Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desenho. Mostrar todas as mensagens

13 de maio de 2010

O DIA DE HOJE



(c) Santos&Santinhos


13 de Maio de 2010
Quinta-Feira

Dia de N. Sr. de Fátima

e

Dia da Ascensão do Senhor
Quinta-Feira da Ascensão

ou

Dia da Espiga
Quinta-Feira da Espiga

e

Dia da Austeridade
Quinta-Feira de Misérias

ou

O início da crise social
Quinta-Feira (a primeira) do vale tudo pois já não vale nada!

.

3 de maio de 2010

16 de março de 2010

NEWS SOBRE NEWS

.

.
.

8 de março de 2010

3 de março de 2010

PENSAMENTO DO DIA!

.

.
O Pénis que tudo fornica

.
Quando Deus fecha uma porta...
abre a berguilha e fode a vida a alguém!

.

Adágio popular arranged by me
.

5 de janeiro de 2010

E VÓS, SABEIS QUEM SOIS?




E esta hein!

24 de dezembro de 2009

SERÁ CHUVA, SERÁ VENTO... FUI VER E ERA UM TORNADO!




Inerte e sem reacção! Impávido e incrédulo vi os elementos alterarem-se assistindo da janela do meu scriptorium ao poderoso tornado que no cruzamento da rua da minha casa achou eixo e rodopiou como um pião. Do telhado, senti serem arrancadas telhas que pelo sótão se arrojaram o tecto com agudo som; na rua, senti portões caírem e ouvi vidros estilhaçarem-se; vi o enorme e frondoso eucalipto, aqui da frente, com um tronco da grossura de 5 homens adultos, vergar-se como um condenado oprimido perante o seu carrasco; vi os cabos eléctricos aéreos, que cruzam a rua, chicoteando-se uns nos outros riscando faíscas no negro escuro da noite sem luz; vi com horrendo sentir, a natureza acordar e rir-se da fragilidade humana sobrepondo-se autocraticamente sem assertividade nenhuma; não ouvi, como outrora, mulheres gritando que o mundo vai acabar suplicando a intercessão divina através de rezas e rezinhas... já morreram todas! Porém, ouvi uma voz dizer, comentando:

"Será o que Deus quiser,
e sobre isto nada podemos fazer"


(Deus uma vez mais... que quer Ele desta vez? Não saberá Ele que é Natal e por cá queremos, pelo menos nestes dias no ano, harmonia e paz? Quer assim estragar-nos o Natal. Sim, o Natal, a festa do nascimento do seu filhinho, o "Deus menino", aquele que pode ser sinónimo de pandemia. E sobre este aspecto não me quero debruçar mais. A ser Ele o responsável disto tudo, não merecerá mais do que a indiferença a este seu capricho de criança mimada, só para apoquentar e desassossegar o pobre homem que até numa distinta lição de catequese aprendeu a ser tolerante e nunca vingativo...).

Engane-se então o caro leitor, se acha que isto foi um belo espectáculo. Sopro ou não de um Deus aborrecido, o temporal e ontem não foi um belo espectáculo de se ver e de se sentir, foi antes um tempus horribilis que durante uma hora petrificou e enervou quem o presenciou, da mesma forma de quem há uma semana atrás se assustou e assim sentiu com o abalo de terra. É caso para pensar:

"- O que teremos na próxima semana?"


Por agora, melhor espectáculo não houve hoje como assistir à fiabilidade do mundo moderno e tecnológico e suas promessas. Falta de luz, multibancos, redes telefónicas e Internet... vem um vento, e ficamos sem eira nem beira, e como a Alice no belo país das maravilhas, ou aquele que fica por detrás do espelho, mingamos perante tal provação da tirania dessas rainhas de Copas ou de Espadas. Bullshits!... ou em bom português, os tomates do padre Inácio!

Jantar à luz de velas e serão com a Rádio a tocar e assim se recuou no tempo,como disse o pai...

Por agora, como a força da energia que aqui chega é fraca e não tem potência de fazer vibrar um aquecedor, com os pés gelados vou aquece-los no quente da minha cama esperando um noite sossegada sem mais admoestas bizarrias.



4 de dezembro de 2009

NO DIA DE HOJE





Segundo a tradição familiar as decorações natalícias só se realizavam na semana anterior ao natal. Capitulada pela generalização dos novos tempos, fixou-se a 8 de Dezembro, no dia da Srª da Conceição, em que a disponibilidade da tarde desse dia era para essa realização - data que hoje se vê antecipada pela entrada do mês.

Aqui no blogue, impossibilitado de uma temporal tradição secular, aconteceu hoje darmos azo ao zelo natalício inaugurando a nossa ecológica árvore-de natal resumida a uma folha de papel - não reciclado - e a canetas de feltro com tampas ventiladoras, não vá eu engolir alguma.


