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Refeito da maratona nocturna de ontem, com os pés macerados pelas virtudes de uns sapatos de trazer por casa, calçados por complacência ao seu pouco uso, lá repus entretanto a ordem nas coisas e agora, novamente harmonizados, voltamos à vidinha normal.
Refeito da maratona nocturna de ontem, com os pés macerados pelas virtudes de uns sapatos de trazer por casa, calçados por complacência ao seu pouco uso, lá repus entretanto a ordem nas coisas e agora, novamente harmonizados, voltamos à vidinha normal.
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Para compensar o meu tão amado vizinho, que me odeia e fulmina com o seu olhar-de-trolha-ainda-por-ter-30 anos, ante os meus prazenteiros e ruidosos saraus musicais, hoje predispus-me a tocar-lhe Chabrier.
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Ora, para o meu caro leitor, de certo mais ávido de uma boa e erudita curiosidade do que o meu empedrado vizinho, que me aplaude quando a noite já vai longa com fortes, estimadas e educadas pancadas de parede, de fazer tremer o candeeiro do meu piano, e de me por os nervos em franja - só fleumatizados com 3 iogurtes enquanto me deleito com episódios seguidos de Brothers & Sisters, como entertenimento das minhas insónias -, Chabrier, como avançava, foi um compositor romântico frânces que nos deixou muita e boa musica, que os diletantes da prática de tocar piano, como eu, podem exprimir dando vida à obra e espírito deste considerado homem correndo os seus dedos pelo teclado, se partituras e graça para isso tiverem.
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É assim este um caso ainda mais raro de audição, pois bem. Onde ouvir hoje Chabrier? É comum ouvir-se a quem sabe tocar piano Mozart, Chopin ou Beethoven, ou outras coisas mais difíceis em versões faceis e simplificadas de origem espanhola. Muitos hoje, ou melhor, poucos hoje expostos a este nome saberão quem foi Chabrier. Nem mesmo o mais presunçoso Dandi pseudo-erudito, à imagem de Narciso se enamorando do seu reflexo, que se gosta de exibir em público como um génio-sabe-tudo-e-mais-do-que-os-especialistas-que-leêm-coisas-sérias e/ou que da mesma forma se masturba enfaticamente escrevendo em blogues, a menos que tivesse um Pc à mão para consultar a falaciosa Wikipédia, arriscaria em dizer e teimar, ou teimar dizendo, cioso da sua ideia, como piéce de resistence, por semelhança de palavras ou associação de idéias, que Chabrier só pode ser uma distinta e famosa marca de automóveis. Chevrolet, meu caro-mais-que-tudo, Chevrolet certamente é o que lhe ocorrera na sua confusa mente. Pacovisses!
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Apesar dos meus esforços em aperfeiçoar-me na Patetique de Beethoven, que muito me tem arreliado desde Agosto último, e também desde lá ao meu vizinho ainda mais, pu-la a repousar, satisfeito por lhe arremessar já com espírito um 2º e 3º andamento que não envergonham ninguém. Por isso, descanso agora no ecletismo de um Chabrier na sua suite de valsas espanholas. Algo menor em virtuosismo, mas de grande efeito dado a simpatia da musica e fluência de agradáveis e repetidas melodias, com algum salero, capazes de fazer sorrir muitas senhoras e cavalheiros indiferentes à arte dos sons, excepto o meu vizinho.
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É ja dado adquirido, a sua antipatia. E o meu precioso orgulho uma pérola manifestada, pois se a mísera renda que paga pela sua casa chega ao seu senhorio para pagar essa necessidade, a mim muito deve de horas de musica gratuita que lhe entra casa a dentro pelas paredes. E musica boa, entenda-se, ainda que bem ou mal tocada. Ao passo que a dele, aliado ao seu virtuoso gesto de bater na parede, sabe-se lá com quê, mesmo antes das 22h, de bonito nada tem.
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Um dia, com a calma que todo este ser e assunto merece, dedicarei um post mais elaborado a este meu vizinho, a quem já apanhei com os seus amigos da varanda da casa onde vive de renda a fazer concursos, passo a expressão, de cuspidelas - ahimè!
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Por agora Chabrier, no tema que lhe dediquei com tanto carinho, afecto e larga expressão como se fosse um Rubinstein ou um Baremboim, num piano de concerto, numa qualquer sala de concertos do mundo.
Para compensar o meu tão amado vizinho, que me odeia e fulmina com o seu olhar-de-trolha-ainda-por-ter-30 anos, ante os meus prazenteiros e ruidosos saraus musicais, hoje predispus-me a tocar-lhe Chabrier.
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Ora, para o meu caro leitor, de certo mais ávido de uma boa e erudita curiosidade do que o meu empedrado vizinho, que me aplaude quando a noite já vai longa com fortes, estimadas e educadas pancadas de parede, de fazer tremer o candeeiro do meu piano, e de me por os nervos em franja - só fleumatizados com 3 iogurtes enquanto me deleito com episódios seguidos de Brothers & Sisters, como entertenimento das minhas insónias -, Chabrier, como avançava, foi um compositor romântico frânces que nos deixou muita e boa musica, que os diletantes da prática de tocar piano, como eu, podem exprimir dando vida à obra e espírito deste considerado homem correndo os seus dedos pelo teclado, se partituras e graça para isso tiverem.
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É assim este um caso ainda mais raro de audição, pois bem. Onde ouvir hoje Chabrier? É comum ouvir-se a quem sabe tocar piano Mozart, Chopin ou Beethoven, ou outras coisas mais difíceis em versões faceis e simplificadas de origem espanhola. Muitos hoje, ou melhor, poucos hoje expostos a este nome saberão quem foi Chabrier. Nem mesmo o mais presunçoso Dandi pseudo-erudito, à imagem de Narciso se enamorando do seu reflexo, que se gosta de exibir em público como um génio-sabe-tudo-e-mais-do-que-os-especialistas-que-leêm-coisas-sérias e/ou que da mesma forma se masturba enfaticamente escrevendo em blogues, a menos que tivesse um Pc à mão para consultar a falaciosa Wikipédia, arriscaria em dizer e teimar, ou teimar dizendo, cioso da sua ideia, como piéce de resistence, por semelhança de palavras ou associação de idéias, que Chabrier só pode ser uma distinta e famosa marca de automóveis. Chevrolet, meu caro-mais-que-tudo, Chevrolet certamente é o que lhe ocorrera na sua confusa mente. Pacovisses!
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Apesar dos meus esforços em aperfeiçoar-me na Patetique de Beethoven, que muito me tem arreliado desde Agosto último, e também desde lá ao meu vizinho ainda mais, pu-la a repousar, satisfeito por lhe arremessar já com espírito um 2º e 3º andamento que não envergonham ninguém. Por isso, descanso agora no ecletismo de um Chabrier na sua suite de valsas espanholas. Algo menor em virtuosismo, mas de grande efeito dado a simpatia da musica e fluência de agradáveis e repetidas melodias, com algum salero, capazes de fazer sorrir muitas senhoras e cavalheiros indiferentes à arte dos sons, excepto o meu vizinho.
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É ja dado adquirido, a sua antipatia. E o meu precioso orgulho uma pérola manifestada, pois se a mísera renda que paga pela sua casa chega ao seu senhorio para pagar essa necessidade, a mim muito deve de horas de musica gratuita que lhe entra casa a dentro pelas paredes. E musica boa, entenda-se, ainda que bem ou mal tocada. Ao passo que a dele, aliado ao seu virtuoso gesto de bater na parede, sabe-se lá com quê, mesmo antes das 22h, de bonito nada tem.
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Um dia, com a calma que todo este ser e assunto merece, dedicarei um post mais elaborado a este meu vizinho, a quem já apanhei com os seus amigos da varanda da casa onde vive de renda a fazer concursos, passo a expressão, de cuspidelas - ahimè!
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Por agora Chabrier, no tema que lhe dediquei com tanto carinho, afecto e larga expressão como se fosse um Rubinstein ou um Baremboim, num piano de concerto, numa qualquer sala de concertos do mundo.
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