8 de novembro de 2009

SABORES DE NOVEMBRO III





São Quentes e boas... e no frio da Golegã,
possidónias como o Abafado!


SABORES DE NOVEMBRO II





Mais um abafado possidónio levado à boca na Golegã
- e que bem servido estava -
fazedor de sorrisos
afugenta maleitas !


SABORES DE NOVEMBRO I





Um abafado possidónio num copo de Cerveja bebido na Golegã
num Domingo em que já faz frio!


7 de novembro de 2009

BOM DIA!


Não é que eu esteja muito bem disposto!...
Ainda não dormi, é verdade e como vi nascer o dia este começou assim para mim:




L'aurora di bianco vestita
Già l'uscio di schiudi ao gran sol
Di già con le rose sue dita
Carezza de' fiore lo stuol

Comosso da un fremito arcano
Intorno il creato già par,
E tu non ti desti, ed invano
Mi sto qui dolente a cantar:

Metti anche tu la veste bianca
E schiudi l'uscio al tuo cantor:
Ove non sei la luce manca
Ove tu sei nasce l'amor


5 de novembro de 2009

BRAIN BUDDIES - A GAME




Entre os diversos entretenimento lúdicos do Facebook, destaco este que tanto me apraz - O Brain Buddies. Ao contrário da FarmVille (na que hoje cheguei ao nível 40, passando de uma tirada só 2 níveis) é uma aplicação leve e nada morosa, de outra forma não seria eficaz nos seus propósitos - velocidade e rapidez.

Este joguinho simpático é mais um jogo de rede social, no qual, à imagem da FarmVille, se espera que o jogador construa uma rede de amigos com quem compete os resultados que vai obtendo. Não se surpreenda se no início os resultados não forem os melhores, ou se, ao invés, tiver um declínio após um mega-desempenho (sorte de principiante).

O Brain Test consiste na avaliação das suas capacidades cerebrais básicas - Memoria, Lógica, Calculo e Visualização. Num primeiro contacto começará por avaliar as suas capacidades actuais e com base na sua concentração medirá a sua destreza e eficácia. À medida que for jogando irá aperceber-se que estas vão-se desenvolvendo positivamente, como será de esperar. Não é um jogo para se estar a fazer ad aeternum ou de uma vez só, nem julgue que as suas capacidades aumentarão nos minutos seguintes. Pelo contrário, ao fim de poucos minutos a sua concentração e intelecto, empenhados ao máximo até aí, entrarão em fadiga. Recomenda-se então jogar com a meninge fresca. Se insistir em continuar pare largos minutos ou horas, afim de na retoma encontrar mais eficiência.

Com o tempo, conquistará troféus pessoais consoante os seus desempenhos - taças, salvas e medalhas virtuais -, mas seguramente que o maior interesse do jogo está em passar à frente dos seus friends, e se conseguir atingir o primeiro lugar, manter-se estoicamente nele.

Good Luck


UM ANO DE BLOGOSFERA II - UMA CONFISSÃO - UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI EM CONTINUADA CONTINUAÇÃO


Novembro, sem que seja o meu mês preferido, pelo desconforto das primeiras grandes chuvas que se fazem sentir, como lágrimas saudosas do tempo estival que já só volta depois do frio passar, antes que o mesmo se insurja na sua derradeira tentativa de libertação lá pelos dias de São Martinho, ante o tom das águas compulsivas de Deméter, no seu mais lancinante pranto, e na dor do seu mais profundo grito, na perca da sua alegria levada para os infernos, Novembro (para o leitor que já se perdeu esquecendo da ideia que aqui se explana) é um dos meses que pelas suas intrínsecas características sempre me trouxe magia. A magia do conforto de momentos, sensações e cheiros, ainda que identificáveis, inexplicavelmente não os sei traduzir em palavras essas antigas imagens que a todos os segundos me percorrem o olhar.

