17 de abril de 2009

PARA TI QUE ESTÁS TRISTE





Tu que te dizes só, carente e triste: lembra-te pois que não estás só na imensidão... mil olhares te rodeiam e velam a tua passagem.



O teu olhar abate-se sobre ti, sobre a tua tristeza e sobre a tua lamuria - que egoistamente não permitem mais do que te debruces sobre o teu peito e deixes de enxergar o mundo.


Levanta pois os olhos.

Olha em teu redor e sorri... pois alguém estará sorrindo igualmente para ti!




15 de abril de 2009

AO MIGUEL SOUSA TAVARES - AINDA POR EQUADOR....


Instigado por um leitor do blogue, retomei a leitura do exótico Equador do nosso Miguel Sousa Tavares. Desta vez com um olhar atento, incrédulo, deparei-me na obra com erros de inconsistência histórica de proporções mini-Dantescas de fazerem rubor ao autor, e, que envergonhariam o mundo da razão porque evocam Crasso!

Caro Miguel, nada tenho contra si e há muitos anos que o admiro - desde os tempos da parceria com a Margarida Marante. Porém, o que aqui vou escrever é em detrimento do seu livro e de si, enquanto autor, certo que em nada este comentário vos abona. Direi no entanto que a obra, pelo que tem de bom, merece ser quanto antes rectificada de tal erro. Assim transcrevo a passagem:

"E, como também para falar de musica lhe faltavam interlocutores, explicou ao Sebastião que o que tanto impressionava a audiência era uma ária chamada "Era la notte", de uma ópera chamada Otelo, cantada por um napolitano de seu nome Enrico Caruso..."

Equador, pag. 151

Lamentavelmente o Sr. Miguel Sousa Tavares, tal como os guionistas/sonoplastas da série, não se prestou a estudar o assunto com rigor jogando nomes, títulos e gravações ao acaso. Sem um aprofundamento prévio da questão, depois de outros assuntos aparentemente tão bem estudados, parece banalizar o que lhe parecera trivial e de fácil construção, criando uma falsa aparência de distinta eloquência erudita Queiroziana, desta, conduzindo o público português ao engano, quer sobre o assunto quer sobre os pseudo-doutos conhecimentos do autor - o Eça nesse campo nunca falharia. De ópera e afins sabia tudo até as mais ínfimas "tricas". Em Lisboa, Paris ou onde quer que fosse por esse mundo fora, a ópera era a sua segunda casa, chegando ao ponto de ter assistido no Cairo à estreia da Aída de Verdi. Já o Sr. Miguel Sousa Tavares nunca é visto em São Carlos, na Gulbenkian ou no CCB, portanto não há admiração.

Uma consulta aos volumes do Dr. Mário Moreau e a algumas das obras do Prof. Mário Vieira de Carvalho resolveriam a questão, assim como creio que os doutíssimos Prof. Rui Vieira de Nery ou Paulo Ferreira de Castro não lhe negassem a qualquer ajuda numa consulta ou esclarecimento. Por outro lado, qualquer Fnac possui registos desta época a preços acessíveis - como a Naxos ou a Nimbus, só para citar algumas editoras que reunem o espolio da Pathé, da Victor, da Columbia ou da celebérrima His Master's Voice
.

.............

"Era la notte", também conhecida como ária do sonho (do falso sonho de Cássio murmurando por Desdemona), é realmente um trecho da ópera Otello, de Verdi, interpretada nunca pelo Tenor (Otello), mas sim pelo Barítono (Iago) - e Otello escreve-se com dois L, fazendo-se jus à doppia italiana, esquecida pelo autor do Equador. Neste trecho, Iago com perfídia e maldade ludibría Otello, que se deixando levar pelas falsas intrigas deste se arrebata em loucos ciúmes e ira contra Desdemona e Cássio.

Se nesta época Caruso era o Tenor de excelência, Titta Ruffo era o Barítono do mesmo status. Duas naturezas ímpares e irmãs. Foi igualmente apreciado e reclamado em todo em todo o mundo, incluindo Lisboa, onde era muito apreciado e amado, quer pelo seu potente registo fortíssimo como pela morbideza do seu fraseado vocal, que neste trecho admirável, "Era la notte", tanto sublimou - entenda-se por morbideza, o termo italiano equivalente em português de suavidade.

