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4 de dezembro de 2008

O SANTO DO MISSAL DA AVÓ!



A avó tinha um pequeno Missal, herdado da sua mãe que por sua vez tinha sido oferecido por uma Senhora - não a Senhora da Graça pois essa do seu altar envidraço só sorria e olhava, ou olhava e sorria!

Pequeno em estatura, porém grosso na espessura. Era um livro com trinco com 2 capas pretas grossas, lavradas com motivos religiosos e embutidos dourados, das quais ele só conheceu uma - hoje já nem isso! Mesmo assim ainda é um belo, o pequeno e preciso exemplar que serviu anos a fio, depois do uso dominical das beatas Senhoras - desde os tempos de Leão XIII - ás missas do pequeno rapaz, onde ficou ainda mais amarelado.

De entre as figuras que nele figuravam, parecia-lhe, aos seus olhos de rapaz pequeno, existir um Santo com ar carrancudo. Mais! Mais que isso, tinha um crucifixo na mão com que parecia enxotar, que nem moscas, os Anjinhos que em torno da sua cabeça esvoaçavam... Enxotava-os com uma mão e com a outra dizia para onde, como quem diz: "Fora!"




Pois é... era o S. Francisco Xavier e esta a imagem do missal - que o pequeno rapaz muitas vezes confundia com o de Assis, apesar das mil explicações em contrário!

"Mas porque faz ele mal aos anjinhos? Ainda por cima eles riem-se dele"

"Que marotos, por estarem a fazer pouco e arreliar o Santo..."

"Mas eles não deviam ser amigos?"


Eram estes, pois, os seus pensamentos sempre que passava pela página da oração de São Francisco (oração pela conversão dos gentios, que dá de prémio a quem a fizer: 300 dias de indulgências - é quase um ano. Duas orações destas por ano, e fazemos tábua rasa de sobra aos nossos pecados!).

Anos mais tarde, na adolescência, recebeu como presente uma Historia Universal em Banda Desenhada, comprada pelo pai a umas meninas que vendiam livros porta-a-porta - ciente da educação dos filhos, o pai sempre teve o hábito de comprar livros complementares, que lhes ajudassem. Facto que fomentou ainda mais no pequeno: O gosto pela leitura, pela história, cultura e todas as formas de arte do passado.



O Pirata e o Santo, era uma das suas histórias favoritas que leu vezes sem conta. Passando assim a conhecer mais de perto o exemplo de Francisco Xavier teve por ele grande admiração e devoção em toda a adolescência. Chegou mesmo, um dia quando tinha 12 ou 13 anos, a receber uma pequena estátua em terracota que lhe fora trazida de Navarra, a qual chegou cá com a cabeça partida... vicissitudes da viagem!



ORAÇÃO E HINO A SÃO FRANCISCO XAVIER





in site Biblioteca Nacional de Lisboa http://purl.pt/11467



3 de dezembro de 2008

FRANCISCO XAVIER, O SANTO EM CARNE




Corpo Incorrupto ou Sagradas Relíquias
de Francisco Xavier


A maior curiosidade sobre Francisco Xavier, reside na incorrupção do seu corpo. Este facto verificou-se logo 3 meses após a sua morte.

O melhor documento deste acontecimento é descrição pormenorizada, em 1554, pelo Padre Melchior Nunes Barreto em carta a Inácio de Loiola.

Tendo falecido na China, o corpo foi enterrado na praia sobre camadas de cal-viva, pretendendo-se assim que em 3 meses, altura da partida dos navios para Malaca, transportar as ossadas - tendo em conta que um processo normal de decomposição tem tradicionalmente 45 dias, e um corpo pode resistir até 15 dias antes de iniciar qualquer processo.

Feita a exumação, verificou-se que o corpo exalava um odor suave e agradável mantendo-se intacto, fresco e rosado. Estupefacção! Incredíveis, ficaram ainda mais impressionados ao executarem um corte no joelho do cadáver, do qual jorrou sangue - prenuncio do milagre, e sorte ainda mais impressionante!

A 23 de Março de 1554 chegou a Malaca, onde foi sepultado com solenidade na Igreja de N. Sr. do Monte. Meses mais tarde, foi transferido para Goa onde ocorreu a primeira exposição solene, sendo depois sepultado na Igreja de S. Paulo.