2 de dezembro de 2009

AINDA POR RESTAURAÇÃO





Viva a Restauração... dos bigodes!


30 de novembro de 2009

UM ANO DE BLOGOSFERA VII - UMA CONFISSÃO - UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE QUEM NADA SABE DE NADA EM DESFECHO


21 de Novembro de 2008...


Um antagónico momento de solidão crescente haveria de lançar no éter informático um blogue. Um blogue premeditado! Uma ideia de mural internético de aforismos curtos ou alargados no qual haveria de fazer chegar a algures ou nenhures uma pequena voz, e, em lives de megalomania obsessiva e excêntrica, quanto um doido pode alcançar, ser tão popular como antes e depois não haveria de existir outro igual, helás! Cheio de genica o arremessei, e pois bem, qual Spuntik, ei-lo no ar!


29 de Novembro de 2009...

30 é o número estatístico de visitas diárias. Ah pois, somos tão procurados nesta blogosfera que até o Pacheco Pereira se envergonha do seu tão afamado blogue. Ele e o mediático 31 da Armada, naquele famoso dia em que redundantemente embadeiraram de azul e branco o céu de Lisboa.

Apesar do extenso rascunho, que hoje ganha o seu término, este acto em cada instante parece um exercício sem fim. Sem inspiração, escravo da minha vontade ante a obrigação que me impus, desespero perante este bloco de matéria-prima, sem que o mesmo se capacite, como que por artes mágicas, de uma auto-transformação ou ainda em suaves toques de perlim-pim-pim de se fazer fluir prazenteiramente dos dedos para o teclado como nas anteriores composições. Carpindo copiosamente, tentando sensibilizar o leitor num ludibriante esquema de comiseração, já irritado até à alma, penso: que bom era estar munido de uma técnica infalível que neste momento seriam socorro a esta monótona campanha, aihmè, onde somar 1+1 ou 2+2, ou qualquer outra reflexão de resposta directa e pragmática, seriam o fármaco a esta indisposição. Lá diz a vox populis
, que é força de lei neste sítio:

"Quem de bom instrumento excretor é desprovido, não se investe em sodomita"


21 de Novembro de 2008...

Com timidez segui a minha estrada. A net, caro leitor é pois ainda um mundo sem regras nem doutrinas fixas de leis imperiosas, onde tudo é
sem norma expressão máxima de alguém. Nela misturam-se e entrecruzam-se modelos e conceitos, estilos e modas num aprumado ecletismo, sem policiamento ou comissões inspectoras, onde o único critério nesta arte de combinar é por excelência o emprego do bom-gosto. O bom-gosto, no sentido aqui empregue, na capacidade de exposição das mais diversas matérias, é o único artifício capaz de garantir a atracção e interesse ao comum visitante. Assim a graça, o humor, a espontaneidade, a audácia, a originalidade ou efeitos surpresa são características essenciais a qualquer verborreia que não têm a força de lei como os media institucionalizados - como imposições obrigatórias enquanto veículos sorrateiros de informação a quem quer estar à melhor altura de poder deslizar e competir socialmente. Mas isso são coisas do mundo real... aqui, neste horizonte sem fronteiras, convenientemente luso, já que se refere ao espaço virtual da nossa nação, em que se escreve quase exclusivamente em português, todos somos Camões ou Pessoa, ou ainda neste idioma num gosto estrangeirado de influências, todos somos literáriamente um Camões - outra vez Camões, que admiramos e desprezamos, por isso criticamos -, um Garret, um Herculano, um Eça, um Virgílio Ferreira ou qualquer outro nobre nome literário idealizado segundo esta cláusula, a seu preceito. Nutrimos de uma especial admiração por Saramago, apesar de não gostarmos da totalidade da sua obra. Simpatizamos ainda com um Lobo Antunes e os seus confusos arremessos que nos dão a volta à meninge, assim como de tantos outros que agora serão demais aqui citar. Gosto destes, dos implícitos anónimos, e acabou-se!


29 de Novembro de 2009
...

O dia caminha ainda para a hora terça, e espero finalizar este rosário antes que chegue o almoço dominical de um esperado prato no forno, que hoje se adivinha Bacalhau - pelo peixe que se deixou expiar enquanto nadava morto, ali num recipiente na cozinha. Iguarias comensais duplamente em vias de extinção, sendo uma delas o simples facto de ainda não ter dedicado tempo e atenção à sua confecção - pelas mais honrosas e caras mãos que conheço. Não há, nem nunca haverá melhor sabor do que a comida da nossa materna casa. Resquícios da ligação umbilical que nos une a esse ser extraordinário e que o torna tão singular. Uma manipulação natural, é certo, ao retorno pavloviano de um filho à asa maternal.




