6 de abril de 2009
A PROPOS...
MUSICA:
Raúl Portela
LETRA:
Amadeu do Vale/José Galhardo
FADISTA:
Amália Rodrigues
Lisboa Antiga
da Revista "Pirilau" - 1932
.......................
Lisboa, velha cidade
Cheia de encanto e beleza!
Sempre formosa a sorrir,
E no vestir sempre airosa.
O branco véu da saudade
Cobre o teu rosto, linda princesa!
Olhai, Senhores, esta Lisboa d'outras eras
Dos Cinco réis, das esperas e das touradas Reais!
Das festas, das seculares procissões
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais.
Lisboa d'oiro e de prata,
Outra mais linda não vejo,
Eternamente a cantar,
E a dança, de contente
O teu semblante se retrata
No azul cristalino do Tejo.
Olhai, Senhores, esta Lisboa d'outras eras
Dos Cinco réis, das esperas e das touradas Reais!
Das festas, das seculares procissões
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais.
Beatices:
Amadeu Vale,
Amalia Rodrigues,
Fado,
Jose Galhardo,
Lisboa Antiga,
Raul Portela
PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS DA GRAÇA
http://lisboasos.blogspot.com/2009/03/procissao-e-uma-festa.html
"E assim pela Graça...
se recorda, de Cristo,
a Desgraça!"
"E assim pela Graça...
se recorda, de Cristo,
a Desgraça!"
PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS DA GRAÇA
Há 200 anos
Saindo da Igreja da Graça, onde se guardava a venerada imagem do mais afamado Sr. dos Passos lisboeta, vulgo "Alfacinha", pelos Irmãos de Vera Cruz e dos Passos de Cristo, esta era levada, ricamente vestida em roxo e dourado, na 2ª Quinta-Feira da Quaresma, até à Igreja de São Roque, no Chiado.
Aqui os fiéis de Lisboa, promiscuamente cheios de fé, vinham ao encontro da miraculosa imagem para reverencia-la beijando-lhe os seus já tão desgastados pés.
Na tarde de Sexta-feira, vinham até esta Igreja janotamente engalanadas, com mantilhas negras e trajar de luto, as autoridades e os mais ilustres da boa sociedade, presididos tradicionalmente pelas régias figuras reinantes, e pelas altas autoridades eclesiasticas, para orarem, assistirem e presidirem à Missa Solene do acontecimento.
Posto isto, sempre cabisbaixos com ar grave arroxeado - dos roxos de Opas, Guiões, Pendões e dourados e pesados galões - contrastando com as risonhas e galhofeiras multi-coloridas colchas garridas, penduradas pelas janelas, a procissão descendo a Rua da Misericórdia ao Chiado, e consecutivamente ao Rossio, procurava por ruas e vielas ascender à calçada de St. André para ao lusco-fusco e no brilho iminente das guardiãs lanternas processionais, retornar à Igreja da Graça - depois de algures, em algures no caminho, se cruzar com a Imagem da Senhora das Dores da Graça, que muito chorosa a todos no encalço seguia.
Aqui os fiéis de Lisboa, promiscuamente cheios de fé, vinham ao encontro da miraculosa imagem para reverencia-la beijando-lhe os seus já tão desgastados pés.
Na tarde de Sexta-feira, vinham até esta Igreja janotamente engalanadas, com mantilhas negras e trajar de luto, as autoridades e os mais ilustres da boa sociedade, presididos tradicionalmente pelas régias figuras reinantes, e pelas altas autoridades eclesiasticas, para orarem, assistirem e presidirem à Missa Solene do acontecimento.
Posto isto, sempre cabisbaixos com ar grave arroxeado - dos roxos de Opas, Guiões, Pendões e dourados e pesados galões - contrastando com as risonhas e galhofeiras multi-coloridas colchas garridas, penduradas pelas janelas, a procissão descendo a Rua da Misericórdia ao Chiado, e consecutivamente ao Rossio, procurava por ruas e vielas ascender à calçada de St. André para ao lusco-fusco e no brilho iminente das guardiãs lanternas processionais, retornar à Igreja da Graça - depois de algures, em algures no caminho, se cruzar com a Imagem da Senhora das Dores da Graça, que muito chorosa a todos no encalço seguia.
...............
4 de abril de 2009
O SENHOR DOS PASSOS DA GRAÇA
A verdadeira imagem do milagroso Senhor dos Passos da Graça
que tantas e tantas paredes rústicas de Portugal ornou... e por alvo de fé, foi venerado pelo mais puro e religioso sentido luso!
Desde 1586 até aos nossos dias...
que tantas e tantas paredes rústicas de Portugal ornou... e por alvo de fé, foi venerado pelo mais puro e religioso sentido luso!
Desde 1586 até aos nossos dias...
Beatices:
Sr. dos Passos,
Sr. dos Passos da Graça
3 de abril de 2009
POR UM PAI...
Senhor meu Deus, não sei que palavras usar nem como me proferir diante de Vós... e suplicar!