De tantos Novembros passados, direi poder-se tratar de um desigual tempo bom. Memoires de uma época despreocupada e de um tempo afável. Um tempo são, como leitor pode perspicazmente deduzir, que remonta lá para os lados da infância e que findou antes que adolescência trouxesse a idade adulta. Mas foco-mo sobretudo na infância, les beaux temps, em que tudo ainda não tem explicação racional, e a resolução reside apenas no que nos mais convém. De grandes olhos, abertos a absorver tudo quanto mundo tem para oferecer, sem temer perigos e consequências, ei-lo fascinado e deslumbrado. Fascinado pelo que lhe rodeia e que ainda não é cruel, e deslumbrado correndo em brincadeiras mil nos mil espaços que bem conhece, e que é seu reino e império. Criança cruel e melancólica, que ainda não conhece a crueldade e melancolia do mundo que virá. De grandes cabelos, e de olhos penetrantes seduzidos ao brilho, à cor, aos sons de um Novembro ameaçador de um inverno já próximo, sorri no anúncio que lhe sabe dizer o quanto pouco falta para o Natal. Mas mesmo sem o colorido desses irrequietantes luzeiros, que colherá no mês que lhe é devido das janelas alheias dos vizinhos, é a magia do escuro que lhe atrai e do lusco-fusco novembral em prenuncio desta reflexão, ou a paixão das cores de Novembro - bruna e em tons de veludo salpicados de dourado envelhecido envoltas de alegria e raro sentido de felicidade. É portanto de todos os meses, aquele que mais se dispõe a encher ricamente de memórias e estados variados de espírito, folhas a constituir um livro.


Mas nestes Novembros é bom não tocar mais. É demasiado o pavor de um reencontro ante uma prisão naquelas memórias que se querem esbatidas e indefinidas. Um passado que não deve emergir, mas refogar uma vivência antes que o sorriso que daí possa advir ser tal como a Deméter, ou o seu retrato católico de Mater Dolorosa, Senhora das Dores - helás -, de dores e amarguras lancinantes que nem espadas ferindo a alma e o coração...

"1, 2, 3 macaquinho chinês..."


Basta! Irra: Stop! Alto! É bom não percorrer mais do que isto nesse tal caminho que Novembro reflexivo lembra e trás, antes que as lágrimas e o abatimento sejam daqui para a frente o reflexo desse passado que lhe sabemos bom. Há coisas, que não se podem mexer nunca, nem procurar. São para nós, como num sofá, as molas amortecedoras. Em silêncio deveremos tirar partido delas, mas nunca vê-las ou procura-las!





(continua)




4 de novembro de 2009

FEIRA DE SÃO MARTINHO DA GOLEGÃ




Começa amanhã

Lá estarei!

TAKE A DRINK!



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3 de novembro de 2009

1 de novembro de 2009

POÈME SUR LE DÉSASTRE DE LISBONNE




Voltaire
by lui même

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UM ANO DE BLOGOSFERA - UMA CONFISSÃO - UMA REFLEXÃO, UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI


Hoje é dia de Todos-os-Santos. Amén. Hoje no passado foi um belo dia de terremoto, onde de uma enfiada apenas o Divino Deus, levou carinhosamente para junto de si, só em Lisboa, aí, umas 10.000 pessoas. Que perturbação! Que tremor de terra este, pensemos! Um facto deveras tão impressionante que incomodou o sossego lá "na France" do velho Voltaire, que apoquentado com tal barbárie, no comovente impacto que escandalizou o mundo inteiro, se sentiu obrigado a tecer considerações panegíricas em questões de moral de índole duvidosa, bem ao jeito de Saramago, atraindo ao maravilhoso abalo de terra o seu errante Candide, num passeio demorado o suficiente para causar uma famigerada picardia religiosa, tal e qual ao modo de Caim! Mas Voltaire deu-se a tais cuidados para espantar o sossego ocioso que lhe devorava a velhice resguardada, num tempo onde o marketing e publicidade eram quase inexistentes e num local onde o abalo de terra nem pestanejou com a graça com que brincou em Lisboa. Com todo o tempo e inspiração, longe dos horrores sentidos por quem cá vivia pode assim, desenhar na sua criativa mente palavras perfeitas e sensaborias, sem uma arte de improviso dignas de uma das maiores máximas desse tempo, sentida com toda a mágoa e realidade vivida, que hoje perdura ainda com a mesma intensidade, frescura e praticabilidade:

"cuidar dos vivos e enterrar os mortos!"


Tivesse, tal susto se abeirado do filósofo que é poeta e que escreveu novelas e sete pés não lhe bastariam para dali fugir - se nos entretantos uma qualquer trave o tivesse levado a ver o Divino mais cedo, e, sem tempo de mais escritas, como consolo e paga de uma vida inquietante que arrecadaram ao mesmo Senhor tanta gente guilhotinada, garrotada, degolada ou enforcada que na sua grande maioria no dia da ressurreição errarão sobre a terra procurando as suas cabeças.




Candide ainda erra.... Da pena do filósofo que é poeta e que escreveu novelas caminhou até se transformar numa partitura, de um genial american Jewish composer. Portanto, Candide ainda erra... em cada nova produção; em cada novo concerto; em cada disco ou DVD comprado numa Virgin ou Fnac; em cada vídeo visualizado no Youtube; fica para sempre, for ever and ever, per saeculum saeculorum ad aeternum, blá, blá, blá... novamente para sempre, etc. e tal, Lisboa fica e ficará imortalizada na opereta que é tocada e ouvida vezes sem conta, como a cidade dos Auto-de-Fé - esse acto purgatório de tornar pura uma alma indigitada como gentia que deve renegar o seu Divino, só por não reconhecer o seu amado Filho. Que gente! Que hipocrisia! Começando lá em cima e acabando cá por baixo - mesmo no deambular dos séculos até aos nossos dias.

