20 de setembro de 2009
A HISTÓRIA DE UMA TRUTA
Numa clara ribeirinha
Saltando, nadava cima a baixo
Nas lindas e transparentes águas,
Uma simpática e feliz Truta.
Eu em deliciosa paz
Tudo via junto ás margens
O banho do lindo peixinho
Na clara ribeirinha.
Do outro lado um pescador
Trazendo nas mãos uma cana
Observa, frio e impiedoso,
O movimento do peixinho no rio.
Enquanto a água estiver clara
- assim pensei eu,
Ele não conseguirá com a sua cana
O peixinho pescar!
Mas a espera ao ladrão
Se tornou em longo tempo
E com um pau, as águas tornou turvas
Realizando assim a sua determinação.
Então lançando a sua cana
O peixe por fim alcançou.
E eu triste e devastado
O peixe, traído p'las águas, vi ser pescado.
19 de setembro de 2009
18 de setembro de 2009
NORTH & SOUTH - R.I.P PATRICK SWAYZE
Não queria que fosse fim-de-semana, sem aqui vir. Sem aqui vir, não para falar do DIRTY DANCING, mas de uma série fabulosa que fascinou na época em que passou na RTP, Portugal e o Bartolomeu (o bom astuto de certo que já compreendeu ao que me refiro... mas para o menos astuto, o de short memoire, o alienado, o inculto e os mais novos que nasciam nesse fabuloso ano de 1985. Refiro-me pois à épica série norte-americana NORTH & SOUTH ou NORTE E SUL - tal como foi traduzida para o nosso Luso português, evoluído após Camões).
NORTE E SUL deu-nos a conhecer uma série de jovens, novos, garbosos e promissores actores dos quais se destacou pela primazia do seu papel o para nós não-quase-desconhecido Patrick Swayze, que tínhamos visto entre Tom Cruise, Matt Dilon e Rob Lowe - os lindos meninos de Hollywood - em THE OUTSIDERS de Francis Ford Capolla.
A série, dedicada à guerra-civil americana, na qual se defendeu o final da escravatura negra dos estados do sul, que trabalhavam as grandes e míticas plantações de algodão - o produto de excelência entre tantos outros que também por lá se cultivavam -, conta-nos a bonita e não promiscua história entre dois jovens que se conhecem em West Point e nutrem apenas de uma grande e sincera amizade, acima do espectro de ideologias e da famigerada guerra, na qual só pelas suas naturezas, por extremos dos fatais pontos-cardeais, deveriam ser inimigos.
A amizade é uma coisa linda... e esta série, mostra-nos como é possível tal entre um jovem filho de um industrial do Norte e de um jovem filho de um latifundiário esclavagista do Sul... Mas já que se fala em Latifúndios, o Bartolomeu possui uma vasta Quinta no Facebook e nesta Quinta reina a cordialidade e a amizade... Uma vez mais, a amizade é uma coisa linda!
Porém na série, para além desta linda-e-apenas-não-promiscua amizade entre os jovens do mesmo sexo, narra-se ainda, para além das grandezas e misérias do nosso "Patrick" Jonh Jake, a promiscua, luxuriante e adultera amizade entre este e Madeline - a mulher do seu arqui-inimigo - magistralmente interpretado pelo já saudoso David Carradine... por sua vez, Bartolomeu na sua FarmVille é só vicio e obsessão... a que o jogo implica. Tanto amor!).
Parece-nos então que o Câncer do Pâncreas escolhe este mês para dar uma volta pelo mundo, fazendo amizades irreversíveis e fatais como uma love story, com o lema: unidos para a eternidade. Num Setembro passado, há rigorosamente 2 anos, este parou o mundo ao levar-nos Luciano Pavarotti. No Setembro presente, nesta semana que agora finda, Patrick Swayze... e Marilyn Horne que também já foi tocada, esperando pelo Setembro futuro.
Como herança da sua passagem pelo mundo fica-nos um escaparate de filmes, possíveis de comprar ou alugar num Clube-de-Video/DVD. Filmes no qual o nosso actor desempenha quase sempre o papel de herói-solitário, vitima social e sofrida, que a meio do filme é compensado em beijos e em cenas de escaldantes erotismo com a protagonista, entre rabos e seios ao léu, para alimentar o mais pérfido espectador e enchendo as salas de gente - tal como em GOST (com Demi Moore e com a ira de "corno" de Bruce Willis).