Tem piedade de mim...
Sou um irremediável e compulsivo pecador, é verdade!
Porém, escutai a minha prece:
Cheio do mais profundo sentir. Cheio de aflição e com os olhos envoltos em lágrimas desesperadas, peço-Vos humildemente que com misericórdia alivieis a dor do meu paizinho,
que sofrendo padece do seu imprudente acto.
Não foi certa a sua conduta e foi júnior no seu olhar e achar!
Não foi por mal que o fez, mas por não crer na sua incapacidade,
aquela daquelas a que a idade não se compadece,
e que nenhum de nós quer crer da sua presença.
Sois infinitamente bom, sois protector dos indefesos...
Dos pequenos de que de Vós são o Vosso Reino,
pois pequeno e naif é também este por quem Vos peço e imploro!
Conheceis-o desde o seu nascimento.
Conheceis a pureza da sua Alma.
Confortai-o pois, Senhor, segundo as Vossas promessas
e com o balsamo do Vosso paterno e terno abraço.
Recebei esta flor e esta luz,
que em desagravo vos ofereço com amor.
Compadecei-Vos Senhor!
Suplico-Vos prostrado em pensamento e vigília
nesta agonizante vigília.
Perdoai-me se sou soberbo e petulante...
Se arrogo em demasia, mas...
...mas foi ele que me trouxe à vida e
foi ele que me protegeu em menino e me ajudou a crescer...
... foi a ele a quem confiaste o meu ser... a minha vida
por isso Senhor, a Vós confio a minha oração, por não saber a quem implorar a minha prece!
A ele tudo devo!
Por ele tudo faço e a nada me imiscuo...
Por isso Senhor, eu tomo o seu sacrifício, e troco o lugar com ele. Permite-me que como seu filho, possa sofrer em seu lugar e aliviar a sua dor, abatendo-se sobre mim o seu mal,
enquanto que por misericórdia lhe devolveis a saúde!
Amo-Vos Senhor!
Conheceis o meu coração e sabeis que assim é verdade.
Por Vosso amor peço-Vos,
com as mãos postas em oração e de joelhos caídos:
Atendei misericordiosamente a minha humilde e sincera prece. Prece de um pecador que como pecador não espera nem perdão nem salvação, e por não ser digno deles espera apenas que sobre ele se abatam os males do mundo.
Assim espero! Ámen!
Tem piedade de mim...
Sou um irremediável e compulsivo pecador, é verdade!
Porém, escutai a minha prece:
Cheio do mais profundo sentir. Cheio de aflição e com os olhos envoltos em lágrimas desesperadas, peço-Vos humildemente que com misericórdia alivieis a dor do meu paizinho,
que sofrendo padece do seu imprudente acto.
Não foi certa a sua conduta e foi júnior no seu olhar e achar!
Não foi por mal que o fez, mas por não crer na sua incapacidade,
aquela daquelas a que a idade não se compadece,
e que nenhum de nós quer crer da sua presença.
Sois infinitamente bom, sois protector dos indefesos...
Dos pequenos de que de Vós são o Vosso Reino,
pois pequeno e naif é também este por quem Vos peço e imploro!
Conheceis-o desde o seu nascimento.
Conheceis a pureza da sua Alma.
Confortai-o pois, Senhor, segundo as Vossas promessas
e com o balsamo do Vosso paterno e terno abraço.
Recebei esta flor e esta luz,
que em desagravo vos ofereço com amor.
Compadecei-Vos Senhor!
Suplico-Vos prostrado em pensamento e vigília
nesta agonizante vigília.
Perdoai-me se sou soberbo e petulante...
Se arrogo em demasia, mas...
...mas foi ele que me trouxe à vida e
foi ele que me protegeu em menino e me ajudou a crescer...
... foi a ele a quem confiaste o meu ser... a minha vida
por isso Senhor, a Vós confio a minha oração, por não saber a quem implorar a minha prece!
A ele tudo devo!
Por ele tudo faço e a nada me imiscuo...
Por isso Senhor, eu tomo o seu sacrifício, e troco o lugar com ele. Permite-me que como seu filho, possa sofrer em seu lugar e aliviar a sua dor, abatendo-se sobre mim o seu mal,
enquanto que por misericórdia lhe devolveis a saúde!
Amo-Vos Senhor!
Conheceis o meu coração e sabeis que assim é verdade.
Por Vosso amor peço-Vos,
com as mãos postas em oração e de joelhos caídos:
Atendei misericordiosamente a minha humilde e sincera prece. Prece de um pecador que como pecador não espera nem perdão nem salvação, e por não ser digno deles espera apenas que sobre ele se abatam os males do mundo.
Assim espero! Ámen!
... ... ... ... ...
Pai Nosso que estais nos céus
Santificado seja o Vosso nome,
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu!
O Pão nosso de cada dia
Que nos dais hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
Não nos deixeis cair em tentação,
E livrai-nos do mal. Amen.

