13 de dezembro de 2008
12 de dezembro de 2008
11 de dezembro de 2008
DOMINE DEUS - GLORIA VIVALDI
Musica
Antonio Vivaldi
(1678 - 1741)
Mezzo-Soprano
Cecilia Bartoli
Violino
Enrico Onofre
IL GIARDINO ARMONICO
Enrico Onofre
A beleza musical e o canto redentor
na alegria em Deus.
"Domine Deus, Rex coelestis
Deus Pater omnipotens"
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UMA BEATA DOS TEMPOS MODERNOS!

Giovanna Antonelli
Pois é, por de trás de uma grande figura está sempre um grande espírito religioso.
Afinal, ainda há quem queira ser Santo!
Giovanna Antonelli, de Três Irmãs, da Globo, fez algumas revelações surpreendentes para a Revista Be Fashion, que chegou às bancas nesta segunda-feira (8), em todo o Brasil. Ela contou que não sai de casa se sua bolsa não estiver abarrotada de santinhos.
"Se eu fosse assaltada um dia, só iria pedir para o ladrão deixar meus santos, minhas orações, minhas pedras e meu terço. Tenho uma conexão com os meus santinhos e uma lista grande, toda noite para rezar. Meu filho (Pietro, fruto do casamento com Murilo Benício) reza comigo", contou a atriz.
Giovanna Antonelli, que fez um ensaio usando roupas sexy e glamourosas, também falou de seu namoro como o empresário Artur Fernandes e descartou qualquer possibilidade de um casamento.
"Estamos namorando e ponto. Meu coração está em paz. Sou uma pessoa feliz, realizada, meu filho está ótimo, a saúde também e o trabalho incrível. E, por enquanto, não tenho planos de casamento", disse Giovanna.
A atriz ainda contou que somente com Pietro, seu filho de três anos, aprendeu o real significado da palavra amor.
"Aprendi, pela primeira vez, a forma mais linda e mais profunda, o sentido da palavra amor. Pietro despertou em mim esse amor incondicional e, hoje, vivo para ele", contou ela.
A bela também revelou alguns segredinhos. "(Não usaria) qualquer produto desses injetáveis, para a beleza do rosto ou para tirar gordura. Não faria nada disso".
Durante a entrevista, Giovanna Antonelli revelou que, como quase toda mulher, tem medo de barata e ama "um pf com arroz, feijão, bife, batata frita, ovo e farofa".
Um fato inusitado, foi a revelação de que tem o sonho de conhecer a Índia, "um lugar espiritualmente forte", disse ela.
TODOS OS CONFLITOS PODEM SER SOLUCIONADOS...

Desde 1901 que por ordem testamentaria de Alfred Nobel, que a Suécia tem sido como que uma organização laica fazedora de "santos", e tal como a Igreja de Roma, sempre tudo organizado em grande pompa e circunstância. Estes homens, mulheres e instituições que dinamitaram um mundo antigo, obsoleto e viciado num espaço melhor e mais integro, são distinguidos e reconhecidos ao invés aqui homenageados em vida. Não ascendem aos altares. Porém são generosamente ofertados com a módica e beata quantia de 1 milhão de Euros.
Debruçado na paz no médio-oriente, Ahtisaari, deposita as suas esperanças no presidente eleito dos EUA, crendo que a estes se devem aliar a união europeia, a Rússia e as nações unidas envolvendo-se na negociação de um acordo, que deve ser amplo o suficiente para incluir Israel, Palestina, Iraque e Irão.
9 de dezembro de 2008
8 de dezembro de 2008
IL QUARTO RE
Ontem, quando cheguei a casa, estava a dar um curioso filme no Canal 1. Trata-se do IL QUARTO RE, filme italiano que se desenrola em torno de 2 velhinhos, um homem adulto e um jovem rapaz em demanda do nascimento de Jesus!
Seguindo uma estrela, que brilha da mesma forma e intensidade, ora de noite, ora de dia, estes 4 personagens vivem mil peripécias, impeditivas ao sucesso da sua nobre missão, sendo constantemente salvos ou ajudados pelo jovem Alahzar. No fim, o jovem é ajudado, pela arte dos magos, a regressar a casa, onde a sua esposa também acaba de dar à luz.
De aspecto épico, a atmosfera do filme evoca muitas vezes o espirito de Pasolini, na abordagem das Mil-E-Uma-Noites, ou um ou outro autor italiano ao espírito da Cinecitta. Ao invés, este, está longe destas grandezas sendo demasiado cândido e puro, roçando a naïfte e o diletantismo, nos quais sobressaem as virtudes naturais do jovem actor. Salienta-se a música de Ennio Morricone.

