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16 de junho de 2011

A MUSICA QUE SE OUVE:

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"Como tantos outros artistas portugueses dos maiores, Viana da Mota foi uma vítima da incompreensão, da maldade e da pequenez de um meio com o qual a sua invulgar estatura não podia ter medida comum."

Lopes Graça


Vianna da Motta, aqui, caro leitor, foi talvez um dos compositores portugueses mais sublimes do seu tempo e que com largo sentido pátrio, numa inteligente combinação de conhecimentos, sons e estilos, dotou a sua época e o seu país de um original repertório musical e de uma obra reformadora onde nunca negou a sua essência.

Poucos foram como ele. Do seu tempo chegaram-nos com distinção apenas ecos e rasgos dos nomes ou da musica de Augusto Machado (o Cruges dos Maias queirosiano), aqui, Alfredo Keil (o autor do actual hino nacional), aqui, ou de Rey Colaço (de quem lembramos com saudade a memória da sua filha e da sua neta), aqui.  
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Filho do romantismo tardio e do saudosismo Vianna da Motta foi um pianista de renome internacional.  Educou-se na Alemanha, a expensas do senhor D. Fernando, quer nas aulas que a Liszt tomou como na leitura de Schopenhauer e tantos outros pensadores de que o nome em Portugal eram então apenas palavrões de difícil pronunciação. Durante o primeiro conflito mundial regressou estrategicamente ao seu país. Reformou o ensino da musica e educou e condicionou toda a geração de pianistas que de Portugal partiram para o mundo como virtuosos deste instrumento e que nos seus nomes lembramos Sequeira Costa, aqui; António Vitorino de Almeida, aqui, e Maria João Pires, aqui, (alunos de Campos Coelho); ou Artur Pizarro, aqui, (aluno de Campos Coelho e Sequeira Costa).

Para além de peças de piano de grande feição, sempre tocadas e lembradas pelos seus discípulos ainda vivos e pelos discípulos dos seus discípulos (aqui em evidência), compôs obras orquestrais  de grande envergadura que compreendem a sinfonia, o poema sinfónico ou o concerto para piano assim como géneros de salão como a canção e eventualmente algo que me escapa. Hoje permanece esquecido e pouco tocado nas salas de concertos sendo que só com frequência o podemos audicionar nas gravações existentes que sem vida corrente e actualidade de execução ficam infelizmente presas à museologia discográfica, para glória da nossa memória, em detrimento da vergonha em se ser português.
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3 de fevereiro de 2009

E NÓS DANÇAMOS...


... A VALSA CAPRICHOSA



Música:
José Vianna da Motta

Pianista:
José Vianna da Motta






22 de dezembro de 2008

ARTUR PIZARRO - RESPLENDOR DE PRATA



Artur Pizarro

Descendente da grande e reputada Escola Portuguesa de Piano, Artur Pizarro, o mais jovem dos grandes pianistas portugueses, é também fruto da grande cepa que acha a sua raiz em Liszt, pelos costados musicais de Vianna de Motta - Grande Pianista Mundial; Pai da grande Escola de Piano Portuguesa, de Lisboa; Grande reformista do ensino artístico; Grande compositor; Grande Mestre de composição.

A termos em conta as poucas gerações que ligam o costado português de Liszt, aluno de Salieri e Czerny, contemporaneo de todas as gerações europeias de Ouro do séc. XIX, onde foi beber inspiração e conhecimento, este legado luso tem uma importancia superior ao qual, todos nós, a lusa gente, deveria ter a máxima reverência e orgulho. Para que tenhamos a verdeira noção, fica aqui uma ilustração, para a qual a actual geração portuguesa acha em Haydn e Salieri os seus Trisavos musicais.


Haydn, Salieri,
Beethoven, Czerny, Liszt, Schubert, Meyerbeer, Hummels
Vianna da Motta, Arthur Napoleão,
Lopes Graça, Campos Coelho, Sequeira Costa
Antonio Vitorino Almeida, Maria João Pires, Artur Pizarro



O brilhantismo alcançado, na execução de ontem, converteu com grande significância, a muitas vezes incompreendida e mal tocada Fantasia Coral numa obra de grande envergadura. Parecia brincadeira, mas é verdade!

Artur Pizarro, apresenta-se com a convicção e trato de um artista da sua charneira. Servo da musica e oneroso na execução e estilo, parece abenegnar-se da falsa glória ruidosa, muitas vezes portadora do falso sucesso ou do mais efémero e directo sucesso, para glorifcar o artisa em detrimento da verdade musical, como se lema fosse: A peça é o que é, a peça vale o que vale, o intérprete é a sua voz, ela terá o seu próprio mérito. E que méritos! Interpretações de inesquecível musicalidade, identidade própria, fusão e diálogo com a orquestra no jogo assertivo de pergunta e resposta - ao qual se sentia a fruição num raro momento de gozo musical em que todos os musicos faziam musica de alma e coração.

Sumariando, o concerto de ontem acabou na sua feitura e fruição, por resumir a máxima Beethoviana, expressa na sua derradeira sinfonia, mostrando que pela musica:

"ALLER MANNER WERDEN BRUDER"
(Todos os Homens se tornam irmãos)

By Schiller


Bem Hajas



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