Santificado seja o Vosso nome,
Venha a nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu!
O Pão nosso de cada dia
Que nos dais hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
Não nos deixeis cair em tentação,
E livrai-nos do mal. Amen.
Beatices:
Desespero,
Misericordia.,
Oração,
Suplica
CUJUS ANIMAM...
STABAT MATER
Musica:
Gioachino Rossini
Tenor:
Stephen Costello
Cujus Animan gementem
Contristatam et dolentem
Per transivit gladius
Oh quam tristis et afflicta
Fuit illa benedicta
Mater Unigeniti!
Quae Moerebat et dolebat,
Et tremebat, cum videbat
Nati poenas inclyti.
Beatices:
Cujus Animan,
Rossini,
Stabat Mater,
Stephen Costello
25 de março de 2009
O DIVINE REDEEMER - REPENTIR
O DIVINE REDEEMER
Musica:
Charles Gounod
Soprano:
Renata Tebaldi
Ah! turn me not away,
receive me, tho' unworthy!
Hear Thou my cry, behold, Lord, my distress!
Answer me from Thy throne,
haste Thee, Lord, to mine aid,
Thy pity show in my deep anguish!
Let not the sword of vengeance smite me,
Tho' righteous Thine anger, O Lord!
Shield me in danger, O Regard me!
On Thee, Lord, alone will I call.
O Divine Redeemer! O Divine Redeemer!
I pray Thee, grant me pardon,
and remember not my sins!
Forgive me... O divine Redeemer!
I pray Thee, grant me pardon,
and remember not my sins!
Night gathers round my soul; fearful I cry to Thee;
Come to mine aid, O Lord!
Haste Thee, Lord, haste to help me!
Hear my cry, Save me, Lord, in Thy mercy;
Hear my cry! Come and save me, O Lord!
O, divine Redeemer!
I pray Thee, grant me pardon,
And remember not, O Lord, my sins!
Save, in the day of retribution, from Death shield Thou me, O my God!
O, divine Redeemer, have mercy!
Help me, my Savior!
Help me, my Savior!
24 de março de 2009
PATER NOSTER
PATER NOSTER
Musica:
Nikolai Kedrov
Pater Noster qui es in caelis
Sanctificater nomem Tuum;
Fiat voluntas Tua
Sicut in caelo, et in terra.
Panem nostrum quotidianumm da nobis hodie
Et dimitte nobis debita nostra,
Sicut et nos dimittimus nobis debitoribus
Et ne nos insducas in tentationem;
Sed libera nos a malo.
16 de março de 2009
14 de março de 2009
PROCISSÃO DO TRIUNFO OU DOS SANTOS NUS
A procissão do Triunfo, também conhecida pela procissão dos Santos Nus (alcunhada seguramente pela denominação popular pelo uso avultado de imagens do Senhor despidas de roupa representativas dos diversos momentos da sua prisão, castigo e morte), está hoje esquecida da memória de todos. Proponho assim, neste período de reflexão, recuperar a sua lembrança e significado para enriquecer a nossa boa cultura.
Esta manifestação era organizada pelos irmãos Irmãos Terceiros do Carmo de Lisboa e tal como manda a Ordem em todo o mundo cristão pretendia evocar e meditar sobre a paixão e morte do Senhor Jesus. Sendo inicialmente celebrada no Domingo de Ramos, a ela chegava toda a cidade tornando-a numa das procissões mais concorridas de Lisboa daquela época, a par da ainda mais concorrida procissão do Senhor dos Passos da Graça, da Senhora da Saúde ou do Corpo-de-Deus.
Apesar de em 1722 ser fixada no Domingo antecedente ao Domingo de Ramos a sua popularidade e grande ocorrência nunca esmoreceram, nem mesmo quando o terremoto de 1755 destruiu a Igreja e todas as imagens - posteriormente recuperadas -, ou aquando da extinção das ordens religiosas em 1834 - que por alguns anos a interromperam. Em 1908 por ordem do Governo Civil de Lisboa, foi extinta não se registando até aos nossos dias qualquer intenção do seu ressurgimento.
O esquecimento desta procissão é ainda acentuada pela discreta Igreja da Ordem terceira do Carmo, que se confunde com os edifícios pombalinos que circundam o largo do Carmo. Após o terremoto, não houve dinheiro para erguer pomposamente uma Igreja que se visse, nem na nova-cidade houve espaço para ela.
Porém, ela lá está e permanece! A um olhar de vista mais atento depressa a distinguimos. No topo do edifício, encontramos, encimado por uma cruz, um pequeno e discreto frontão de contornos barrocos decorado com simbologia mariana; na fachada uma larga porta e preenchendo as janelas vidraças multicolores losangulares, tipo vitral.
Esta manifestação era organizada pelos irmãos Irmãos Terceiros do Carmo de Lisboa e tal como manda a Ordem em todo o mundo cristão pretendia evocar e meditar sobre a paixão e morte do Senhor Jesus. Sendo inicialmente celebrada no Domingo de Ramos, a ela chegava toda a cidade tornando-a numa das procissões mais concorridas de Lisboa daquela época, a par da ainda mais concorrida procissão do Senhor dos Passos da Graça, da Senhora da Saúde ou do Corpo-de-Deus.
Apesar de em 1722 ser fixada no Domingo antecedente ao Domingo de Ramos a sua popularidade e grande ocorrência nunca esmoreceram, nem mesmo quando o terremoto de 1755 destruiu a Igreja e todas as imagens - posteriormente recuperadas -, ou aquando da extinção das ordens religiosas em 1834 - que por alguns anos a interromperam. Em 1908 por ordem do Governo Civil de Lisboa, foi extinta não se registando até aos nossos dias qualquer intenção do seu ressurgimento.
O esquecimento desta procissão é ainda acentuada pela discreta Igreja da Ordem terceira do Carmo, que se confunde com os edifícios pombalinos que circundam o largo do Carmo. Após o terremoto, não houve dinheiro para erguer pomposamente uma Igreja que se visse, nem na nova-cidade houve espaço para ela.
Porém, ela lá está e permanece! A um olhar de vista mais atento depressa a distinguimos. No topo do edifício, encontramos, encimado por uma cruz, um pequeno e discreto frontão de contornos barrocos decorado com simbologia mariana; na fachada uma larga porta e preenchendo as janelas vidraças multicolores losangulares, tipo vitral.

