12 de novembro de 2009

UM MOTO PERPETUO EXISTÊNCIAL "A PROPOS" DE CAIM



"Como podes acreditar nas pessoas, se elas estão sempre a falhar, tem que haver algo Divino"

"Como podes acreditar no Divino, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo presente"

"Como podes acreditar no dito presente, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo concreto"

"Como podes acreditar no concreto, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo racional"

"Como podes acreditar em algo racional, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo humano"

"Como podes acreditar no humano, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo das pessoas"

"Como podes acreditar nas pessoas, se elas estão sempre a falhar, tem que haver algo Divino"

"Como podes acreditar no Divino, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo presente"

"Como podes acreditar no dito presente, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo concreto"

"Como podes acreditar no concreto, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo racional"

"Como podes acreditar em algo racional, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo humano"

"Como podes acreditar no humano, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo das pessoas"

"Como podes acreditar nas pessoas, se elas estão sempre a falhar, tem que haver algo Divino"

"Como podes acreditar no Divino, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo presente"

"Como podes acreditar no dito presente, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo concreto"

"Como podes acreditar no concreto, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo racional"

"Como podes acreditar em algo racional, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo humano"

"Como podes acreditar no humano, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo das pessoas"

"Como podes acreditar nas pessoas, se elas estão sempre a falhar, tem que haver algo Divino"

"Como podes acreditar no Divino, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo presente"

"Como podes acreditar no dito presente, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo concreto"

"Como podes acreditar no concreto, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo racional"

"Como podes acreditar em algo racional, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo humano"

"Como podes acreditar no humano, se ele está sempre a falhar, tem de haver algo das pessoas"

etc, etc, etc...


TO LISTEN




(depois de ouvir este trecho, procure ouvir a primeira parte deste andamento em conjunto com o que já ouviu, e por fim porque não é pedir muito para tão boa musica, procure ouvir todo o concerto)


11 de novembro de 2009

IN OUR 1º ANIVERSARY, BRING US A GIFT!






IF YOU GO ANYWHERE, TAKE A BAG!





UM ANO DE BLOGOSFERA III - UMA CONFISSÃO - UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI EM NOITE DE INSÓNIAS


Em Novembro as tardes já são escuras... já o disse em algures nesta lenga-lenga repetitiva de reincidências, nas quais um ano completo não é mais que isso - uma reincidência no ciclo da vida, ou seja aquilo que metafóricamente se pode designar uma pescadinha de rabo na boca; um cão procurando em círculos contínuos a sua cauda;
um moto perpetuo em redor de si mesmo; ou no rodopiar de uma roca enrolando um fio que a qualquer instante chegará ao fim... numa latente piéce de resistance em jeito de contradição da minha tirana e intrínseca vontade, citando uma lei universal que poucos gostam de lembrar - a mortalidade de que todos somos feitos!

Então, em Novembro as tardes já são escuras.... como aquela que da janela desta scriptorium divisium se alcança, perante uma (im) pertinente cortina que sombreia a verdade que corre na rua, e, que aqui chega esfumada. Prisão condicional e adorada, onde quase tudo quanto precise está a um pequeno alcance. Medida justa para me fazer esquecer que lá fora a vida existe; de que de nada vale a pena saciar a curiosidade do que deambula por debaixo desta janela; e que o mundo é coisa de aquém-e-de-além deste horizonte.

Em Novembro as tardes já são escuras... one more time, again... e na penumbra delas, escrevo sem saber onde vou parar - pobre leitor, aquele que segue este texto! Porque lê estas palavras? Porque segue ele estas frases sem caminho, sem estrada nem sentido, perdendo o seu tempo neste rosário mudo e desajeitado de flores de retórica, aqui deixado escrito em testemunho do que a língua poderia tagarelar? Responda, por favor, se audaz for! Responda, pois aqui tanto o é, como audaz é aquele que escreve e o acusa de se anafar por este desasado non-sense.

