14 de julho de 2009

LE JOUR DE LA BASTILLE


1789 - 2009

"La liberté chérie"

(pelo que somos hoje)




LA MARSEILLAISE


Musica:
Arr. Hector Berlioz

Tenor:

Roberto Alagna





13 de julho de 2009

TURISMO PARA TODOS




Uma: Que tal aqui?
Outra: Uhm... não me inspira!

.
.

11 de julho de 2009

URBAN BEACH AT LISBON

.














Junto ao rio por de trás do Kais, abriu esta noite o mais recente local sensação para o verão nocturno lisboeta - K URBAN BEACH - pertencente ao grupo K. Aqui fica a minha impressão, em noite de inauguração:

Local medíocre e sem classe, feito com materiais de pouca qualidade - fibras e alumínios -, com ar barato e improvisado com decoração reciclada do antecessor engraçado e sofisticado Kubo. Este novo espaço assemelha-se a algo entre um armazém de mercadorias, ali para os lados da Azambuja, e um stand de 3ª categoria de uma feira de província (não obstante vai ser o local mais badalado de Lisboa, mas eu não volto lá); No Wc não há nem papel, toalhas ou secadores para as mãos; Pias entupidas a inundarem o espaço e Mulheres a invadirem o WC dos homens, à laia de Expo98 - para quem se lembra; Festa animada e pouco engraçada; Musica comercial cansativa; Pouca gente gira; Pouco glamour com muitos broncos e broncas (entenda-se gente mal-educada, pouco cívica e sem cortesia dando encontrões, pisadelas e entornando bebidas para cima dos outros ainda que acidentalmente).

Eu não gostei, como aqui transpareci, pois o local não me agradou nem nele me senti confortável ou me diverti. É certo que não lá voltarei. As fotos podem soar engraçadas mas não transparecem a realidade do local. Esta, é apenas a minha opinião. Não digo, não vão pois não tenho esse direito. Porém, lembro apenas que um local aparentemente deslumbrante não é sinónimo de qualidade e de chic, como aqui se pretende. Lisboa tem destas coisas - já o Eça as narrava -, e cada um sente-se bem onde entende!


TOSCA - I ACTO (CONTINUAÇÃO)



I Acto

Igreja Sant'Andrea nella Valle

(Continuação)


Portador de boas-novas, entra o Sacristão alvoraçado pela Igreja desejoso de informar o pintor. Porém já não o encontra. Mario Cavaradossi, acompanhando Cesare Angellotti, saíra no mesmo instante da Igreja pela porta dos fundos da capela. Admirado, o Sacristão convoca de imediato o Coro da Igreja. Por entre jovens e rapazes pequenos, fleumando assim a sua ansiedade, o Sacristão conta o que sabe. Portanto: Festa de gala, no Palazzo Farnese, uma nova Cantata com a celebérrima cantora Floria Tosca - ao nome da qual todos suspiram embevecidos. Á ordem para se irem vestir para o Te-Deum, que dentro de momentos se irá executar naquela Igreja, em celebração da vitória sobre Napoleão, presidido pela Sua santidade, demasiado episcopado e clero, ao qual se vem juntar a população de Roma, inebriados e com contangiante espírito - puro e infantil - todos exultam e rejubilam em estridente histeria dando vivas e glórias, em torno do ingénuo e caricato Sacristão.



No auge do momento, acompnahdo por Spoletta e seus esbirros, entra impulsivamente na Igreja o Barão Scarpia:

"Un tal Baccano in Chiesa, bel rispeto!"

Aflito e apavorado, o Sacristão diz-lhe com nervosos salamaleques e copiosas vénias, que estão apenas a ensaiar para o Te-Deum.

Scarpia, o chefe da polícia romana, servo da Igreja e dos Papas, é um homem temido por todos. Por meio do seu poder, e sobre alçada da Igreja age em seu próprio proveito. É cruel, dissimulado e implacável nas suas determinações e decisões. Nunca erra, e o seu olhar e ouvidos chegam a todo o lado. Todos tem terror da sua presença, pois a todos Scarpia parece ler a mente. Na realidade, Scarpia é só um hábil estratega de ágil perspicácia e de grande astúcia, que a todos domina pelo terror.