Anjinho dos "Santos Nus"
Ora então, no domingo convencionado, o povo de Lisboa atraído pelos mistérios da Paixão de Jesus Cristo, subia ao Chiado para ver... o passeio do Senhor em pouca roupa. Jamais o povo teve semelhante ideia de erotização. Porém a devoção popular chamar-lhe-ia, em caricata caricatura: os "Santos Nus" - já São Gonçalo de Amarante não teve melhor sorte. O seu imenso cordel, que servia para que todos os fiéis o pudessem tocar, teve na voz e na malícia do povo outros desígnios evoluindo de fálicos doces até aos "ordinarecos" bonecos das Caldas, que do bento frade evoluí até ao jogador de Futebol. É portanto a eterna alma portuguesa que implorando piedosamente reza, chora e suplica e na sua atitude sadia, como "piece de resistence", ainda graceja piadolas...
Na hora estipulada, a meio da tarde o solene cortejo tinha inicio e haveria de correr o Chiado. Confrades e Irmãos, vinham a rigor. Opas e capas eram o trajar dos que incorporavam o cortejo. Homens e mulheres dos diversos extractos sociais, com os mais diversos pretextos vinham com curiosidade ver e ser vistos. Só os mais desfavorecidos vinham com grande fervor chorar as dores do Senhor, por projecção das suas. Não obstantes murmuravam risotas, galhofavam, tagarelavam e por fim rindo desbragadamente uns com os outros calavam-se à passagem da sombra ou da vista das ameaçadoras imagens nuas do Senhor, que impunham silêncio e ordem.
Abrindo a procissão dando o carácter pesado e doloroso do cortejo, seguidas de um imponente guião e um pendão roxo de galões e berloques dourados, vinham a cruz e lanternas transportados pelos Irmãos da Ordem Terceira do Carmo. Posto isto, formava-se o cortejo processional na seguinte ordem:
- GUIÃO -Na hora estipulada, a meio da tarde o solene cortejo tinha inicio e haveria de correr o Chiado. Confrades e Irmãos, vinham a rigor. Opas e capas eram o trajar dos que incorporavam o cortejo. Homens e mulheres dos diversos extractos sociais, com os mais diversos pretextos vinham com curiosidade ver e ser vistos. Só os mais desfavorecidos vinham com grande fervor chorar as dores do Senhor, por projecção das suas. Não obstantes murmuravam risotas, galhofavam, tagarelavam e por fim rindo desbragadamente uns com os outros calavam-se à passagem da sombra ou da vista das ameaçadoras imagens nuas do Senhor, que impunham silêncio e ordem.
Abrindo a procissão dando o carácter pesado e doloroso do cortejo, seguidas de um imponente guião e um pendão roxo de galões e berloques dourados, vinham a cruz e lanternas transportados pelos Irmãos da Ordem Terceira do Carmo. Posto isto, formava-se o cortejo processional na seguinte ordem:

