10 de julho de 2009
8 de julho de 2009
TOSCA - I ACTO
Roma
Junho de 1800
I Acto
Igreja Sant'Andrea nella Valle
Cesare Angelloti, antigo cônsul da Republica Romana, preso político no Castelo de Sant'Angelo, evade-se da prisão, com a ajuda de sua irmã - a Marquesa Attavanti -, e vai refugiar-se na Igreja de Sant'Andrea, onde fica a capela da sua família. Uma vez neste espaço, seguindo as escrupulosas indicações de sua irmã, procura a chave do gradeamento da capela, afim de nela entrar e refugiar-se, até poder fugir. Na capela foram deixadas pela Marquesa roupas femininas, afim de Angellotti se disfarçar, e incógnito sair da Igreja ao escurecer.
Porém é surpreendido pelo Sacristão, e foge. O Sacristão, que vagueia pelas naves da Igreja, vem em busca do pintor Mario Cavaradossi, que está a elaborar uma enorme tela de Maria Madalena. Toca o Angellus, e enquanto se entretém nas orações, é surpreendido pela chegada do pintor que inicia de súbito o seu trabalho. O Sacristão, ao ver a tela fica apavorado, reconhecendo nela o retrato da mulher que ultimamente tem vindo rezar àquela Igreja. O pintor exclama que se deixou enternecer pela fé da tal mulher, e por isso decidiu imprimi-la dada a sua beleza.
Então, Mario olhando para um retrato-miniatura que trás consigo, apaixonado, entoa inspirado pela visão da sua amante Floria Tosca a seguinte portentosa ária, entre as advertências supersticiosas do Sacristão:
Recondita armonia
Di bellezze diverse!
É bruna Floria,
L'ardente amante mia...
E te, beltade ignota...
Cinta di chiome bionde,
Tu azzurro hai l'occhio,
Tosca ha l'occhio nero!
L'arte nel suo mistero
Le diverse bellezze insiem confonde;
Ma nel ritrar costei
Il mio solo pensiero, Tosca, sei tu!
Posto isto, o Sacristão parte, avisando o pintor que num cesto está o seu almoço. O pintor mostra-se indiferente, dizendo-lhe que não tem fome. Após a saída deste, o pintor houve um rumor na capela dos Attavanti e precipitando-se nela, encontra Angellotti. Como partilham de ideais políticos comuns, o pintor dispõe-se de imediato a ajudar o foragido político. Ouve-se então a voz de Tosca ecoando na Igreja, chamando pelo pintor:
Porém é surpreendido pelo Sacristão, e foge. O Sacristão, que vagueia pelas naves da Igreja, vem em busca do pintor Mario Cavaradossi, que está a elaborar uma enorme tela de Maria Madalena. Toca o Angellus, e enquanto se entretém nas orações, é surpreendido pela chegada do pintor que inicia de súbito o seu trabalho. O Sacristão, ao ver a tela fica apavorado, reconhecendo nela o retrato da mulher que ultimamente tem vindo rezar àquela Igreja. O pintor exclama que se deixou enternecer pela fé da tal mulher, e por isso decidiu imprimi-la dada a sua beleza.
Então, Mario olhando para um retrato-miniatura que trás consigo, apaixonado, entoa inspirado pela visão da sua amante Floria Tosca a seguinte portentosa ária, entre as advertências supersticiosas do Sacristão:
Recondita armonia
Di bellezze diverse!
É bruna Floria,
L'ardente amante mia...
E te, beltade ignota...
Cinta di chiome bionde,
Tu azzurro hai l'occhio,
Tosca ha l'occhio nero!
L'arte nel suo mistero
Le diverse bellezze insiem confonde;
Ma nel ritrar costei
Il mio solo pensiero, Tosca, sei tu!
"Mario, Mario, Mario..."
O pintor pede a Angellotti que se volte a esconder permanecendo em silêncio. Tosca é uma mulher ciumenta e poderia não compreender bem o assunto, sem uma longa e prévia explicação. Angellotti acede.
Tosca entrando de rompante, diz que ouviu um diálogo e questiona o pintor perguntando-lhe com estava a falar. Este diz que com ninguém. Ninguém está na Igreja, por determinações do Sacristão.
Tosca mais confiante, depõe as flores que trás consigo no altar de Nossa Senhora, fazendo uma breve oração. Voltando ao pintor, diz-lhe que essa noite irá cantar para a Rainha e que se espera encontrar com ele depois da gala, na casa que este tem fora de Roma a qual é o ninho de amor destes amantes, e que faz Tosca sonhar.