Perdoo-me pois, o caro leitor, à sua ira, se lhe fui inconveniente e mau julgador. Não o sou! Não... Não?!?! NÃO !!!! (definitivamente). Sou apenas mais um a achar tudo num acto pseudo-douto, crendo que este seja escassamente mais do que uma premissa jornaleira de moucos aqui escrita, já que não pode ser falada por não ter força para se apregoar ao mundo.

Assim Novembro passa, e as palavras surgem neste Rondeau de misérias! Sem mais comiserações perante o leitor, antes de enfada-lo de vez com esta má disposição, hoje neste diário de águas passadas, em jeito de poutpourri num bouquet sobranceiro da minha vontade, que só neste espaço tem tal vigor, venho falar-vos de viagens. As viagens de que Novembro encerra e é testemunha. Das grandes e das pequenas. Das longas e das breves. E sabe caro leitor, sabe por-ventura o que é uma viagem e o que cada uma encerra, ainda que seja à casa do vizinho? Pois bem, uma viagem que se quer digna de tal nome, que implica um percurso que se faz, encerra em si um interesse gastronómico subjacente ao preceito que acha primordial. É verdade, se nunca pensou por este prisma, estanque-se agora perante este conceito tão essencial para si como o ar que respira e que usa como seu meio condutor. Portanto caro leitor, viajar trás consigo não só um interesse por curiosidades geográficas nas mais diversas vistas que o mundo lhe pode oferecer - ainda que em representações e sonhos muito criativos (daqueles que se desenham no pensamento ou numa numa noite de sono, transportando-nos por ambientes criveis mas oníricos) - assim como um giratório interesse gastronómico, qual Fred Astaire e Ginger Rogers dançando, discorrendo
Hollywoodescamente por todos os cenários até esgota-los.




Viajar encerra deste modo,
a qualquer ser móvel com sentido Pavloviano de sobrevivência, para além do que já se disse esse tal interesse gastronómico casual ou propositado, que muita água faz correr pela boca ante o pensamento do local que se pretende visitar. Se comer é para qualquer ser animado o seu maior instinto de sobrevivência, em torno do qual se gera o sentido de defesa e economia, viajar é saborear e sair da amargura rotineira dos hábitos alimentares mais comuns. Seria inconcebível visitar um novo espaço sem que tal acontecesse. Viajar sem um intuito gastronómico obrigatório, é suicídio! Tal como é um insulto gravoso, cometido por qualquer anfitrião, pessoa ou nação, não honrar comensalmente o seu hóspede:

"Pão e água não se recusam a ninguém"

(Há quem diga que os "Bons-Dias" também, mas esse só não se atribui a quem perdeu na vida social o direito à diferença, ainda que seja a vontade da vox populis - BULLSHITS, ok!).

Máxima popular assente em gestos milenares, quase tão antigos como a existência no Éden, se é que para além do Divino e da tal Serpente, Adão e Eva recebessem mais visitas. Paradoxalmente, fruto da primitiva ingenuidade, consta que nem estes eram bons anfitriões aponto de ser a ilustre convidada a indicar-lhes a sabedoria do que outros já deveriam ter sabido fazer.




La serpente ha detto a Eva di mangiare la mela - dice le sacre scritture . Ma, non per farle sapere la distinzione fra il bene è il male, ma perchè quando subitamente é stata arrivata nel'Eden la femmina non l'ha ricevuto convenientemente. Cosí, la serpenente in furie, senza farsi capire nell bel uso del'arte di bene ricevere - dopo di tanto spigarsi inutilmente a questa scioca donna - pienna di farle il bene, ha deciso di buttarla nella loro bocca pensando che così potesse avere la sabedoria di farle andare sull'albero della literatura per prendere e leggere, di un fiatto solo, in portughese, il libro "Socialmente correcto", perche non era uscito ancora in aramaico antico.

Nada como um Welcome-Drink para fazer sorrir o mais sisudo conviva ou hóspede cansado de uma viagem. Observe-se que quem não é bem tratado a seu anfitrião generosos sorrisos não saberá esboçar. E como sabemos, a arte de bem acolher é a bela-arte da sedução antes da pernoita. Mas por agora, convenientemente em jeito de calar, na arte de bem receber por aqui ficamos.