21 de Novembro de 2008...

Retomando!


29 de Novembro de 2009...

Não consigo adiantar-me. Tudo me distrai... O mês está mesmo mesmo a finalizar e só voltará no próximo ano! Até lá, a continuar nesta morosa lenga-lenga cansaria o leitor, levando-o a fugir destas entediantes pachochadas de trazer-por-casa sem novidade, que se sabem capazes de enfastiar o mais farrusco e menos dotado Diabo, alinhado no topo inferior da longa hierarquia demoníaca, tendo no lamechismo o Divino-lá-de-cima como coaching de cada jornada. Ele gosta destas promiscuas parolices bem meladas, já se sabe, e isso caro e apreensivo leitor-que-expressa-por-Ele-grande-afinidade - pois há leitores para tudo -, não O
descredibiliza nem O faz menos do que Ele é. É apenas O seu bom-gosto, tal como inspira ao povo leigo e aos sapientíssimos artistas seus serviçais, tão leigos quantos os anteriores, pela régia e magna influência do Espírito Santos, hoje coordenador pedagógico de certos cursos de arquitectura, como defende Pedro Abreu, deixando-nos adivinhar que pela mesma arte tal como deve ter iluminado o excelso Troufa Real na sua galharda ideia.

Eles dizem, para não variar, que nós não percebemos nada e que muito menos compreendemos, ante a vénia forçada a umas tais distinções académicas. Porém, se a casa de Deus deverá ser um local atractivo e confortável a todos os sentidos humano na sua forma mais pura ou seja a intimidade dos lares, que como foi muito bem lembrado, trataram-se dos primeiros locais de culto Cristão (discurso que em 1994 a Igreja aludia no regresso à primeira forma, como reforma interna que se estendia aos fiéis - tal como ouvi de Dom António Francisco Marques, um discípulo de São Francisco, na minha Missa Crismal), se assim é do que é que esperam? Um regresso definitivo ao rito Tridentino cheio das promiscuidades pagãs dos conceitos do édito de Constantino?


21 de Novembro de 2008...

Retomando!



29 de Novembro de 2009...

Cada um é Senhor do seu espaço gerindo-o como quer em regime de autoridade absoluta! Sem mais misérias supérfluas, em torno de conclusões já conhecidas de todos, avanço, para satisfação do leitor, como penhor de ter aqui chegado, com un peu d'histoire canonique. Porquê este blogue? Porquê a temática religiosa? Porquê tudo isto?


3 meses antes de 21 de Novembro de 2009...

Quando... No tempo bom, aquele em que ainda fazia sol... Cur... melindrado e perturbado por tantos factos, já no auge de uma galopante crise existencial, ante uma disputa interior queimando as entranhas acrescidas da gestão de temperamentos tão dispares de uma muito altercada gente... Ubi... vagueando numa dessas tantas redes sociais, conversando com um desconhecido do qual hoje não conheço o futuro... Quis... podia ter sido um anjo, uma aventesma de um meu qualquer antepassado ou quiça apenas um ventinho, estou qcerto que não... Quomodo... no prazer da conversa, numa noite de teimosa espertina já pisando a madrugada... Quid... debatendo-nos com confortantes palavras, aspectos e experiências com base no existencialismo em torno dos "ditos" bons e verdadeiros valores - se é que eles existem -, concluindo-se sem grande surpresa que estes cada vez menos se acham, não só nas transformadas novas gerações, mas sobretudo naquelas ais próximas à nossa idade.

Tendo em conta que uma boa educação à portuguesa no seio do lar passa sempre por crenças e também princípios religiosos, não é de estranhar o novo rumo da conversa. Detentor na minha experiência vitae de um curioso curriculum, conferida por um destacamento de avós beatas que remontam ao tempo das famigeradas invasões francesas, relatei somente a influência que esta herança genética teve em mim, aninhanda na minha infância, onde ela sem dúvida tinha sido mais influente. Sem dar por isso, relembrei toda a estória do menino que queria ser santo e das suas conclusões.


29 de Novembro de 2009...

Passou a sexta e a nona
hora, e esta publicação ainda a ser matizada!


2 meses antes de 21 de Novembro de 2008...

Caro leitor, se ainda me acompanha, obrigado por ter chegado até aqui. Estou a falar declaradamente de mim com toda a pujança e cagança, sem o mínimo de educação e respeito pelo universalismo anódino de assuntos . Mas há mais...


