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4 de agosto de 2009

MORREU O BARTOLOMEU




ALEGORIA À MORTE DE BARTOLOMEU


Quando este post sair
O seu criador já não vive
A sua existência finou.

De amargura ei-lo caído
Esquecido e pouco compreendido
De um mundo às avessas e deturpado.

Jaz laico numa tumba enegrecida
A 7 chaves fechada a 7 chaves perdidas
Por sua vontade, daí não mais sair.

Horror se sair de lá
Vil e Cruel será
Demolidor de tudo quanto há.

Jaz num buraco frio e lúgubre
Verde de fleuma e de paz
Tranquilo de tristezas e mágoas.

Apodrece o corpo imundo
De uma famigerada alma
Que de sorte nada conheceu.

Já não vive Bartolomeu
Já não vive mais no mundo
Post-mortem, ei-o celebrando este post.

Memorial de uma existência
Do intimo de um ser patético
Se olhos de ver os teve, quem leu, o conheceu.



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