Concluindo tal como cada casa, cidade ou região portuguesa é um universo bem diferente, o que dizer de tantos países? Depois de uma novembral e ribatejana Feira-da-Gastronomia, de que Portugal ainda tem memória, e que o Moita Flores preserva no maior e mais eclatante brio de um passado faustoso, salto imenso se dá agora até Bologna onde numa certa noite acercados por um gigantesco halo lunar, se passeava na cidade em busca de un ristorante per mangiare qualcosa...
Mas o melhor de Bologna está naqueles saudosos Arancini, Paninni, Tagli di Pizze ou Polente que se compram em qualquer quiosque e nas Piccole Paste do Zanarini - sobre o Zanarini, um único post lhe dedicarei, tão grandes são as saudades dos momento passados naquele que é o mais chic café de Bologna.

Viajar em Novembro, como viajei e viajo, é desfrutar os sabores desta época num país distante, para além do ar de Novembro que eventualmente por lá se respire e de qualquer liquido que por lá se ingira num mês de Novembro, em cada passo e avistamento de uma paisagem ou monumento gelados pelas temperaturas de Novembro.

Comer num país diferente, seja em que época do ano for, e de forma biológica, é absorver um dos mais ricos aspectos da sua cultura que só se transmitem oralmente e encerram em cada mão diferente ancestrais saberes de perder a memória. Mais rico é quem de onde venha se "envenenado" regressar. Isso será sinónimo de gozo a níveis aos quais merecidamente todos os sentidos corpóreos estiveram em plena fruição.



(continua)




9 de novembro de 2009

MAIS GOLEGÃ...





ONTEM NA GOLEGÃ





CONTO - UMA HISTÓRIA ANTES DE DORMIR


Para um ABC da vida, hoje lembro uma história imortal, com os bons 200 anos, com um assunto bem fresquinho à nossa época, aqui deixada antes de ir dormir simplesmente porque tive de a ler de fio a pavio, uma vez que não havia por cá ninguém que me a narrasse em voz alta embalando-me o sono. Com comentários jocosos, aqui vai:


A PRINCESA EM CIMA DE UMA ERVILHA

OS CONTOS IMORTAIS

de
Hans Christian Andersen






Era uma vez um príncipe que queria desposar uma princesa, (1) mas uma princesa verdadeira. (2) Assim deu a volta ao mundo para encontrar uma, e, na realidade, não faltavam princesas; (3) o que não se podia assegurar era que se tratasse de verdadeiras princesas; havia sempre algo nelas que lhe parecia suspeito (4). Por consequência, regressou muito deprimido, por não ter encontrado aquilo que desejava. (5)

Uma noite, fazia um tempo horrível, os raios entrecruzavam-se, o trovão ribombava, chovia a cântaros (6) - era pavoroso. (7) Alguém bateu bateu à porta do palácio e o velho rei apressou-se a mandar abrir. (8)

Era uma princesa, mas, santo Deus, em que estado a chuva e a tempestade a haviam posto! (9) A água escorria dos seus cabelos e das suas roupas, entrava-lhe pela biqueira dos sapatos e voltava a sair pelos tacões. (10) Todavia, afirmou ser uma verdadeira princesa. (11)

"Isso é o que vamos ver!", pensou a velha Rainha. (12) Depois, sem dizer nada, entrou no quarto de dormir, tirou os lençóis e os colchões e colocou no fundo da cama uma ervilha. Em seguida, pegou em vinte colchões e estendeu-os sobre a ervilha, sobre os quais empilhou ainda vinte cobertas. (13)

Era a cama destinada à princesa. (14) No dia seguinte, pela manhã, perguntou-lhe como passara ela a noite: (15)
- Muito mal! - respondeu -; mal consegui fechar os olhos toda a noite! Deus sabe o que tinha a cama; era algo de duro que me pôs a pele toda roxa. Que suplício! (16)

A esta resposta, reconheceram que e tratava de uma verdadeira princesa, pois sentira uma ervilha através de vinte colchões e vinte cobertas. Que mulher, a não ser uma princesa, poderia ter uma pele de tal modo delicada? (17)

O príncipe, completamente convencido de que esta era uma verdadeira princesa, tomou-a como esposa e a ervilha foi posta no museu, onde se deve de encontrar ainda, a não ser que um coleccionador a haja roubado. (18)

E aqui está uma história tão verdadeira como a princesa!