Com o reforço das festas da minha aldeia natal - sim caro leitor, uma aldeia de ilustre gente, sobre a qual não interessa dizer mais do que aqui se disse, e que nos tempos do ancien régime era muito frequentada pelo ditador em pessoa, que em visitas ao seu amigo Embaixador assistia sempre à missa dominical antes de se refastelar à mesa, bem regada com o afamado vinho da região, da frondosa quinta do seu antigo ministro. Não pretendemos com isto, caro leitor, mostrar favor a simpatias a esse tempo político mas contar algo. Mas dizia, com o reforço das festas das quais a componente religiosa é dedicada a N. Sr. da Graça, com o fervor bairrista habitual deste tempo, empreendi recuperar uma antiga ideia de publicar na Wikipédia uma informação sobre este vulto mariano local. O processo era demasiado burocrático e daí até à concretização a criação de um blogue assemelhou-se como o melhor e mais alargado meio. Foi um instante! A história da Senhora que conheceu Salazar, e, que não arredou pé diante de um verdadeiro cavalo alvoraçado, pouco oneroso de tal presença, como as histéricas raparigas de hoje entrando em debanda, por fim iria ser do conhecimento geral!




21 de Novembro de 2008...


Blogue semi-sério de inspiração católica sobre tudo e nada, inspirado num engraçado e famoso blogue, do qual não revelarei o nome. Blogue que toma a Senhora da Graça como protectora e que em vez de falar sobre seus vestidos e jóias, ou de como os franceses a violentaram, em que cada passo resolveu-se a contar egoistamente histórias do pequeno rapaz, relatar histórias alheias católicas, modas, brincar com os Papas e os seus gostos e atitudes excêntricas, etc... Porém a partir de um dado momento, imbuído de cada vez maior religiosidade e encontro com Divino, o rumo mudaria e se tornaria em cada dia algo cada vez mais sério e de reflexão interior.


29 de Novembro de 2009...

Mas agora, o resistente e curioso leitor, de certo se interrogará já bastante ávido de saber mais. E porquê esta corrente e não outra? Segundo as minhas crenças todos os portugueses são religiosos. Ser português é ser religioso, e, até o mais descrente ou apóstata ser desta nacionalidade é temente a algo de definição religiosa. O mais snob intitula-se de agnóstico para assim poder fugir às responsabilidades quotidianas. E de todos só há um ateu convicto, o neo-ateísta Saramago, que insiste em fazer vénias ao Divino. O português não gosta de admitir que é religioso. Não gosta de ir à missa, mas corre para Fátima, em tortuosa ou confortável peregrinação, chorando copiosamente na sua bipolarizada forma de fé, sempre pautada pelo joco-sério das atitudes e posturas até do mais circunspecto peregrino, civis ou religiosos. Já Júlio César dizia:

"O estranho povo que não se governa e não se deixa governar"


21 de Novembro de 2008...

SANTOS & SANTINHOS
UM SANTUÁRIO DE BEATITUDES


Assim foi a primeira denominação, um Santuário onde se procurava a libertação do eu como no tratamento psicoterapeuta de um divã que o purgaria e lhe traria a libertação e o reencontro como lemas. Bartolomeu, sofreu à vista de todos enfeitando a sua decadência num rosário de posts publicados diariamente em caminhos sobre os quais pudesse trilhar sem que fosse ridicularizado pelo facto de se expor tanto, com estórias que caídas em mãos perniciosas haveriam de alimentar muitas conversas.


29 de Novembro de 2009...

É noite!

Eis caro leitor, simpatizante ou não da nossa causa, a nossa história ainda que contada sem sábia destreza em argumentos e vocábulos, construções semânticas, erros ortográficos, taipings e tantos outros horrores gramaticais considerados de fracos fraquinhos. Com toda calma encerro este ciclo num até para o ano.


THE END



24 de novembro de 2009

UM ANO DE BLOGOSFERA V - UMA CONFISSÃO - UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI EM DEMORADA INSISTÊNCIA


Et voilá
, quem diria que seria em Novembro que Bartolomeu criaria um blogue... e sobre esse blogue o que dizer? O que se lhes reserva? De nada serve conjecturar ou mesmo delinear pois a imprevisibilidade e a inconstância, filhas do tempo e do temperamento, muitas vezes ditam coisas de imutabilidade tão inesperada como surpreendente. É mesmo assim caro leitor: qual de vós nunca foi vítima destas duas irmãs siamesas gémeas siamesas, aberrações da natureza, tão antigas quanto Cronos e que nos cornos deste viajam pelos tempos fora como parasitas indesejados. Cornos, caro leitor, cornos - palavra altaneira a um nado-ribatejano que se arroje das suas origens e zele pela sua na arte de bem dizer como um quase estrangeirismo soando a pérolas,
num real ou hipotético polido palaciano salão de um meio urbano ou cosmopolita, a menos que tal singularidade na realidade conste aos delicados auditores como de um consentido aforismo dissonante e desbragado, tolerado somente pela arte de bem estar ou mesmo pela satisfação dos que encaram como brejeirice, admirando tal audácia por um gosto decrépito de viver no fio-da-navalha ou no gosto decadente. Engane-se o leitor se tal assim pensa. Cornos, tal como ser ribatejano, é uma palavra salubre que dá vigor e estimulo a qualquer assunto, e por agora por aqui ficamos.