Em 1560, após a demolição desta igreja, foi, ao fim de algum tempo, sepultado na Basílica do Bom Jesus onde permanece até hoje.

Em 1614, atendendo à vontade do superior da Ordem Jesuítica, foi-lhe amputado o ante-braço para ser enviado como relíquia para Roma. Novamente estupefacção! Durante a operação o cadáver voltou a jorrar sangue. Cinco anos depois, o restante braço dividido em 3 partes, foi enviado para Cochim, Malaca e Macau. No ano seguinte, ser-lhe-iam removidos os órgãos internos, para serem distribuídos por vários pontos do Mundo.

Em 1955, depois de contínuos exames médicos, foi declarado o "fim do milagre". O corpo incorrupto passaria somente a ser designado como: As "sagradas relíquias" de Francisco Xavier.

Exposto ao público em cada 10 anos, ao todo, somaram-se somente quinze exposições solenes prevendo-se que o corpo passe a ser exposto em carácter permanente.





Denomina-se por Santo em carne, segundo os princípios da Igreja de Roma, todo o corpo que após a morte não se decompõe nem entra em estado de putrefacção. Fenómeno observado nos meios Cristãos e Católicos, crê-se que o principio resida na postura de vida sóbria - na dieta regrada - e os sepultamentos em criptas - na ausência de oxigénio e outros factores favoráveis.

Tem as suas variantes em meios não Cristãos. Na cultura Eslava, está associado ao mito dos Vampiros ou seja o inverso, o negativo do Cristianismo, o anti-Santo, a oposição e criação Demoníaca.


O IRMÃO EM CRISTO... FRANCISCO XAVIER




São Francisco Xavier
- O Apóstolo das Índias -
(1506 - 1552)



Na madrugada de 2 de Dezembro de 1552, morre em Sanchoao - na China - o Padre Jesuíta Francisco Xavier.

Intelectual e homem de humanidades, formado nos melhores colégios de Paris, foi inspirado pela espiritualidade de Inácio de Loiola, aderindo à causa de Cristo. Diplomata e poliglota nato, fez-se homem simples, humilde e disponível capaz de compreender a essência humana e converte-la a um melhor principio. Prático, pragmático e determinado, só ganhando rubor na fé sempre que a palavra de Jesus tocava a sua língua e lábios, soube usar todos os seus conhecimentos e potencialidades como instrumento da fé.

A sua exemplaridade, só comparada aos primeiros Apóstolos, no empenho e dedicação à fé , no amor a Jesus e ao próximo: convertia fiéis, atraídos pela subtileza com que lhes chegava e lhes arrebatava o coração - ou seja pela integração em oposição à imposição.

Foi o primeiro Europeu a entrar no Japão, e em todo o Oriente - "do Cabo da Boa Esperança até aquém e além Ganges" - soube expressar-se nas línguas nativas com a mesma exaltação e compreensão das línguas europeias.

Por onde passou foi marco humano de carisma, e... deixou "SAUDADE".

Tendo assistido a tantos na hora derradeira, morreu sem poder receber da Igreja o que soube extremosamente dar a outros.

Canonizado em 1622, por Urbano VIII. Recebeu da Igreja de Roma o reconhecimento, de, em vida e pessoalmente, ter sido o missionário que mais converteu fiéis ao Cristianismo - mais que o Apóstolo Paulo, antes e depois - merecendo a distinção de APÓSTOLO DAS ÍNDIAS. Foi proclamado: Em 1748, por Bento XIV - PADROEIRO DE TODOS OS POVOS DO ORIENTE; em 1904, por Pio X - PADROEIRO DE TODAS AS MISSÕES; e pelo mesmo, posteriormente - PADROEIRO DE TODAS AS OBRAS MISSIONÁRIAS PONTIFÍCIAS; por Pio XII - PADROEIRO DO TURISMO ESPANHOL e PADROEIRO DA REGIÃO DE NAVARRA; João Paulo II, chamou-o de: PRÍNCIPE DOS MISSIONÁRIOS e APÓSTOLO MUNDIAL DOS TEMPOS MODERNOS.



"Vosso amygo e hirmão em Christo"
Francisco




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