(C) Santos & Santinhos
Annina: Como está ela, doutor?
Dottore: A tisica não lhe dará mais que umas horas!
Dottore: A tisica não lhe dará mais que umas horas!
La Traviata, III acto
G. Verdi/Francesco Maria Piave
Com pompa e circunstância anunciou-se hoje em São Carlos, em conferência de imprensa, a nova temporada lírica nacional num momento presidido pelo actual Director do Teatro, o maestro Martin André, ajudado pela presença da Ministra da Cultura, a conhecida pianista Sr. Gabriela Canavilhas, e pelos Prf.. Jorge Salavisa e o Sr. César Viana, representantes da administração da OPART, e uma mão cheia de curiosos e insdiscretos que a quiseram escutar. Assegura-se assim que Lisboa, não obstante o caos financeiro lançado pelo Sr. Damman, não será privada de uma temporada de ópera. Afinal, de esperanças no ar e cheio de novidades, revitalizado, o teatro de ópera ainda vive na sua sobrevivência.
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Descortinando o cozinhado do novo director entre ajudas, mais valias e conselhos de antigos e esquecidos recursos, conseguiu-se o milagre da multiplicação das produções a apresentar sem que isso signifique uma gorda temporada. Aliás, e sem ilusões, será magra, light e sem sal desprovida de stars pecando pelos experimentalismos que nela se irão realizar com a presença de cantores, encenadores e compositores portugueses em grande número sem que isso signifique brilhantismo e que será sobretudo sinónimo de imaturidade, inconsciência e hedonismo. É necessário observar, caro leitor, que a ópera enquanto teatro e espectáculo não tem os mesmos timings do teatro declamado, do musical, da revista do parque mayer e muito menos dessas perfomances que por aí se vendem e se comem como espectáculos de luxo à conta do barulho das luzes; e que o público pagante não se pode compadecer de favoritismos e facilitismos. Antes pouco e inesquecível, com o melhor dos dois mundos, do que muito e sem graça... Assim, à esboçada temporada do anterior director, que não assegurava mais do que 3 ou 4 óperas, de certo com a qualidade duvidosa que nos andava a brindar, aparecem agora 10. Serão elas:
Dona Branca do Keil (que vergonhosamente sofreu as maiores misérias quando do seu cancelamento. Factos coroados, como se sabe, por suspeitas difamações, processos jurídicos e motivos de afastamentos/despedimentos);
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Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni, em versão de concerto;
Hansel und Gretel de E. Humperdinck, assegurado pelo Estúdio de Ópera deste Teatro;
Paint me do Luís Tinoco, em inglês, em estreia mundial;
Kátìa Kabanová de L. Janácek;
Gianni Schicchi de G. Puccini, no formato de ópera encenada e em versão de concerto comentado, pela conhecida apresentadora de programas de televisão a Sr. Barbara Guimarães;
Blue Monday de G. Gershiwn, a partilhar a mesma noite de Gianni Schicchi;
Banksters de Nuno Côrte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, em estreia mundial;
Il Capello di paglia di Firenze de Nino Rota, o conhecido autor das bandas sonoras de L.Visconti e F. Fellini;
Carmen de G. Bizet.
Será de salientar: o regresso de uma ópera de Alfredo Keil, Giacomo Puccini e de Leos Janacek há muito ausentes e carentes de audição; e a presença de Marco Vinco, Carlos Guilherme, José Fardilha e de Jorge Vaz de Carvalho como os melhores valores vocais a serem apresentados.
Nos concertos sinfónicos e corais sinfónicos, melhor estruturados, os grandes ausentes são os compositores portugueses de maior valor que continuam votados à discriminação. Onde ouvir Vianna da Motta, Freitas Branco, Frederico de Freitas ou Jolly Braga Santos? Só mesmo na Fnac, ao adquirir um disco de uma qualquer gravação datada e ausente da melhor qualidade.
O concerto inaugural, que decorrerá como festa de gala, será já no próximo dia 25 de Setembro com início marcado ás 19h30m e com acontecimentos musicais alargados às arcadas, à varanda e ao salão nobre do teatro precedendo o único momento verdiano de toda a temporada.
NEWS SWEN NEWS
São Carlos: Vinte espectáculos integran a nova temporada , Ministra alerta que "colapso do estado" exige alternativas de financiamento da Cultura
Dona Branca do Keil (que vergonhosamente sofreu as maiores misérias quando do seu cancelamento. Factos coroados, como se sabe, por suspeitas difamações, processos jurídicos e motivos de afastamentos/despedimentos);
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Hansel und Gretel de E. Humperdinck, assegurado pelo Estúdio de Ópera deste Teatro;
Paint me do Luís Tinoco, em inglês, em estreia mundial;
Kátìa Kabanová de L. Janácek;
Gianni Schicchi de G. Puccini, no formato de ópera encenada e em versão de concerto comentado, pela conhecida apresentadora de programas de televisão a Sr. Barbara Guimarães;
Blue Monday de G. Gershiwn, a partilhar a mesma noite de Gianni Schicchi;
Banksters de Nuno Côrte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, em estreia mundial;
Il Capello di paglia di Firenze de Nino Rota, o conhecido autor das bandas sonoras de L.Visconti e F. Fellini;
Carmen de G. Bizet.
Será de salientar: o regresso de uma ópera de Alfredo Keil, Giacomo Puccini e de Leos Janacek há muito ausentes e carentes de audição; e a presença de Marco Vinco, Carlos Guilherme, José Fardilha e de Jorge Vaz de Carvalho como os melhores valores vocais a serem apresentados.
Nos concertos sinfónicos e corais sinfónicos, melhor estruturados, os grandes ausentes são os compositores portugueses de maior valor que continuam votados à discriminação. Onde ouvir Vianna da Motta, Freitas Branco, Frederico de Freitas ou Jolly Braga Santos? Só mesmo na Fnac, ao adquirir um disco de uma qualquer gravação datada e ausente da melhor qualidade.
O concerto inaugural, que decorrerá como festa de gala, será já no próximo dia 25 de Setembro com início marcado ás 19h30m e com acontecimentos musicais alargados às arcadas, à varanda e ao salão nobre do teatro precedendo o único momento verdiano de toda a temporada.
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