(Sobre o jovem actor, fica aqui facilitado um link sobre os seus atributos. Imperdível, mas pecaminoso:
http://www.hunkdujour.com/blog/archives/2006/09/raoul_bova_italian_actor.asp)
Realizador:
Ano:
1997
Género:
Drama-Fantasia
Raoul Bova (Alazhar)
Daniel Ceccaldi (Melchiore)
Joachim Fuchsberger (Baldassare)
Billy Dee Williams (Gaspare)
Vivam os épicos!
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Bartolomé Murillo
"E viu-se um grande sinal no céu: Uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça."
4 de dezembro de 2008
O SANTO DO MISSAL DA AVÓ!
A avó tinha um pequeno Missal, herdado da sua mãe que por sua vez tinha sido oferecido por uma Senhora - não a Senhora da Graça pois essa do seu altar envidraço só sorria e olhava, ou olhava e sorria!
Pequeno em estatura, porém grosso na espessura. Era um livro com trinco com 2 capas pretas grossas, lavradas com motivos religiosos e embutidos dourados, das quais ele só conheceu uma - hoje já nem isso! Mesmo assim ainda é um belo, o pequeno e preciso exemplar que serviu anos a fio, depois do uso dominical das beatas Senhoras - desde os tempos de Leão XIII - ás missas do pequeno rapaz, onde ficou ainda mais amarelado.
De entre as figuras que nele figuravam, parecia-lhe, aos seus olhos de rapaz pequeno, existir um Santo com ar carrancudo. Mais! Mais que isso, tinha um crucifixo na mão com que parecia enxotar, que nem moscas, os Anjinhos que em torno da sua cabeça esvoaçavam... Enxotava-os com uma mão e com a outra dizia para onde, como quem diz: "Fora!"

"Que marotos, por estarem a fazer pouco e arreliar o Santo..."
"Mas eles não deviam ser amigos?"
3 de dezembro de 2008
FRANCISCO XAVIER, O SANTO EM CARNE
de Francisco Xavier
O melhor documento deste acontecimento é descrição pormenorizada, em 1554, pelo Padre Melchior Nunes Barreto em carta a Inácio de Loiola.
Tendo falecido na China, o corpo foi enterrado na praia sobre camadas de cal-viva, pretendendo-se assim que em 3 meses, altura da partida dos navios para Malaca, transportar as ossadas - tendo em conta que um processo normal de decomposição tem tradicionalmente 45 dias, e um corpo pode resistir até 15 dias antes de iniciar qualquer processo.
Feita a exumação, verificou-se que o corpo exalava um odor suave e agradável mantendo-se intacto, fresco e rosado. Estupefacção! Incredíveis, ficaram ainda mais impressionados ao executarem um corte no joelho do cadáver, do qual jorrou sangue - prenuncio do milagre, e sorte ainda mais impressionante!
A 23 de Março de 1554 chegou a Malaca, onde foi sepultado com solenidade na Igreja de N. Sr. do Monte. Meses mais tarde, foi transferido para Goa onde ocorreu a primeira exposição solene, sendo depois sepultado na Igreja de S. Paulo.
Em 1560, após a demolição desta igreja, foi, ao fim de algum tempo, sepultado na Basílica do Bom Jesus onde permanece até hoje.
Em 1614, atendendo à vontade do superior da Ordem Jesuítica, foi-lhe amputado o ante-braço para ser enviado como relíquia para Roma. Novamente estupefacção! Durante a operação o cadáver voltou a jorrar sangue. Cinco anos depois, o restante braço dividido em 3 partes, foi enviado para Cochim, Malaca e Macau. No ano seguinte, ser-lhe-iam removidos os órgãos internos, para serem distribuídos por vários pontos do Mundo.
Em 1955, depois de contínuos exames médicos, foi declarado o "fim do milagre". O corpo incorrupto passaria somente a ser designado como: As "sagradas relíquias" de Francisco Xavier.
Exposto ao público em cada 10 anos, ao todo, somaram-se somente quinze exposições solenes prevendo-se que o corpo passe a ser exposto em carácter permanente.
Tem as suas variantes em meios não Cristãos. Na cultura Eslava, está associado ao mito dos Vampiros ou seja o inverso, o negativo do Cristianismo, o anti-Santo, a oposição e criação Demoníaca.
O IRMÃO EM CRISTO... FRANCISCO XAVIER
- O Apóstolo das Índias -
(1506 - 1552)
Intelectual e homem de humanidades, formado nos melhores colégios de Paris, foi inspirado pela espiritualidade de Inácio de Loiola, aderindo à causa de Cristo. Diplomata e poliglota nato, fez-se homem simples, humilde e disponível capaz de compreender a essência humana e converte-la a um melhor principio. Prático, pragmático e determinado, só ganhando rubor na fé sempre que a palavra de Jesus tocava a sua língua e lábios, soube usar todos os seus conhecimentos e potencialidades como instrumento da fé.
