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30 de novembro de 2010

LEITURAS

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Diz o autor desta resenha que não deve ter havido na história portuguesa um casamento régio que tivesse dado azo a tantos registos descritivos, de hábeis e inacreditáveis pormenores, como o do rei D. Pedro II  de Portugal com a rainha, porque havia sido já proclamada, quando em Heidelberg afiançou o seu sim à empresa, D. Maria Sofia de Neuburg sua segunda esposa, dada a opulência deste ímpar acontecimento que por comparação aos eventos similares precedentes e procedentes nunca mais foi igualado.

Esta crónica, em tons de rosa setecentista, que envergonha um qualquer evento da mesma natureza contemporâneo, mostrando que não há novidade na novidade trivial (veremos no próximo ano como é) relatado por um  luzente escriba de exímio punho de letra desenhada à pena, o padre  jesuíta João König ou João Reis, acha uma tal graça de pormenores de locais, propósitos, vestuário, hábitos, arte e gentes (para não falar das ilustrações de arte efémera do evento que compõem esta publicação) que a nossa meninge fértil de curiosidade trata de ensaiar segundo as leis da imaginação este descritivo cenário reportando-se ao conhecimento adquirido das modas e da Lisboa de então.

Adquiri-o numa feira do livro, numa banca de entre aqueles livros que se vendem por menos de 5 € e que num alfarrabista já é um livro de uma pequena considerada avaliação. Só havia mais um nesse sítio. Sem fazer mossa à orfandade do que lá ficou, sem exclusão de partes, trouxe aquele que me pareceu ter um ar mais clean. Ei-lo:


Por enquanto, numa pausa sobre assunto, e porque o saber e o interesse não ocupam lugar, somente a hora de me recolher ao descanso nocturno me preocupa e que descuido por estes cuidados, irei deleitar-me com The Phantom of the Opera de Rupert Julien para melhor acomodar esta noite.

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29 de novembro de 2010

R.I.P. LESLIE NIELSEN

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Foi por aqui que tomei conhecimento do desaparecimento de Leslie Nielsen.

Durante a minha adolescência ri a bandeiras despregadas com as suas divertidas comédias que culminaram, na minha opinião e gosto, na paródia em torno do Drácula do Bram Stoker, com assinatura de Mel Brooks, entre as citações da carreira cinematográfica deste horrendo personagem, desde Béla Lugosi à versão de Francis Ford Cappola, provando que humor, que se quer bom, não tem fronteiras de imaginação, apenas criatividade ou imaginação.

Foram boas horas de boa disposição, como a que aqui deixo como uma das minhas preferidas (vale a pena seguir o trilho dos vídeos e ver toda a sequela). Obrigado Leslie Nielsen.


Drácula - Dead and Loving
Mel Brooks
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22 de maio de 2009

A JOÃO BENARD DA COSTA


Ontem faleceu O João Pedro Benard da Costa - Requiem eaternam!

Desde há uns 15 anos que o seu nome me passou a ser familiar. Conhecedor do seu trabalho na Cinemateca, confesso nunca ter sentido afinidade com esta figura. Seguia muitas vezes no Canal 2 da RTP as suas rubricas de cinema, porém, confesso uma vez mais, sem qualquer empatia com o seu discurso e presença, e no decorrer destes anos
pouco interesse mostrei e pouca informação juntei sobre este vulto.

Há uns quatro anos, talvez com maior disponibilidade de compreensão, embirrava com o seu universo pelas manias de um "colega" de trabalho que achava a Cinemateca como o supra-sumo da cultura portuguesa, anulando com maledicência todas as outras vertentes culturais portuguesas
- exceptuando a poesia -, incluindo até aquela onde ele diariamente se exprimia. Este colega, foi a pessoa com mais limitações que alguma vez conheci num meio intelectual pautado pelo culto da meninge (limitações de inteligência, de compreensão e aceitação das ideias e opinião dos outros). Vaidoso que nem um pavão, achava-se e mostrava-se como a antítese dessas mesmas limitações. Porém, só ele assim achava e ninguém corroborava com isso. Pela frente faziam-lhe copiosas vénias, dizendo: "hã, hã!" dando ao pobre roupagens de rico, enquanto que pelas costas riam-se fazendo-lhe copiosos manguitos. Todos excepto eu! Sem penas e com sinceridade de trato consegui ganhar dele a seguinte exclamação:

"O Bartolomeu, tem a mania que é melhor que eu. Fala sempre comigo como se eu fosse uma criança pequena!"
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Retomando. Ontem faleceu O João Pedro Benard da Costa - Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua, luceat eis.

Ontem ao assistir a um documentário, assinalando o seu desaparecimento, dei-me conta que afinal tinha mais afinidades com esta figura do que julgava. Choquei contra um gigante e descobri um mundo novo que me passou ao lado, cheio afinidades de gostos e princípios comuns. Com pasmo sincero perante tal vulto, enalteço assim o seu sentido de adaptador de modelos de sucesso estrangeiros, com amplo sucesso nacional; o seu sentido ideológico, inovador, empreendedor e comunicador; o seu sentido melómano; o seu principio católico e a sua veia e gosto exacerbado pelas artes - que não tendo sido artista nem professado o virtuosismo de um executante distinguiu-se como um inteligente conjugador da 7ª arte.

Reconhecido da minha limitação, lamentarei aqui o desinteresse e negligência durante tanto tempo.

Rendendo-lhe justa homenagem deixo aqui um trecho de um filme de Syberberger, que o vi apresentar no Canal 2 da RTP há uns anos atrás. É a melhor recordação que tenho de um programa dele assistido "in temporis". Mais do que lhe honrar com um trecho sacro, sacado a um Requiem, fica então, para aquele que foi um Wagneriano convicto, um excerto da mística ópera Parsifal.



Finalizando. Ontem faleceu O João Pedro Benard da Costa - Pie Jesus Domine, dona eis requiem. Amen.


PRELUDIO
Parsifal




Musica:
Richard Wagner

Filme:
Hans Jürgen Syberberger


3 de fevereiro de 2009

AINDA POR AZEITONAS E OUTRAS FRITURAS:


Como um cena ingénua e burlesca
aterrorizou a mente do pequeno rapaz!



THE FEARLESS VAMPIRE KILLERS
ou
POR FAVOR NÃO ME MORDAS
NO PESCOÇO


Roman Polanski
1967





Não foi no dia de N. Sr.ª das Candeias,
mas num dia em que se escolhia Azeitona.


A mãe, cautelosa com a sugestiva sensibilidade do pequeno Bartolomeu, proibiu-o determinantemente de ver o filme, que era de terror. Obrigando-o a deitar mais cedo, em noite invernal, saiu para o serão do quintal onde se escolhia azeitona. O Pai, em frente ao televisor, condescendente deixou-o ver o filme, qual educador cultural sem tabus.

Frito de medo, sentia terror e tremia de ansiedade. Após esta cena, amedrontado, agarrou-se à mana que o foi denunciar à mãe. Bartolomeu, com os nervos em franja, desistiu de o ver
e correndo a todo o vapor enfiou-se debaixo dos lençóis, temeroso de outro horror maior - a mãe alvoraçada!

Cita-se neste filme ainda a hilariante cena do Baile, só vista anos mais tarde!


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