Cronos, essa criatura que a mitologia assim definiu, está viva e de boa saúde. Atleta voraz não descansa nunca, malhando no mundo de todas as épocas os seus minotauricos cascos levando desenfreadamente tudo à frente, qual touro embravecido. Impiedoso senhor. Impiedosa essência que envolve herméticamente o mundo e a nós, regulando-nos pela lei expressa por esses instrumentos que definem momentos e que do alto dos campanários soam melindrando as gentes.
Cronos não é matéria; Cronos é a reincidência aqui já debatida; Cronos é aquilo que em cada ano impiedosamente nos faz redundar em torno de nós sempre com uma nova e mais gasta aparência. Cronos é a antítese do género humano, retraçando-o e envelhecendo-o; Cronos é a anti-criação de um Divino que o isolou fora do Éden, e que por vingança lhe entregou o homem; Cronos é a mais crua e dura verdade; Cronos é a sabedoria; Cronos é o cansaço; Cronos é demolidor; Cronos é o Diabo; Cronos é o pranto, a desgraça, a refinada mentira, a bruta inveja, a destruição e a pandemia infecto-contagiosa de maleitas que atrai a si o mundo e o condena... Cronos é o pai dos males do mundo, a caixa de Pandora de todas essas dicotómicas irmãs bi-polares, que assaltam e se propagam no mundo. Helás!



Cronos é nesta forma de ser ribatejana a "moca" de Rio Maior, que caída em cima da sua vítima a chama à verdade dotando-a, não de um par-de-cornos na têmporas, mas de galos latejantes cantando seráficamente horas a fio, ditando à escrita tais patranhas...

À nossa contrariada vontade, por tal soberano senhor, Doris Day com vestes de grande general romano, admoestou-o com graça e enfraquecendo as imperiosas leis afirmou com maior sapiência, aquilo que a vox populis há muito ensinava:




Assim fala a verdade,
o tempo e arbitrariedade, e nunca a vontade,
tudo determinarão!



(continua)



22 de novembro de 2009

...UMA SALVA DE PALMAS





E antes que o Domingo de Aniversário termine, naquele que foi o primeiro dia após a noite da criação, parto em talhadas o bolo já exibido que agora ofereço a todos o seguidores e visitantes a quem sou tão grato pela companhia que me fizeram neste ano, lembrando, o que nunca é demais, que é a todos vós a quem dedico este espaço e todo o seu conteúdo. Pois é meus caros amigos, segundo as minhas determinações e vontade, este blogue é vosso e feito para vós.

Bem hajam a todos.
Até para o ano!


(entretanto seguem-se até ao fim do mês os preciosos raciocínios existenciais que ainda não saíram e que assinalam este aniversário).


9 de novembro de 2009

CONTO - UMA HISTÓRIA ANTES DE DORMIR


Para um ABC da vida, hoje lembro uma história imortal, com os bons 200 anos, com um assunto bem fresquinho à nossa época, aqui deixada antes de ir dormir simplesmente porque tive de a ler de fio a pavio, uma vez que não havia por cá ninguém que me a narrasse em voz alta embalando-me o sono. Com comentários jocosos, aqui vai:


A PRINCESA EM CIMA DE UMA ERVILHA

OS CONTOS IMORTAIS

de
Hans Christian Andersen






Era uma vez um príncipe que queria desposar uma princesa, (1) mas uma princesa verdadeira. (2) Assim deu a volta ao mundo para encontrar uma, e, na realidade, não faltavam princesas; (3) o que não se podia assegurar era que se tratasse de verdadeiras princesas; havia sempre algo nelas que lhe parecia suspeito (4). Por consequência, regressou muito deprimido, por não ter encontrado aquilo que desejava. (5)

Uma noite, fazia um tempo horrível, os raios entrecruzavam-se, o trovão ribombava, chovia a cântaros (6) - era pavoroso. (7) Alguém bateu bateu à porta do palácio e o velho rei apressou-se a mandar abrir. (8)

Era uma princesa, mas, santo Deus, em que estado a chuva e a tempestade a haviam posto! (9) A água escorria dos seus cabelos e das suas roupas, entrava-lhe pela biqueira dos sapatos e voltava a sair pelos tacões. (10) Todavia, afirmou ser uma verdadeira princesa. (11)

