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15 de novembro de 2010

NO COMBOIO

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Diz, caro leitor, diz quem aqui vai sentado ao lado falando ao seu interlocutor com um certo ar de propriedade, importunando o meu espaço, comprimindo-me à janela desta barriga de ferro prenha de criaturas, de entre as quais eu - imagine-se -, que vão ali mais à frente rebentar o útero desta prostituta capitalista usada e abusada gasta e desgastada pela praga humana... (é verdade, mas ainda assim um bem útil em tempos de se praticar uma postura de austeridade em consonância com a pobreza do Estado). Portanto: dizia eu, caro leitor, que um certo tipo aqui sentado ao meu lado, lançando olhares furtivos ao ecrã desta maquineta,  levando-me assim à melhor das boas disposições, dialogando com o seu interlocutor afirma como chavão qualquer que acha na sua douta meninge, coisas do tempo da "outra senhora"... algo que já não interessa e que já passou! A efemeridade destas viagens tem destas coisas: neuras momentâneas!
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