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7 de abril de 2011

INVICTISSES!

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 (c) Santos & Santinhos

Numa passeata pela baixa da invicta, levado eis que fui, agora na demanda de sapatos. De compras já feitas e sapatos escolhidos, embalados e embrulhados, o meu viandante compincha diz-me:

- Agora vou levar-te a um sítio onde há sapatos ainda mais baratos!
- Está bem - pensei eu, certo de haver um filão de scarpi fabulosos em cada esquina.

Ligeiramente acima do mercado do Bolhão, numa esquina, eis o tão afamado paraíso. Entrando, exclamei:

- Onde me trazes tu, homem? Olha só o cheiro! - isto já lá dentro enquanto subia uma enrolada escada de caracol deste império de ténis e sapatos made in qualquer lugar dos confins do oriente.
- Que tem? - exclamou.
- Só tu para me fazeres rir. Então, não sentes?
- ???

Sem darmos-nos conta de estarmos a ser seguidos por empregada, continuei:
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- Que rica sapataria! Dizes tu... hahahah!!! Isto aqui tresanda a borracha que se farta... Repara, quando entras numa sapataria cheira-te a pele e aqui cheira-te a plástico...
- E QUANDO VOCÊ ENTRA NUMA PEIXARIA CHEIRA-LHE A PEIXE E NUM TALHO CHEIRA-LHE A CARNE... "Estaba" à espera do quê, hein?!?!
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4 de março de 2011

26 de dezembro de 2010

AO JANTAR, NO DIA DE NATAL:

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(c) Santos & Santinhos


Mano: Eu quando morrer vou para o céu...
Pai: Sim, sim vais para o céu... dos pardais!
Mano: Dos pardais?
Pai: Sim! Na barriga dos gatos!
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17 de dezembro de 2010

DEZEMBRICES

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 (c) Santos & Santinhos

Portugal não é Portugal sem que no ano se assinale o dia da restauração e Dezembro não seria Dezembro  sem-se assinalar entre nós a Senhora da Conceição e o seu royal mustache day.

Diz a lenda ou a história que: o Sr. D. João, o IV de Portugal aos pés desta senhora depositou a sua coroa fazendo-a rainha de Portugal; que por união sagrada por Deus Maria Cavaco é a primeira dama de Portugal; sem nada, em noites frias como esta, que remédio tomará o nosso primeiro para tirar os pés ao frio?
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16 de dezembro de 2010

NA CANTINA...

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... enquanto relia a matéria de um teste, ante a pressa em revisitar todos os aspectos de temas que precisavam ser mais bem lembrados, entre garfadas de uma macrobiótica jardineira de seitan coroada por uma rabanada açucarada sem embargos por sobremesa, eis que oiço:

Um: Então como foi o teu teste?
Outro: Vê lá bem, em vez de pintura saiu um poema de Van Gogh...
Um: Uhm!... quem é esse?... ahh, é tipo aquele que pintava quadros?
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4 de dezembro de 2010

RESPOSTA:

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De facto tudo começa com um ponto... Ponto pintado. Ponto figurado, borrão antípoda de verborreia escrita. Ponto que é a génese de um oceano de palavras onde por vezes o acaso não tem fim e Proust navega como Almirante a este ordenado concordante. De facto, caro leitor, estou farto! Farto, fartissímo; farto, fartinho... de não ter inspiração para "cagar" aqui duas palavras mesmo quando as minhas extremidades tentam espremer a esta meninge pouco habitada de seres luminosos um rasgo de qualquer coisa com sentido... 
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15 de novembro de 2010

NO COMBOIO

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Diz, caro leitor, diz quem aqui vai sentado ao lado falando ao seu interlocutor com um certo ar de propriedade, importunando o meu espaço, comprimindo-me à janela desta barriga de ferro prenha de criaturas, de entre as quais eu - imagine-se -, que vão ali mais à frente rebentar o útero desta prostituta capitalista usada e abusada gasta e desgastada pela praga humana... (é verdade, mas ainda assim um bem útil em tempos de se praticar uma postura de austeridade em consonância com a pobreza do Estado). Portanto: dizia eu, caro leitor, que um certo tipo aqui sentado ao meu lado, lançando olhares furtivos ao ecrã desta maquineta,  levando-me assim à melhor das boas disposições, dialogando com o seu interlocutor afirma como chavão qualquer que acha na sua douta meninge, coisas do tempo da "outra senhora"... algo que já não interessa e que já passou! A efemeridade destas viagens tem destas coisas: neuras momentâneas!
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25 de outubro de 2010