"Isso é o que vamos ver!", pensou a velha Rainha. (12) Depois, sem dizer nada, entrou no quarto de dormir, tirou os lençóis e os colchões e colocou no fundo da cama uma ervilha. Em seguida, pegou em vinte colchões e estendeu-os sobre a ervilha, sobre os quais empilhou ainda vinte cobertas. (13)

Era a cama destinada à princesa. (14) No dia seguinte, pela manhã, perguntou-lhe como passara ela a noite: (15)
- Muito mal! - respondeu -; mal consegui fechar os olhos toda a noite! Deus sabe o que tinha a cama; era algo de duro que me pôs a pele toda roxa. Que suplício! (16)

A esta resposta, reconheceram que e tratava de uma verdadeira princesa, pois sentira uma ervilha através de vinte colchões e vinte cobertas. Que mulher, a não ser uma princesa, poderia ter uma pele de tal modo delicada? (17)

O príncipe, completamente convencido de que esta era uma verdadeira princesa, tomou-a como esposa e a ervilha foi posta no museu, onde se deve de encontrar ainda, a não ser que um coleccionador a haja roubado. (18)

E aqui está uma história tão verdadeira como a princesa!




.* .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. * .-. *.



1 - Ora nem mais, uma alegre redundância cheia de verdade pois os príncipes antigos não casam com qualquer uma, apesar de terem feito uma manada de filhos ás camponesas e outras desgraçadas que apanhavam pelo caminho, em noites próximas à Lua-Cheia, ou a umas quantas de outras condições mais elevadas que não podendo ser-se consideradas desgraçadas, chamar-lhe-emos Helenas de Tróia - Tróia em italiano quer dizer mulher leviana que troca o marido por amantes, logo p...;

2 -Um verdadeiro problema em qualquer época. Em todas elas sempre houve umas aldrabonas querendo fazer-se passar pelo que não são. Vestem Gucci, calçam Vuiton, cheiram a Hermes e tem a cara lavada atolada de cremes da Estee Lauder e afins, mal comparado é como o homem português actual melhorado, qual C. R. - o príncipe mediático do momento;

3 - Quem pode pode, nem que o mundo seja apenas Lisboa, Porto e Algarve... em diante;

4 - sic (ponto 2);

5 - Tivesse ele um computador e banda larga e era só visitar umas quantas redes sociais;

6 - Chover a cântaros ou chover picaretas , lá diz o povo português - havia de ser bonito, se tais pedaços de ferro caíssem em vez da chuva. Prefiro a refinada frase de sabedoria popular british: choviam cães e gatos;

7 - Estou tão apavorado com este temporal, que não mete medo a qualquer criança que seja, que já não durmo esta noite;

8 - Hoje, já não há gente como esta. Assim nos dias que correm, a pobre rapariga haveria de bater e bater até cair para o lado e apanhar um bela gripe - como a da moda inverno 2009/10. Digamos que seria uma princesa loira verdadeira, para não se lembrar de usar o telélé;

9 - Nestes reparos, deveria ser algo como um Miss tshirt molhada - este Rei é sabido;

10 - É que dá ser-se vaidosa e usar sandálias em tempos esquisitos - ainda que sejam Manolo, ou qui ça numa versão low bugget, Havaianas;

11 - Enfim, verdade ou não é sempre um direito que lhe assiste, ainda que seja uma vil mentira;

12 - Haja por fim uma pessoa com 2 palmos de testa nesta história, o terror de futura ou ex-futura-sogra;

13 - Terá feito a velha rainha esta tarefa Hercúlea, sem ajudas ninguém? Convenhamos, uma rainha já foi uma fresca princesa ociosa e caprichosa. Será que no final de velha é que lhe deu para trabalhar?;

14 - Que maldade. Ninguém merece!;

15 - Uma Cruela Deville, esta rainha;

16 - Nada exagerada esta princesa... exagerada e malcriada, agradecer a hospitalagem "tá quieto ó preto";

17 - E esta, hein?!?! Que belo teste este! Vou começar a faze-lo às minhas pretendentes;

18 - Diz-se que a tal ervilha afinal era um diamante precioso. Junto com outras jóias foi levado a uma exposição na Holanda e depois disso: Abacadabra... como por artes mágicas; 1, 2 3 nunca o mais vês... e puff, diz-se que foi roubado. Há quem diga que foi vendido para pagar os problemas de divida externa do tal país. Qui ça!