Na frente de cada andor vinha uma criança vestida de anjo empunhando as insígnias de cada representação iconográfica.
- SENHOR ORANDO NO HORTO -

Povo assistindo à procissão

Senhor Preso

Povo assistindo à procissão
- SENHOR AÇOITADO PRESO À COLUNA -

Senhor da Cana Verde

Povo assistindo à procissão

Senhor "Ecce Homo"

Povo assistindo à procissão

Senhor dos Passos

Senhor Crucificado
- SENHOR MORTO,
DEITADO NUM ESQUIFE COBERTO POR UM PALIO -
Senhora das Dores
Por fim, paramentados de roxo seguiam o pároco que presidia à procissão acolitado por outros dois sacerdotes acompanhados por diversos priores, padres, curas, ministros, religiosas e comissários de todas as Ordens Terceiras Carmelitas.
Concluindo o préstito seguia uma guarda de honra de 150 militares.
Ainda abrilhantando musicalmente o cortejo seguia uma Banda de Musica tocando majestosas e pesadas marchas graves e fúnebres, de acordo com a dolorosa Solenidade da dolorosa Paixão do Senhor - pautadas pela imprevisibilidade e amadorismo, estas ou eram bem executas ou dissonantemente agonizavam ainda mais a triste solenidade na execução desasatrosa (cheias de notas ao lado, falsas entradas, fifias, notas partidas ou guinchadas dos instrumentos agudos; ou nos tropeços, falta de agilidade, fortissimos estridentes das pelas trompetes e trombones, numa gritante marcha de meter dó).
Fechando tudo caminhava o Povo lamecha, nos propositos já descritos, que se acumulava nas esperas da procissão percorrendo-a até ao seu término.
Fica assim a lembrança de uma tradição religiosa bem portuguesa autentificante da nossa religiosidade. Por todo o país, e cada vez mais, são recuperadas estas tradições de fé que de ano para ano se vao tornando sempre mais numerosas de devotos e confessos. Esperemos que em breve o mesmo aconteça com estas procissões do passado, e mais do que nunca com o processo da Nova Evangelização da Europa e recuperação das antigas práticas, patrocinadas e aplaudidas por Bento XVI, que este momento seja convenientemente restaurado.
Concluindo o préstito seguia uma guarda de honra de 150 militares.
Ainda abrilhantando musicalmente o cortejo seguia uma Banda de Musica tocando majestosas e pesadas marchas graves e fúnebres, de acordo com a dolorosa Solenidade da dolorosa Paixão do Senhor - pautadas pela imprevisibilidade e amadorismo, estas ou eram bem executas ou dissonantemente agonizavam ainda mais a triste solenidade na execução desasatrosa (cheias de notas ao lado, falsas entradas, fifias, notas partidas ou guinchadas dos instrumentos agudos; ou nos tropeços, falta de agilidade, fortissimos estridentes das pelas trompetes e trombones, numa gritante marcha de meter dó).
Fechando tudo caminhava o Povo lamecha, nos propositos já descritos, que se acumulava nas esperas da procissão percorrendo-a até ao seu término.
* * * * * * *
7 de março de 2009
QUARESMA
É tempo de Quaresma!
É tempo de reflexão e de interiorização... é tempo de fazer um SPA... pela Alma e pelo Espírito!
É tempo de reflexão e de interiorização... é tempo de fazer um SPA... pela Alma e pelo Espírito!
3 de março de 2009
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