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19 de setembro de 2010

A SÍNTESE DE UMA VIAGEM

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A viagem de Bento XVI ao Reino-Unido e toda a onda de crescente indignação, contestação e protesto mundial que fomenta a grave crise que Igreja actualmente vive em conjunto com recta e destemida postura de Ratzinger, face ameaças terroristas e outros perigos de grandeza, sugere cada vez mais  a lembrança das palavras do já revelado e interpretado Terceiro Segredo de Fátima, a tal mensagem deixada pela Virgem a três crianças de compreensão limitada, naquela passagem que diz o seguinte:

"/.../ um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros ..."
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24 de maio de 2010

SANTA QUITÉRIA - O FIM DO DIA



(c) Santos & Santinhos
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ARGOLAS E CAVACAS DE SANTA QUITÉRIA

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Para adoçar a boca, enquanto não passa o andor, ou para mais tarde em casa recordar o dia, a nobre arte da Cavaca e seus aparentados são ainda possíveis encontrar nestas festas de romarias tal como uma variada doçaria tradicional de venda livre, à antiga portuguesa.



(c) Santos & Santinhos


Em Meca são tradicionais as Argolas-de-Santa-Quitéria enlaçadas por fitas encarnadas que tal como nos pãezinhos de Santa Quitéria (que não os vi por nenhum lado), serviam para que depois de ingeridos fossem usados como amuletos - atados ao pescoço ou cozidos na roupa -, preservativos contra a raiva (revista lusitana pág.110).


(c) Santos & Santinhos


Mas nas bancas há de tudo: Cavacas, Cavaquinhas, Argolas de Santa-Quitéria, Beijinhos, Suspiros, Ferraduras, Pão doce, Queijadas, Amendoim caramelizado, etecetera e tantos que aqui ficam por lembrar, entre a pevide, o amendoim, o caju, o pistáchio e o tremoço!

Portugal que ainda sobrevive nas suas tradições populares, e enquanto houver lembrança há esperança!



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SANTA QUITÉRIA DE MECA - A PROCISSÃO

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(c) Santos & Santinhos



(c) Santos & Santinhos



(c) Santos & Santinhos



(c) Santos & Santinhos



(c) Santos & Santinhos



(c) Santos & Santinhos


A BASÍLICA DE SANTA QUITÉRIA DE MECA



(c) Santos & Santinhos


Mateus Vicente,
Arquitecto


A SANTA QUITÉRIA DE MECA



(c) Santos & Santinhos

A imagem que se venera desde o seu encontro.


Santa Quitéria de Meca,
Ora pro nobis


23 de maio de 2010

SANTA QUITÉRIA - VÍRGEM E MÁRTIR



(c) Santos & Santinhos


O martírio de Quitéria
Pedro Alexandrino

Basílica de Santa Quitéria de Meca
Alenquer




O seu nascimento, a par das suas oito irmãs gémeas, em 120, na cidade de Bracara Augusta, touxe-lhe o repúdio maternal no assombro do considerado acto de terrifico macabro que a mente humana por não saber explicar assim julgou.

Cálcia Lúcia, a mulher do governador romano Lúcio Caío Atílio Severo, que administrava o convento romano da Lusitânia correspondente à actual zona norte de Portugal e da Galiza, estando de esperanças entrou em trabalho de parto. Surpreendendo a parteira e as assistentes do parto deu à luz, não uma ou duas crianças, como seria comum, mas nove, sendo todas elas perfeitas e do sexo feminino. Número que não lhe inspirou bons augúrios neste fenómeno que natureza considerou no seu ventre, e, que a seu ver, era aberrante. Cheia de temor e superstição, receando ter colocado no mundo alguma monstruosidade, pelas consequências invariáveis que esta gesta lhe pudesse vir causar, sobretudo pelo rigor do seu marido, incube a parteira que lhe assistiu de com a maior descrição matar as crianças, afogando-as num rio não muito distante. A parteira, de nome Cilía, mulher boa e cristã, com um olhar de maior simplicidade não vê nas meninas mais do que bebés desprotegidos. Comiserada e incapaz de prosseguir com a obrigação, entrega secretamente as meninas ao cuidado de Ovídio, o lendário Bispo de Braga.

As nove meninas enjeitadas, apressadamente baptizadas com a graça e nomes cristãos, passaram a ficar sob a protecção deste santo homem, que as entregando ao cuidado de diversas famílias cristãs da sua confiança, para melhor as educarem e guardarem, as vigiou sempre de perto com grande paternidade e o melhor zelo. Com a idade de 10 anos, as meninas, agora unidas e i
nspiradas na fé cristã, decidem viver num espaço patrocinado por Ovídio, onde levariam um vida dedicada à causa cristã.

Lúcio Caío Atílio Severo, desconhecedor de todo o assunto, encontrando-se
na altura do parto acompanhando o Imperador Romano, Adriano, em viagem pelas Espanhas, só anos mais tarde viria a tomar conhecimento do ocorrido quando por uma invectiva imperial contra os cristãos as meninas, agora com 15 anos, vieram à sua presença como prisioneiras. Conhecedoras da sua origem, colocando-se à mercê do destino, contam ao governador a história do seu malogrado nascimento. Perplexo, e uma vez certo da veracidade da narração, acolhe-as, dignificando-as com o seu nome e as regalias de nobres da sua condição. Porém, um único requisito para a salvação oferecida: renunciar à vida e à causa cristã, prestando doravante tributo aos Deuses romanos.