PARÁFRASES

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 (c) Santos & Santinhos

Um dia levo-te no elevador e carrego no stop... para dar-te a ver as encriptadas vistas que não enxergas nem podes enxergar de forma óbvia descobrindo um pouco mais para lá do horizonte mergulhando nos segredos que uns sabem e que a outros não lembra.
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18 de setembro de 2010

O GÉNERO HUMANO... MACHOS

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No mundo há várias estirpes de homens. Há aqueles que quando se levantam bebem logo vinho para matar o bicho; há aqueles que quando se levantam bebem leite, chá ou café; há aqueles que quando se levantam simplesmente bebem água; e há aqueles que se levantam porque acordaram mal-dispostos à conta de tarteletes comidas pela noite dentro!
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6 de junho de 2010

OS ÚLTIMOS DIAS...

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Envolto em mil coisas que me levam ao nada e ao marasmo vejo os dias a correrem galopantemente sem a noção da regra diária. Ontem era Domingo e já hoje é Domingo. Impressionante! Só, sem graça, esquecido e desprezado, eis-me aqui, agora, nesta hora e instante, sentado no desconfortável chão de tijolo, tentando exprimir a minha inércia e incapacidade de produzir algo.

As minhas mãos, ociosas de algo perdurante, anseiam a diferença mas delas nada sai. A Mother board corrompida executa em moto perpetuo um binarizado sistema: 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1... traduzido por sentimentos, gestos, atitudes e supressão de necessidades primárias. Há semanas que não toco no meu piano algo que não seja interrompido pelo desânimo... e hoje, enquanto me exprimia num impulso inspirador, buscando na janela aberta uma ventilante e refrescante brisa a este calor que me envolve e me entorpece a razão, sinto um desconhecido passeante troçar-me. Mentecapto! Insensato espírito, rindo. Não de mim, por certo, mas da sua estupidez e da sua perversa incultura. Criatura que pela repudiante expressão crítica, merecia ser privada imediatamente do sentido da audição já que Beethoven, Verdi e Auber, que tentava expressar, pela grandeza dos seus méritos, tal não merecem. Vil e Canalha esta criatura do sexo fraco, provando o quanto fraca é mesma a sua meninge ao entendimento de tão sublime arte, já que esta perdurá para lá do seu indiferente ocaso, só mesmo chorado pela sua prole copulada à força de obrigadas obrigações matrimonias sem nunca ter subido ao éter e ter conhecido as delícias do extâse total desse acto físico.

Pena que os antigos menires e suas funções místicas já não estejam em voga pois era um bom sítio para convidar a ir semelhante feminina criatura friccionar-se na companhia de tantas outras semelhantes criaturas despeitadas de ambos os sexos.

Os cães ladram e caravana passa, lá diz o povo sapiente, e é verdade, mas a dor é imensa!

Numes, misericórdia. Aliviai-me este fardo!

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14 de maio de 2010

EM DESPEDIDA A BENEDICTUS XVI, UMAS PALAVRAS DE APREÇO


Santo Padre,

em agradecimento à sua passagem por Portugal, permita-me, uma vez que em comum temos o gosto de tocar piano, e na bela arte de passar as mãos num teclado partilhamos o mesmo grau de virtuosismo, em que errar é humano e a correcção a terapia das nossas imperfeições, sem que nunca venhamos a atingir a perfeição dessa prática ou aspirar a uma glória conhecida enquanto tal, permita-me pois, oferecer-Lhe um belíssimo trecho das célebres variações de Bach, que, tal como eu, de certo apreciará e é por isso o objecto desta preferência.

Escolhi para o executar o insigne pianista Daniel Barenboim, um dos meus preferidos, já que nada idêntico encontrei por um pianista português de envergadura, até mesmo da nossa ministra da cultura, a quem teve o prazer de cumprimentar (essa sim uma grande virtuouse du piano em acompanhar alguém, como várias vezes tive o privilégio, uma vez que por essa e outras artes frequentei as melhores classes das melhores escolas do país), já que eu, por vergonha, por ser apenas um medíocre tocador, constantemente vaiado pelo seu vizinho, nunca coloquei um vídeo meu no Youtube, em virtude de se poder ouvir a marcação de compasso que em certos dias este meu ouvinte insiste em me acompanhar vigorosamente, batendo na parede.

