( - Cruzes, Credo... que morte tão anafada!!!!)
Libera nos, Domine!
Êxtase:
Estado de quem se encontra como que transportado para fora de si e do mundo sensível, por efeito de exaltação mística ou de sentimentos muito intensos de alegria, prazer, admiração, temor reverente...
Josefa D'Obidos
“Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.
Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue
Com peito grande
E, venha o que vier,
Nada te espante.
Vês a glória do mundo?
É glória vã;
Nada tem de estável,
Tudo passa.
Aspira às coisas celestes,
Que sempre duram;
Fiel e rico em promessas,
Deus não muda.
Ama-O como merece,
Bondade imensa;
Mas não há amor fino
Sem a paciência.
Confiança e fé viva
Mantenha a alma,
Que quem crê e espera
Tudo alcança.
Do inferno acossado
Muito embora se veja,
Burlará os seus furores
Quem a Deus tem.
Advenham-lhe desamparos,
Cruzes, desgraças;
Sendo Deus o seu tesouro,
Nada lhe falta.
Ide, pois, bens do mundo,
Ide, ditas vãs;
Ainda que tudo se perca,
Só Deus basta.”
Verbe, égal au Très-Haut, notre unique espérance,
Jour éternel de la terre et des cieux;
De la paisible nuit nous rompons le silence,
Divin Sauveur, jette sur nous les yeux!
Répands sur nous le feu de ta grâce puissante,
Que tout l'enfer fuie au son de ta voix;
Dissipe le sommeil d'une âme languissante,
Qui la conduit à l'oubli de tes lois!
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| S. Nuno Álvares Pereira já está no álbum dos santos |
| Bento XVI disse que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores cristãos |
Depois da apresentação de uma breve biografia dos novos santos pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, D. Angelo Amato, acompanhado pelos postuladores das causas, pediu que os cinco beatos sejam inscritos no “álbum dos Santos” e “como tal sejam invocados por todos os cristãos”. Após a ladainha, Bento XVI canonizou os cinco beatos.
Na fórmula de canonização, o Papa disse: “declaramos e definimos como Santos os Beatos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Geltrude Comensoli e Caterina Volpicelli, e inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”.
Os presentes bateram palmas e acenaram-se bandeiras. Após a proclamação dos novos santos – quatro italianos e um português - transportaram-se as relíquias dos novos santos para junto do altar. O Arcebispo Amato e os postuladores agradeceram a Bento XVI.
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos pediu também que seja redigida a Carta Apostólica a respeito das canonizações que acabaram de ter lugar. Bento XVI respondeu “Decernimus”, ou seja, “ordenamo-lo”.
Um exemplo a seguir
Na homilia da cerimónia da canonização de S. Nuno de Santa Maria, Bento XVI destacou algumas características do novo santo português. “Uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino” E adianta: “Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus”.
“São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias” – sublinhou Bento XVI na homilia.
No final da sua vida, o «Santo Condestável» retirou-se para o convento do Carmo, em Lisboa, mandado construir por ele. “Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã” – disse o Papa.
No final da celebração, Bento XVI agradeceu à comunidade portuguesa presente na praça de S. Pedro e, em particular, os carmelitas. "A quem um dia se prendeu o olhar e o coração deste militar crente" - salientou.
"Dirijo a minha saudação grata e deferente à Delegação oficial de Portugal e aos Bispos vindos para a canonização de Frei Nuno de Santa Maria, com todos os seus compatriotas que guardam no coração o testemunho do «Santo Condestável»: deste modo lhe chamavam já os pobres do seu tempo, vendo o sentido de compaixão e o despojamento de quem deu os seus bens aos mais desfavorecidos", disse.
"Deixou-nos assim uma nobre lição de renúncia e partilha, sem as quais será impossível chegar àquela igualdade fraterna característica duma sociedade moderna, que reconhece e trata a todos como membros da mesma e única família humana. Em particular saúdo os Carmelitas, a quem um dia se prendeu o olhar e o coração deste militar crente, vendo neles o hábito da Santíssima Virgem e no qual depois ele próprio se amortalhou. Ao desejar a abundância dos dons do Céu para todos os peregrinos e devotos de São Nuno, deixo-lhes este apelo:
«Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé» (Heb 13, 7)",
concluiu.
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Arcangelo Tadini
Bernardo Tolomei
Gertrudes Comensoli
Catarina Volpicelli
Nuno de Santa Maria
Espírito contemplativo
Nuno Álvares Pereira, depois de ser religioso, estreitou mais o trato e familiaridade com o Senhor, porque então vivia no retiro, conveniente para poder sem estorvo empregar todas as potências da alma no Senhor que contemplava.
Amor à Eucaristia
«Esta a resposta que o Nuno costumava dar aos que notavam a sua frequência à mesa Eucarística: Que se alguém o quisesse ver vencido, pretendesse afastá-lo daquela Sagrada mesa em que Deus se dá em manjar aos homens, porque dela lhe resultava todo o esforço e fortaleza com que vencia e debelava seus contrários» (Papa Bento XV).
Devoção a Nossa Senhora
Nuno orava à Virgem Maria Senhora Nossa. Ao entrar no Convento de Nossa Senhora do Carmo, que mandou edificar, despojou-se de todos os títulos escolhendo para si o nome de «Frei Nuno de Santa Maria».
Pobreza, humildade e caridade
Nuno, o homem mais rico de Portugal, por amor de Deus fez-se pobre, inteiramente pobre. Distribuiu todos os seus bens pela Igreja, pelos pobres, pela família e pelos antigos companheiros de armas.
Despojado de tudo pede por caridade. Só por ordem do Rei é que deixou de andar pelas ruas a pedir esmola para os pobres. Do que o Rei lhe mandava para seu sustento, distribuía tudo o que podia pelos pobres, socorrendo e assistindo na agonia os moribundos. Mais caritativo era para com o seu próximo quando havia oportunidade de o socorrer nas enfermidades. Assistia os pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com as ofertas que lhes dava.