Todos, saem cheios de pavor. Scarpia, ordena ao Sacristão que fique, enquanto isso dá ordens a Spoletta - o seu braço direito, espião e pau-mandado -, que com precaução procure em todos os recantos da Igreja o fugitivo. O Barão Scarpia, começa então a interrogar o Sacristão que parece nada saber... e nada sabe. Porém, a capela dos Attavanti encontra-se aberta sem que nenhum destes aristocratas lá se encontre. À ordem de entrada e revista da capela, aparece um leque perdido com o Brasão dos Attavanti, deixado para trás por Angellotti. Scarpia, junta os indícios mas quando se depara com o retrato de Maria Madalena, reconhecendo nela o rosto da Marquesa, percebe tudo... - fora ela quem engrenara tudo. O Sacristão novamente interrogado, diz-lhe ter sido o pintor Mario Cavaradossi a fazer a pintura. Scarpia, exclama o seu mal-estar com o pintor por este ter ideias revolucinárias. Entretando na capela é achado o cesto do almoço do pintor. O Sacristão aflito, diz que o pintor não tinha fome nem tinha a chave da capela. A Scarpia, tudo fica claro - o pintor encobrira a fuga da Igreja.

Tosca, chega novamente à Igreja. Ao saber que o pintor não está lá, fica insegura de qualquer presságio e enche-se d ciúmes. Scarpia, que entretanto se escondera, e conhecendo o feitio de Tosca, exclama que lhe fará com o leque o mesmo sentimento que Iago desfiára em Otello com um lenço. Tosca, sempre confusa, crê então que o pintor fugira dali com a Marquesa, e amaldiçoa-os naquele instante. Cambaleando, e aturdida naqueles pensamento sai da Igreja.






Scarpia, agora só ordena a Spoletta que a siga e que mais tarde venha ter com ele ao Palazzo Farnese onde vai decorrer a gala.

"Tre sbirri, una carroza... Presto, seguila /.../"

Na Igreja começam a juntar-se o povo para o Te-Deum, assim como a organizar-se o cortejo. Scarpia envolto ainda no que fizera sentir em Tosca, deleita-se agora na sua figura feminina e revela o seu sentimento lascivo e fetiche, enquanto a celebração atinge o seu auge com a benção do Corpus-Christi e o Coro entoando o Te-Deum:

"Tosca, mi fai dimenticar Iddio!..."

Caindo por terra, benze-se e reza com a multidão.



FIM DO I ACTO


(em cena)

Plácido Domingo
Maria Callas
Renato Cioni
Angela Gheorghiu
Roberto Alagna
Ruggero Raimondi
Cornel MacNeil



10 de julho de 2009

QUIZZ SHOW!!!!





Quem está sobre a cabeça de Bernardo:


Será uma magnífica visão do Espírito Santo,
na sua metamorfose predilecta,

querendo veicular alguma informação Divina?

ou

Será uma trivial Pomba, muito "pigghy",
armada em estratega

pensando no próximo dejecto?


ALCOBAÇA


ALCOBAÇA


Musica:
Belo Marques

Cantora:

Maria de Lurdes Resende




Por isso lá volto Domingo!
Eh eh eh...


LOIÇA





Eis, para quem não conhece ou não sabe distinguir... ou whatever:

A LOIÇA DE ALCOBAÇA

(Loiça de Alcobaça. Alcobaça...)

Prometem-se em breve mais exemplares e qui ça uma amostra de Barral!


HOJE!






FLOR COLHIDA E QUE AINDA VIVE




Era belo o seu sorriso
Resplandecente a sua alvura
Fleuma de turbulências
Pasmo de maravilhas!

Não lhe toquei por medo
De perder doce visão
Esta foto fiz e guardei.
Que bela recordação!


8 de julho de 2009

TOSCA - I ACTO


Roma
Junho de 1800



I Acto

Igreja Sant'Andrea nella Valle

Cesare Angelloti, antigo cônsul da Republica Romana, preso político no Castelo de Sant'Angelo, evade-se da prisão, com a ajuda de sua irmã - a Marquesa Attavanti -, e vai refugiar-se na Igreja de Sant'Andrea, onde fica a capela da sua família. Uma vez neste espaço, seguindo as escrupulosas indicações de sua irmã, procura a chave do gradeamento da capela, afim de nela entrar e refugiar-se, até poder fugir. Na capela foram deixadas pela Marquesa roupas femininas, afim de Angellotti se disfarçar, e incógnito sair da Igreja ao escurecer.

Porém é surpreendido pelo Sacristão, e foge. O Sacristão, que vagueia pelas naves da Igreja, vem em busca do pintor Mario Cavaradossi, que está a elaborar uma enorme tela de Maria Madalena. Toca o Angellus, e enquanto se entretém nas orações, é surpreendido pela chegada do pintor que inicia de súbito o seu trabalho. O Sacristão, ao ver a tela fica apavorado, reconhecendo nela o retrato da mulher que ultimamente tem vindo rezar àquela Igreja. O pintor exclama que se deixou enternecer pela fé da tal mulher, e por isso decidiu imprimi-la dada a sua beleza.