O pintor tenta abreviar a conversa e despachar Tosca, para melhor ajudar Angellotti. Tosca, quase de saída depara-se com a pintura e reconhece nela a Attavanti. Cheia de ciúmes, acusa o pintor. Este desculpa-se tal como tinha feito com o sacristão.
Então o pintor, evoca a beleza dos olhos de Tosca e apaixonadamente fala-lhe de amor. Tosca, apaixonada, e com grande deslumbramento, deixa-se levar dizendo-lhe que lhe pinte os olhos de negro, tal como são os dela.
Tosca entrando de rompante, diz que ouviu um diálogo e questiona o pintor perguntando-lhe com estava a falar. Este diz que com ninguém. Ninguém está na Igreja, por determinações do Sacristão.
Tosca mais confiante, depõe as flores que trás consigo no altar de Nossa Senhora, fazendo uma breve oração. Voltando ao pintor, diz-lhe que essa noite irá cantar para a Rainha e que se espera encontrar com ele depois da gala, na casa que este tem fora de Roma a qual é o ninho de amor destes amantes, e que faz Tosca sonhar.
O pintor tenta abreviar a conversa e despachar Tosca, para melhor ajudar Angellotti. Tosca, quase de saída depara-se com a pintura e reconhece nela a Attavanti. Cheia de ciúmes, acusa o pintor. Este desculpa-se tal como tinha feito com o sacristão.
Então o pintor, evoca a beleza dos olhos de Tosca e apaixonadamente fala-lhe de amor. Tosca, apaixonada, e com grande deslumbramento, deixa-se levar dizendo-lhe que lhe pinte os olhos de negro, tal como são os dela.
Tosca parte. O pintor vai ao encontro de Angellotti, e este põe-no ao corrente de tudo. Uma vez ajudado pela sua irmã, fugiu da prisão e veio refugiar-se, ali, na capela onde ela tinha preparado tudo para a fuga. O pintor admirado, exclama pela amizade dos dois, e mais solicito informa-o da sua casa fora de Roma onde este se poderá esconder. Ouve-se então um tiro de canhão. É o canhão do Castelo anunciando que alguém fugira. O pintor ainda mais determinado, decide partir subitamente com este, já que aquele não é mais um local seguro para Angellotti. Ambos partem.
(continua)
Beatices:
A. Gheorghiu,
G. Puccini,
M. Callas,
Opera,
P. Domingo,
R. Alagna,
R. Cioni,
Tosca
TOSCA - OPERA
Com a famosa ópera de Puccini sobre a comédia de Sardou, inauguramos a primeira temporada de ópera de Verão deste blogue. Será um percurso pelo resumo sinopsial das histórias, ornadas de fotos de emblemáticos cantores e encenações, exemplificadas com vídeos com os trechos das principais árias e momentos musicais.
..
7 de julho de 2009
6 de julho de 2009
4 de julho de 2009
1 de julho de 2009
30 de junho de 2009
NA PEÚGADA DO CORAÇÃO DE JESUS... - ÚLTIMA DEMARCHE!
Construída no monte da Santa das Luzes... Lucía de Siracusa - a virgem martirizada que de entre as múltiplas torturas que sofreu, a mais célebre foi a remoção dos seus próprios olhos; Lúcia, termo italiano que deriva da palavra Luce (Luz), que conhece a corrupção do termo para Lúcia e que encontra em português a denominação traduzida para Lúcia ou Luzia; Luce, luci, luz ou luzes é ainda um termo que designa a visão, a luz que se vê aos olhos, o olhar que cerca a vista. Decaído o seu uso regular na linguagem quotidiana, é ainda muito comum encontra-lo nas formas poéticas clássicas, e anteriores a esta época.
Construída no monte da Santa das Luzes... esta Basílica viu-se inspirada na já famosa Basílica da "Cidade das Luzes" - O Sacré Coeur -, e mais do que uma inspiração de fervor foi também uma inspiração de formas e novas modas introduzidas e adaptadas a um novo Portugal, influenciado por tantos francesismos culturais e políticos.
Assim, no monte da Santa das Luzes... sobre esplendoroso miradouro natural de perder a vista num longínquo horizonte, foi construída uma Basílica dedicada a Santa Luzia e ao Coração de Jesus.