Fica então aqui, a bem de ilustrar a nobre arte deste actor, um excerto de um episódio de Norte e Sul. Precisamente, fazendo jus ao seu cliché do tal herói, o momento em John Jakes usurpa Madeline de Orry ferindo-o de morte, ou seja o bem vence o mal... se é que é bem roubar a mulher dos outros!
Parece-nos então que o Câncer do Pâncreas escolhe este mês para dar uma volta pelo mundo, fazendo amizades irreversíveis e fatais como uma love story, com o lema: unidos para a eternidade. Num Setembro passado, há rigorosamente 2 anos, este parou o mundo ao levar-nos Luciano Pavarotti. No Setembro presente, nesta semana que agora finda, Patrick Swayze... e Marilyn Horne que também já foi tocada, esperando pelo Setembro futuro.
Como herança da sua passagem pelo mundo fica-nos um escaparate de filmes, possíveis de comprar ou alugar num Clube-de-Video/DVD. Filmes no qual o nosso actor desempenha quase sempre o papel de herói-solitário, vitima social e sofrida, que a meio do filme é compensado em beijos e em cenas de escaldantes erotismo com a protagonista, entre rabos e seios ao léu, para alimentar o mais pérfido espectador e enchendo as salas de gente - tal como em GOST (com Demi Moore e com a ira de "corno" de Bruce Willis).
Fica então aqui, a bem de ilustrar a nobre arte deste actor, um excerto de um episódio de Norte e Sul. Precisamente, fazendo jus ao seu cliché do tal herói, o momento em John Jakes usurpa Madeline de Orry ferindo-o de morte, ou seja o bem vence o mal... se é que é bem roubar a mulher dos outros!
Ripose in Peace
Patrick Swayze.
Até sempre!
Patrick Swayze.
Até sempre!
14 de setembro de 2009
12 de setembro de 2009
11 de setembro de 2009
8 de setembro de 2009
7 de setembro de 2009
4 de setembro de 2009
MUSICA PROIBITA
Ogni sera di sotto al mio Balcone
Sento cantar una canzone d'amore
Più volte la ripete un bel garzonne
E battere mi sento forte il Core.
Oh quanto è dolce quella melodia
Oh quanto bella quanto m'è gradita!
Ch'io la canti non vuol la mamma mia:
Vorrei saper perchè me l'ha proibita?
Ella non c'è ed io la vo' cantare
La frase che m'a fatto palpitare:
[Vorrei baciare i tuoi cappelli neri,
Le labbre tue i gli occhi tuoi severi!
Vorrei morire con te angel di Dio
Oh bella innamorata tesor mio.]
[Qui sotto il vidi ieri a passeggiare
E lo sentiva al solito cantar:]
Vorrei baciare i tuoi cappelli neri,
Le labbre tue i gli occhi tuoi severi!
Stringimi, o cara, stringimi al tuo core
Fammi provar l'ebbrezza dell'amor.
Stanislao Gastaldon
3 de setembro de 2009
O DIA DA PADROEIRA
Nossa Senhora da Graça
Até ver... como que sugados em espiral, mas pelo próprio pé pela gruta de Averno, ressurgimos miraculosamente do maçador e escuro antro de Hades.
Regressados então à Lusa terra, a tempo de ver o polémico debate de José Sócrates e Paulo Portas, depois da estrondosa vitória do Benfica sobre o "Vitórrria" de Setúbal, em cordial homenagem decidimos retomar para assinalar o dia da padroeira deste blogue que decorreu no passado domingo.
Sugiro uma vista de olhos pelo passeio da Senhora, e a leitura deste post/link sobre uma história aqui já publicada, assaz pertinente a este motivo, tendo como protagonistas a Senhora, o Bartolomeu e a avó do Bartolomeu.
Regressados então à Lusa terra, a tempo de ver o polémico debate de José Sócrates e Paulo Portas, depois da estrondosa vitória do Benfica sobre o "Vitórrria" de Setúbal, em cordial homenagem decidimos retomar para assinalar o dia da padroeira deste blogue que decorreu no passado domingo.
Sugiro uma vista de olhos pelo passeio da Senhora, e a leitura deste post/link sobre uma história aqui já publicada, assaz pertinente a este motivo, tendo como protagonistas a Senhora, o Bartolomeu e a avó do Bartolomeu.
5 de agosto de 2009
BARTOLOMEU AUX ENFERS
Pelo Styx Caronte remou
Sua fatal barcaça imunda,
Pelas escuras e brandas águas
Transporte infectado
De centúrias nauseabundas
De conformados viandantes.
