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21 de março de 2011

A MAIOR DAS VERDADES

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(c) Santos & Santinhos

Chamava-se João Manuel Serra e era conhecido como o "senhor do adeus" e já não está entre nós. Melindrado por este por mural pressenti estar perante um cenotáfio, o memorial de quem naquele  local passou tantas horas saudando quem por ali passava para afastar a solidão. Podia ser qualquer um de nós - sim, nós  aqueles que se devotam a passar horas no mundo virtual comunicando com um mundo mudo e mouco alegando não se estar como já se se encontra: hermeticamente sós e refugiados no isolamento do mundo acenando àqueles que por nela passam .
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11 de outubro de 2010

EXÉQUIAS FÚNEBRES - A DERRADEIRA DESPEDIDA

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Nem de propósito ao rito fúnebre já iniciado, hoje na Gulbenkian executou-se o Requiem de Mozart tal como nos dá conta João Gonçalves no seu Portugal dos Pequeninos.
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Sem repetições, para sermos originais, sem carpideiras, crepes negros e flores honramos neste funeral o cadáver que em três post assinalámos com esta longa Lacrymosa:
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Riposo e Pace
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10 de outubro de 2010

A PIRA DAS VAIDADES VAIDOSAS

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Caro leitor, ontem chamaram-me pedante.

Ocorre-me dizer, se a memória não me trai, que foi  a primeira vez em toda esta existência que me atribuíram tal palavra. Um simpático contributo para o enriquecimento do compêndio de nobres títulos qualificativos, apreciativos e depreciativos, com que me vão cognominando.

Ciente do significado desta agradável palavrinha da qual não encontrei em mim qualquer memória muscular capaz de despoletar repentinas alterações químicas e palpitações desenfreadas complementadas por rubores, trémulos e suores, pestanejando três vezes e  três vezes bocejando inquiri o meu interlocutor se estava certo sobre o seu judicioso termo.

Por certo continuará o seu caminho com a vista estropiada e vendada pela sua empoeirada crença insalubre,  um fervor monárquico decadente e ausente de modernismo e contemporaneidade, que nas suas doutas palavras de doutorada sapiência macaca, eco inflamado da sua participação no circo vimaranense, onde integrou a agitada ala dos primatas histéricos e ruidosos, sentenciou-me de ver no seu nobre senhor, o Pio, o propósito de Portugal recuperar apenas a sua história, acrescentando: antes um mau Bragança que este Cavaco!

Caro confrade, leitor assíduo desta nossa gesta, proprietário de um arvorado blogue de pouca monta e senhor lá da sua terra perdida nos confins deste país, à beira do Douro - num lugar onde por si Portugal deposita as maiores esperanças, quem sabe se dele a sair uma nova reconquista ou uma nova empresa marítima, quem sabe escondendo uma mina de ouro ou de diamantes ou quem sabe refundindo vastos cafezais debaixo dos tapetes e das alcatifas em vez de pó, piolhos e pulgas -, fosse o senhor e os seus amigos exemplos de integração desinteressada de valores sociais e humanos adaptados à realidade deste século, em vez de mamelucos de história bacoca de contornos queirosianos pejada de padres-nossos e avé-marias sifilíticas, e a indiferença generalizada da nação de certo vos abriria um sincero sorriso.

Pedante, essa teve graça. Bem haja!
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29 de setembro de 2010

O CÚMULO DO ABSURDO

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 (c) Santos & Santinhos


Comparar dois amantes separados por uma razão que não seja o amor e que não definhem mutuamente no termo da sua história como os jovens amantes de Verona é como dar a estes dois infelizes imortais uma alternativa desinteressante em desmazelo do terrífico encanto que originalmente encerram. É como dizer que encarnado não é o mesmo que vermelho, é como entrar na FNAC e dar "puns" como se não houvesse amanhã esperando que cheire a rosas ou  então como fazer redundantemente sexo anal esperando desse acto gerar uma longa prole. Enfim, a natureza das coisas não dá para mudar mesmo quando a sociedade evolui. Não está  nem nunca esteve nas nossas mãos.

Maria Callas morreu por amor e isso não a tornou numa Julieta como muitos gostariam, afinal foi apenas uma mulher rejeitada. Porém, a minha avó materna no dia em que o seu amado esposo partiu, uma vez que estavam separados pela doença, deixou-se envenenar pelo desgosto até sucumbir na expectativa do reencontro nesses lugares do além. A história é tristemente bonita mas sem a juventude dos protagonistas como poderá ela inscrever-se no panteão dos amantes de beleza eterna?

Por isso, caro leitor, não sou partidário das comparações já que elas reduzem e empobrecem a riqueza de uma história banalizando-a só pela vaidade da imortalidade ou da fama. Romance ou vida real, Branca e Ben-Afan assim como Pedro e Inês são meros amantes separados por causas que não o amor e não ascendem nunca a esse paraíso, tal como a neo-fabulação dos amantes de Verona  sobe égide americana  não atinge a perfeição uma vez que Maria segue a sua vida e dela mais nada sabemos. Em súmula, chamemos os bois pelos nomes e não por afinidades!
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Logo à noite D. Branca esmiuçada musicalmente em São Carlos!
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23 de setembro de 2010

LES INTROUVABLES

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Ao fim de 3 dias na Faculdade encontrei o menino Tonecas... também cá anda!
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