Incrementado o projecto pelo padre António Martins Carneiro, certamente lembrando-se dos Santuários e Basílicas que povoam a região de Braga e Guimarães, dotando assim Viana do Castelo de um espaço religioso que no mínimo rivalizava com os já citados, o moderno traço da Basílica foi encomendado ao então grande arquitecto Ventura Terra, responsável por numerosas obras de intervenção e outras de grande envergadura em Portugal, e distinguido anos antes pelo Rei Dom Carlos com compasso que antes pertencera ao grande Ludovice.
As obras iniciaram então em 1903 e foram concluídas em 1943, no contexto de todo o complexo religioso, sendo que o local já se encontrava aberto ao culto desde 1926.
A fachada da Basílica ostenta então uma preciosa estátua do Coração de Jesus, em bronze, do escultor Aleixo Queirós Ribeiro, que encontra uma réplica no interior (desta em mármore de Vila Viçosa).
Completa-se assim o segundo monumento português ao Santo Coração de Jesus, fruto de uma devoção que conhece todo o país.
Por todas as cidades, vilas, aldeias e lugares portugueses encontram-se em quase todas as Igrejas ou Capelas uma imagem desta devoção. Imagem, que vem repor a figura de Jesus Cristo num acto longe do seu martírio. Imagem de Cristo Redentor, que lembrando o martírio, não sofre nem se humilha. Pelo contrário, em posse e vestes majestáticas ornadas de ouro, sereno e de sorriso tranquilo e com meigo e discreto gesto, exibe o seu Coração convidando-nos a adora-lo.
Construída no monte da Santa das Luzes... esta Basílica viu-se inspirada na já famosa Basílica da "Cidade das Luzes" - O Sacré Coeur -, e mais do que uma inspiração de fervor foi também uma inspiração de formas e novas modas introduzidas e adaptadas a um novo Portugal, influenciado por tantos francesismos culturais e políticos.
Assim, no monte da Santa das Luzes... sobre esplendoroso miradouro natural de perder a vista num longínquo horizonte, foi construída uma Basílica dedicada a Santa Luzia e ao Coração de Jesus.
Incrementado o projecto pelo padre António Martins Carneiro, certamente lembrando-se dos Santuários e Basílicas que povoam a região de Braga e Guimarães, dotando assim Viana do Castelo de um espaço religioso que no mínimo rivalizava com os já citados, o moderno traço da Basílica foi encomendado ao então grande arquitecto Ventura Terra, responsável por numerosas obras de intervenção e outras de grande envergadura em Portugal, e distinguido anos antes pelo Rei Dom Carlos com compasso que antes pertencera ao grande Ludovice.
As obras iniciaram então em 1903 e foram concluídas em 1943, no contexto de todo o complexo religioso, sendo que o local já se encontrava aberto ao culto desde 1926.
A fachada da Basílica ostenta então uma preciosa estátua do Coração de Jesus, em bronze, do escultor Aleixo Queirós Ribeiro, que encontra uma réplica no interior (desta em mármore de Vila Viçosa).
Completa-se assim o segundo monumento português ao Santo Coração de Jesus, fruto de uma devoção que conhece todo o país.
* * * * * * *
Por todas as cidades, vilas, aldeias e lugares portugueses encontram-se em quase todas as Igrejas ou Capelas uma imagem desta devoção. Imagem, que vem repor a figura de Jesus Cristo num acto longe do seu martírio. Imagem de Cristo Redentor, que lembrando o martírio, não sofre nem se humilha. Pelo contrário, em posse e vestes majestáticas ornadas de ouro, sereno e de sorriso tranquilo e com meigo e discreto gesto, exibe o seu Coração convidando-nos a adora-lo.
* * * * * * *
MONUMENTO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

SANTUÁRIO DE CRISTO REI

* * * * * * *
MONUMENTO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA
Em 1917 na Serra d'Aire, numa cova no cimo da Serra, Maria, a mãe de Jesus deixa-se aparecer a três meninos. Na terceira aparição, a Senhora, sempre entristecida, mostra aos pequenos os horrores do "dito" inferno e mostra-lhes o Seu coração dilacerado pela dor dos pecadores.
Em 1932, já no crescente e desorganizado Santuário de então, é colocado bem em frente da capelinha das aparições uma estátua do Coração de Jesus, a qual encima o chafariz que oferece água aos ardentes e sequiosos peregrinos de Fátima.
Esta imagem de Bronze, de autor desconhecido, foi na altura oferecida ao Santuário por um devoto, e nela, Jesus de braços ligeiramente abertos parece abraçar todos quantos a seus pés bebem da água, que é água de fonte de renovação que brota do seu coração.
