8 de novembro de 2010

OS SEGREDOS DA FACULDADE

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(c) Santos & Santinhos


Fazendo uma análise a um percurso aproximadamente de 15 anos chego à conclusão que estive rodeado ou me senti atraído, academicamente, socialmente e profissionalmente, por um certo tipo de pessoas de índole duvidosa quanto à origem das suas melhores intenções. Não por intenção mas sobretudo pela disponibilidade de espécimes que nesses certos meios que frequentei encontrei.

Diplomado em bullying e moobing cheguei a esta idade com tantos complexos e desilusões turvantes do melhor olhar sobre as pessoas que por consequência me privaram do sentimento de curiosidade e aproximação. Lá no meu canto, recordando uma preciosa lição da adolescência, fiquei esperando quem por bem se fosse aproximando e se interessasse por partilhar reciprocamente ideias e olhares.

Hoje, embora tivesse atravessado o portão da faculdade, desmotivado pela minha falta de brio no melhor empenho das minhas obrigações, venho de lá com um certo conforto de um  gesto de tão grande generosidade que mesmo que seja contado ninguém acredita. Um acto que só poderei classificar de muita estima e maior amizade, já que a minha recusa a esse acolhimento poderia ser classificada de ofensiva e o que me fora depositado nesta prova não poderia ser largado assim. Não sei se sou merecedor de tal prémio com que fui agraciado, mas por esta dádiva cito uma lição do meu livro da 2ª Classe que no seu término se moralizava com a seguinte máxima: amor com amor se paga!

Obrigado R. M.
E muito especialmente: obrigado M. P.
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PENSAMENTO (AO ALVOR) DO DIA

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Há por aí gente que se diz monárquica sem que saiba distinguir ISSO entre ISSO e um PNEU DE CAMIÃO.
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A NOVA BASÍLICA...

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 (c) Santos & Santinhos


Hoje, na polémica capital gay espanhola, a Sodoma mediterrânica, Bento XVI inaugurou a basílica da Sagrada Família... BENEDICTUS!!!

Há uns anos atrás, não muitos, no início do seu pontificado, este mesmo Papa para além de ter recusado vir a Portugal inaugurar a basílica da SS. Trindade em Fátima chamou todos os bispos portugueses a Roma onde lhes deu uma farta reprimenda tendo como objecto principal isso mesmo: Fátima como profissão de fé dos quase 10 milhões de portugueses descrentes e afastados das práticas dominicais. 

Mas, e o que é que Barcelona tem que Fátima não tem? 

De facto, Sua Santidade, e meu caro e sempre estimado leitor, Fátima é Fátima e Barcelona  é Barcelona. Porém, na comparação, achamos uma qualquer semelhança de umas certas práticas e se Barcelona é um antro Gay de gente que sabe o que quer, a cândida Fátima é capital dos mictórios com fama além fronteiras, onde um pai de uma abençoada família no segredo da retrete dá azo à sua conduta mais recôndita para depois ir afagar e beijar os seus filhos.

O Povo tem destas coisas, afinal tudo é pretexto para... isso mesmo. Entre vaiar ou adorar mais vale estar calado e agradecer já que é da catequese do Senhor a boa advertência sobre o modo de atirar de pedras de qualquer maneira. Enfim, aos incautos menos perdão e mais conversão!


NEWS
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7 de novembro de 2010

REQUIESCAT IN PACE SHIRLEY VERRETT

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Já lá vão alguns dias que a natureza e a ordem do mundo nos passaram a privar de Shirley Verrett. Certo do seu valor e alguma importância entre as minhas escolhas que ilustram alguns exemplos do meu diversificado escaparate, aqui fica a minha homenagem.


1931 - 2010

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4 de novembro de 2010

DE LA MUSIQUE

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Tudo ou nada?


