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14 de junho de 2011

QUADRAS

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@Santos & Santinhos
 
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Santo António de Lisboa
De língua e cordas de oiro
Valha-nos a eloquência, que tesoiro,
Rica benção, tão boa!
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SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

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@Santos&Santinhos
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Quem não conhece a procissão de Santo António de Lisboa não adivinha o que nela vai, o que nela se presencia e o que dela na pele se sente.

A fama da laicidade do povo de Lisboa não chega para apagar dos seus corações a devoção a este vulto. Afinal quem se soleniza nesse momento não é um qualquer beato da cristandade como Vicente, o diácono estrangeiro que da cidade é senhor, mas o "Nandinho", o filho do Bulhões da Sé, que em criança viva vivinha como um pardal-dos-telhados percorrera aquelas mesmas ruas gritando para os céus como qualquer criança estroina fruto daqueles bairros que a Alfama convergem. Degenerando à raça das suas gentes não foi fadista mas santo.

Começa a procissão. O povo que já é muito cerca o "santo" aplaudindo a passagem da sua eloquente e erudita imagem de traços assim talhados. Rosto jovem e inocente adivinhando-se nele tanto para dar e tanto ainda para dar, malgrado tantos anos passados. Hábito franciscano de rendilhados dourados assim o adornam. No braço Jesus petiz e na mão uma cruz florida. Coroado de prata caminha sobre um andor pousado num jeep de bombeiros disposto para acavalar a ocasião.

Avança a marcha. De todo lado junta-se o povo vindo sabe-se lá de onde fazendo esperas nas ruas mais largas ou amontoando-se atrás da banda de música que por entre marchas graves em tons menores e pesados nos faz pensar nisso mesmo: o fado e o fardo que é a nossa insignificante vida medíocre sem eco e brilho, contrária à daquele a quem se faz honras no andor. A lágrima surge facilmente. A pele sente-se e enruga. O povo que é imenso e imponente reza e canta. Canta o "Avé de Fátima" trazendo à memória essa outra grandeza espiritual portuguesa que a 13 de Junho também se assinala - acrescento ao meu caro leitor atento nestas palavras que o senhor D. João V de Portugal nos idos anos do seu século ergueu em Mafra uma basílica dedicada a Santo António e a Nossa Senhora. De facto, de um pomposo acontecimento particular hoje vemos esta feliz conjunção consagrada e popularizada espontaneamente a todo um Portugal do século XX que neste dia 13 parece que nada esquece.

Caminha-se por ruas estreitas. Ruas onde se adivinha a longa vigília antoniana. Momentos nos quais a sardinha vestida de prata e de lua foi rainha e a cerveja na sua cor solar rei fulgurante portador de alegrias. Deles agora apenas o vestígio. Exalam-se das paredes o odor gordo do fumo negro saído do sacrifício e dos cantos o fedor do fulgor da noite inteira. É por aqui que corre Santo António perfumado por nuvens de incenso impostas pela força do turiblo arremessado ao ar. Vêem-se colchas nas janelas. Tocam sinos que ecoam  aqui e ali num tímido repique. Chovem pétalas de flores. Desfilam autoridades, irmandades, padres, acólitos, diáconos e franciscanos da ordem terceira. Escuteiros e polícias velam pela ordem de um povo crente com o terço, flores e velas nas mãos como de um outro de mirones de máquina fotográfica em riste. Eixo de toda a procissão com o Santo marcham  pendões, São Tiago, São Miguel, Santo Estêvão, São Vicente, São João Baptista e uma sua relíquia exposta pelas mãos de um arcebispo cobertos por um dourado palio. Todos compondo a famosa procissão acrescentam em cada passo para o seu termo cor, beleza e majestade matizados pelo brilho esplendoroso do luminoso astro rei que lá do alto consente a esta festa honra e graça sorrindo a esta cidade que assim se parece mais bonita.

É esta a procissão e é este o santo de Lisboa. A memória da criança que em tenra idade se distinguiu pela sua voz argente que o fez receber na Sé. Menino do coro cresceu. No canto, na música e na lições do chantre e dos mestres da Sé amadureceu e dali saiu para não mais voltar a Lisboa - somente para embarcar rumo ao destino que o imortalizou. Pela sua voz aos sermões se fez e neles eloquentes discursos elaborou para fama do seu órgão vocal e da sua língua de oiro que em oiro se guardam e lá longe, em Pádua, se veneram.


