"Quando começo a descobri-las [as ideias inatas], não me parece aprender nada de novo, mas recordar o que já sabia. Quero dizer apercebo-me de coisas que já estava no meu espírito, ainda que não tivesse pensado nelas. E o que é mais notável, é que eu encontro em mim uma infinidade de ideias de certas coisas que não podem ser consideradas um puro nada. Ainda que tenham talvez existência fora do meu pensamento elas não são inventadas por mim. Embora tenha a liberdade de as pensar ou não, elas têm uma verdadeira natureza e imutável"
Méditations Métaphysiques, “Méditation cinquième”, p. 97-99.
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