No tempo em que os crucifixos falavam reza a lenda da "crucificação" que o Salvador na sua derradeira hora, pregado ou amarrado na cruz, conversou com todos presentes - os intervenientes que nos vários evangelhos conhecemos neste episódio. Eram eles: Maria, sua mãe; Maria, a tia de Jesus (a dita mulher de Cleófas); Maria Madalena, a tal; João, o discípulo amado - todos chorando; dois malfeitores igualmente pregados ou amarrados às suas cruzes - respectivamente amaldiçoando e carpindo a sua sorte; príncipes dos sacerdotes, escribas, anciãos, o povo em geral e os seus chefes - todos zombando, rindo e troçando com vulgares anedotas; e soldados - com sentido indiferente. .
Durante este impasse, dilacerado pela dor, a fadiga e o desespero de tal castigo, que se afunilava no propósito da sentença, à qual nenhum Deus ex-maquina se apressou ali a baixar e consequentemente colocar termo à barbaridade que ali ocorria, quisesse assim Jesus - o abandonado, o vaiado e o apupado - com todo com o direito que a divindade que em si encerrava lhe assistia.
Distendido sobre o símbolo que todo o cristão venera, pacientemente, afogado no desespero daquela hora, com rasgos de lucidez que nele ainda faziam carreira entre os olhos e a sua brilhante meninge, ante a angústia e o desconforto desta forçada submissão e a visão que agora de tão alto, pela primeira vez tão acima colocado, estagiando o posto que ocupa faz dois mil anos, chorava enxergando o ensaio da realidade que há-de vir diante dos passos do mundo que aos pés da cruz já ali acorria e o contemplava.
Falando-lhes como podia sete foram as palavras que da cruz saíram. Sete palavras foram aquelas que do alto deste púlpito Jesus, o dilacerado, em dores e lágrimas de igual fortuna, brindou a sua derradeira assistência na tristeza da sua última hora dos que diante da cruz lhe faziam plateia. De todas é para mim a de maior relevo, a mais tocante e apaixonante aquela que traz o anúncio da salvação a um dos malfeitores. Palavras de esplendor e de esperança que ninguém pode ignorar na reconfortante promessa da feliz eternidade deixada ao pobre homem que privando com Jesus a angustiante pena se consciencializou do seu mal na verdade do que aquele fatal mistério encerrava. .
O dia 2 Fevereiro é data da festividade da Purificação de Nossa Senhora. Após dar à luz, segundo a lei, a parturiente era considerada impura só podendo pisar o solo sagrado do Templo 40 dias depois. Assim todas as mulheres nessa condição deveriam apresentarem-se nessa data perante o Sumo-Sacerdote, oferecendo o seu sacrifício, um Cordeiro e duas Pombas ou Rolas, para obtenção da purificação.
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Segundo Lucas, o Evangelista, José e Maria dirigiram-se ao Templo, onde eram esperados por Simeão. Simeão radiante, pegando o menino nos braços, louva a Deus dizendo:
"Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para alumiar as nações, e para glória do teu povo de Israel."
"Eis que este é posto para a queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado;"
Com base na profecia maravilhosa de Simeão, proclamadora que este menino seria Luz das Nações e a glória de Israel, o qual é apresentado por sua mãe, nasce o culto de N. Sr.ª da Purificação ou N. Sr.ª da Luz ou N. Sr.ª das Candeias ou Candelária (Brasil), o qual era celebrado com uma procissão de velas que representava o percurso da Luz de Deus, que é Cristo, que vinda por Maria é dada e aspergida ao mundo.
St. François d'Assises S. Francesco d'Assisi * S. Francisco de Asis Hl. Franziskuz v. Assisi * S. Franziscus of Assisi
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe;
é perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.