A negra barca dos espíritos
Corre lentamente e com vagar
Para o mundo inferior
Num moto perpetuo
Ondulante e sem movimento
Dos sopros dos Zéfiros ausentes.
No Erebro, na Casa do grande Senhor Hades,
Às sombras tristes sombrias,
Ei-lo chegado para nelas se redimir
E no indistinto maravilhoso mundo,
De espectros sem fim dos confins,
Mergulhar nas tristes e lúgubres águas.
Ei-lo nadando!
Ei-lo lado a lado com eles, elas, eles... whatever
Entrecruzando-se no longo bailado
Na valsa espectral
Extravagante e desprovida
De orientações e sentidos.
(Centrifuga vontade esta
Criada pelo Senhor Hades
De roubar aos seus hóspedes
Histórias, Memórias, Lembranças
Para uma homogénea vivência
Agrilhoada à eternidade.)
Perde o Norte e a Razão.
Ébrio, cai na confusão
Espiral, novelo, embrulho.
Colado e enrolado,
Revira os olhos enfeitiçados,
No majestoso turbilhão.
Mas antes que tudo fosse
Numa rocha embateu, helás:
TRÀZZZZZZZ - (que choque este! eheheheh).
"Que boas maneiras, tem este Senhor Hades"
Ocorreu-lhe num lampejo
Antes de cair para o lado.
Azamboado, é certo, ficou,
E à rocha de pedra lapado.
Despregou-se do turbilhão
Da maldita valsa danada
Que não era da sua toda vontade
Memoriando-se aos poucos e poucos.
Já consciente, combalido, subiu e trepou
A este lugar mais alto que o rio
Olhando-o, para trás, seu reflexo sentiu
Fugir-lhe para a sua dextra
Recuperando-lhe o brilho
Que a Hades já não irá.
Sentado no topo
Com a meninge agora a funcionar
Lembrou-se, e assim se interrogou:
"Que horas serão?
Deve ser tarde, e a casa devo voltar
Pois ao jantar, não quero faltar!"
Enxergando-se, denota, valerosamente:
"Onde estão as minhas vestes... as minhas griffes! -bradou.
Estou sem ela... (com espanto) que vergonha!
Porque estou eu assim? Agora, daqui não posso ir!
Mas... é certo que aqui é escuro
E na penumbra, ninguém a sua ausência notará!"
Olho em volta: "- NÃO VEJO NADA!"
E já me maço de aqui estar
Ao rio não voltarei, não quero lá estar.
E ali... parece... é mesmo... há um carreiro
Uma estrada certamente
E para algum lado, não sei onde, é seguro de me levar!
Caminho, passo a passo!
Está escuro: "- NÃO VEJO NADA!"
(Ninguém merece!)
Porém, não sei como faço ou por onde ando
Também nunca cá estive, é verdade!
E esta estrada parece-me familiar.
Ao fundo não há luz
Tudo é negro como o breu
Aqui... "- NÃO VEJO NADA!"
Nada e ninguém para passar o tempo,
Distrair-me ou conversar
Ou lúdicamente... me socializar!
Vou gritar a ver se alguém responde:
- Oh Haaaaades... des... des... des... des...
Alguééééém... alguéééém... guéééém... éééém...
...
Espero!
...
Nada!
Uma vez mais:
- Haaaaades... des... des... des... des...
Alguééééém... alguéééém... guéééém... éééém...
...
Espero!
...
Não haverá mesmo mesmo aqui ninguém!
Replico só mais uma vez:
- Alguééééém... alguéééém... guéééém... éééém...
...
Espero!
Ninguém!
Hades nada... afinal já nem sombras ou espectros!
Oh, raios e coriscos me iluminem
Este Inferno é uma treva!
Se estar morto é assim ser
Vou-me já daqui embora!
Mas... sons... que música é esta?
Conheço-a?!?! Parece-me... pois, escutemos!
(Galop Infernal - Casa de Hades - Orpheé aux Enfers - J. Offenbach)
Sua fatal barcaça imunda,
Pelas escuras e brandas águas
Transporte infectado
De centúrias nauseabundas
De conformados viandantes.
A negra barca dos espíritos
Corre lentamente e com vagar
Para o mundo inferior
Num moto perpetuo
Ondulante e sem movimento
Dos sopros dos Zéfiros ausentes.
No Erebro, na Casa do grande Senhor Hades,
Às sombras tristes sombrias,
Ei-lo chegado para nelas se redimir
E no indistinto maravilhoso mundo,
De espectros sem fim dos confins,
Mergulhar nas tristes e lúgubres águas.
Ei-lo nadando!