* * * * * * *Esta imagem de Bronze, de autor desconhecido, foi na altura oferecida ao Santuário por um devoto, e nela, Jesus de braços ligeiramente abertos parece abraçar todos quantos a seus pés bebem da água, que é água de fonte de renovação que brota do seu coração.
* * * * * * *
Jesus é assim lembrado, mesmo no centro do Santuário, que é o principio e o fim, e, que na sua radical mensagem nos declara que ninguém chega ao Pai se não for por Ele. É Ele a nova aliança entre Deus e os homens, e também a nova aliança religiosa portuguesa iniciada pela Rainha D. Maria de Portugal na já referida Basílica da Estrela.
SANTUÁRIO DE CRISTO REI

Em 1934, numa visita ao Rio de Janeiro, o então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira, fica impressionado com a monumental imagem de Cristo Redentor do Corcovado - o guardião espiritual da nação brasileira, em detrimento dos guardiões maçónicos e de outras confissões obscuras, que se foram impondo nas principais cidades do mundo (o Cristo Redentor, era uma ideia acalentada desde os meados do séc. XIX. O projecto ganhou forma sendo que foi lançada a primeira pedra em 1922, nas comemorações do primeiro centenário do Brasil, como marco espiritual e religioso dessa efeméride. Foi inaugurado a 12 de Outubro de 1931, no dia de Nossa Senhora Aparecida - a quem se dedica uma capela nesse santuário).
Em 1934, depois de uma visita ao morro do Corcovado, o Cardeal Patriarca trouxe aninhado no seu coração a ideia de reproduzir no seu beato Portugal semelhante monumento. Um monumento novo. Um monumento construído de raiz. Um monumento moderno, aristocrata e grandioso que rasgasse a monotonia empoeirada a que Portugal estava votado em tradicionalismos seculares, que se renovavam em cada ano, mesmo nas novas e modernas devoções. Um monumento arrojado e inovador que Salazar não gostou!
Porém a sua iniciativa não se ficava apenas por erguer um monumento físico e circunspecto somente ao local onde fosse erguido. Em 1937, depois de reunidos os Bispos portugueses, este objecto será proclamado como monumento de consciência religiosa da nação portuguesa.
Em 1940, em Fátima, já no decorrer da II Guerra Mundial, esta ideia converte-se num piedoso voto que revigorará a mensagem passada aos fiéis nos púlpitos. Será então símbolo de paz no voto manifestado pelos Bispos:
"Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ía sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade".
O arranque das obras terão início em 1949.
Escolhido o local, o santuário erguer-se-á nas colinas de Almada, bem defronte de Lisboa, para que nesta cidade pudesse ser alcançado nos seus mais diversos pontos e localizações. Intenção que achou eco nas palavras de D. José Policarpo, por ocasião dos cinquenta anos do monumento, na seguinte exclamação:
“Os habitantes da grande Lisboa têm essa particularidade: não precisam de entrar numa Igreja para rezarem diante de uma imagem do Coração de Jesus. Toda a cidade se transformou num templo, onde só não sente o amor de Cristo quem não quer".
A estátua de Cristo-Rei, assumidamente de braços abertos e com um enorme coração, foi da autoria do Mestre Francisco Franco, e o projecto do monumento do arquitecto António Lino e Eng. D. Francisco de Mello e Castro. O enorme monumento de betão, material esse cheio de simbologia modernista, foi custeado pela esmola do povo português na subscrição contribuída nos ofertórios Dominicais.
Inaugurado em 1959, com pompa e circunstância, a cerimónia contou com a presença do Estado Português, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, o Núncio Apostólico, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques, os Bispos Portugueses, centenas de fiéis, a imagem de Nossa Senhora de Fátima e até do próprio Papa João XXIII através de uma mensagem de Rádio.
Em 1934, depois de uma visita ao morro do Corcovado, o Cardeal Patriarca trouxe aninhado no seu coração a ideia de reproduzir no seu beato Portugal semelhante monumento. Um monumento novo. Um monumento construído de raiz. Um monumento moderno, aristocrata e grandioso que rasgasse a monotonia empoeirada a que Portugal estava votado em tradicionalismos seculares, que se renovavam em cada ano, mesmo nas novas e modernas devoções. Um monumento arrojado e inovador que Salazar não gostou!