A sua exemplaridade, só comparada aos primeiros Apóstolos, no empenho e dedicação à fé , no amor a Jesus e ao próximo: convertia fiéis, atraídos pela subtileza com que lhes chegava e lhes arrebatava o coração - ou seja pela integração em oposição à imposição.
Foi o primeiro Europeu a entrar no Japão, e em todo o Oriente - "do Cabo da Boa Esperança até aquém e além Ganges" - soube expressar-se nas línguas nativas com a mesma exaltação e compreensão das línguas europeias.
Por onde passou foi marco humano de carisma, e... deixou "SAUDADE".
Tendo assistido a tantos na hora derradeira, morreu sem poder receber da Igreja o que soube extremosamente dar a outros.
Francisco
PARTITURA DO HINO
Gostaria muito de publicar igualmente as restantes 4 estrofes. Dados os argumentos que incompletam esta pequena intervenção, uma reconstituição total seria muito audaz tornando esta curiosa informação pretensiosa ao assumir a sua publicação. A título de curiosidade e reposição da verdade, relativamente aos falsos versos do Estado Novo, deixo aqui esta nota como exemplo com a promessa de ir averiguar sobre o assunto. Uma vez reconstituída, com toda a ciência e respeito que merece, como gesto e contributo patriótico, farei a sua publicação absoluta.
Agora é só fazer play... e cantar!
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1 de dezembro de 2008
HINO DA RESTAURAÇÃO
Música:
Eugénio Ricardo Monteiro de Almeida
(1826 - 1898)
Poema:
Francisco Duarte de Almeida Araújo
e
Francisco Joaquim da Costa Braga
O dia da da redempção
Caem do pulso as algemas
Ressurge livre a nação
O Deus de Affonso, em Ourique
Dos livres nos deu a lei:
Nossos braços a sustentem
Pela pátria, pelo rei
Ás armas, ás armas
O ferro empunhar;
A pátria nos chama
Convida a lidar.
Excelsa Casa, Bragança
Remiu captiva nação;
Pois nos trouxe a liberdade
Devemos-lhe o coração.
Bragança diz hoje ao povo:
"Sempre, sempre te amarei"
O povo diz a Bragança
"Sempre fiel te serei"
Ás armas, ás armas
etc, etc...
Esta c´roa portugueza
Que por Deus te foi doada
Foi por mão de valerosos
De mil jóias engastada.
Este sceptro que hoje empunhas,
É do mundo respeitado,
Porque em ambos hemispherios
Tem mil povos dominado!
Ás armas, ás armas
etc, etc...
Nunca pode ser subjeita
Esta nação valerosa,
Que do Tejo até ao Ganges
Tem a história tão famosa.
Ama-a pois, qual o merece;
Ama-a, sim, nosso bom rei
Dos inimigos a defende,
Escuda-a na paz, e lei.
Ás armas, ás armas
etc, etc...
Ai! Se houver quem já se atreva
Contra os lusos a tentar,
O valor de um povo heróico
Hade os ímpios debellar.
Viva a Pátria, a liberdade,
Viva o regime da lei,
A família real viva,
Viva, viva o nosso rei.
etc, etc...
A cena final, a coroação de D. João de Bragança como rei de Portugal, é recriada seguindo os protocolos, juramentos, vivas tal como o descrevem os escritos da época e conforme os quadros que se encontram no Palácio Nacional da Ajuda. Entre cada par de estrofes seguem-se em cenas faladas a dramatização das tais recriações, que constituíram a única coroação em cerimónia pública de um soberano português perante o entusiasmo do povo.
Sendo música de carácter marcial, apropriado por isso ao registo das bandas militares e filarmónicas, foi adaptado pela então recém-criada Sociedade Histórica da Independência de Portugal, como hino oficial das comemorações das festas da Restauração, para a execução em conjunto com o Hino Nacional vigente, na inauguração do monumento que esta sociedade fez erguer na praça que se passou a designar de Restauradores.
A partir de então, e por imitação a estas celebrações que se passaram a ser assinaladas anualmente por todo o país como festa regimental civil, a sua divulgação tornou esta peça musical num dos mais estimados Hinos populares portugueses (ao lado do Hino do Minho, vulgo Maria da Fonte, do maestro Frondoni - criado em circunstâncias semelhantes, e adaptado na altura dos motins).