Ei-lo lado a lado com eles, elas, eles... whatever
Entrecruzando-se no longo bailado
Na valsa espectral
Extravagante e desprovida
De orientações e sentidos.
(Centrifuga vontade esta
Criada pelo Senhor Hades
De roubar aos seus hóspedes
Histórias, Memórias, Lembranças
Para uma homogénea vivência
Agrilhoada à eternidade.)
Perde o Norte e a Razão.
Ébrio, cai na confusão
Espiral, novelo, embrulho.
Colado e enrolado,
Revira os olhos enfeitiçados,
No majestoso turbilhão.
Mas antes que tudo fosse
Numa rocha embateu, helás:
TRÀZZZZZZZ - (que choque este! eheheheh).
"Que boas maneiras, tem este Senhor Hades"
Ocorreu-lhe num lampejo
Antes de cair para o lado.
Azamboado, é certo, ficou,
E à rocha de pedra lapado.
Despregou-se do turbilhão
Da maldita valsa danada
Que não era da sua toda vontade
Memoriando-se aos poucos e poucos.
Já consciente, combalido, subiu e trepou
A este lugar mais alto que o rio
Olhando-o, para trás, seu reflexo sentiu
Fugir-lhe para a sua dextra
Recuperando-lhe o brilho
Que a Hades já não irá.
Sentado no topo
Com a meninge agora a funcionar
Lembrou-se, e assim se interrogou:
"Que horas serão?
Deve ser tarde, e a casa devo voltar
Pois ao jantar, não quero faltar!"
Enxergando-se, denota, valerosamente:
"Onde estão as minhas vestes... as minhas griffes! -bradou.
Estou sem ela... (com espanto) que vergonha!
Porque estou eu assim? Agora, daqui não posso ir!
Mas... é certo que aqui é escuro
E na penumbra, ninguém a sua ausência notará!"
Olho em volta: "- NÃO VEJO NADA!"
E já me maço de aqui estar
Ao rio não voltarei, não quero lá estar.
E ali... parece... é mesmo... há um carreiro
Uma estrada certamente
E para algum lado, não sei onde, é seguro de me levar!
Caminho, passo a passo!
Está escuro: "- NÃO VEJO NADA!"
(Ninguém merece!)
Porém, não sei como faço ou por onde ando
Também nunca cá estive, é verdade!
E esta estrada parece-me familiar.
Ao fundo não há luz
Tudo é negro como o breu
Aqui... "- NÃO VEJO NADA!"
Nada e ninguém para passar o tempo,
Distrair-me ou conversar
Ou lúdicamente... me socializar!
Vou gritar a ver se alguém responde:
- Oh Haaaaades... des... des... des... des...
Alguééééém... alguéééém... guéééém... éééém...
...
Espero!
...
Nada!
Uma vez mais:
- Haaaaades... des... des... des... des...
Alguééééém... alguéééém... guéééém... éééém...
...
Espero!
...
Não haverá mesmo mesmo aqui ninguém!
Replico só mais uma vez:
- Alguééééém... alguéééém... guéééém... éééém...
...
Espero!
Ninguém!
Hades nada... afinal já nem sombras ou espectros!
Oh, raios e coriscos me iluminem
Este Inferno é uma treva!
Se estar morto é assim ser
Vou-me já daqui embora!
Mas... sons... que música é esta?
Conheço-a?!?! Parece-me... pois, escutemos!
(Galop Infernal - Casa de Hades - Orpheé aux Enfers - J. Offenbach)
4 de agosto de 2009
MORREU O BARTOLOMEU

ALEGORIA À MORTE DE BARTOLOMEU
Quando este post sair
O seu criador já não vive
A sua existência finou.
De amargura ei-lo caído
Esquecido e pouco compreendido
De um mundo às avessas e deturpado.
Jaz laico numa tumba enegrecida
A 7 chaves fechada a 7 chaves perdidas
Por sua vontade, daí não mais sair.
Horror se sair de lá
Vil e Cruel será
Demolidor de tudo quanto há.
Jaz num buraco frio e lúgubre
Verde de fleuma e de paz
Tranquilo de tristezas e mágoas.
Apodrece o corpo imundo
De uma famigerada alma
Que de sorte nada conheceu.
Já não vive Bartolomeu
Já não vive mais no mundo
Post-mortem, ei-o celebrando este post.
Memorial de uma existência
Do intimo de um ser patético
Se olhos de ver os teve, quem leu, o conheceu.
Beatices:
Bartolomeu,
Desenho,
Morte,
Poema
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