Porém a sua iniciativa não se ficava apenas por erguer um monumento físico e circunspecto somente ao local onde fosse erguido. Em 1937, depois de reunidos os Bispos portugueses, este objecto será proclamado como monumento de consciência religiosa da nação portuguesa.
Em 1940, em Fátima, já no decorrer da II Guerra Mundial, esta ideia converte-se num piedoso voto que revigorará a mensagem passada aos fiéis nos púlpitos. Será então símbolo de paz no voto manifestado pelos Bispos:
"Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ía sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade".
O arranque das obras terão início em 1949.
Escolhido o local, o santuário erguer-se-á nas colinas de Almada, bem defronte de Lisboa, para que nesta cidade pudesse ser alcançado nos seus mais diversos pontos e localizações. Intenção que achou eco nas palavras de D. José Policarpo, por ocasião dos cinquenta anos do monumento, na seguinte exclamação:
“Os habitantes da grande Lisboa têm essa particularidade: não precisam de entrar numa Igreja para rezarem diante de uma imagem do Coração de Jesus. Toda a cidade se transformou num templo, onde só não sente o amor de Cristo quem não quer".
A estátua de Cristo-Rei, assumidamente de braços abertos e com um enorme coração, foi da autoria do Mestre Francisco Franco, e o projecto do monumento do arquitecto António Lino e Eng. D. Francisco de Mello e Castro. O enorme monumento de betão, material esse cheio de simbologia modernista, foi custeado pela esmola do povo português na subscrição contribuída nos ofertórios Dominicais.
Inaugurado em 1959, com pompa e circunstância, a cerimónia contou com a presença do Estado Português, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, o Núncio Apostólico, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques, os Bispos Portugueses, centenas de fiéis, a imagem de Nossa Senhora de Fátima e até do próprio Papa João XXIII através de uma mensagem de Rádio.
* * * * * * *
Esta última consagração renova bem a importância de Jesus Cristo no centro da sua Igreja, por vezes remetido exclusivamente para a Eucaristia.
Relembrando-nos a Sua presença quotidiana, nos passos das nossas vidas, Jesus não tem problemas em abrir os seus braços até à sua extensão máxima, pois neles, mais do que a lembrança da Cruz, reside o incondicional abraço fraterno que está disponível a todos. Neles, o convite!... O convite, a que por imitação o abracemos de coração exposto, de coração aberto!
Relembrando-nos a Sua presença quotidiana, nos passos das nossas vidas, Jesus não tem problemas em abrir os seus braços até à sua extensão máxima, pois neles, mais do que a lembrança da Cruz, reside o incondicional abraço fraterno que está disponível a todos. Neles, o convite!... O convite, a que por imitação o abracemos de coração exposto, de coração aberto!
SACRÉ COEUR AUX MONTMARTE - PARIS

A idealização desta concretização partiu de um voto feito por Alexandre Legentil e Hubert Rohaut de Fleury, no tempo da Guerra Franco-Prussiana, no qual se suplicava a sobrevivência da França perante as investidas do demolidor exército alemão.
Escolhido o local, definiu-se a elevação de MontMarte - a montanha de Marte - tido como o ponto mais alto de Paris, o qual melhor compreendia a necessidade de uma evocação que chegasse a todos, ou à vista de todos, permitindo assim que qualquer espírito se imbuísse de fervor e religiosidade ao alcançar à distância a vista do carismático monumento - sim, carismático monumento! Monumento de fé e de crença religiosa, que curiosamente desde a sua concepção foi logo definido como Monumento-Igreja (não fosse a França um estado laico, onde a lei da separação já causava divergências).
Sugerindo modernidade, segundo um gosto românico e bizantino reinventado, combinado com o gosto clássico da arquitectura francesa, o projecto elaborado pelo arquitecto Paul Abadie sugere um Templo dinâmico rodeado por um jardim com o propósito de convidar à meditação, onde se evocam uma maior pureza e ambiente místico, sinónimos de uma religião que se renova para um novo significado de "Igreja" - tão caro aos franceses.
As obras arrancaram em 1875 e foram custeadas por uma subscrição pública na qual toda França contribuiu com a sua esmola.
Concluída em 1914, a Basílica teve de aguardar pelo fim da I Guerra-Mundial para ser devidamente inaugurada.
Assim, a Basílica de MontMartre, é hoje um dos ex-libris da Cidade das Luzes, fruto da consciência religiosa de uma nação, e um dos monumentos mais visitados desta cidade conhecido em todo mundo pelo termo: Sacré-Coeur.