J'suis snob... J'suis snob
C'est vraiment l'seul défaut que j'gobe
Ça demande des mois d'turbin
C'est une vie de galérien
Mais lorsque je sors à son bras
Je suis fier du résultat
J'suis snob... Foutrement snob
Tous mes amis le sont
On est snobs et c'est bon

Chemises d'organdi, chaussures de zébu
Cravate d'Italie et méchant complet vermoulu
Un rubis au doigt... de pied, pas çui-là
Les ongles tout noirs et un tres joli p'tit mouchoir
J'vais au cinéma voir des films suédois
Et j'entre au bistro pour boire du whisky à gogo
J'ai pas mal au foie, personne fait plus ça
J'ai un ulcère, c'est moins banal et plus cher


J'suis snob... J'suis snob
J'm'appelle Patrick, mais on dit Bob
Je fais du ch'val tous les matins
Car j'ador' l'odeur du crottin
Je ne fréquente que des baronnes
Aux noms comme des trombones
J'suis snob... Excessivement snob
Et quand j'parle d'amour
C'est tout nu dans la cour


On se réunit avec les amis
Tous les vendredis, pour faire des snobisme-parties
Il y a du coca, on deteste ça
Et du camembert qu'on mange à la petite cuiller
Mon appartement est vraiment charmant
J'me chauffe au diamant, on n'peut rien rêver d'plus fumant
J'avais la télé, mais ça m'ennuyait
Je l'ai r'tournée... d'l'aut' côté c'est passionnant

J'suis snob... J'suis snob
J'suis ravagé par ce microbe
J'ai des accidents en Jaguar
Je passe le mois d'août au plumard
C'est dans les p'tits détails comme ça
Que l'on est snob ou pas
J'suis snob... Encor plus snob que tout à l'heure
Et quand je serai mort
J'veux un suaire de chez Dior!


Boris Vian
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25 de outubro de 2010

PARÁFRASES

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 (c) Santos & Santinhos

Um dia levo-te no elevador e carrego no stop... para dar-te a ver as encriptadas vistas que não enxergas nem podes enxergar de forma óbvia descobrindo um pouco mais para lá do horizonte mergulhando nos segredos que uns sabem e que a outros não lembra.
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15 de outubro de 2010

O QUE É A VERDADE?

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(c) Santos & Santinhos
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DONA BRANCA ATRASADA

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(c) Santos & Santinhos

Para além de 120 anos, 10 dias!
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11 de outubro de 2010

REQUIESCAT IN PACE JOAN SUTHERLAND

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Joan Sutherland, La Stupenda, consagrou-se como um dos melhores Sopranos que o mundo conheceu na segunda metade do século anterior de fama e condição comparada à da Callas e à  a Tebaldi, patamar que poucas atingem.

Depois de uma longa vida rica de experiências e de conhecimento e de um largo e inestimável contributo para a cultura mundial subiu na noite passada ao Parnassus para ocupar o seu lugar na sedia das cátedras mais elevadas do panteão das celebridades líricas.

Para além de toda a sua abordagem ao repertório (árias, ariettas  e cançonetas, sempre de boa e agradável audição, terapia recomendada à melancolia) destaco nas minhas predilecções a sua Norma, Amina, Violetta, Lucia, Lucrezia, Marguerite d'Anjou e o delicioso tape Io non son piú l'Anetta de Ricci.

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EXÉQUIAS FÚNEBRES - A DERRADEIRA DESPEDIDA

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Nem de propósito ao rito fúnebre já iniciado, hoje na Gulbenkian executou-se o Requiem de Mozart tal como nos dá conta João Gonçalves no seu Portugal dos Pequeninos.
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Sem repetições, para sermos originais, sem carpideiras, crepes negros e flores honramos neste funeral o cadáver que em três post assinalámos com esta longa Lacrymosa:
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Riposo e Pace
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10 de outubro de 2010

A UMA POBRE ALMA SURREALISTA

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Derramemos lágrimas de gratidão e de saudade: Este é o verdadeiro elogio fúnebre dos grandes homens: estas lágrimas as honras do seu funeral, são as pompas do seu enterramento: elas terão lugar na história, elas serão epitáfio eloquente que mostrará aos vindouros o jazigo das suas cinzas gloriosas: molhai com essas lágrimas a pena da verdade, e escrevei-lhe sobre a lápide sepulcral - AQUI JAZ O LIBERTADOR DOS PORTUGUESES: SALVOU A PÁTRIA E MORREU POBRE.