Quero agradecer-Lhe também por ter honrado a mãe que sentiu o avião que o transportava passar-lhe por cima, já com este baixo a não muitos minutos da aterragem. Era Sua Santidade, não era? Ela diz que sim, e creio que não vale a pena contrariar este seu dogma pessoal, uma vez que Vos identificou pela escolta aérea. Sublinho que esta é já uma habitual benesse papal que nos é concedida, uma vez que já o seu predecessor, em 1991, passou por cima da nossa casa - episódio que o pai gosta sempre de lembrar com ênfase quando à mesa se fala de Suas Santidades. Ainda a propósito de histórias familiares, gostaria de lembrar um outro episódio, este apenas protagonizado por mim. Lembrei-me dele quando vi Sua Santidade receber o belo terço oficial do Santuário. Pois bem, em 1982, com a bonita idade de 6 anos, e já um grande fanático por assuntos da religião, ganhei um terço dourado oferecido pela avó - a senhora de quem já aqui contei algumas histórias. A avó,
Santo Padre, que foi zeladora de N. Sr. da Graça, a Padroeira deste blog, incumbiu-me dias antes com mil recomendações de o estrear no dia 12 de Maio desse ano, na novena da igreja paroquial, uma vez que ausente encontrava-se nesse dia em Fátima a saudar o seu predecessor, e, de onde nos haveria de trazer uns lindos postais comemorativos da ocasião. E já que falamos dele, do saudoso Woytila, o João Paulo II de venerada memória, declaro aqui que o avô, também de venerada memória, era um seu sósia tão perfeito nesses anos 80 que impressionava. Mas, lembro-me muito bem de toda essa visita e muito particularmente do dia 12 de Maio e da novena diária das 18 horas. Como criança beata que era, fanática até, estava rejubilante com a estreia do tal terço no dia em que Papa rezava em Fátima. Aliás, era o meu primeiro terço, já que os anteriores eram relíquias de contas desfalcadas, de umas outras avós do tempo do seu predecessor Leão XIII, que serviam sempre em brincadeiras. Lembre-se, Santo Padre, que eu fui o tal menino que queria ser santo. Retomando, nesse dia sentia-me um privilegiado. Depois de me ter enrolado em espiral nos cortinados da sala, como era hábito sempre que me sentia alvoraçadamente feliz, saí de casa e dirigi-me à igreja. Rua abaixo, em comportamentos típicos de um rapaz da minha idade, dando largos passos intercalados por saltos de agilidade caprina, exclamava baixinho, dizendo, em louca ansiedade: Vou rezar com um terço de oiro! Vou rezar com um terço de oiro, vou rezar com... Santo Padre, bem sei que me estou alongar, mas lá estava eu nos meus 6 anos em louca histeria religiosa correndo ao encontro da Virgem (que sempre sorridente lá me esperava para o terço) encontrando-me de repente, no continuado comportamento, num muro desnivelado e de considerada altura que fica por de trás da igreja. De repente, em grande arrebatamento, exclamando cada vez mais alto: VOU REZAR COM UM TERÇO DE OIRO, raiando o delírio em estado de alucinação pareceu-me sentir voar. Ascendia. O chão desaparecera debaixo dos meus pés... e ao invés de Teresa d'Ávila, suspensa no éter, senti-me sugado num precipício de um metro e meio de altura tendo um arrombo contra um chão. Quando caí em mim, surpreso e incredível da perca da percepção do real, estava estatelado na calçada com a minha cabeça de 6 anos aberta a esvair-se em sangue. Por certo, sinal de reprimenda da loucura que me invadia. Levantei-me. Emudecido e a chorar, com o terço quebrado por entre as mãos ensanguentadas, voltei cambaleando para casa, tentando esconder a abençoada "coroa" que trazia na cabeça. Hoje agradeço à Senhora de Fátima por não ter sido pior, se é que ela, tal como ao seu predecessor, interveio com a sua mão de divina embaixadora, segurando o meu pescoço para que de um pequeno golpe na cabeça se tratasse o resultado de tal acidente, assim como do caso não menos grave de me ter salvo nesse Verão, pelas mãos de uma fluente nadadora, de um afogamento numa piscina. Dou graças a Deus e a Ela por esses dois casos e um outro ainda mais melindroso que me sucedeu uns anos a seguir, e já agora outros tantos, que por vezes em tempos recentes me apanham e dos quais tenho saído sempre milagrosamente ileso e sem um arranhão, ainda que com danos materiais.