Escolhido o local, definiu-se a elevação de MontMarte - a montanha de Marte - tido como o ponto mais alto de Paris, o qual melhor compreendia a necessidade de uma evocação que chegasse a todos, ou à vista de todos, permitindo assim que qualquer espírito se imbuísse de fervor e religiosidade ao alcançar à distância a vista do carismático monumento - sim, carismático monumento! Monumento de fé e de crença religiosa, que curiosamente desde a sua concepção foi logo definido como Monumento-Igreja (não fosse a França um estado laico, onde a lei da separação já causava divergências).
Sugerindo modernidade, segundo um gosto românico e bizantino reinventado, combinado com o gosto clássico da arquitectura francesa, o projecto elaborado pelo arquitecto Paul Abadie sugere um Templo dinâmico rodeado por um jardim com o propósito de convidar à meditação, onde se evocam uma maior pureza e ambiente místico, sinónimos de uma religião que se renova para um novo significado de "Igreja" - tão caro aos franceses.
As obras arrancaram em 1875 e foram custeadas por uma subscrição pública na qual toda França contribuiu com a sua esmola.
Concluída em 1914, a Basílica teve de aguardar pelo fim da I Guerra-Mundial para ser devidamente inaugurada.
Assim, a Basílica de MontMartre, é hoje um dos ex-libris da Cidade das Luzes, fruto da consciência religiosa de uma nação, e um dos monumentos mais visitados desta cidade conhecido em todo mundo pelo termo: Sacré-Coeur.
Bondoso Coração de Jesus,
Ora pro nobis.
Ora pro nobis.
Beatices:
Basílicas,
Coração de Jesus,
Paris,
Sacré-Coeur
29 de junho de 2009
27 de junho de 2009
DIVAGAÇÕES VIII - VIGÍLIA SOTURNA JÁ COM A JANELA FECHADA E SEM TAIS PALAVRAS AINDA TER POR TODO DESFERIDO
.
São 2:42 Am!
O veneno ainda me corrói...
3 lágrimas caíram pela fronte
O rosto desfigurado suplica a redenção
A carne danada, danada está!
A alma chora amarguradamente.
Só na morte te perdoarei
Por na minha mão teres colocado semelhante líquido!
São 2.46 Am...
O tempo custa a passar, o silêncio perturba esta noite
Quando desejava dos Rouxinóis ouvir chilrear...
(Porém, aqui nunca houve rouxinóis)
E pássaros gordos, não estou para aí virado!
Nada em meu redor me atrai
Nada até ao meu horizonte me seduz
Odeio-me... odeio-o tudo!
Só na morte te perdoarei
Por na minha mão teres colocado semelhante líquido!
São 2:51 Am
Desfaleço... tomado pela ira
E a raiva...
São 2:52 Am
O sono não vem... alegria não há
Batatinhas também não!
São 2:53Am
Aiiiiiiiii (em amordaçado silêncio)... até quando!
Por mais quanto tempo neste outeiro de amarguras
....
....
....
Só na morte te perdoarei
Por na minha mão teres colocado semelhante líquido!
.
.
São 2:42 Am!
O veneno ainda me corrói...
3 lágrimas caíram pela fronte
O rosto desfigurado suplica a redenção
A carne danada, danada está!
A alma chora amarguradamente.
Só na morte te perdoarei
Por na minha mão teres colocado semelhante líquido!
São 2.46 Am...
O tempo custa a passar, o silêncio perturba esta noite
Quando desejava dos Rouxinóis ouvir chilrear...
(Porém, aqui nunca houve rouxinóis)
E pássaros gordos, não estou para aí virado!
Nada em meu redor me atrai
Nada até ao meu horizonte me seduz
Odeio-me... odeio-o tudo!
Só na morte te perdoarei
Por na minha mão teres colocado semelhante líquido!
São 2:51 Am
Desfaleço... tomado pela ira
E a raiva...
São 2:52 Am
O sono não vem... alegria não há
Batatinhas também não!
São 2:53Am
Aiiiiiiiii (em amordaçado silêncio)... até quando!
Por mais quanto tempo neste outeiro de amarguras
....
....
....
Só na morte te perdoarei
Por na minha mão teres colocado semelhante líquido!
.
.
26 de junho de 2009
DIVAGAÇÕES VII - PALAVRAS ODIADAS E SEM INTERESSE JOGADAS PELA JANELA FORA ENQUANTO ESTA AINDA ESTÁ ABERTA
.
Provei anunciado veneno
Que me queima nas profundas vísceras
Corre célere o odiado
Sobe-me num instante à cabeça!
