até a este sitio da net para desta forma nos brindar nesta partilha com a sua excelsa musica, inaugurando o novo ano con moto.
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21 de novembro de 2010

2º ANIVERSÁRIO

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(c) Santos & Santinhos


Foi na noite de 21 para 22 Novembro que este Blogue surgiu na chamada blogosfera. Um bebé, portanto. Um bebé acabado de nascer pelas palavras surgidas no post que inaugurou esta aventura e que tal como nesse dia de 2008, hoje pode ser lido aqui.

Neste 2º aniversário dedico este momento a todos os que seguem o Santos & Santinhos e que se aprazem a ler e a ver com dedicação o que por aqui se conta. A todos vós: uma salva de palmas!
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