NEWS:

PSP deteve 135 pessoas no fim-de-semana prolongado , Alto do Pina vence Marchas Populares de Lisboa , Alto do Pina venceu as Marchas Populares de Lisboa , As noivas de Santo António já não vão ao médico. Veja como tudo mudou , Santo António. Monte o seu estaminé, porque o santo da casa não faz todos os milagres , Depois do Santo António e S. João... chegou o S. Pedro , E as sardinhas vencedoras são… Festas de Lisboa têm novos símbolos , Festas da cidade de Lisboa arrancam hoje com espectáculo na Baixa , Sant'António quase a acabar , CP com comboios especiais na madrugada dos Santos em Lisboa

14 de junho de 2010

SANTO ANTÓNIO JÁ SE ACABOU...



(c) Santos & Santinhos


Não fui ao Santo António!

Malgrado qualquer intenção subjacente, nem sequer queimei um ramo de rosmaninho que colhera e guardara religiosamente para oferecer, em suaves e ascendentes nuvens de fumo, a este herói português lembrado e distinguido à conta de despeito de pertença, só porque os Patovinos o fizeram na fábrica de Roma um Santo de distinção.


Oportunamente visitei num ano anterior a este dia de 2010 o túmulo do Santo. Vi as suas relíquias e pasmei perante a visão daquele órgão emissor de vocábulos que aos peixinhos do mar soube ser isco à retórica. Também vi, num outro precioso relicário, as suas cordas vocais, o aparelho pelo qual vibrou o ar que produziu tais eloquentes discernimentos, enquanto por cá, acolhido com honras de estado, apenas se guarda um dedo tão magro quanto um osso de galinha ou palito de ir aos dentes.

Não comi sardinhas, não fui a um arraial da cidade, nem muito menos avistei marchas sofridas pela tirania de Alfama. Somente uns carapaus fritos com arroz de tomate, um suculento manjar que desde a aurora da razão me faz sentir enlevado e aturdido de satisfações. Não saltei fogueiras, nem muito menos sacrifiquei uma alcachofra na demarche de um oráculo venusiano.

Entregue à ara de Morfeu, refreando ânimos das devassas do passado, recolhi-me e dormi porque não fui ao Santo António!


News about:

Marcha de Alfama vence concurso
, Marchas de Lisboa: Alfama vencedora da edição deste ano , No casal Ventoso também se plantam manjericos , Marcha de Alfama convenceu o público pelo segundo ano consecutivo

15 de junho de 2009

O DIA DE SANTO ANTÓNIO...


Inspirado em famoso Sermão
Fui à praia pôr-me ao Sol
Soube-me tão bem dia:
Bendito sejais St. António!




Então vi peixes e peixinhos
Baleias, tubarões e carapaus
Que deitados ao sol, em coro, diziam:
Bendito sejais St. António!




Em pacata esplanada sentado
Um quente café tomei
Contemplando os passeantes, pensei:
Bendito sejais St. António!




Ainda me lambuzei
Num fresco gelado tão bom!
Em êxtase efémero, exclamei:
Bendito sejais St. António!




Já no crepúsculo da praia
Na alta noite adiantada
Uma prece lhe enviei:
- Nunca me esqueceis, bom Santo!


NOITE DE SANTO ANTÓNIO - HÁBITOS E COSTUMES




O Balão folião!


O Manjerico brejeiro!



A Sardinha (coitadinha) no pão!


As Gentes cima a baixo!



O Balão esvoaçando ao fumo das Sardinhas
exasperado do cheiro a
"xixi"!


"CHEIRA BEM, CHEIRA A LISBOAAAAAAAAA!"


13 de junho de 2009

SANCTUS ANTONIUS IN OLISSIPO




SANTO ANTÓNIO

FERNANDO DE BULHÕES


Por entre Sardinhas e Manjericos em 15 de Agosto de 1195
Onde nós sabemos em 13 de Junho de 1241


20 de janeiro de 2009

SANTO ANTONIO OU A NOTA DE 20 ESCUDOS!




A gorjeta de um prato de arroz-doce!


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