Pecado foi bebe-lo
Pecado, foi saber que o era!
Agora... - que remédio -, arrojo-me pelos cantos
Esponjando-me pelas paredes.
Praguejo e grito neste teclado,
Dobrando-me sobre a fina e lancinante dor
Que já me corrói os ossos,
Que já me esmaga os dedos!
Veneno lembrado
Veneno tomei
Veneno bebi
Veneno ardendo
Veneno desnecessário...
"Merde", estou farto! É sempre assim (não podia ser de outra maneira, hein???)!
Ler não consigo
Barulho, não posso fazer...
Desenhos, valha-me Deus!
Fotos... só indecorosas (e isso é pecar e desiludir o meu amado leitor)!
Rezar... só ao deitar!
Vou ver um filme (isso, mesmo), um filme aos gritos...
Uma comédia negra, que a estas horas... muito negra aos vizinhos será,
Já que dos visitantes, comments?!?!?... "tá quieto, ó preto!"
Pode ser que passe.
Grrrrrrrrr...
.
.
Provei anunciado veneno
Que me queima nas profundas vísceras
Corre célere o odiado
Sobe-me num instante à cabeça!
Pecado foi bebe-lo
Pecado, foi saber que o era!
Agora... - que remédio -, arrojo-me pelos cantos
Esponjando-me pelas paredes.
Praguejo e grito neste teclado,
Dobrando-me sobre a fina e lancinante dor
Que já me corrói os ossos,
Que já me esmaga os dedos!
Veneno lembrado
Veneno tomei
Veneno bebi
Veneno ardendo
Veneno desnecessário...
"Merde", estou farto! É sempre assim (não podia ser de outra maneira, hein???)!
Ler não consigo
Barulho, não posso fazer...
Desenhos, valha-me Deus!
Fotos... só indecorosas (e isso é pecar e desiludir o meu amado leitor)!
Rezar... só ao deitar!
Vou ver um filme (isso, mesmo), um filme aos gritos...
Uma comédia negra, que a estas horas... muito negra aos vizinhos será,
Já que dos visitantes, comments?!?!?... "tá quieto, ó preto!"
Pode ser que passe.
Grrrrrrrrr...
.
.
O VIGÁRIO
O VIGÁRIO
Rolf Hochhuth
5º Acto
Auschwitz ou a pergunta feita a Deus
Cena II
(Continuação)
Riccardo (tenta mofar dele, acabando por gritar para não chorar): Redenção da dor! Uma conferência humanística proferida por um sádico homicida! Salve uma criança, uma só, para que se veja que o senhor é um ser humano.
Doutor (disciplinante): Com que direito os padres olham de cima para as S.S.? Nós somos os Dominicanos da era tecnológica. Não é por simples acaso que tantos colegas meus provêm das boas cepas católicas. Heydrich era judeu, está certo, Eichmann e Goering são protestantes. Mas, Hitler, Goebbels, Bormann, Kaltenbrunner... Hoess, o comandante de campo, quis ser padre. E o padrinho de Himmler é o Bispo-Coadjutor de Bamberg! (Ri). Os Aliados juraram solenemente que nos enforcariam a todos... se nos agarrarem. É lógico - no fim da guerra o uniforme das S.S. será veste dos condenados ao patíbulo. Todavia, a Igreja, que durante séculos praticou o crime no Ocidente, agora quer representar o papel de instância moral de uma parte do mundo. É um absurdo! São Tomás de Aquino, um místico intoxicado de Deus como Heinrich Himmler, que também diz uma porção de disparates bem intencionados, perseguia os inocentes tal como esses idiotas que perseguem os judeus... E, todavia, vocês não o recebem os templos católicos! Nesse caso, por que não deverão ser incluídos, nas futuras antologias alemãs, os discursos de Himmler em louvor das mães das famílias numerosas? (Está muitissimo divertido). Uma civilização que entrega as almas de seus filhos nas mãos de uma Igreja em cujo passado existem os Senhores Inquisidores, chega a seu fim lógico quando vai buscar às nossas fogueiras humanas as tochas para as suas exéquias. Concorda com isto? Não, é claro. (Cospe e toma um "schnaps"). Um de nós é honesto... o outro crente. (Malévolo): Foi a sua Igreja a primeira a provar que se podia queimar os homens como carvão. Somente na Espanha, e sem fornos crematórios, vocês queimaram trezentas e cinquenta mil pessoas. E quase todos forma queimados vivos. Para isso é preciso a ajuda de Cristo.
