3 de fevereiro de 2009

E NÓS DANÇAMOS...


... A VALSA CAPRICHOSA



Música:
José Vianna da Motta

Pianista:
José Vianna da Motta






O PROFETA ANUNCIA:




"Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência. Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agitagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado-e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!"



AS FARPAS, 1871
Eça de Queiroz
(Escritor e Diplomata Português)


2 de fevereiro de 2009

OS CANALHAS/THE BASTARDS... MAIS DOR!


A CARBONÁRIA

"Sociedade secreta essencialmente política", adversa do clericalismo e das congregações religiosas, tendo por objectivo as conquistas da liberdade e a perfectabilidade humana, impunha aos seus filiados "possuirem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos".


By Joel Serrão

(Historiador Português)

in Dicionário de História de Portugal, vol.I, pag. 481-2

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OS ENVOLVIDOS

Adelino Marques

Alberto Costa

Alfredo Costa

António Albuquerque

Aquilino Ribeiro

Domingos Ribeiro

Fabricio de Lemos

Joaquim Monteiro

José Maria Alpoim

José Maria Nunes

Manuel Buiça

Raul Brandão

Virgilio de Sá

Xímenes

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MANUEL BUIÇA

ALFREDO COSTA

Os anti-heróis, Alfredo Costa e Manuel Buiça, mortos no local, foram sepultados no Cemitério do Alto de São João. Em 1914, ergueu-se no local um monumento que foi desmantelado no Estado Novo, tendo sido os corpos trasladados para local não identificado.


RAUL BRANDÃO

Escritor português. Muito esquecido, conheceu recentemente a renovação do seu nome com a republicação do seu livro EL-REI JUNOT, considerado a sua melhor obra e tido hoje como obra de culto, recuperado para assinalar os 200 anos das Guerras Peninsulares.


AQUILINO RIBEIRO

Escritor português de nomeada. Em consequência da sua obra literária foi transladado em 2007 para o Panteão Nacional, já no Governo do actual Ministro de Portugal - não obstantes as vozes em contrário lembrando a culpas directa na morte do Rei e do Príncipe Real.


É este o estado da Nação:

O Governo favorece a memória de terroristas...

... a eles devemos a ruína actual da Nação e a pobreza do Estado!


... A DOR DE SER PORTUGUÊS

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MAIS DOR... A NOSTALGIA DO HINO


~ O HINO DA CARTA ~

Música:

D. Pedro IV



Recomenda-se o seguinte exercício:
  • Ouvir e repetir audição, quantas vezes necessárias, enquanto se contemplam os próximos post.
  • Posto isto, ouvir repetidas vezes e cantar a seguinte letra:
~~~~~~~~~~

Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
Ama a tua Religião
Observa e guarda sempre
Divinal Constituição

Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.

Ó com quanto desafogo
Na comum agitação
Dá vigor às almas todas
Divinal Constituição.

Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.

Venturosos nós seremos
Em perfeita união
Tendo sempre vista em todos
Divinal Constituição.

Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.


A verdade não se ofusca
O Rei não se engana, não.
Proclamemos Portugueses
Divinal Constituição.

Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Vivam os Lusos valorosos
A feliz Constituição.


~~~~~~~~~~


A DOR... E A ULTIMA MORADA







A DOR - OS FUNERAIS, O CERIMONIAL O LUTO NACIONAL






1 de fevereiro de 2009

A DOR - A CONFORMAÇÃO!




A DOR - O DESESPERO!





A DOR - A ESTUPEFACÇÃO!





OS ACONTECIMENTOS DE 1 FEVEREIRO DE 1908













O acto terrorista do Terreiro do Paço, em Lisboa, na tarde de 1 de Fevereiro de 1908.


A FAMILIA REAL/THE PORTUGUESE ROYAL FAMILY EM 1908




The last portuguese royal family


D. Amélia de Orleans e Bragança - The Queen
D. Carlos de Bragança - The King
D. Maria Pia de Saboia - The Queen Mother
D. Luis Filipe - The Royal Prince
D. Afonso de Bragança - Infant of Portugal
D. Manuel de Bragança - Infant of Portugal


DOM CARLOS DE BRAGANÇA




Carlos Fernando Luís Maria Victor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gota


28 Setembro 1863
01 Fevereiro 1908



31 de janeiro de 2009

A PROPOS... NOBLESSE OBLIGE: - HMM!




"Oinc, oinc..."


GRADUS AT PARNASSUS


Esta noite, entre rebaldarias e confusão,
Perplexo, um bailado
"in love" avistei,
Assaz meritório de referência e distinção.



Alvissaras ao feio e caricato par qu'a todos causou admiração!
Sinceros eram os gestos, quase puros, mas não castos nem singelos,
Que em mentes descreditas revigoraram, pasmadas, com tal contemplação.



Amantes para os quais o mundo não existia, não!
Esquecidos, em largos e ondulantes e gestos, dançando em feição tribal
Aborreciam a Roriz e o Astaire, que para tanto... não têm perfeição.




Não eram Pedro e Inês, Romeu e Julieta ou Teresa e Simão.
Eram um par banal. Feios... (e porque não porcos e maus)
Que por magia se transcendiam
em tal beleza, simetria e fusão.


Nos rostos a alegria! Sorrisos de alma e coração.
Céu acima... (sim, sim!) lá ascenderam eles
Pois de estrelinhas brilharam, só, por este momento de então!