.* .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. *.



1 - Ora nem mais, uma alegre redundância cheia de verdade pois os príncipes antigos não casam com qualquer uma, apesar de terem feito uma manada de filhos ás camponesas e outras desgraçadas que apanhavam pelo caminho, em noites próximas à Lua-Cheia, ou a umas quantas de outras condições mais elevadas que não podendo ser-se consideradas desgraçadas, chamar-lhe-emos Helenas de Tróia - Tróia em italiano quer dizer mulher leviana que troca o marido por amantes, logo p...;

2 -Um verdadeiro problema em qualquer época. Em todas elas sempre houve umas aldrabonas querendo fazer-se passar pelo que não são. Vestem Gucci, calçam Vuiton, cheiram a Hermes e tem a cara lavada atolada de cremes da Estee Lauder e afins, mal comparado é como o homem português actual melhorado, qual C. R. - o príncipe mediático do momento;

3 - Quem pode pode, nem que o mundo seja apenas Lisboa, Porto e Algarve... em diante;

4 - sic (ponto 2);

5 - Tivesse ele um computador e banda larga e era só visitar umas quantas redes sociais;

6 - Chover a cântaros ou chover picaretas , lá diz o povo português - havia de ser bonito, se tais pedaços de ferro caíssem em vez da chuva. Prefiro a refinada frase de sabedoria popular british: choviam cães e gatos;

7 - Estou tão apavorado com este temporal, que não mete medo a qualquer criança que seja, que já não durmo esta noite;

8 - Hoje, já não há gente como esta. Assim nos dias que correm, a pobre rapariga haveria de bater e bater até cair para o lado e apanhar um bela gripe - como a da moda inverno 2009/10. Digamos que seria uma princesa loira verdadeira, para não se lembrar de usar o telélé;

9 - Nestes reparos, deveria ser algo como um Miss tshirt molhada - este Rei é sabido;

10 - É que dá ser-se vaidosa e usar sandálias em tempos esquisitos - ainda que sejam Manolo, ou qui ça numa versão low bugget, Havaianas;

11 - Enfim, verdade ou não é sempre um direito que lhe assiste, ainda que seja uma vil mentira;

12 - Haja por fim uma pessoa com 2 palmos de testa nesta história, o terror de futura ou ex-futura-sogra;

13 - Terá feito a velha rainha esta tarefa Hercúlea, sem ajudas ninguém? Convenhamos, uma rainha já foi uma fresca princesa ociosa e caprichosa. Será que no final de velha é que lhe deu para trabalhar?;

14 - Que maldade. Ninguém merece!;

15 - Uma Cruela Deville, esta rainha;

16 - Nada exagerada esta princesa... exagerada e malcriada, agradecer a hospitalagem "tá quieto ó preto";

17 - E esta, hein?!?! Que belo teste este! Vou começar a faze-lo às minhas pretendentes;

18 - Diz-se que a tal ervilha afinal era um diamante precioso. Junto com outras jóias foi levado a uma exposição na Holanda e depois disso: Abacadabra... como por artes mágicas; 1, 2 3 nunca o mais vês... e puff, diz-se que foi roubado. Há quem diga que foi vendido para pagar os problemas de divida externa do tal país. Qui ça!


8 de novembro de 2009

SABORES DE NOVEMBRO III





São Quentes e boas... e no frio da Golegã,
possidónias como o Abafado!


SABORES DE NOVEMBRO II





Mais um abafado possidónio levado à boca na Golegã
- e que bem servido estava -
fazedor de sorrisos
afugenta maleitas !


SABORES DE NOVEMBRO I





Um abafado possidónio num copo de Cerveja bebido na Golegã
num Domingo em que já faz frio!


7 de novembro de 2009

BOM DIA!


Não é que eu esteja muito bem disposto!...
Ainda não dormi, é verdade e como vi nascer o dia este começou assim para mim:




L'aurora di bianco vestita
Già l'uscio di schiudi ao gran sol
Di già con le rose sue dita
Carezza de' fiore lo stuol

Comosso da un fremito arcano
Intorno il creato già par,
E tu non ti desti, ed invano
Mi sto qui dolente a cantar:

Metti anche tu la veste bianca
E schiudi l'uscio al tuo cantor:
Ove non sei la luce manca
Ove tu sei nasce l'amor


5 de novembro de 2009

BRAIN BUDDIES - A GAME




Entre os diversos entretenimento lúdicos do Facebook, destaco este que tanto me apraz - O Brain Buddies. Ao contrário da FarmVille (na que hoje cheguei ao nível 40, passando de uma tirada só 2 níveis) é uma aplicação leve e nada morosa, de outra forma não seria eficaz nos seus propósitos - velocidade e rapidez.

Este joguinho simpático é mais um jogo de rede social, no qual, à imagem da FarmVille, se espera que o jogador construa uma rede de amigos com quem compete os resultados que vai obtendo. Não se surpreenda se no início os resultados não forem os melhores, ou se, ao invés, tiver um declínio após um mega-desempenho (sorte de principiante).

O Brain Test consiste na avaliação das suas capacidades cerebrais básicas - Memoria, Lógica, Calculo e Visualização. Num primeiro contacto começará por avaliar as suas capacidades actuais e com base na sua concentração medirá a sua destreza e eficácia. À medida que for jogando irá aperceber-se que estas vão-se desenvolvendo positivamente, como será de esperar. Não é um jogo para se estar a fazer ad aeternum ou de uma vez só, nem julgue que as suas capacidades aumentarão nos minutos seguintes. Pelo contrário, ao fim de poucos minutos a sua concentração e intelecto, empenhados ao máximo até aí, entrarão em fadiga. Recomenda-se então jogar com a meninge fresca. Se insistir em continuar pare largos minutos ou horas, afim de na retoma encontrar mais eficiência.

Com o tempo, conquistará troféus pessoais consoante os seus desempenhos - taças, salvas e medalhas virtuais -, mas seguramente que o maior interesse do jogo está em passar à frente dos seus friends, e se conseguir atingir o primeiro lugar, manter-se estoicamente nele.

Good Luck


UM ANO DE BLOGOSFERA II - UMA CONFISSÃO - UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI EM CONTINUADA CONTINUAÇÃO


Novembro, sem que seja o meu mês preferido, pelo desconforto das primeiras grandes chuvas que se fazem sentir, como lágrimas saudosas do tempo estival que já só volta depois do frio passar, antes que o mesmo se insurja na sua derradeira tentativa de libertação lá pelos dias de São Martinho, ante o tom das águas compulsivas de Deméter, no seu mais lancinante pranto, e na dor do seu mais profundo grito, na perca da sua alegria levada para os infernos, Novembro (para o leitor que já se perdeu esquecendo da ideia que aqui se explana) é um dos meses que pelas suas intrínsecas características sempre me trouxe magia. A magia do conforto de momentos, sensações e cheiros, ainda que identificáveis, inexplicavelmente não os sei traduzir em palavras essas antigas imagens que a todos os segundos me percorrem o olhar.

De tantos Novembros passados, direi poder-se tratar de um desigual tempo bom. Memoires de uma época despreocupada e de um tempo afável. Um tempo são, como leitor pode perspicazmente deduzir, que remonta lá para os lados da infância e que findou antes que adolescência trouxesse a idade adulta. Mas foco-mo sobretudo na infância, les beaux temps, em que tudo ainda não tem explicação racional, e a resolução reside apenas no que nos mais convém. De grandes olhos, abertos a absorver tudo quanto mundo tem para oferecer, sem temer perigos e consequências, ei-lo fascinado e deslumbrado. Fascinado pelo que lhe rodeia e que ainda não é cruel, e deslumbrado correndo em brincadeiras mil nos mil espaços que bem conhece, e que é seu reino e império. Criança cruel e melancólica, que ainda não conhece a crueldade e melancolia do mundo que virá. De grandes cabelos, e de olhos penetrantes seduzidos ao brilho, à cor, aos sons de um Novembro ameaçador de um inverno já próximo, sorri no anúncio que lhe sabe dizer o quanto pouco falta para o Natal. Mas mesmo sem o colorido desses irrequietantes luzeiros, que colherá no mês que lhe é devido das janelas alheias dos vizinhos, é a magia do escuro que lhe atrai e do lusco-fusco novembral em prenuncio desta reflexão, ou a paixão das cores de Novembro - bruna e em tons de veludo salpicados de dourado envelhecido envoltas de alegria e raro sentido de felicidade. É portanto de todos os meses, aquele que mais se dispõe a encher ricamente de memórias e estados variados de espírito, folhas a constituir um livro.


Mas nestes Novembros é bom não tocar mais. É demasiado o pavor de um reencontro ante uma prisão naquelas memórias que se querem esbatidas e indefinidas. Um passado que não deve emergir, mas refogar uma vivência antes que o sorriso que daí possa advir ser tal como a Deméter, ou o seu retrato católico de Mater Dolorosa, Senhora das Dores - helás -, de dores e amarguras lancinantes que nem espadas ferindo a alma e o coração...

"1, 2, 3 macaquinho chinês..."


Basta! Irra: Stop! Alto! É bom não percorrer mais do que isto nesse tal caminho que Novembro reflexivo lembra e trás, antes que as lágrimas e o abatimento sejam daqui para a frente o reflexo desse passado que lhe sabemos bom. Há coisas, que não se podem mexer nunca, nem procurar. São para nós, como num sofá, as molas amortecedoras. Em silêncio deveremos tirar partido delas, mas nunca vê-las ou procura-las!





(continua)




4 de novembro de 2009

FEIRA DE SÃO MARTINHO DA GOLEGÃ




Começa amanhã

Lá estarei!

TAKE A DRINK!



.
.

3 de novembro de 2009

1 de novembro de 2009

POÈME SUR LE DÉSASTRE DE LISBONNE




Voltaire
by lui même

.
.

UM ANO DE BLOGOSFERA - UMA CONFISSÃO - UMA REFLEXÃO, UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI


Hoje é dia de Todos-os-Santos. Amén. Hoje no passado foi um belo dia de terremoto, onde de uma enfiada apenas o Divino Deus, levou carinhosamente para junto de si, só em Lisboa, aí, umas 10.000 pessoas. Que perturbação! Que tremor de terra este, pensemos! Um facto deveras tão impressionante que incomodou o sossego lá "na France" do velho Voltaire, que apoquentado com tal barbárie, no comovente impacto que escandalizou o mundo inteiro, se sentiu obrigado a tecer considerações panegíricas em questões de moral de índole duvidosa, bem ao jeito de Saramago, atraindo ao maravilhoso abalo de terra o seu errante Candide, num passeio demorado o suficiente para causar uma famigerada picardia religiosa, tal e qual ao modo de Caim! Mas Voltaire deu-se a tais cuidados para espantar o sossego ocioso que lhe devorava a velhice resguardada, num tempo onde o marketing e publicidade eram quase inexistentes e num local onde o abalo de terra nem pestanejou com a graça com que brincou em Lisboa. Com todo o tempo e inspiração, longe dos horrores sentidos por quem cá vivia pode assim, desenhar na sua criativa mente palavras perfeitas e sensaborias, sem uma arte de improviso dignas de uma das maiores máximas desse tempo, sentida com toda a mágoa e realidade vivida, que hoje perdura ainda com a mesma intensidade, frescura e praticabilidade:

"cuidar dos vivos e enterrar os mortos!"


Tivesse, tal susto se abeirado do filósofo que é poeta e que escreveu novelas e sete pés não lhe bastariam para dali fugir - se nos entretantos uma qualquer trave o tivesse levado a ver o Divino mais cedo, e, sem tempo de mais escritas, como consolo e paga de uma vida inquietante que arrecadaram ao mesmo Senhor tanta gente guilhotinada, garrotada, degolada ou enforcada que na sua grande maioria no dia da ressurreição errarão sobre a terra procurando as suas cabeças.