1 de novembro de 2009

UM ANO DE BLOGOSFERA - UMA CONFISSÃO - UMA REFLEXÃO, UM ENSAIO SOBRE A PARVOÍCE EXISTÊNCIAL DE UM RAPAZ QUE JÁ NADA SABE DE SI


Hoje é dia de Todos-os-Santos. Amén. Hoje no passado foi um belo dia de terremoto, onde de uma enfiada apenas o Divino Deus, levou carinhosamente para junto de si, só em Lisboa, aí, umas 10.000 pessoas. Que perturbação! Que tremor de terra este, pensemos! Um facto deveras tão impressionante que incomodou o sossego lá "na France" do velho Voltaire, que apoquentado com tal barbárie, no comovente impacto que escandalizou o mundo inteiro, se sentiu obrigado a tecer considerações panegíricas em questões de moral de índole duvidosa, bem ao jeito de Saramago, atraindo ao maravilhoso abalo de terra o seu errante Candide, num passeio demorado o suficiente para causar uma famigerada picardia religiosa, tal e qual ao modo de Caim! Mas Voltaire deu-se a tais cuidados para espantar o sossego ocioso que lhe devorava a velhice resguardada, num tempo onde o marketing e publicidade eram quase inexistentes e num local onde o abalo de terra nem pestanejou com a graça com que brincou em Lisboa. Com todo o tempo e inspiração, longe dos horrores sentidos por quem cá vivia pode assim, desenhar na sua criativa mente palavras perfeitas e sensaborias, sem uma arte de improviso dignas de uma das maiores máximas desse tempo, sentida com toda a mágoa e realidade vivida, que hoje perdura ainda com a mesma intensidade, frescura e praticabilidade:

"cuidar dos vivos e enterrar os mortos!"


Tivesse, tal susto se abeirado do filósofo que é poeta e que escreveu novelas e sete pés não lhe bastariam para dali fugir - se nos entretantos uma qualquer trave o tivesse levado a ver o Divino mais cedo, e, sem tempo de mais escritas, como consolo e paga de uma vida inquietante que arrecadaram ao mesmo Senhor tanta gente guilhotinada, garrotada, degolada ou enforcada que na sua grande maioria no dia da ressurreição errarão sobre a terra procurando as suas cabeças.




Candide ainda erra.... Da pena do filósofo que é poeta e que escreveu novelas caminhou até se transformar numa partitura, de um genial american Jewish composer. Portanto, Candide ainda erra... em cada nova produção; em cada novo concerto; em cada disco ou DVD comprado numa Virgin ou Fnac; em cada vídeo visualizado no Youtube; fica para sempre, for ever and ever, per saeculum saeculorum ad aeternum, blá, blá, blá... novamente para sempre, etc. e tal, Lisboa fica e ficará imortalizada na opereta que é tocada e ouvida vezes sem conta, como a cidade dos Auto-de-Fé - esse acto purgatório de tornar pura uma alma indigitada como gentia que deve renegar o seu Divino, só por não reconhecer o seu amado Filho. Que gente! Que hipocrisia! Começando lá em cima e acabando cá por baixo - mesmo no deambular dos séculos até aos nossos dias.

Estranho é o desconhecimento e favorecido aplauso a um tal acto musical que os portugueses eruditos conhecem, e se sentem orgulhosos de tal citação. Tolos, ignorantes e iletrados - aqui lhes chamo! O filho de Voltaire no verão passado voltou e passeou-se por entre aplausos no largo de São Carlos sem causar fobia a quantos néscios o foram ouvir. Gentes ignobeis atraídos pelo pitoresco, que se gostam de ver e rever em retratos ridículos de si mesmo. Ainda que sublime, a satírica obra relembra num Auto-de-Fé em Lisbonne, ou seja o primeiro holocausto massivo Jewish de que reza a história ocidental moderna. A mesma vergonha porque é lembrada Auschwitz e outros campos idênticos.




Não é pois de admirar o castigo de Deus sobre a cidade lusa, como sede de vingança pelo acto que condenou centenas do povo eleito. Não é assim de admirar, ou por ignorância destes factos ou por altruísmo católico, as interrogações postas pelo filósofo que também é poeta ao seu Deus por tal cataclisma. Ironia do destino, quis o Senhor, na sua boa sageza e bom humor, fazer chegar a sua justiça no dia católico de Todos-os-Santos... pois a seus olhos não são menos Santos & Santinhos os pobres mártires Jewish consagrados pelas labaredas das funestas fogueiras católicas.




Assim quis o Senhor e assim foi. Amén. Imitando os frondosos e teatrais gestos papais de um Pio XII - que há-de vir -, sem auxilio do auxilio da sétima arte e do pendor de uma conveniente e europeia Cine-Citta, o Senhor lembrando-se do católico dia de Todos-os-Santos depurou a tal cidade lusa em arremessos épicos e bíblicos de tal ordem, capazes de envergonhar e corar de pequenez Sodoma e Gomorra, em favor da memória dos seus mais antigos e muito amados filhos - se não os mais amados, é de desconfiar.