Estranho é o desconhecimento e favorecido aplauso a um tal acto musical que os portugueses eruditos conhecem, e se sentem orgulhosos de tal citação. Tolos, ignorantes e iletrados - aqui lhes chamo! O filho de Voltaire no verão passado voltou e passeou-se por entre aplausos no largo de São Carlos sem causar fobia a quantos néscios o foram ouvir. Gentes ignobeis atraídos pelo pitoresco, que se gostam de ver e rever em retratos ridículos de si mesmo. Ainda que sublime, a satírica obra relembra num Auto-de-Fé em Lisbonne, ou seja o primeiro holocausto massivo Jewish de que reza a história ocidental moderna. A mesma vergonha porque é lembrada Auschwitz e outros campos idênticos.




Não é pois de admirar o castigo de Deus sobre a cidade lusa, como sede de vingança pelo acto que condenou centenas do povo eleito. Não é assim de admirar, ou por ignorância destes factos ou por altruísmo católico, as interrogações postas pelo filósofo que também é poeta ao seu Deus por tal cataclisma. Ironia do destino, quis o Senhor, na sua boa sageza e bom humor, fazer chegar a sua justiça no dia católico de Todos-os-Santos... pois a seus olhos não são menos Santos & Santinhos os pobres mártires Jewish consagrados pelas labaredas das funestas fogueiras católicas.




Assim quis o Senhor e assim foi. Amén. Imitando os frondosos e teatrais gestos papais de um Pio XII - que há-de vir -, sem auxilio do auxilio da sétima arte e do pendor de uma conveniente e europeia Cine-Citta, o Senhor lembrando-se do católico dia de Todos-os-Santos depurou a tal cidade lusa em arremessos épicos e bíblicos de tal ordem, capazes de envergonhar e corar de pequenez Sodoma e Gomorra, em favor da memória dos seus mais antigos e muito amados filhos - se não os mais amados, é de desconfiar.


Porém, se esse malogrado dia de setecentos, fosse como um de tantos de antes ou depois, tal dia seria justamente como o de hoje. Assim, por todo o lado o fumo das brasas que fornicam as saltitantes castanhas quentinhas salteadas p'la flor-de- sal, subiria por entre becos e vielas entrelaçando as gentes, perfumando-as e odorando-as no caminho das Igrejas ou no regresso destas, às suas casas ou outras deambulações, por entre sombras altas patrocinadas pelo luz e brilho do já sol-de-inverno ou pelo fresco gotejar das desconfortáveis águas que pairando em cinzentos e negros céus ou caem niagaramente ou lá do alto suspensas sobre as gentes, rindo matreiramente, me partidas ou sustos de gelar o sangue, na ameaça permanente de ruína às cabeças penteadas ou enchapeladas.





(continua)


ABERTURA 2009


Sinfonia
da
ópera

LA GAZZA LADRA

Rossini




O meu primeiro presente pelo nosso primeiro aniversário!


29 de outubro de 2009

26 de outubro de 2009

MORE THAN WORDS




Uma "cançoneta" que adoro para alguém que partiu hoje...

R.I.P. Casca

Sayonara



REGRESSO PELA COSTA VICENTINA





24 de outubro de 2009

SEM SENTIMENTALISMOS... UN CLICHE, ENQUANTO SE FAZEM AS MALAS QUE NÃO SE FAZEM A ELAS PRÓPRIAS!



.
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BYE BYE ALGARVE... SEE YOU IN THE NEXT YEAR




The sun is shinning
The sand glows
everythings is lovelly
But, the summer is gone, and
The shadows arrived
Eating the pleasures and the golden hours in seconds!

It's tyme goes bye...


21 de outubro de 2009

A TEMPESTADE - UMA VEZ DESVANECIDA PELO TRIUNFANTE SOL




E tudo voltou ao normal!


A TEMPESTADE - A BONANÇA










Posto o temporal, os ditos que se abrigaram da chuva seguem o seu caminho... o atleta, o velho e o cão - que afagado pelo velho "Bife inglês" se transformou num órfão rapaz-algarvio-com-boné-na-cabeça, e agora o acompanha para o Hotel, como um fiel e inseparável amigo, até que o english rich old-man apanhe um avião de volta para a terra dos seus Royais!



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