Durante o Estado-Novo, em consequência de alguns procedimentos herdados da 1ª República, no cessar ou transformação de acontecimentos, instituições, edifícios públicos, religiosos e civis e formas e agentes culturais populares e eruditos associadas à monarquia, com o foi o caso da festa da Restauração para a festa para da Bandeira Nacional, já que este era uma celebração incontornável dada a popularidade que se atingiu com este acontecimento, sobretudo na criação no imagético português (como ainda nos anos oitenta do século anterior se arreigava às crianças e estudantes nas aulas académicas de história) do eterno Lusitano a pontapetar o Castelhano na alusão do pequeno mas valente. Assim, quando na criação da Mocidade-Portuguesa este hino foi adoptado por este ideário como um dos seus hinos/cânticos, a antiga letra viu-se convenientemente alterada, perdendo-se daí em diante o carácter e a memória da intenção dos versos originais.
Só mesmo aqui aqui é que hoje não se ouviu o "1º Dezembro". Por todo o lado, como tive notícias, houve execuções populares do hino de mais ou menos carácter - graças a Deus e aos sentido patriótico que ainda parece existir, e, que ontem lastimava como ausente. Na certeza do silêncio da noite de ontem acabei por me deixar dominar pelos sentidos abandonando a razão. Afinal, parece que ainda existe esperança!
A NOITE DA RESTAURAÇÃO
É quase meia-noite!
Não há muitos anos, esta era também uma das maiores noites do ano. Passados 368, a alegria desta festividade parece injustamente esquecida ou adormecida!
Cerca de 346 anos depois, o pequeno rapaz, vivenciou por alguns anos a manifestação popular do orgulho patriótico luso, que hoje ou desapareceu ou está ausente das pessoas! Existia o gosto em ser português. Existia o gosto em sermos, um povo valente que passou a vida em gloriosas escaramuças com os espanhóis, das quais Portugal era sempre o vitorioso! Isto dizia-se e ensinava-se na escola. Hoje não sei! É só futebol... Futebol, Mini's, Daniela Cicarelli e Cristiano Ronaldo!
Após o jantar, as pessoas não íam dormir. Esperavam ansiosamente a Banda de música vir alvorar com seus instrumentos, por volta da meia-noite, o patriótico Hino da Restauração. Mal se sentiam as toadas musicais, a família vinha á porta ver a Banda passar, e fechando-a, lá a seguiam felizes e contentes, passeando pelas ruas acompanhando e cantando: lá, lá, lá, lá... Era assim em todas as ruas, em todas as casas e em todas as famílias. Enquanto a Banda, com a população atrás, dava "a volta" da procissão!
A mesma musica, a mesma sonoridade, a mesma disponibilidade e alegrias contagiantes
Memorável foi uma véspera de 1º de Dezembro em que o "Macaco" – alcunha masculina – causou espanto em toda a população. Ouvindo a Banda tocar, já deitado, corre à porta em ceroulas onde fica especado. De ceroulas e com o boné do dia a dia na cabeça – único elemento que o cobria da vergonha, da sua quase nudez (apesar de vestido da cabeça aos pés). Para ele era como estar vestido, para os outros regozijo exacerbado, expresso em sonoras gargalhadas. Assim sentia-se invulnerável, podendo ver a Banda passar, para os outros era a história: “ O Rei vai nu”. A toda esta panóplia juntam-se os gritos da sua alvoraçada mulher, que de dentro o chamava com a caricata austeridade popular, enquanto, este, louco que nem uma criança, esboçava sorrisos de autêntica e genuína felicidade, por ver a banda passar! Durante anos não se falou noutra coisa!
Ceroulas ou Ciroilas
(Com brasão real, para dignificar aqui o homem
que orgulhosamente assistiu de ciroilas ao 1º Dezembro.
Os outros também as tinham, é certo. Mas debaixo das calças!)
Por fim, na Casa da Musica, como aqui chamavam à Sede da Sociedade Filarmónica, os músicos tocando entretinham as pessoas, até à debanda. As pessoas dançavam, ao som das marchas – pois não se ouvia outra coisa – e os homens encostavam-se ao balcão do bar, bebendo copos de vinho. Vinho tinto, por excelência! As crianças, como o pequeno rapaz, viviam e bebiam destas estranhas formas culturais aos olhos dos dias de hoje!
Hoje já nada disto existe. A noite de 1º Dezembro de 2008 permanece fria e silenciosa!
Amanhã ouviremos, no evento assinado pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, os habituais discursos e as justas homenagens – acção criada em 1861 por Alexandre Herculano, para perpetuar na memória portuguesa o nobre feito dos 40 restauradores. Escutar-se-ão A Portuguesa, republicana, e o Hino da Restauração junto ao monumento evocativo na praça dos restauradores. E assim será oficialmente mais um 1º Dezembro.
Esperem... Afinal já passa da meia-noite... Viva o 1º de Dezembro!





