Porém, se esse malogrado dia de setecentos, fosse como um de tantos de antes ou depois, tal dia seria justamente como o de hoje. Assim, por todo o lado o fumo das brasas que fornicam as saltitantes castanhas quentinhas salteadas p'la flor-de- sal, subiria por entre becos e vielas entrelaçando as gentes, perfumando-as e odorando-as no caminho das Igrejas ou no regresso destas, às suas casas ou outras deambulações, por entre sombras altas patrocinadas pelo luz e brilho do já sol-de-inverno ou pelo fresco gotejar das desconfortáveis águas que pairando em cinzentos e negros céus ou caem niagaramente ou lá do alto suspensas sobre as gentes, rindo matreiramente, me partidas ou sustos de gelar o sangue, na ameaça permanente de ruína às cabeças penteadas ou enchapeladas.





(continua)


6 de outubro de 2009

O DIA DE ONTEM




Sendo hoje dia 6 de Outubro, faço em jeito póstumo o assinalamento póstumo à comemoração do dia da Républica portuguesa. Não comemorei nem saí à rua como um folião dessa convicção. Não é uma data popular nem move a massa popular como um 1º de Dezembro - data com a qual tenho uma enorme afinidade e me sinto patriota e orgulhoso de ser português.

Ontem trabalhei. Trabalhei que nem um escravo negro 10 horas seguidas, com uma refrescante pausa ao crepúsculo, para deleite de todos os meus sentidos, em jeito de corrupção de alguns pecados mortais... - ora, bolas para os pecados mortais, castradores do bem estar e harmonia espiritual. Evoco pois as paixões descomplexadas narradas por Bocacccio nos Contos de Canterbury, no qual homem o mais intrínseco observante da moral religiosa, depois de visitado pelo falecido luxuriante irmão, sai à rua para fornicar...

Pois bem, em dia de Républica trabalhei e num quarto com vista sobre a cidade forniquei, borrifando-me para a efeméride. Antes assim, do que que compactuar com quem tudo tira e nada dá... pois o trabalho sai-nos do corpo, e do fruto dele o ordenado.

Alguma coisa contra?


30 de setembro de 2009

RIMAS GUINCHADAS E ÁCIDAS A UMA PRINCESA CAPRICHOSA COM CARA DE INFANTA ESPANHOLA OFENDIDA




after Velasquez,
by me

Lá vai a Infanta ofendida
Princesa Senhora convencida
Correndo pelos átrios da vida
Nesse Palácio onde só ela é bem vinda!

Esbaforida vai passando
Cheia de pulgas se coçando
P'los seus dedos pejados de ranho
Caído com suas lágrimas endurecidas.

Corre, corre ó Princesa
Vai queixar-te a quem tu queiras
Mordeste-te!!!... ai pobrezinha (que peninha)!
Diz-me pois, agora, vá... diz-me: a que sabe o teu veneno?

Já vai verde de ofensas mil de si por si feitas
Verde de ira. Verde de vida
Espuma, sim... ESPUMA Ó NOBRE RAPARIGA!
Ou antes que Sol se ponha te vejas numa rãzinha!

Ohhh... lá vai a Infanta ofendida
Princesa Senhora convencida
Caprichosa, vaidosa e presumida...
Se não mudas... não há quem te ature... (que maçada!)


20 de setembro de 2009

POSTO TUDO, OS RESTOS...




Soube-me tão bem...

Agora, dê a espinha aos gatos!


14 de setembro de 2009

THE CRIATION AFTER MIGUEL ANGELO BY ME




A transformação após a criação!

O Homem que nasce e renasce
Que se encontra e desencontra
Que se espelha, desfigura e transfigura
Que passa e trespassa
Que rasga e que parte
Que se transforma e muda
E que nunca sai não da roda viva
Que gira, gira e gira
E que é a sua vida.


4 de agosto de 2009

MORREU O BARTOLOMEU




ALEGORIA À MORTE DE BARTOLOMEU


Quando este post sair
O seu criador já não vive
A sua existência finou.

De amargura ei-lo caído
Esquecido e pouco compreendido
De um mundo às avessas e deturpado.

Jaz laico numa tumba enegrecida
A 7 chaves fechada a 7 chaves perdidas
Por sua vontade, daí não mais sair.

Horror se sair de lá
Vil e Cruel será
Demolidor de tudo quanto há.

Jaz num buraco frio e lúgubre
Verde de fleuma e de paz
Tranquilo de tristezas e mágoas.

Apodrece o corpo imundo
De uma famigerada alma
Que de sorte nada conheceu.

Já não vive Bartolomeu
Já não vive mais no mundo
Post-mortem, ei-o celebrando este post.

Memorial de uma existência
Do intimo de um ser patético
Se olhos de ver os teve, quem leu, o conheceu.



24 de junho de 2009

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails