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Na noite que antecedeu o dia de ontem, nas descansadas horas do serão, enquanto milhares de portugueses vislumbraram avidamente o quotidiano rol de monótonas novelas de idioma português, despercebidamente na terra dos royais ingleses, sobre o firmamento Londrino, fez-se silêncio imperioso para ao piano se ouvir Maria João Pires. Toucou-se Chopin... ouviram-se os Nocturnos.
Passados catorze anos, tempo percorrido desde a saída dos Nocturnos até à actualidade, que esta pianista portuguesa até então conhecida e reconhecida mundialmente pelo seu delicado Mozart, se reputaria como a mais aclamada e preferida intérprete destas ternas e meladas pérolas Chopanianas. Não é exagero aqui defende-la como tal, sobretudo quando o mundo já a distinguiu assim permitindo-a de entrar em suas casas repetitivamente como uma ecoante obra de arte de mobilidade decorativa. Alvíssaras uma vez mais a este Portugal pusilâmine em tais vénias de envergonhar pergaminhos e indiferente em abraçar os seus mais honrados filhos já que Maria João Pires sempre foi do mundo e não da casa, portanto rapariga emancipada de contornantes atenções em prol da dinastia desses desbragados mediáticos Rómulos e Remos, alarvões chupistas de proporções asfixiantes, actuais senhores da nossa mísera cultura.
Em súmula, sem mais minudências de perder a vista, para não alongar este post, concluindo assim com espírito positivo, resta dizer que a BBC na edição 2010 dos seus Proms, nessa hora transcendente de sons sublimes resplandecendo sobre a cúpula do Royal Albert Hall, consagrou a nossa Maria João Pires ao mundo não só como uma das mais distintas pianistas que já a sabemos, mas também como intérprete viva de excepção destas obras do Maestro Chopin ao escolhe-la para um concerto que celebra a efeméride dos 200 anos do seu nascimento.
Numa cortesia da BBC RADIO 3, para quem não ouviu mas o deveria ter feito com o mesmo dever pátrio de quem vê futebol, fica aqui o link do BBC iPlayer que nos dá a escutar todo o concerto.
Na noite que antecedeu o dia de ontem, nas descansadas horas do serão, enquanto milhares de portugueses vislumbraram avidamente o quotidiano rol de monótonas novelas de idioma português, despercebidamente na terra dos royais ingleses, sobre o firmamento Londrino, fez-se silêncio imperioso para ao piano se ouvir Maria João Pires. Toucou-se Chopin... ouviram-se os Nocturnos.
Passados catorze anos, tempo percorrido desde a saída dos Nocturnos até à actualidade, que esta pianista portuguesa até então conhecida e reconhecida mundialmente pelo seu delicado Mozart, se reputaria como a mais aclamada e preferida intérprete destas ternas e meladas pérolas Chopanianas. Não é exagero aqui defende-la como tal, sobretudo quando o mundo já a distinguiu assim permitindo-a de entrar em suas casas repetitivamente como uma ecoante obra de arte de mobilidade decorativa. Alvíssaras uma vez mais a este Portugal pusilâmine em tais vénias de envergonhar pergaminhos e indiferente em abraçar os seus mais honrados filhos já que Maria João Pires sempre foi do mundo e não da casa, portanto rapariga emancipada de contornantes atenções em prol da dinastia desses desbragados mediáticos Rómulos e Remos, alarvões chupistas de proporções asfixiantes, actuais senhores da nossa mísera cultura.
Em súmula, sem mais minudências de perder a vista, para não alongar este post, concluindo assim com espírito positivo, resta dizer que a BBC na edição 2010 dos seus Proms, nessa hora transcendente de sons sublimes resplandecendo sobre a cúpula do Royal Albert Hall, consagrou a nossa Maria João Pires ao mundo não só como uma das mais distintas pianistas que já a sabemos, mas também como intérprete viva de excepção destas obras do Maestro Chopin ao escolhe-la para um concerto que celebra a efeméride dos 200 anos do seu nascimento.
Numa cortesia da BBC RADIO 3, para quem não ouviu mas o deveria ter feito com o mesmo dever pátrio de quem vê futebol, fica aqui o link do BBC iPlayer que nos dá a escutar todo o concerto.
Maria João Pires
Frederic Chopin
Nocturne Op. 9, Nº2
Nocturne Op. 9, Nº2