ERA LA NOTTE
~ OTELLO ~

Musica:
Giuseppe Verdi

Baritono:
Titta Ruffo




Portanto, ou Luis Bernardo era um troca-tintas que baralhava tudo - defraudando as expectativas Reais postas na sua nomeação de Governador, contrariando a firme descrição inicial do carácter e perfil do personagem; ou o nosso autor, redundando o que já escrevi, jogou informação assim sem mais como quem joga pedrinhas ao ar... adiantando símbolos de uma época sem rigor histórico ou coerência, tomando a parte pelo todo e sem contar que poderia tropeçar em registos sonoros devidamente autentificados e datados, e com uns quantos conhecedores do assunto.

Admitindo que o autor estivesse a pensar na semelhante frase da mesma ópera "Giá nella notte densa", dueto idílico entre o Tenor e o Soprano - Otello e Desdemona - que encerra o I acto da referida ópera, adianta-se que Caruso nunca o gravou. Em minha opinião, dada a descrição do cenário e ambiente que esta página retrata - o sentimento melancólico e a tal tristeza dos sons que se assemelham a lamentos que atraem, comentados pela cidade e que até aos negros cativava, este dueto resultaria numa melhor e mais correcta combinação. Admitindo que o autor estaria ciente do seu acto e ciente da distinção das duas frases, não se compreende o porque da escolha da perfídia ao idílico... ele lá terá as suas razões e nós o direito de desconfiar - coisas à Miguel S. Tavares, pensamos nós. Porém, sem nexo!

Agravando a situação, as primeiras gravações que Caruso fez do Otello, de Verdi, datam de 1910 e 1914, e foram respectivamente:


"Ora e per sempre addio"

"Si per Ciel" - com Titta Ruffo

Portanto gravadas em datas ultra-posteriores à acção de Equador - narrado entre Dezembro de 1905 e 29 de Janeiro de 1908, sendo que esta conversa se passa em S. Tomé algures em 1906. (Pelo que consegui apurar, as primeiras gravações de excertos de Otello foram em 1903 com o Tenor Francesco Tamagno - o primeiro Otello Verdiano da história - tendo gravado o "Esultate" (entrada de Otello), o "Ora e per sempre addio" e "Niun mi tema" (morte de Otello); Em 1910 parece ter sido gravado pela primeira vez o dueto "Giá nella notte densa", com o Tenor Zenatello e o Soprano Lina Pasini-Vitali).

Do "Era la notte" existem gravações de Titta Ruffo e de Mattia Battistini - os melhores da época. É só escolher, mas na realidade antes da escolha é sempre bom verificarem-se as datas.

É verdade que esses registos, os mais antigos, são mais pobres sonoramente mas isto só mesmo aos nossos ouvidos. Na época esses consistiam na melhor tecnologia disponível e eram o melhor dos melhores sons de então. Mostra-los tal como são é fazer uma reconstituição fidedigna - o contrário é brincar, é fazer... mais uma vez, mil vénias e mil perdões... Trampa! É assim que tem de ser visto, e não de outra forma. Ponto final!

.............

Corroborando toda esta informação, ficam aqui duas páginas de um livro que disponho sobre as gravações de Caruso e que detalhadamente nos dão a informação sobre este lamentável lapso do Sr. Miguel Sousa Tavares:


Tabela de Registos de Gravações de Enrico Caruso
- Otello -

Aos Guionistas e Sonoplastas: Questa o Quella e La Donna é mobile já existiam gravadas em 1906/07 - data da estadia de Luis Bernardo nas ilhas coloniais, porém com acompanhamento de Piano, e nunca de Orquestra. Em Março de 1908, um mês depois do final de Equador, foram então ambas gravadas com Orquestra, corroborando uma vez mais o vosso erro, que agora acho ainda mais intolerável, posta esta pequena investigação, e que teria sido amenizado pelo uso dessas já citadas primeiras gravações:


Tabela de Registos de Gravações de Enrico Caruso
- Rigoletto -


13 de abril de 2009

AOS GUIONISTAS E SONOPLASTAS DO EQUADOR - QUESTA O QUELLA


QUESTA O QUELLA
~ Rigoletto ~

Musica:
Giuseppe Verdi

Tenor:
Enrico Caruso




Questa o quella per me pari sono
a quant' altre d' intorno mi vedo,
del mio core l'impero non cedo
meglio ad una che ad altre belta

La costoro avvenenza è qual dono
di che il fato ne infiora la vita
s' oggi questa mi torna gradita
forse un' altra doman lo sarà.

