5 de fevereiro de 2009
4 de fevereiro de 2009
3 de fevereiro de 2009
AINDA POR AZEITONAS E OUTRAS FRITURAS:
aterrorizou a mente do pequeno rapaz!
THE FEARLESS VAMPIRE KILLERS
ou
POR FAVOR NÃO ME MORDAS
NO PESCOÇO
Roman Polanski
1967
mas num dia em que se escolhia Azeitona.
A mãe, cautelosa com a sugestiva sensibilidade do pequeno Bartolomeu, proibiu-o determinantemente de ver o filme, que era de terror. Obrigando-o a deitar mais cedo, em noite invernal, saiu para o serão do quintal onde se escolhia azeitona. O Pai, em frente ao televisor, condescendente deixou-o ver o filme, qual educador cultural sem tabus.
Frito de medo, sentia terror e tremia de ansiedade. Após esta cena, amedrontado, agarrou-se à mana que o foi denunciar à mãe. Bartolomeu, com os nervos em franja, desistiu de o ver e correndo a todo o vapor enfiou-se debaixo dos lençóis, temeroso de outro horror maior - a mãe alvoraçada!
OS FRITOS DE N. SR.ª DAS CANDEIAS!
Manda uma antiga tradição
que no dia de N. Sr.ª das Candeias se façam fritos!
Estes fritos, pretendiam atrair a abundância de azeite numa época em que a economia tradicional desta cultura ainda tinha grande força entre os ínfimos, pequenos e médios agricultores, burgueses e famílias de meios e parcos recursos, que dele subsistiam o ano inteiro.
Os tempos de então não se compadeciam das necessidades humanas. Na ausência de um produto comercial acessível ou barato, era muito comum recorrerem-se aos rituais que solicitavam protecção para que o Divino intercedesse no vegetal e o vegetal em obediência ao Divino oferecesse uma boa colheita ao seu beato produtor.
quanto mais fervor, mais azeitona - fácil, não é?
Assim, muitas famílias, com a finalidade de encherem a sua talha comodamente, ou que esta nunca chegasse ao fim, disponibilizavam-se prontamente a cumprir este abençoado ritual numa época em que o azeite tinha de servir para ir à mesa, para confeccionar alimentos e ainda alumiar as casas. Tempos difíceis, é certo! Mas tempos certos que levavam a um maior diálogo com o Divino.
A avó, a mãe e a tia L... quando se juntavam
......................
......................
E quem não dialoga... frita-se em dividas e penhoras!
Porque será?
NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS
O dia 2 Fevereiro é data da festividade da Purificação de Nossa Senhora. Após dar à luz, segundo a lei, a parturiente era considerada impura só podendo pisar o solo sagrado do Templo 40 dias depois. Assim todas as mulheres nessa condição deveriam apresentarem-se nessa data perante o Sumo-Sacerdote, oferecendo o seu sacrifício, um Cordeiro e duas Pombas ou Rolas, para obtenção da purificação.
Segundo Lucas, o Evangelista, José e Maria dirigiram-se ao Templo, onde eram esperados por Simeão. Simeão radiante, pegando o menino nos braços, louva a Deus dizendo:
segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para alumiar as nações,
e para glória do teu povo de Israel."
"Eis que este é posto para a queda e elevação de muitos
em Israel, e para sinal que é contraditado;"
E NÓS DANÇAMOS...
... A VALSA CAPRICHOSA
Música:
José Vianna da Motta
Pianista:
José Vianna da Motta
O PROFETA ANUNCIA:
"Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência. Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agitagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado-e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!"
AS FARPAS, 1871
Eça de Queiroz
(Escritor e Diplomata Português)
2 de fevereiro de 2009
OS CANALHAS/THE BASTARDS... MAIS DOR!
A CARBONÁRIA
By Joel Serrão
(Historiador Português)
in Dicionário de História de Portugal, vol.I, pag. 481-2
Adelino Marques
Alberto Costa
Alfredo Costa
António Albuquerque
Aquilino Ribeiro
Domingos Ribeiro
Fabricio de Lemos
Joaquim Monteiro
José Maria Alpoim
José Maria Nunes
Manuel Buiça
Raul Brandão
Virgilio de Sá
Xímenes
«»
MANUEL BUIÇA
ALFREDO COSTA
Os anti-heróis, Alfredo Costa e Manuel Buiça, mortos no local, foram sepultados no Cemitério do Alto de São João. Em 1914, ergueu-se no local um monumento que foi desmantelado no Estado Novo, tendo sido os corpos trasladados para local não identificado.
RAUL BRANDÃO
Escritor português. Muito esquecido, conheceu recentemente a renovação do seu nome com a republicação do seu livro EL-REI JUNOT, considerado a sua melhor obra e tido hoje como obra de culto, recuperado para assinalar os 200 anos das Guerras Peninsulares.
AQUILINO RIBEIRO
Escritor português de nomeada. Em consequência da sua obra literária foi transladado em 2007 para o Panteão Nacional, já no Governo do actual Ministro de Portugal - não obstantes as vozes em contrário lembrando a culpas directa na morte do Rei e do Príncipe Real.
É este o estado da Nação:
O Governo favorece a memória de terroristas...
... a eles devemos a ruína actual da Nação e a pobreza do Estado!
... A DOR DE SER PORTUGUÊS
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MAIS DOR... A NOSTALGIA DO HINO
~ O HINO DA CARTA ~
Música:
D. Pedro IV
Recomenda-se o seguinte exercício:
- Ouvir e repetir audição, quantas vezes necessárias, enquanto se contemplam os próximos post.
- Posto isto, ouvir repetidas vezes e cantar a seguinte letra:
Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
Ama a tua Religião
Observa e guarda sempre
Divinal Constituição
Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.
Ó com quanto desafogo
Na comum agitação
Dá vigor às almas todas
Divinal Constituição.
Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.
Venturosos nós seremos
Em perfeita união
Tendo sempre vista em todos
Divinal Constituição.
Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.
A verdade não se ofusca
O Rei não se engana, não.
Proclamemos Portugueses
Divinal Constituição.
Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.
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1 de fevereiro de 2009
DOM CARLOS DE BRAGANÇA
28 Setembro 1863
01 Fevereiro 1908



