Então, Mario olhando para um retrato-miniatura que trás consigo, apaixonado, entoa inspirado pela visão da sua amante Floria Tosca a seguinte portentosa ária, entre as advertências supersticiosas do Sacristão:



Recondita armonia
Di bellezze diverse!
É bruna Floria,
L'ardente amante mia...

E te, beltade ignota...
Cinta di chiome bionde,
Tu azzurro hai l'occhio,
Tosca ha l'occhio nero!

L'arte nel suo mistero
Le diverse bellezze insiem confonde;
Ma nel ritrar costei
Il mio solo pensiero, Tosca, sei tu!

Posto isto, o Sacristão parte, avisando o pintor que num cesto está o seu almoço. O pintor mostra-se indiferente, dizendo-lhe que não tem fome. Após a saída deste, o pintor houve um rumor na capela dos Attavanti e precipitando-se nela, encontra Angellotti. Como partilham de ideais políticos comuns, o pintor dispõe-se de imediato a ajudar o foragido político. Ouve-se então a voz de Tosca ecoando na Igreja, chamando pelo pintor:



"Mario, Mario, Mario..."

O pintor pede a Angellotti que se volte a esconder permanecendo em silêncio. Tosca é uma mulher ciumenta e poderia não compreender bem o assunto, sem uma longa e prévia explicação. Angellotti acede.



Tosca entrando de rompante, diz que ouviu um diálogo e questiona o pintor perguntando-lhe com estava a falar. Este diz que com ninguém. Ninguém está na Igreja, por determinações do Sacristão.



Tosca mais confiante, depõe as flores que trás consigo no altar de Nossa Senhora, fazendo uma breve oração. Voltando ao pintor, diz-lhe que essa noite irá cantar para a Rainha e que se espera encontrar com ele depois da gala, na casa que este tem fora de Roma a qual é o ninho de amor destes amantes, e que faz Tosca sonhar.



O pintor tenta abreviar a conversa e despachar Tosca, para melhor ajudar Angellotti. Tosca, quase de saída depara-se com a pintura e reconhece nela a Attavanti. Cheia de ciúmes, acusa o pintor. Este desculpa-se tal como tinha feito com o sacristão.



Então o pintor, evoca a beleza dos olhos de Tosca e apaixonadamente fala-lhe de amor. Tosca, apaixonada, e com grande deslumbramento, deixa-se levar dizendo-lhe que lhe pinte os olhos de negro, tal como são os dela.



Tosca parte. O pintor vai ao encontro de Angellotti, e este põe-no ao corrente de tudo. Uma vez ajudado pela sua irmã, fugiu da prisão e veio refugiar-se, ali, na capela onde ela tinha preparado tudo para a fuga. O pintor admirado, exclama pela amizade dos dois, e mais solicito informa-o da sua casa fora de Roma onde este se poderá esconder. Ouve-se então um tiro de canhão. É o canhão do Castelo anunciando que alguém fugira. O pintor ainda mais determinado, decide partir subitamente com este, já que aquele não é mais um local seguro para Angellotti. Ambos partem.


(continua)




TOSCA - OPERA




Com a famosa ópera de Puccini sobre a comédia de Sardou, inauguramos a primeira temporada de ópera de Verão deste blogue. Será um percurso pelo resumo sinopsial das histórias, ornadas de fotos de emblemáticos cantores e encenações, exemplificadas com vídeos com os trechos das principais árias e momentos musicais.
.
.

7 de julho de 2009

6 de julho de 2009

LEMBRANDO A PADROEIRA





Nossa Senhora da Graça


(Imagem de roca representando Maria amamentando Jesus recém-nascido).

É este o retrato do seu estado de graça protegendo a sua graça,
que pela graça que do conjunto se acha se lhe dá o nome de
Nossa Senhora da Graça.



(foto ao tempo de Leão XIII ou Pio X)


4 de julho de 2009

30 de junho de 2009

NA PEÚGADA DO CORAÇÃO DE JESUS... - ÚLTIMA DEMARCHE!


BASÍLICA DE SANTA LUZIA

E DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS





Construída no monte da Santa das Luzes... Lucía de Siracusa - a virgem martirizada que de entre as múltiplas torturas que sofreu, a mais célebre foi a remoção dos seus próprios olhos; Lúcia, termo italiano que deriva da palavra Luce (Luz), que conhece a corrupção do termo para Lúcia e que encontra em português a denominação traduzida para Lúcia ou Luzia; Luce, luci, luz ou luzes é ainda um termo que designa a visão, a luz que se vê aos olhos, o olhar que cerca a vista. Decaído o seu uso regular na linguagem quotidiana, é ainda muito comum encontra-lo nas formas poéticas clássicas, e anteriores a esta época.