La costanza tiranna delcore
detestiamo qual morbo crudele,
sol chi vuole si serbi fedele;
Non v'è amor se non v'è libertà.

De' i mariti il geloso furore,
degli amanti le smanie derido,
anco d' Argo i cent'occhi disfido
se mi punge una qualche beltà
.

...

Qualquer uma para mim é'me indiferente
a tantas beldades que aqui vejo,
E por qualquer uma delas
Ao meu coração o ímpeto não cedo.


etc.


EQUADOR - A SÉRIE (O)!


Já algum tempo que está no ar a série portuguesa Equador. Fruto da obra literária de Miguel Sousa Tavares, adaptada à televisão pela TVI e anunciada como a melhor e mais cara produção de sempre! - há quem diga que a obras são dois Contos inacabados da sua saudosa mãe, a grande Sophia, laboriosamente truncados e resolvidos no estilo agressivo e abrupto que Miguel Sousa Tavares nos tem habituado. À fina flor da pena e punhados de renda eruditos maternos, a amarga e violenta dissonância do eloquente filho.

Postos estes pareceres: Uma produção de luxo - assim parece. Dinheiro esbanjado. Produto vendido como se fosse o melhor da Globo ou Hollywood - estes com menos fariam mais e melhor, é certo! Visualmente assim se assemelha, no que se joga e no que se mostra, raramente conjugando-se o género e a perfeição: perucas forçadas e mal colocadas, algumas vestes femininas mal talhadas aos corpos que as desfilam, anacronismos de hábitos e moda, demasiada sumptuosidade para ambientes internos simples e coloniais - quando a obra literária contrasta e enaltece a beleza natural de S. Tomé em oposição ao "caos" e "lu (i) xos" dos ocupadores - que em termos de produção seguem no encalço do estilo da fraquíssima"Terra Nostra" e das melhores produções brasileiras, onde tudo já foi ensaiado e experimentado em 30 anos de trabalho - aqui redundados em semanas numa amálgama fraca, fraquinha.

Fica a nota ao portuguesismo enaltecido nesta série. A limpeza de imagem da enegrecida Monarquia e da dinastia Bragantina, pós ultimato. Os esforços diplomáticos de D. Carlos contra a absorção e usurpação europeia de Portugal - para os menos esclarecidos, foi nesta época que se demarcou e concretizou o Império Colonial Português caído no 25 de Abril de 1974.

Assim o Equador, ao invés do presente, mostra-nos Portugal no seu esplendor lutando emergentemente contra as esmagadoras e tenazes frentes europeias.

... ... ... ...

Ontem pela primeira vez, porque estava ao serão com a família, no repasto de um típico e opípero jantar Pascal, fui honrado com um episódio que se asobremeseou em surpresa, admiração e esboçados sorrisos. Alertado dos aforismos, anacronismos e outras boas doses incomensuráveis de qualquer espécie sobre um espalhafato chamado Equador, deixei-me levar por todo um episódio!

Cores bonitas. Planos jeitosos. Caras bonitas. Interpretações entre a excelência, o bom, a naturalidade do "metier", o forçado, o muito forçado, o escolástico, o mal-preparado, o pouco à vontade, o "caído do céu", o "robertiano", o apalhaçado circense e os que sem mais... faziam de si mesmos - como aquele que passava a vida a anunciar Cavalos, Anões e Mulheres nuas e aqui aparentava ter tomado doses cavalares de calmantes para "não se levantar e rir".

Alvissaras ao Nicolau Breyner, Alexandra Lencastre e José Wallenstein!

