O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem. Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de facto só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade,chamados a julgar e condenar uma existência.
13 de novembro de 2009
DISSE NIEZTSCHE:
O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem. Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de facto só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade,chamados a julgar e condenar uma existência.
3 de fevereiro de 2009
O PROFETA ANUNCIA:
"Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência. Não há príncipio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agitagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado-e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!"
AS FARPAS, 1871
Eça de Queiroz
(Escritor e Diplomata Português)
2 de fevereiro de 2009
OS CANALHAS/THE BASTARDS... MAIS DOR!
A CARBONÁRIA
By Joel Serrão
(Historiador Português)
in Dicionário de História de Portugal, vol.I, pag. 481-2
Adelino Marques
Alberto Costa
Alfredo Costa
António Albuquerque
Aquilino Ribeiro
Domingos Ribeiro
Fabricio de Lemos
Joaquim Monteiro
José Maria Alpoim
José Maria Nunes
Manuel Buiça
Raul Brandão
Virgilio de Sá
Xímenes
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MANUEL BUIÇA
ALFREDO COSTA
Os anti-heróis, Alfredo Costa e Manuel Buiça, mortos no local, foram sepultados no Cemitério do Alto de São João. Em 1914, ergueu-se no local um monumento que foi desmantelado no Estado Novo, tendo sido os corpos trasladados para local não identificado.
RAUL BRANDÃO
Escritor português. Muito esquecido, conheceu recentemente a renovação do seu nome com a republicação do seu livro EL-REI JUNOT, considerado a sua melhor obra e tido hoje como obra de culto, recuperado para assinalar os 200 anos das Guerras Peninsulares.
AQUILINO RIBEIRO
Escritor português de nomeada. Em consequência da sua obra literária foi transladado em 2007 para o Panteão Nacional, já no Governo do actual Ministro de Portugal - não obstantes as vozes em contrário lembrando a culpas directa na morte do Rei e do Príncipe Real.
É este o estado da Nação:
O Governo favorece a memória de terroristas...
... a eles devemos a ruína actual da Nação e a pobreza do Estado!
... A DOR DE SER PORTUGUÊS
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