Construída no monte da Santa das Luzes... esta Basílica viu-se inspirada na já famosa Basílica da "Cidade das Luzes" - O Sacré Coeur -, e mais do que uma inspiração de fervor foi também uma inspiração de formas e novas modas introduzidas e adaptadas a um novo Portugal, influenciado por tantos francesismos culturais e políticos.

Assim, no monte da Santa das Luzes... sobre esplendoroso miradouro natural de perder a vista num longínquo horizonte, foi construída uma Basílica dedicada a Santa Luzia e ao Coração de Jesus.

Incrementado o projecto pelo padre António Martins Carneiro, certamente lembrando-se dos Santuários e Basílicas que povoam a região de Braga e Guimarães, dotando assim Viana do Castelo de um espaço religioso que no mínimo rivalizava com os já citados, o moderno traço da Basílica foi encomendado ao então grande arquitecto Ventura Terra,
responsável por numerosas obras de intervenção e outras de grande envergadura em Portugal, e distinguido anos antes pelo Rei Dom Carlos com compasso que antes pertencera ao grande Ludovice.

As obras iniciaram então em 1903 e foram concluídas em 1943,
no contexto de todo o complexo religioso, sendo que o local já se encontrava aberto ao culto desde 1926.



A fachada da Basílica ostenta então uma preciosa estátua do Coração de Jesus, em bronze, do escultor Aleixo Queirós Ribeiro, que encontra uma réplica no interior (desta em mármore de Vila Viçosa).

Completa-se assim o segundo monumento português ao Santo Coração de Jesus, fruto de uma devoção que conhece todo o país.



* * * * * * *

Por todas as cidades, vilas, aldeias e lugares portugueses encontram-se em quase todas as Igrejas ou Capelas uma imagem desta devoção. Imagem, que vem repor a figura de Jesus Cristo num acto longe do seu martírio. Imagem de Cristo Redentor, que lembrando o martírio, não sofre nem se humilha. Pelo contrário, em posse e vestes majestáticas ornadas de ouro, sereno e de sorriso tranquilo e com meigo e discreto gesto, exibe o seu Coração convidando-nos a adora-lo.

* * * * * * *


MONUMENTO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA





Em 1917 na Serra d'Aire, numa cova no cimo da Serra, Maria, a mãe de Jesus deixa-se aparecer a três meninos. Na terceira aparição, a Senhora, sempre entristecida, mostra aos pequenos os horrores do "dito" inferno e mostra-lhes o Seu coração dilacerado pela dor dos pecadores.

Em 1932, já no crescente e desorganizado Santuário de então, é colocado bem em frente da capelinha das aparições uma estátua do Coração de Jesus, a qual encima o chafariz que oferece água aos ardentes e sequiosos peregrinos de Fátima.

Esta imagem de Bronze, de autor desconhecido, foi na altura oferecida ao Santuário por um devoto, e nela, Jesus de braços ligeiramente abertos parece abraçar todos quantos a seus pés bebem da água, que é água de fonte de renovação que brota do seu coração.



* * * * * * *

Jesus é assim lembrado, mesmo no centro do Santuário, que é o principio e o fim, e, que na sua radical mensagem nos declara que ninguém chega ao Pai se não for por Ele. É Ele a nova aliança entre Deus e os homens, e também a nova aliança religiosa portuguesa iniciada pela Rainha D. Maria de Portugal na já referida Basílica da Estrela.

* * * * * * *

SANTUÁRIO DE CRISTO REI




Em 1934, numa visita ao Rio de Janeiro, o então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira, fica impressionado com a monumental imagem de Cristo Redentor do Corcovado - o guardião espiritual da nação brasileira, em detrimento dos guardiões maçónicos e de outras confissões obscuras, que se foram impondo nas principais cidades do mundo (o Cristo Redentor, era uma ideia acalentada desde os meados do séc. XIX. O projecto ganhou forma sendo que foi lançada a primeira pedra em 1922, nas comemorações do primeiro centenário do Brasil, como marco espiritual e religioso dessa efeméride. Foi inaugurado a 12 de Outubro de 1931, no dia de Nossa Senhora Aparecida - a quem se dedica uma capela nesse santuário).

Em 1934, depois de uma visita ao morro do Corcovado, o Cardeal Patriarca trouxe aninhado no seu coração a ideia de reproduzir no seu
beato Portugal semelhante monumento. Um monumento novo. Um monumento construído de raiz. Um monumento moderno, aristocrata e grandioso que rasgasse a monotonia empoeirada a que Portugal estava votado em tradicionalismos seculares, que se renovavam em cada ano, mesmo nas novas e modernas devoções. Um monumento arrojado e inovador que Salazar não gostou!