Aceite então na hora de partida, como aconchego de viagem, esta minha desinteressada oferta, ainda que me desse um certo jeito receber um daqueles cálices. Sim, Santo Padre, um daqueles tão bonitos igual aos que foi retribuindo aos generosos presentes que recebeu. Sabe, Santo Padre, é que já que não vai haver amnistia e eu, pobre de mim em matéria terrena, mas rico em espírito, a desesperar cada vez mais, com lágriams no rosto, vou ficar apertado e asfixiado de contas com umas certas obrigações, coimas, ajustes e a subida dos impostos. Mas sem isso, ou o Euro-Milhões, que não quer nada comigo... corações ao alto! Não há-de ser nada e não importa estar perante sua Santidade a rogar-me de mais misérias e penas... Dou-lhe somente com o coração aberto em troca de nada, já que nestes dias retirei tanto das suas palavras para a minha vida que neste transbordar me fazem, neste gesto e nesta escolha, retribuir.

Eis então, de J. S. Bach, a ária das variações Goldberg:





News about:


Papa agradece "carinho" que recebeu em Fátima

VERGONHA...

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Hoje reuniu-se o conluio governamental.

Com o país concentrado na visita de Bento XVI e da sua mensagem de coragem e esperança, o conselho de ministros, da
oportunista e nova maioria absoluta, coligada por Sócrates-Passos Coelho, fez tábua rasa aos últimos dias imolando pelo ácido a gesta e retórica Papal, rompendo o colo de um povo fazendo por ele passar lágrimas e convicções directamente ao chão.

Que provação esta!

Somos a história de Job, e, estamos, como ele: reduzidos a nada, agredidos, vexados nas diatribes, actos e gestos escatológicos do Senhor Anti-Cristo que comanda em São Bento.

Senhores e Senhores, meninos e meninas eis o avaliador das nossas necessidades :


Um homem de genial meninge
que não sabe distinguir um Papa de um Pneu de Camião!

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12 de maio de 2010

HOME...


Em Fátima reza-se o terço...
Aqui chora-se a amargura de um sentido momento de solidão.

Assim seja!
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A PROPÓSITO DA VINDA DO PAPA

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Durante as semanas e dias que antecederam a chegada do Papa a Portugal, temeu-se por todo o lado uma onda de descrença e desvalorização do momento em que o país está neste momento imbuído. A cidade de Lisboa e todos aqueles que dos seus arredores, subúrbios e regiões próximas mais distantes - peregrinos, curiosos e passeantes - desceram à grande urbe, a capital do país, provando o contrário. Sem medo saiu-se à rua para com alegria e vivas saudar e venerar respeitosamente o Bispo de Roma, que neste momento se encontra entre nós. Afinal Portugal conserva a fé. Fé, que, ainda que embrutecida pelo sono que a envolve, de acordo com as expectativas mundanas e pessoais de cada um, vê-se nestes dias desperta e esboçada no sorriso de cada um de nós, trazendo um centelha de esperança na alegria de viver.

Na verdade, e, em verdade, vivemos num mundo centrado demasiado no eu. O Eu que se proclama. O Eu do ego e do seu egoísmo, individualismo e umbiguismo. Seguir as palavras de Jesus, uma vez que encerram os princípios de vida, existência e coabitação Ocidental é concretizar a harmonia social com valores e preceitos - pois Jesus Cristo, mais do que um ser divino, é nas suas palavras o amor fraterno entre cada um de nós unido a todos - é viver sem deixar de ser o que se é e quem se é, porém vivendo o mundo, no mundo e para o mundo. A esperança ainda é o que nos governa e move. Segui-la é acreditar no futuro sorrindo em conformação do nosso eu com afirmação. Crer é ter fé. Ter fé é acreditar em algo superior que nos move e nos conduz e nos faz partilhar para ter em abundância e reciprocidade. Afinal, em dois mil anos o Cristianismo não nos ensinou outra coisa apesar da nossa sisudez e desconfiança.

É aqui que as ameaças, grupos e afins colectivos que sentem o mal estar político que representa a visita de Ratzinger, enquanto papa Bento XVI, à cidade de Lisboa. Porém, resta-me afirmar:

Que contentamento reside nessas pessoas?

A contrição, a reflexão e a auto-crítica melhor serviço individual faria do que a habitual tendência projeccionista em culpar os outros pelos nossos medos, erros, misérias e desgraças. Assim se purga uma existência culpabilizando os outros ou aqueles mais tangíveis e susceptíveis, em função do síndroma do super-homem que cada um de nós julga encerrar e quer a todo custo abraçar. Assim, caro leitor, qual de nós, e, à imagem de Jesus Cristo, que era tão vulnerável quanto nós somos, era capaz de tomar o seu exemplo?

Quem se sacrificaria?

