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retirado daqui
É Verão, sim de facto... e as festas abundam por aí! Festas tão antigas que se perdem na memória. Festas cada vez mais exigentes carregadas de populares, petiscos, procissões, foguetes, bandas de musicas, artistas e a Rosinha! Sim, a Rosinha.
A Rosinha, caro leitor, é a nova coqueluche da brejeirice nacional. A emancipação do trocadilho de cariz sexual no seu género cançonetista, que agora, sem bigodes ou postiços, ganha contornos no feminino sem a robustez de uma penugem mediterrânica que melhor suporte de dignidade dariam ao conjunto, face a quantidade de pérolas barrocas diluvianamente largadas por esta distinta menina de esmerada educação.
Assim à pornochachada estival das marcas promotoras de mini cerveja (quando cerveja é sinónimo de excelência da virilidade de uma grande caneca como crisma de qualquer homem certo das suas convicções) materializa-se agora este miraculoso sex symbol andante capaz de fazer arrebatar aquele assobio apaneleirado a um pneu de um camião. Bebe-se, vê-se e crê-se! Rosinha, a nova "Virgem" milagreira!
Rosinha lá vai! De ar urbano assaloiado, porte sensual, com uma musette às costas e de óculos escuros, clichés mais que vistos no género musical (Eugénia Lima e Stevie Wonder, está claro, ou será Quim Barreiros e Pedro Abrunhosa), mostra-se assim disponível e para as curvas - aquelas que lhe levarão a muitos palcos e lhe darão muito dinheiro, explorado à conta de facilitismos verbais.
Por fim, como uma jovem civilizada e bem estudada, propósitos tão caros às modernas raparigas portuguesas, como a algumas experimentadas nos cursos nocturnos do INP (por exemplo, de guia turística de locais recônditos) nesta cantarolada oralidade compete na erudição, lá tão bem aprendida, com as poetizas nacionais em palavras de grande profundidade, emprestadas aos seus melhores temas. Ora, analizemos:
Eu chupo, eu chupo
E vou rodando para ele não pingar
Eu chupo, eu chupo
E no fim fico com o pau a brincar
ou
Eu levo no pacote
Eu levo sim senhor
Eu levo no pacote
Tem outro sabor
Eu levo no pacote
Eu levo sim senhor
Eu levo no pacote
P'ra gosto do meu amor!
Por meros momentos que sejam, efémeros mesmo, este sol e dó de arremessos fáceis um homem desprevenido esboça um sorriso purgatório e atira para atrás das costas a má disposição habitual, já que com tanta desgraça junta este verão não seria verão sem a Rosinha e as suas engraçadas bailarinas. O povo gosta, nós aceitamos!
Ei-la desfilando, cantando e dançando com a mini-saia esvoaçante inspirando às gentes ditos populares:
Rosa,
Rosinha,
Roseta... ai!!!... o bálsamo para todos os homens de todas as idades pós-puberdade.
Veremos entretanto como se safa esta cigarra no Inverno e como chega ao próximo Verão...
Por agora, e como o arraial é só na sexta-feira, enquanto nada acontece, ficarei na Beatrice di Tenda sem que seja caso para dizer, como nunca será e como jamais será: volta Leyla Gencer, estás perdoada!
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