Um bom Nuno Melo, Ana Bustorff e Manuela Couto limitados pela extensão dos seus papéis! Menção aos actores negros, que se fazem ver muito bem! De resto tudo condimentado ao acaso, mas... nada de chocante. O trivial de sempre, só que desta vez em época - porém numa série em época qualquer erro, qualquer deslize, qualquer imprudência num gesto, num passo ou numa palavra são demolidores e devastadores da credibilidade de todo o trabalho.


E assim, lá fui apreciando o Equador assistindo ás interpretações de papéis entre o muito bom e o medíocre - sendo a mediocridade o registo dos papéis principais e a excelência o registo dos papéis menores - o típico dos erros de casting portugueses, e, uma geração Morangos-com-Açúcar com pseudo-actores a trepar por aí que nem ervas-daninhas, aparentadas de "Eras".

Mas vamos ao que interessa. Como dizia: "lá fui apreciando o Equador" até que se ouve a celebre ária "La Donna é mobile" tocada na grafonola do excêntrico Governador, Luis Bernardo. Seguindo o rasto do som, João Forjaz, chega à casa de banho. Com admiração, vendo o seu amigo banhar-se entre charutos e musica, pergunta:

- Verdi na casa de banho?

Esclarecidas as exclamações, começam:

- Opera: Rigoletto. I acto. A festa cheia de mulheres, o Duque exalta as suas belezas cantando esta ária...

... E não é preciso ir mais longe... Erro Crasso, que nem Crasso erraria! Escândalo, horror! Como será possível - pensei pasmado e incrédulo pulando no meu sofá, uma vez que nem tudo estava a ir mal e até já achava algo exagerado os comentários escutados e o que por aí lera sobre o assunto - por quem já vira!

Tal como a diferença do sabor do açúcar para o sal, um conhecedor de ópera saberá logo, mas logo mesmo, que a ária
executada no momento acima descrito é o "Questo o Quella" - que Alfredo Kraus elevou, em conjunto com todo o papel, aos píncaros da ópera com uma característica e estridente gargalhada jogada a meio da ária, e que Pavarotti lhe arremessou com tanta robustez e assombrosa vocalidade, que reina post-mortem como o melhor "Duca" de sempre - qualquer CD de Highlights de ópera, vendido nos super-mercados a 3.90 €, o atestam - procurem!

Mas não se fica por aqui: Estamos numa época anterior a 1908. O cantor de então era o lendário Enrico Caruso de quem se fizeram, em 78 rotações, as primeiras gravações de árias de ópera de tenor em conjunto com outros... mas a voz que se ouvia não era de nenhum destes lendários que conheceram e beijaram a mão a Verdi. Em 1908, Caruso ou qualquer outro já a gravara. Portanto um erro histórico incompreendido, e, só tolerado se tal registo não existisse ainda! Não obstante, o som não era o ruidoso vibrando a lata de uma verdadeira e característica grafonola, mas na realidade algo cheio de eco e de efeitos inverossímeis. Bah!

"La Donna é mobile" é executada no IV acto de Rigoletto. É o enaltecimento chauvinista e machista masculino desclassificando a mulher a mero objecto de prazer - o objecto de fornicação sexual. Compreendendo a intenção do argumentista/guionista, assaz infeliz, sugere-se neste pretexto a trivialidade da conversa masculina sobre a volúpia feminina aqui tratada puerilmente, sem picante e sem a cumplicidade de dois amigos daquele gabarito. Duvido mesmo que até as mais conservadoras e octagenárias senhoras, da melhor sociedade, se tenham inflamado ou sentido algum rubor - expectantes de um maior atrevimento, sem mais, adormeceram novamente em frente ao televisor!

Neste argumento adivinháva-se ainda uma comparação próxima dos dois personagens... O efeminizado Luís Bernardo não se assemelha a um "Don Juan" ou um "Marialva" das colónias portuguesas e pouco ou nada tem em comum com o "Duca di Mantua" - mais depressa o Duca, um Don Juan ou um Marialva tomariam banho ouvindo os seus cavalos relinchar... do que escutando uma ária trinada por um gordo cantor espiando a masculinidade alheia!

Erro Crasso! - reitero e afirmo - nos diálogos e na falta de cultura dos guionistas e na equipa de sonoplastia - os quais se encarregam nestas produções de fazer as pesquisas musicais.