Um super-homem saberia suportar com persistência e coragem cada acto ou momento até o vencer, porém nenhum de nós sabe. Ninguém quer ou ousa sofrer, nem mesmo em prole de si mesmo. Assim, até saberia responder por todos, mas não ouso. Direi apenas, sublinhando e lembrando aquilo que já sabemos e nunca é demais lembrar: é neste ponto que Jesus, esse sim o verdadeiro super-homem, se elevou na sua condição humana acima de qualquer outro ser. Se era esse o propósito da sua existência, a Deus pertence o mistério e o segredo e a cada um de nós aceitar e respeitar.

Em súmula, caro leitor que me é atento, é neste oposto de desconfiança alheia que reside a nossa descrença e culpa. Culpa na falta de conhecimento e reconhecimento. Culpa na arrogância que nos move todos os dias... enfim, tanto para dizer... e neste dizer, mais do que ler estas palavras que pouco resumem, pensar e olhar interiormente. Se cada um dos 60 visitantes diários deste blogue o fizessem seria seguro, que, a angústia e tristeza que nos invade o olhar sobre diversas formas, daqui a uns dias se transformaria num tímido sorriso e com o tempo na alegria de viver em comunhão com o mundo e com o infinito, até a meninge de cada um de nós se virar para Deus e com verdadeira gratidão agradecer-lhe o que de bom ou satisfatório a vida nos vai mostrando e trazendo.

Na realidade, onde estiveram hoje as manifestações anti-papa?

Em 80.000 pessoas que se deslocaram até ao Terreiro do Paço ou a Lisboa, 2 assentaram arraiais sobre o arco da Rua Augusta vestidas de negro mostrando o seu protesto. Outras que não vi, andaram a distribuir condoms no Rossio... Porém a maioria dos habitantes da cidade mais laica de Portugal,
pioneira em experimentalismos e tendências reformistas extremistas que conduziram o mundo ao colapso no século anterior, que segundo se diz tão descrentes como toda a amplitude desse conceito, hoje, desceram até ao Terreiro do Paço cheios de esperança, não para ferir ou agredir mas para acreditar. As inflamadas e prometidas manifestações e afins, afinal não passarem disso mesmo e até agora, e também até ver, promessas! Promessas ou actos de tal forma tão pacíficos que se diluíram no meio de tantos e tantos que por lá andavam com alegria. Durante todo o dia sentia-se nas ruas de Lisboa euforia e satisfação, materializados em vivas e sorrisos, em longos e praticamente ininterruptos cordões humanos, em expressão do máximo sentimento de respeito que deve ser o tributo mínimo oferecido.

O silêncio e a indiferença são ainda as melhores armas que uma oposição pode tomar para expressar o seu descontentamento ao invés do terrorismo da provocação e da violência gratuita, desmesurada e sem convicção. Lembro pois a todos que a Igreja é ainda uma instituição aberta e só entra nela quem quer. Por isso só quem está no seu seio nela participa se pode arrogar a pedir justificações de actos e comportamentos quando algo não vai bem, a menos que tenha sofrido na pele algo de incomodo e e tenha afastado. Mas se não a denuncia directamente, porque a agride juntando-se à mole anónima? Porque não clama justiça? Se a condena então, porque a protege em conjunto com os seus indigentes com postura de esquizofrenia?...

Por fim, e terminando, é curioso notar que os protestos partem daqueles que não participam e não confiam nela, a Igreja. É caso para pensar: se reclamam é então para quê: vexar? deitar abaixo? destruir? ou simplesmente quererão apenas fazer parte e tem vergonha disso ou não são capazes, porque as "vidinhas" e convicções mesmo que erradas são demasiado boas?

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15 de dezembro de 2009

ÉS LINDA... CRISTINA AREIAS


Passou os 40 anos... já lá esteve em casa (hehehehe)... e apesar do Camilo não ter gostado ela foi à avante...
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Brava, Cristina... não envergonhas ninguém!
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A Maitê Proença também pousou depois dos 40 e é certo que veio a Portugal retribuir com a famosa cuspidela outras de tantos admiradores e fãs portugueses nas suas sessões noctívagas extra novelas. Afinal, ela estava no seu pleno direito!
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Ó Cristina! Outra coisa... Só vales 15.000 €????... tantos sorrisos, fama e anos de carreira e com esses magníficos atributos só vales mesmo isso...
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A Maitê valia mais, ora! Pois a Maitê é internacional... será que a Maitê também cuspiu nas fontes famosas de outros países ou será que ela só será mesmo conhecida no Brasil e em Portugal?

Ainda por cuspidelas... terá a nossa Maitê inspirado alguma das personagens do Equador?
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Cristina, és linda!

(Agora vê se reaves o dinheiro que te devem das fotos)
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