Candide ainda erra.... Da pena do filósofo que é poeta e que escreveu novelas caminhou até se transformar numa partitura, de um genial american Jewish composer. Portanto, Candide ainda erra... em cada nova produção; em cada novo concerto; em cada disco ou DVD comprado numa Virgin ou Fnac; em cada vídeo visualizado no Youtube; fica para sempre, for ever and ever, per saeculum saeculorum ad aeternum, blá, blá, blá... novamente para sempre, etc. e tal, Lisboa fica e ficará imortalizada na opereta que é tocada e ouvida vezes sem conta, como a cidade dos Auto-de-Fé - esse acto purgatório de tornar pura uma alma indigitada como gentia que deve renegar o seu Divino, só por não reconhecer o seu amado Filho. Que gente! Que hipocrisia! Começando lá em cima e acabando cá por baixo - mesmo no deambular dos séculos até aos nossos dias.

Estranho é o desconhecimento e favorecido aplauso a um tal acto musical que os portugueses eruditos conhecem, e se sentem orgulhosos de tal citação. Tolos, ignorantes e iletrados - aqui lhes chamo! O filho de Voltaire no verão passado voltou e passeou-se por entre aplausos no largo de São Carlos sem causar fobia a quantos néscios o foram ouvir. Gentes ignobeis atraídos pelo pitoresco, que se gostam de ver e rever em retratos ridículos de si mesmo. Ainda que sublime, a satírica obra relembra num Auto-de-Fé em Lisbonne, ou seja o primeiro holocausto massivo Jewish de que reza a história ocidental moderna. A mesma vergonha porque é lembrada Auschwitz e outros campos idênticos.




Não é pois de admirar o castigo de Deus sobre a cidade lusa, como sede de vingança pelo acto que condenou centenas do povo eleito. Não é assim de admirar, ou por ignorância destes factos ou por altruísmo católico, as interrogações postas pelo filósofo que também é poeta ao seu Deus por tal cataclisma. Ironia do destino, quis o Senhor, na sua boa sageza e bom humor, fazer chegar a sua justiça no dia católico de Todos-os-Santos... pois a seus olhos não são menos Santos & Santinhos os pobres mártires Jewish consagrados pelas labaredas das funestas fogueiras católicas.




Assim quis o Senhor e assim foi. Amén. Imitando os frondosos e teatrais gestos papais de um Pio XII - que há-de vir -, sem auxilio do auxilio da sétima arte e do pendor de uma conveniente e europeia Cine-Citta, o Senhor lembrando-se do católico dia de Todos-os-Santos depurou a tal cidade lusa em arremessos épicos e bíblicos de tal ordem, capazes de envergonhar e corar de pequenez Sodoma e Gomorra, em favor da memória dos seus mais antigos e muito amados filhos - se não os mais amados, é de desconfiar.


Porém, se esse malogrado dia de setecentos, fosse como um de tantos de antes ou depois, tal dia seria justamente como o de hoje. Assim, por todo o lado o fumo das brasas que fornicam as saltitantes castanhas quentinhas salteadas p'la flor-de- sal, subiria por entre becos e vielas entrelaçando as gentes, perfumando-as e odorando-as no caminho das Igrejas ou no regresso destas, às suas casas ou outras deambulações, por entre sombras altas patrocinadas pelo luz e brilho do já sol-de-inverno ou pelo fresco gotejar das desconfortáveis águas que pairando em cinzentos e negros céus ou caem niagaramente ou lá do alto suspensas sobre as gentes, rindo matreiramente, me partidas ou sustos de gelar o sangue, na ameaça permanente de ruína às cabeças penteadas ou enchapeladas.





(continua)


ABERTURA 2009


Sinfonia
da
ópera

LA GAZZA LADRA

Rossini




O meu primeiro presente pelo nosso primeiro aniversário!


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