Eis portanto o triunfo da estuporização, da arrogância e da usurpação dos lugares que não lhes são devidos e a quem de direito são privados de serem ocupados - a Wikipédia, não substitui anos e anos de estudo e conhecimento acumulado!

Uma recomendação a estes Senhores, se tal me é permitido: - Mes amis, gosto muito do vosso trabalho mas há que distinguir o sério do cómico! Pedir conselhos e copiar os modelos dos outros não é feio nem é plágio. A isso chama-se adaptar e quando é bem feito é andar para a frente, achando-se o caminho para a glória. Orgulho e altivez quando não se sabe, pensando que se sabe tudo, é fazer algo muito feio designado por ... (Valha-me Deus, pelo que vou dizer) ... "Trampa" - que passo a expressão e peço mil perdões, ainda que usando o termo erudito português, por sua vez mais suave que o francesismo vulgarmente utilizado que corre habitualmente a boca, o pensamento e a postura do ser e de ser português, como "piéce de resistance".

É o efeito Socrates - o Socrates português!

AIQUEDOR


12 de abril de 2009

UMA ÓPERA PARA A PÁSCOA


CAVALLERIA RUSTICANA

(Cavalheirismo Rustico)


Musica:
Pietro Mascagni

Mezzo-Soprano:
Elena Obratsova



Regina Caeli Laetare, Alleluia
Qui quem meruisti portare, Alleluia
Resurrexit sicut dixit, Alleluia

Inneggiamo il Signor non é morto,
Inneggiamo il Signor risorto
Oggi accesso alla gloria del ciel.
Alleluia



O RESSUSCITADO





DOMINGO DE PÁSCOA






VICTIMAE PASCHALI LAUDES


VICTIMAE PASCHALI LAUDES

~ Hino ~


Musica:
Gregoriano


Canto




Victimae Paschali
laudes immolent Christiani.

Agnus redemit oves:
Christus innocens Patri
reconciliavit peccatores.

Mors et vita duello
conflixere mirando:
dux vitae mortuus,
regnat vivus.

Dic nobis Maria,
Quid vidisti in via?
Sepulcrum Christi viventis,
et gloriam vidi resurgentis,

Angelicos testes,
sudarium et vestes.
Surrexit Christus spes mea:
praecedet suos in Galilaeam.

[Credendum est magis soli
Mariae veraci
Quam Judaeorum
Turbae fallaci.]

Scimus Christum surrexisse
a mortuis vere:
Tu nobis, victor Rex miserere
Amen. Alleluia.


Improviso




Organista
Paul Wageneder





ALELUIA





A RESSURREIÇÃO




Raffaello Sanzio
(1483 - 1520)


SEMANA SANTA


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DOMINGO DE PASCOA
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VIGILIA DA RESSURREIÇÃO





DIXITQUE DEUS:

"- FIAT LUX"

... ... ...

"A LUZ DE CRISTO ILUMINA A TERRA INTEIRA.
ALELUIA"



NO SEPULCRO...





SEMANA SANTA


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SÁBADO-SANTO

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11 de abril de 2009

PROCISSÃO DO REGRESSO À CAPELA DOS PASSOS













JACULATÓRIA


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"Lembrai-Vos de nós Senhor no Vosso reino"

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10 de abril de 2009

AS 7 PALAVRAS DE CRISTO NA CRUZ


2ª Palavra

"Amen dico tibi: Hodie mecum eris in Paradisium"

"Em verdade te digo:
Hoje mesmo entrarás comigo no Paraiso"






Musica:

Theodore Dubois

Tenor:
Stephen Costello

Baritono:
Levent Bakirci


À HORA NONA - ÀS 15 HORAS - AT 3 PM




Jesus morre na Cruz


Aos pés da cruz José de Arimateia auxiliando Maria, a mãe de Jesus, apoiada em Maria Madalena, acompanhados por João, combalidos de profunda dor e mágoa, chorando de tristeza, vigiados atentamente pelos soldados da guarnição romana.



J. N. R. J.





JESUS NAZARENUS REX JUDAEORUM

JESUS NAZARENO REI DOS JUDEUS



SEMANA SANTA



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SEXTA-FEIRA SANTA
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