Almeida Garrett
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A PIRA DAS VAIDADES VAIDOSAS

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Caro leitor, ontem chamaram-me pedante.

Ocorre-me dizer, se a memória não me trai, que foi  a primeira vez em toda esta existência que me atribuíram tal palavra. Um simpático contributo para o enriquecimento do compêndio de nobres títulos qualificativos, apreciativos e depreciativos, com que me vão cognominando.

Ciente do significado desta agradável palavrinha da qual não encontrei em mim qualquer memória muscular capaz de despoletar repentinas alterações químicas e palpitações desenfreadas complementadas por rubores, trémulos e suores, pestanejando três vezes e  três vezes bocejando inquiri o meu interlocutor se estava certo sobre o seu judicioso termo.

Por certo continuará o seu caminho com a vista estropiada e vendada pela sua empoeirada crença insalubre,  um fervor monárquico decadente e ausente de modernismo e contemporaneidade, que nas suas doutas palavras de doutorada sapiência macaca, eco inflamado da sua participação no circo vimaranense, onde integrou a agitada ala dos primatas histéricos e ruidosos, sentenciou-me de ver no seu nobre senhor, o Pio, o propósito de Portugal recuperar apenas a sua história, acrescentando: antes um mau Bragança que este Cavaco!

Caro confrade, leitor assíduo desta nossa gesta, proprietário de um arvorado blogue de pouca monta e senhor lá da sua terra perdida nos confins deste país, à beira do Douro - num lugar onde por si Portugal deposita as maiores esperanças, quem sabe se dele a sair uma nova reconquista ou uma nova empresa marítima, quem sabe escondendo uma mina de ouro ou de diamantes ou quem sabe refundindo vastos cafezais debaixo dos tapetes e das alcatifas em vez de pó, piolhos e pulgas -, fosse o senhor e os seus amigos exemplos de integração desinteressada de valores sociais e humanos adaptados à realidade deste século, em vez de mamelucos de história bacoca de contornos queirosianos pejada de padres-nossos e avé-marias sifilíticas, e a indiferença generalizada da nação de certo vos abriria um sincero sorriso.

Pedante, essa teve graça. Bem haja!
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6 de outubro de 2010

O DIA DE HOJE - VIVA PORTUGAL

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Em 5 de Outubro de 1143 assinava-se um tratado de paz com Leão e Castela no qual se reconhecia a soberania de um novo reino albergando uma nação nascida na sombra do abrasador Sol de Ourique deixando-o à conta de si mesmo e à mercê daqueles que o governam.

Com hedonismo a republica assinalou hoje a republica numa celebração em que a mesma fez festa, lançou foguetes e ainda correu a apanhar as canas entre vivas umbiguistas de si para si perante um Portugal indiferente, mudo e amordaçado de espanto.


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4 de outubro de 2010

DONA BRANCA SUMIU-SE!

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Caro leitor que espera o nosso comentário à ópera: ontem ao terminar o precioso rascunho que com tanto cuidado elaborava, próximo de ver a luz, nefasto acidente arrebatou o longo texto para a alva transparência do vazio da caixa de mensagens.

Não sei se tenho coragem de o refazer, estou realmente frustrado sobretudo pelo desaparecimento de algumas ideias bem construídas buriladas com tanto espírito e sageza.

A sair, sai hoje, já que é um meticuloso testemunho de uma premiere que merece esta perpetuação.
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30 de setembro de 2010

D. BRANCA EM SÃO CARLOS

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Primeiro estranha-se, depois entranha-se!

Fica aqui a nota que fui e que ouvi em presença este momento histórico de cultura portuguesa. Fui com grande expectativa que fui e vim de lá cheio com a beleza desta ópera de Alfredo Keil. Recomenda-se! Vá, caro leitor, é mesmo imperdível já que nesta forma portuguesa de ser só daqui por uns 100 anos voltará a ser reposta. Repete dia 1, 3 e 5 de Outubro.

