
ALEGORIA À MORTE DE BARTOLOMEU
Quando este post sair
O seu criador já não vive
A sua existência finou.
De amargura ei-lo caído
Esquecido e pouco compreendido
De um mundo às avessas e deturpado.
Jaz laico numa tumba enegrecida
A 7 chaves fechada a 7 chaves perdidas
Por sua vontade, daí não mais sair.
Horror se sair de lá
Vil e Cruel será
Demolidor de tudo quanto há.
Jaz num buraco frio e lúgubre
Verde de fleuma e de paz
Tranquilo de tristezas e mágoas.
Apodrece o corpo imundo
De uma famigerada alma
Que de sorte nada conheceu.
Já não vive Bartolomeu
Já não vive mais no mundo
Post-mortem, ei-o celebrando este post.
Memorial de uma existência
Do intimo de um ser patético
Se olhos de ver os teve, quem leu, o conheceu.