A Quitéria, Severo, propõe-lhe um imediato casamento com
um tal de Germano, um nobre e cortesão da sua casa. Quitéria, tal como as irmãs, pedem tempo para ponderarem as suas decisões. Uma vez sozinhas difundem-se, fugindo por montes e vales. Quando Severo se apercebe do engodo, ordena ás suas hostes uma perseguição em demanda das meninas. Quitéria, sem a sorte das irmãs, é capturada. De novo na presença do pai, este ainda com largo benefício, pede-lhe que pense melhor, sobretudo nas promessas de casamento, aliciando-a com o garboso e rico noivo. Ganhando tempo, foge novamente, desta em conjunto com 38 prisioneiras da invectiva imperial.


(c) Santos & Santinhos

A conversão de Sentinelas no Cárcere
Pedro Alexandrino

Basílica de Santa Quitéria de Meca
Alenquer



Refugiadas no monte Pombeiro, na zona de Felgueiras, este indiscreto grupo de cristãs foragidas em pouco tempo vêm-se novamente capturadas e prisioneiras no seu próprio refúgio. No monte, as jovens impressionam os sentinelas pelas suas convicções maiores levando alguns à conversão. Por fim, e uma vez mais interrogada, agora por emissário de Severo, Quitéria, avança dizendo, ser noiva mística de Jesus Cristo, e por essa ligação não pode aceitar um outro compromisso nupcial. Então, Severo, inclemente por esta recusa, em sinal do seu poder, dita a sua morte e para se certificar da execução ordena que seja o próprio Germano a perpetra-la.

Sem que conste na sua hagiografia que tivesse sido torturada, mais do que a pressão psicológica já narrada, em oposição aos procedimentos físicos que antecedem o martírio de tantas jovens ou virgens de convicção cristã inabalável, consta apenas que não ofereceu qualquer resistência.


Subindo ao monte de espada erguida, Germano, acompanhado por um bando de carrascos acercam as jovens desferindo-as de morte. Uma vez decepada, numa sentença que acusa a sua nobreza, e, jorrada pela cor do martírio, Quitéria, levantou-se perante o pasmo de todos. Pegando na sua cabeça, numa pantomina espectacular de maravilhoso macabro, atenta pelos olhares incrédulos e alvos de horror, encenou uma caminhada até à vila mais próxima enquanto os carrascos, perplexos, sentenciados pela injustiça cometida, caíam por terra com a vista turva e cheia de escuridão.

Chegada ás portas do tal lugar, Quitéria, desfalecendo sem vida ou qualquer outro impulso, foi acolhida e sepultada com grande dignidade e sentimento de piedade.
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22 de maio de 2010

SANTA RITA TUDO TORNA POSSÍVEL



(c) Santos & Santinhos

Santos da casa fazem milagres


Hoje é dia de Santa Rita
Advogada das causas impossíveis.


Ora pro nobis


Em dia de Santa Rita, beata italiana (filha única, mãe, viúva, religiosa e estigmatizada), o Inter de Milão vence o jogo decisivo da liga dos campeões rematando com dois golos o Bayern de Munique, empurrando-o para um lugar que não o do triunfo.

Mourinho fez saber que a todo o custo iria dar a vitória ao Inter. Ora, o Inter, desde 1965, depois de rematar o nosso Glorioso, nos tempos do temido Pantera Negra (talvez a mais gloriosa papoila saltitante), nunca mais ganhara tal distinção e 45 anos depois, esmorecida a esperança, só mesmo com a intervenção de um grande força sobrenatural, como a da beata de Cascia, ou Cassia, como por cá se diz, se valeu ao título e aos golos da vitória.


Santa de devoção universal, quem sabe hoje especialmente mais lembrada e ferozmente procurada por italianos e alemães (em preces, invocações ou promessas), Rita de Cássia, sobranceiramente, preferiu apostar na equipa da sua casa favorecendo os Lombardos e as ambições maiores de Mourinho, aquele que também tudo torna possível, tornando assim o dia de hoje duplamente festivo para todos os crentes italianos: crentes da fé, para todos aqueles que durante o dia ocorreram ás igrejas em busca da bênção da santa, na deposição, em pose solene e tridentina, de uma sua relíquia sobre a testa; e os crentes desta vitória, que incrédulos foram abençoados com os dois golos.



15 de maio de 2010

DUAS QUADRAS E UM REFRÃO PARA SÃO BENTO

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Queremos Deus! homens ingratos
Ao pai Supremo, ao Redentor!
Zombam da fé os insensatos
Erguem-se em vão contra o Senhor.

Da nossa fé, ó Virgem,
O brado abençoai:
Queremos Deus, que é nosso Rei!
Queremos Deus, que é nosso Pai!

Queremos Deus, na Pátria amada
Amar-nos todos como irmãos,
E ver a igreja respeitada
São nossos votos de Cristãos.


Uma vez mais, e 100 anos depois, os cânticos religiosos contra os laicos, mações e anti-clericais usados na I Republica ressurgem com pertinência. Vale a pena recordar o mais popular de todos, sobretudo pela sua actualidade.
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