Amanhã teço o meu comentário.
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29 de setembro de 2010

O CÚMULO DO ABSURDO

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 (c) Santos & Santinhos


Comparar dois amantes separados por uma razão que não seja o amor e que não definhem mutuamente no termo da sua história como os jovens amantes de Verona é como dar a estes dois infelizes imortais uma alternativa desinteressante em desmazelo do terrífico encanto que originalmente encerram. É como dizer que encarnado não é o mesmo que vermelho, é como entrar na FNAC e dar "puns" como se não houvesse amanhã esperando que cheire a rosas ou  então como fazer redundantemente sexo anal esperando desse acto gerar uma longa prole. Enfim, a natureza das coisas não dá para mudar mesmo quando a sociedade evolui. Não está  nem nunca esteve nas nossas mãos.

Maria Callas morreu por amor e isso não a tornou numa Julieta como muitos gostariam, afinal foi apenas uma mulher rejeitada. Porém, a minha avó materna no dia em que o seu amado esposo partiu, uma vez que estavam separados pela doença, deixou-se envenenar pelo desgosto até sucumbir na expectativa do reencontro nesses lugares do além. A história é tristemente bonita mas sem a juventude dos protagonistas como poderá ela inscrever-se no panteão dos amantes de beleza eterna?

Por isso, caro leitor, não sou partidário das comparações já que elas reduzem e empobrecem a riqueza de uma história banalizando-a só pela vaidade da imortalidade ou da fama. Romance ou vida real, Branca e Ben-Afan assim como Pedro e Inês são meros amantes separados por causas que não o amor e não ascendem nunca a esse paraíso, tal como a neo-fabulação dos amantes de Verona  sobe égide americana  não atinge a perfeição uma vez que Maria segue a sua vida e dela mais nada sabemos. Em súmula, chamemos os bois pelos nomes e não por afinidades!
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Logo à noite D. Branca esmiuçada musicalmente em São Carlos!
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26 de setembro de 2010

GATO POR LEBRE

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Há quem acredite ainda em contos infantis e histórias de um tal viandante lendário vestido de encarnado. A realidade é sempre uma história de saloios ingénuos e saloios aldrabões tentando manter a ordem.
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DIPLOMACIAS

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Em 1661 Catarina de Bragança partia para as ilhas britânicas onde iria desposar-se presencialmente numa cerimónia privada sob o rito católico com Carlos II de Inglaterra antes da oficialização matrimonial com pompa e circunstância sob a égide anglicana. No regaço da sua saia levou Bombaim, o chá, a marmelada, a faiança, os talheres - entre outros tantos assuntos que fazem as glórias da terra dos royais ingleses -, e uma capella de músicos portugueses que executavam no âmbito da sua corte composições de maestros portugueses e católicos no acompanhamento musical dos rituais religiosos e dos seus espartanos entretenimentos mundanos.
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ESTA NOITE EM SÃO CARLOS...

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 (C) Santos & Santinhos


Stabat Mater dolorosa... e o público também assistindo dolorosamente ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos executando com muito pouco nível a duas mignardises verdianas. Pior do que falência vocal evidente, misericordiosamente compreensível pelo avançado estado de desgaste de muitas das vozes sem renovação, expostas anos a fio à dureza multiplicidade de repertórios, o hedonismo e a má prestação individual na contribuição do todo e do belo imperava transformando esses minutos num largo desconcerto. Definitivamente, uma vez que já ouvi este corpo coral,com estas mesmas pessoas num registo de excelência, lamentavelmente este Coro desceu a um nível abaixo da mediocridade e do aceitável ainda que com bons profissionais empenhados na preparação do seu trabalho. Te Deum laudamus... pela chegada ao final da primeira parte do concerto sem surpresas no desempenho vocal do Coro, salvando-se a prestação da Orquestra.

Após o intervalo, Martin André, poupando o público e a Sr. Ministra ali presentes ao enfado, sem complacências, dirigindo Tchaikovsky mostrou-se agora impiedoso no seu gesto e com pulso férreo em 40 minutos bem suados cativou no público grande emoção e uma rara ovação que fez esquecer o que de menos bom nesta noite se fez ouvir.
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23 de setembro de 2010

LES INTROUVABLES

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Ao fim de 3 dias na Faculdade encontrei o menino Tonecas... também cá anda!
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