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Apóstatas do amor:
- Ele ainda vive e existe!

(Eu vi!)


26 de janeiro de 2009

O NUMERO DO MAL... MEDO!




Há 2 dias o numero de visitantes do blog foi 666.
O numero do mal, segundo dizem... Medo!

E quem passava ao lado da casa dos visitantes nesse momento?





O menino Ratzinger!
Medo! Medo! Medo!


24 de janeiro de 2009

22 de janeiro de 2009

CIMEIRA IBERICA OU OS DISPARATES DE SOCRATES!





José Socrates - the portuguese Prime-minister - que para nós dispensa apresentações , demonstra parecer estar alheado da verdadeira realidade nacional (das suas verdadeiras e primordiais necessidades, para a supressão de carências, ou na conferencia da nossa dignidade pessoal individual, para nem sequer falar da nossa identidade colectiva).

Ora vejamos: Na cimeira Ibérica, tema dos noticiários de hoje, afirmou em certo discurso:



"- Eu não serei mais um primeiro-ministro que contribuirá para o atraso do meu país /.../"


Bonito de ouvir, sim senhor!

Mas estará verdadeiramente convicto disso?

Na realidade no que estaria ele a pensar ou falar?

Se for no TGV faz sentido - apesar da megalomania desnecessária do projecto estendido a outras áreas nacionais, que não Lisboa.

Porém... ciente então destas suas palavras, como é seu hábito, no seu estilo arrogante, como era o seu predecessor Guterres, e
malgré o que afirmou, assinou um protocolo com o Governo Espanhol o qual permite que habitantes de localidades fronteiriças beneficiem dos Hospitais espanhóis - quando sabemos que anda a fechar os Postos e Centros de Saúde em função de unidades centrais - maiores que as primeiras, mas de pouco recursos humanos - que se mostram precárias de todos os recursos ao bom e total atendimento, sem esquecer as longas filas de esperas e a especulação destas nos hospitais/clínicas particulares deste país.

Depois queixam-se das idas a Cuba, para as cataratas... quando com este acto o Prime-minister admite que realmente não há condições!

O que é isto então Sr. Primeiro-ministro, afinal quem é que diz falácias?



O MAPA PENINSULAR PÓS-CIMEIRA

No país das supressões, parece que para além de criar novas Olivenças
está a dar ainda mais avanços aos espanhóis, está sr. Primeiro-ministro?

Ai se o Beato Nuno de Santa Maria sabe!


21 de janeiro de 2009

QUIZZ SHOW!




Quem é esta doce criança?
Who is this sweet child?

Pista: Caso de sucesso profissional!


O "MART' SANTE"



Mart'Sante de V.P.


Não, não é de origem francesa e também não é um galicismo. Trata-se apenas da degeneração da palavra de MARTIR SANTO, feita pelos locais.

São Sebastião era sempre como se chamavam os outros Santinhos dos arredores. Mart'Sante era como Bartolomeu o conhecia e o sempre ouvira chamar, na realidade era como a avó o chamava, tal como todos os outros locais. A sua popularidade era tanta que certo serralheiro local tinha a alcunha de Mart'Sante. O São Sebastião, segundo achava, era uma outra entidade. Entidades de outras Igrejas, só mais tarde compreendidas e explicadas.

Teve por aqui uma festa, que acontecia anualmente nesta data. Sortudo era por ter a sua própria procissão, acompanhada pelo seu orago São Bartolomeu (os dois santos que preenchem os nichos do altar-mor da sua Igreja), e perfilando depois em Agosto a procissão da N. Sr. da Graça.


SÃO SEBASTIÃO, MÁRTIR



Gregório Lopes

Mártir cristão, nascido segundo alguns em Milão, cidade de sua mãe, e segundo outros em Narbona, terra natal de seu pai, São Sebastião passou a maior parte de sua vida em Roma. Servindo o imperador Diocleciano, Sebastião era um soldado do exército romano mas também um cristão que procurava divulgar a sua fé. Numa altura em que os cristãos eram perseguidos, acabou por ser denunciado e preso pelas tropas romanas.

O imperador Diocleciano tentou levar Sebastião a renunciar à fé cristã. Mas os seus esforços foram em vão e o jovem soldado foi condenado à morte. Sebastião foi amarrado a uma árvore e vários arqueiros atiraram sobre si. Crivado de flechas, São Sebastião foi encontrado por Irene, uma cristã, que, ao retirá-lo da árvore onde seus algozes o haviam amarrado, verificou que o mártir ainda estava vivo. A mulher levou-o para sua casa, onde Sebastião se restabeleceu em poucos dias.

Uma vez restabelecido e apesar das súplicas dos cristãos, São Sebastião decidiu apresentar-se ao imperador para cumprir a sua pena. Diocleciano não hesitou e ordenou que o mártir fosse açoitado até morrer. Cumprida a sentença, o cadáver de São Sebastião foi atirado na cloaca de Roma, onde, uma vez mais, seria descoberto por uma mulher. Desta feita, tratava-se de Lucina, a quem o santo apareceu em sonho, pedindo que o sepultasse nas catacumbas, ao lado dos apóstolos.

Próximo de sepultura de São Sebastião, junto à Via Ápia em Roma, foi posteriormente construída uma basílica em sua honra. Durante a Idade Média, este templo tornou-se num centro popular de devoção e peregrinações.

Invocado como protector contra a peste, a guerra e a fome.


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