Riccardo (indignado, em voz alta): Sei tão bem como o senhor quantas vezes a Igreja tem sido, e é, culpada. Senão, não estaria aqui. E não direi mais nada se fizer Deus responsável pelos crimes da sua Igreja. Deus não preside à história. Ele participa doq ue é finito. N'Ele se resumem todos os sofrimentos do homem.
Doutor (cortando-lhe a palavra): Sim sim, também já me ensinaram isso. O sofrimento d'Ele na terra acorrenta o princípio do mal. Mas, de que forma? Onde... onde é que eu fui jamais accorentado? Lutero era menos presunçoso: Não é o homem, e sim Deus, quem enforca, suplicia na roda, estrangula e faz a guerra... (Dá uma pequena palmada no ombro de Riccardo, rindo. Este retrocede). Acho graça na sua cólera. O senhor é um bom parceiro, percebi-o desde logo, Vai auxiliar-me no Laboratório, e todas as noites debateremos sobre esse produto da fraqueza nervosa que o snehor chama provisóriamente Deus, ou sobre qualquer outra trica filosófica.
Doutor (disciplinante): Com que direito os padres olham de cima para as S.S.? Nós somos os Dominicanos da era tecnológica. Não é por simples acaso que tantos colegas meus provêm das boas cepas católicas. Heydrich era judeu, está certo, Eichmann e Goering são protestantes. Mas, Hitler, Goebbels, Bormann, Kaltenbrunner... Hoess, o comandante de campo, quis ser padre. E o padrinho de Himmler é o Bispo-Coadjutor de Bamberg! (Ri). Os Aliados juraram solenemente que nos enforcariam a todos... se nos agarrarem. É lógico - no fim da guerra o uniforme das S.S. será veste dos condenados ao patíbulo. Todavia, a Igreja, que durante séculos praticou o crime no Ocidente, agora quer representar o papel de instância moral de uma parte do mundo. É um absurdo! São Tomás de Aquino, um místico intoxicado de Deus como Heinrich Himmler, que também diz uma porção de disparates bem intencionados, perseguia os inocentes tal como esses idiotas que perseguem os judeus... E, todavia, vocês não o recebem os templos católicos! Nesse caso, por que não deverão ser incluídos, nas futuras antologias alemãs, os discursos de Himmler em louvor das mães das famílias numerosas? (Está muitissimo divertido). Uma civilização que entrega as almas de seus filhos nas mãos de uma Igreja em cujo passado existem os Senhores Inquisidores, chega a seu fim lógico quando vai buscar às nossas fogueiras humanas as tochas para as suas exéquias. Concorda com isto? Não, é claro. (Cospe e toma um "schnaps"). Um de nós é honesto... o outro crente. (Malévolo): Foi a sua Igreja a primeira a provar que se podia queimar os homens como carvão. Somente na Espanha, e sem fornos crematórios, vocês queimaram trezentas e cinquenta mil pessoas. E quase todos forma queimados vivos. Para isso é preciso a ajuda de Cristo.
Riccardo (indignado, em voz alta): Sei tão bem como o senhor quantas vezes a Igreja tem sido, e é, culpada. Senão, não estaria aqui. E não direi mais nada se fizer Deus responsável pelos crimes da sua Igreja. Deus não preside à história. Ele participa doq ue é finito. N'Ele se resumem todos os sofrimentos do homem.
Doutor (cortando-lhe a palavra): Sim sim, também já me ensinaram isso. O sofrimento d'Ele na terra acorrenta o princípio do mal. Mas, de que forma? Onde... onde é que eu fui jamais accorentado? Lutero era menos presunçoso: Não é o homem, e sim Deus, quem enforca, suplicia na roda, estrangula e faz a guerra... (Dá uma pequena palmada no ombro de Riccardo, rindo. Este retrocede). Acho graça na sua cólera. O senhor é um bom parceiro, percebi-o desde logo, Vai auxiliar-me no Laboratório, e todas as noites debateremos sobre esse produto da fraqueza nervosa que o snehor chama provisóriamente Deus, ou sobre qualquer outra trica filosófica.
(continua)
REQUIEM AETERNAM... MICHAEL JACKSON
29 Agosto 1958
25 Junho 2009
Tal como o recordo...
Requiem aeternam dona eis, Domine,
Et lux perpetua luceat eis.
Subscrever:
Mensagens (Atom)