Porém a sua iniciativa não se ficava apenas por erguer um monumento físico e circunspecto somente ao local onde fosse erguido. Em 1937, depois de reunidos os Bispos portugueses, este objecto será proclamado como monumento de consciência religiosa da nação portuguesa.

Em 1940, em Fátima, já no decorrer da II Guerra Mundial, esta ideia converte-se num piedoso voto que revigorará a mensagem passada aos fiéis nos púlpitos. Será então símbolo de paz no voto manifestado pelos Bispos:

"Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ía sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade".

O arranque das obras terão início em 1949.

Escolhido o local, o santuário erguer-se-á nas colinas de Almada, bem defronte de Lisboa, para que nesta cidade pudesse ser alcançado nos seus mais diversos pontos e localizações. Intenção que achou eco nas palavras de D. José Policarpo, por ocasião dos cinquenta anos do monumento, na seguinte exclamação:

“Os habitantes da grande Lisboa têm essa particularidade: não precisam de entrar numa Igreja para rezarem diante de uma imagem do Coração de Jesus. Toda a cidade se transformou num templo, onde só não sente o amor de Cristo quem não quer".

A estátua de Cristo-Rei, assumidamente de braços abertos e com um enorme coração, foi da autoria do Mestre Francisco Franco, e o projecto do monumento do arquitecto António Lino e Eng. D. Francisco de Mello e Castro. O enorme monumento de betão, material esse cheio de simbologia modernista, foi custeado pela esmola do povo português na subscrição contribuída nos ofertórios Dominicais.

Inaugurado em 1959, com pompa e circunstância, a cerimónia contou com a presença do Estado Português, o Cardeal-Patriarca de Lisboa,
o Núncio Apostólico, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques, os Bispos Portugueses, centenas de fiéis, a imagem de Nossa Senhora de Fátima e até do próprio Papa João XXIII através de uma mensagem de Rádio.




* * * * * * *

Esta última consagração renova bem a importância de Jesus Cristo no centro da sua Igreja, por vezes remetido exclusivamente para a Eucaristia.

Relembrando-nos a Sua presença quotidiana, nos passos das nossas vidas, Jesus não tem problemas em abrir os seus braços até à sua extensão máxima, pois neles, mais do que a lembrança da Cruz, reside o incondicional abraço fraterno que está disponível a todos. Neles, o convite!... O convite, a que por imitação o abracemos de coração exposto, de coração aberto!



O coração de Jesus é amor,
e o nosso assim será se assim o quisermos!


SACRÉ COEUR AUX MONTMARTE - PARIS




A idealização desta concretização partiu de um voto feito por Alexandre Legentil e Hubert Rohaut de Fleury, no tempo da Guerra Franco-Prussiana, no qual se suplicava a sobrevivência da França perante as investidas do demolidor exército alemão.

Escolhido o local, definiu-se a elevação de MontMarte - a montanha de Marte - tido como o ponto mais alto de Paris, o qual melhor compreendia a necessidade de uma evocação que chegasse a todos, ou à vista de todos, permitindo assim que qualquer espírito se imbuísse de fervor e religiosidade ao alcançar à distância a vista do carismático monumento - sim, carismático monumento! Monumento de fé e de crença religiosa, que curiosamente desde a sua concepção foi logo definido como Monumento-Igreja (não fosse a França um estado laico, onde a lei da separação já causava divergências).

Sugerindo modernidade, segundo um gosto românico e bizantino reinventado, combinado com o gosto clássico da arquitectura francesa, o projecto elaborado pelo arquitecto Paul Abadie sugere um Templo dinâmico rodeado por um jardim com o propósito de convidar à meditação,
onde se evocam uma maior pureza e ambiente místico, sinónimos de uma religião que se renova para um novo significado de "Igreja" - tão caro aos franceses.

As obras arrancaram em 1875 e foram custeadas por uma subscrição pública na qual toda França contribuiu com a sua esmola.

Concluída em 1914, a Basílica teve de aguardar pelo fim da I Guerra-Mundial para ser devidamente inaugurada.


Assim, a Basílica de MontMartre, é hoje um dos ex-libris da Cidade das Luzes, fruto da consciência religiosa de uma nação, e um dos monumentos mais visitados desta cidade conhecido em todo mundo pelo termo: Sacré-Coeur.



Bondoso Coração de Jesus,
Ora pro nobis.



29 de junho de 2009

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails