Inerte e sem reacção! Impávido e incrédulo vi os elementos alterarem-se assistindo da janela do meu scriptorium ao poderoso tornado que no cruzamento da rua da minha casa achou eixo e rodopiou como um pião. Do telhado, senti serem arrancadas telhas que pelo sótão se arrojaram o tecto com agudo som; na rua, senti portões caírem e ouvi vidros estilhaçarem-se; vi o enorme e frondoso eucalipto, aqui da frente, com um tronco da grossura de 5 homens adultos, vergar-se como um condenado oprimido perante o seu carrasco; vi os cabos eléctricos aéreos, que cruzam a rua, chicoteando-se uns nos outros riscando faíscas no negro escuro da noite sem luz; vi com horrendo sentir, a natureza acordar e rir-se da fragilidade humana sobrepondo-se autocraticamente sem assertividade nenhuma; não ouvi, como outrora, mulheres gritando que o mundo vai acabar suplicando a intercessão divina através de rezas e rezinhas... já morreram todas! Porém, ouvi uma voz dizer, comentando:
(Deus uma vez mais... que quer Ele desta vez? Não saberá Ele que é Natal e por cá queremos, pelo menos nestes dias no ano, harmonia e paz? Quer assim estragar-nos o Natal. Sim, o Natal, a festa do nascimento do seu filhinho, o "Deus menino", aquele que pode ser sinónimo de pandemia. E sobre este aspecto não me quero debruçar mais. A ser Ele o responsável disto tudo, não merecerá mais do que a indiferença a este seu capricho de criança mimada, só para apoquentar e desassossegar o pobre homem que até numa distinta lição de catequese aprendeu a ser tolerante e nunca vingativo...).
Engane-se então o caro leitor, se acha que isto foi um belo espectáculo. Sopro ou não de um Deus aborrecido, o temporal e ontem não foi um belo espectáculo de se ver e de se sentir, foi antes um tempus horribilis que durante uma hora petrificou e enervou quem o presenciou, da mesma forma de quem há uma semana atrás se assustou e assim sentiu com o abalo de terra. É caso para pensar:
Por agora, melhor espectáculo não houve hoje como assistir à fiabilidade do mundo moderno e tecnológico e suas promessas. Falta de luz, multibancos, redes telefónicas e Internet... vem um vento, e ficamos sem eira nem beira, e como a Alice no belo país das maravilhas, ou aquele que fica por detrás do espelho, mingamos perante tal provação da tirania dessas rainhas de Copas ou de Espadas. Bullshits!... ou em bom português, os tomates do padre Inácio!
Jantar à luz de velas e serão com a Rádio a tocar e assim se recuou no tempo,como disse o pai...
Por agora, como a força da energia que aqui chega é fraca e não tem potência de fazer vibrar um aquecedor, com os pés gelados vou aquece-los no quente da minha cama esperando um noite sossegada sem mais admoestas bizarrias.
"Será o que Deus quiser,
e sobre isto nada podemos fazer"
e sobre isto nada podemos fazer"
(Deus uma vez mais... que quer Ele desta vez? Não saberá Ele que é Natal e por cá queremos, pelo menos nestes dias no ano, harmonia e paz? Quer assim estragar-nos o Natal. Sim, o Natal, a festa do nascimento do seu filhinho, o "Deus menino", aquele que pode ser sinónimo de pandemia. E sobre este aspecto não me quero debruçar mais. A ser Ele o responsável disto tudo, não merecerá mais do que a indiferença a este seu capricho de criança mimada, só para apoquentar e desassossegar o pobre homem que até numa distinta lição de catequese aprendeu a ser tolerante e nunca vingativo...).
Engane-se então o caro leitor, se acha que isto foi um belo espectáculo. Sopro ou não de um Deus aborrecido, o temporal e ontem não foi um belo espectáculo de se ver e de se sentir, foi antes um tempus horribilis que durante uma hora petrificou e enervou quem o presenciou, da mesma forma de quem há uma semana atrás se assustou e assim sentiu com o abalo de terra. É caso para pensar:
"- O que teremos na próxima semana?"
Por agora, melhor espectáculo não houve hoje como assistir à fiabilidade do mundo moderno e tecnológico e suas promessas. Falta de luz, multibancos, redes telefónicas e Internet... vem um vento, e ficamos sem eira nem beira, e como a Alice no belo país das maravilhas, ou aquele que fica por detrás do espelho, mingamos perante tal provação da tirania dessas rainhas de Copas ou de Espadas. Bullshits!... ou em bom português, os tomates do padre Inácio!
Jantar à luz de velas e serão com a Rádio a tocar e assim se recuou no tempo,como disse o pai...
Por agora, como a força da energia que aqui chega é fraca e não tem potência de fazer vibrar um aquecedor, com os pés gelados vou aquece-los no quente da minha cama esperando um noite sossegada sem mais admoestas bizarrias.

