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15 de outubro de 2010

DONA BRANCA ATRASADA

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(c) Santos & Santinhos

Para além de 120 anos, 10 dias!
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19 de novembro de 2009

A BELA ADORMECIDA NO SÃO CARLOS




TNSC

A BELA ADORMECIDA
(La Bella Addormentata al bosco)

Musica:
Ottorino Respighi


Versão portuguesa:
Alexandre Delgado


...

Direcção musical:
João Paulo Santos

Encenação:
André Heller-Lopes


...

A Princesa:
Ana Franco

A Fada Azul:
Raquel Alão

A Fada Verde/A Velha/A Duquesa:
Luisa Francesconi

O Bobo/O Príncipe:
Marco Alves dos Santos

A Rainha:
Ana Serôdio

O Rei:
João de Oliveira

O Embaixador/ O Lenhador:
João Merino

O Cuco/A Rã/O Gato/O Fuso:
Ana Cosme

Mr. Dollar:
Tiago Cruz

...

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos


29 de maio de 2009

D. GIOVANNI - LISBON 2009

Há 10 anos atrás, nos tempos das brilhantes e caras temporadas do não saudoso Dr. Paulo Ferreira de Castro (um brilhante e vaidoso musicólogo, mestre e autoridade em assuntos musicais portugueses), douravam destacadamente o firmamento São Carlino , de entre todo o restante elenco, as argentes e esplendorosas vozes de Alexandrina Pendatchanska, Barbara Fritoli, Elisabete Matos e Ana Ferraz. Cantava-se o D. Giovanni de Mozart, vulgo D. Juan ou D. João.


Hoje, depois das intempéries por quem passado o teatro de ópera português, com o calor e o bom tempo que nos acarinham nestes dias, as nuvens negras tornaram-se menos negras graças aos pozinhos de "perlimpimpim" da Maria Emilia Correia, que com a sua "morangada" deu cor e juventude ao bi-secular palco do São Carlos numa encenação ao estilo rebuçado com um Festival de proeminentes peitos desnudos que, pelo que soube, já alimentam fantasias.



Com momentos agradáveis, menos agradáveis foram as prestações de todos os cantores do elenco exceptuando o titular da ópera, o aristocrata D. Giovanni - interpretado por Nicola Ulivieri -, e a sabida e tontinha camponesa Zerlina - interpretada por Chelsey Schill -, que muitos bravos merecerão se lhes fizerem justos aplausos.



Um maestro autista; Um fraco elenco feminino - D. Anna e D. Elvira; Um fraco elenco masculino - Leporello, Commendatore, D. Ottavio, Masetto; Papéis mal sabidos; Respirações fora do lugar; Desafinações; Vozes mal colocadas; Vozes mal aquecidas; Desencontros com orquestra; Fraca presença em palco; entre tantos outras questões que roçam o diletantismo de categoria hiper-duvidosa num teatro nacional, no qual o produto final deveria ser de excepção.



Por fim tive a honra de ter ficado sentado ao lado, durante todo o espectáculo, do grande tenor Ernesto Palacio e de duas queridas amorosas que no intervalo da ópera foram à Häagen Dazs e enfastiadas sentaram-se na sala comendo os seus arrogantes gelados, que se prolongaram durante os primeiros 10 minutos do II acto (é Portugal no seu melhor, consequência da ausência de conhecimentos, cultura e princípios moderadores).


Et voilá, foi o meu terceiro D. Giovanni -
sendo que o então malogrado e mal falado primeiro
foi o melhor!



14 de janeiro de 2009

FAUST NO SÃO CARLOS III




Marguerite

A vitima ingénua!


FAUST NO SÃO CARLOS II




Mefistophélès
O Mefisto
O Diabo

Mefistophélès aliciando almas com dinheiro - de alguma forma elas já vão perdidas!


FAUST NO SÃO CARLOS I




Valentin

O Herói invocando o Senhor!


GRITO SURDO NA OPERA!


Ir a São Carlos assistir a uma ópera já não é o mesmo.


Entusiasmo de uma época que já lá vai, iniciada em 1997, com um debute apoteótico numa das mais emblemáticas óperas – La Traviata. Assim começou a grande paixão, passada do ecrã para o compact disc, e agora do compact disc para as salas - presenciando orquestras, cantores e cenários num local tão deslumbrante.

Sentia-se um pequeno príncipe. Um deslumbrado. Um rapazola que concretizava um sonho – ver uma ópera! Sentia-se um primo da sua pacata urbe a arribar àquele local, tal era o fascínio, ignorando que a mãe na companhia dos R. C., que viviam no Chiado, já lá tinham estado tantas vezes, e antes dela outros mais – como a avó e o seu grande amigo conterrâneo, o Embaixador T. S.

O mundo girava nesse dia em seu redor. Até o grandioso lustre assim parecia... Na realidade e em realidade era un petit burgeois de olhos grandes e cheios de vida chegado de uma pequena vila, a poucas dezenas de quilómetros a norte da grande urbe, com uma educação mediana impregnada de misticismos religiosos, uma grande sede de conhecimento e uma grande vontade de expansão que o levaram até ali. Anos grassos de euforia, de alegria, de corridas aos bilhetes sucedidos de outros tantos anos, mas em menor numero, de correrias noutros espaços e alas em grande e ainda maior alegria. Tudo era um sonho! Anos transbordantes vilmente decepados.

Passados estes anos, ei-lo regressado à plateia da ópera. Tudo brilha de uma outra forma. É um brilho escuro : "È bruno"! É a cor etária e experimentada que já não transparecem o tal junior fulgor. Os olhos cabisbaixos transbordam de dor e tristeza!

Cada acorde é sentido nas vísceras. Cada som vocal um pulsar exaltado do coração. Segundos de existência convertidos em horas. Horas em eternidades... Tudo hoje, mais que nunca, é ouvido, é visto e é sentido como se o mundo fosse acabar de seguida. A vivência é outra e os olhos de hoje transbordam a saudade da vontade privada.


Grito exasperante de dor lancinante!




FAUST DE CHARLES GOUNOD





9 de janeiro de 2009

OPERA





FAUSTO


8, 12, 14, 16 Janeiro - 2oh
10, 18 Janeiro - 16h

Teatro Nacional de São Carlos

MUSICA:
Charles Gounod

LIBRETO:
Jules Barbier e Michel Carré

Produção:
Oper Frankfurt


ENCENAÇÃO:
Cristof Loy

DIRECÇÃO MUSICAL:
Enrico Delamboye

Andrej Dunaev - Faust
Kevin Short - Mephistofélès
Patricia Biccirè - Marguerite
Klaus Klutter - Valentin
Kristina Wahlin - Siebel
Diogo Oliveira - Wagner
Maria Luisa de Freitas - Marthe

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa





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