2 de julho de 2011

JUST MARRIED

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(c) Santos & Santinhos


Tenho por hábito assistir a este tipo de cerimónias como um dever pelo qual desconheço o verdadeiro motivo - provavelmente pela afinidade e boa impressão que sinto pela praxis dos rituais em si e a forma como são abordados nas diversas latitudes segundo os hábitos, tradições, costumes e gostos locais.

Com a bênção católica de Deus, Alberto II do Mónaco desposou Charlene Wittsctok na presença de 3.500 convidados vestidos a rigor ao som da música de Mozart, Schubert e Handel dirigida por Lawrence Foster (o maestro da orquestra Gulbenkian) e interpretada pelo soprano Renne Fleming, pelo tenor Andrea Bocelli, e pelos solistas, coro e orquestra da ópera de Monte Carlo assim como das intervenções musicais litúrgicas do coro dos pequenos cantores do Mónaco.

Belas imagens pela TV foram chegando. Imagens arruinadas pela falta de espírito e inconveniente verborreia compulsiva dos apresentadores da TVI que impiedosamente pouco deixaram ouvir da beleza da música que se escutou. O auge deu-se com Judite de Sousa e Felipa Garnel durante a Avé Maria de Schubert. Competindo com o protagonismo da exibição de Andrea Bocelli arremessaram-nos com pérolas medíocres e fúteis em comparações de trazer por casa onde no mesmo prato se pôs em apreciação, passo a expressão:"o olho do cu e a feira de Silves". Já num tempo avançado da exibição, repreendidas pelo Goucha, lá se ouviu o que se pode em silêncio. Da mesma forma o Agnus Dei mozartiano, de inenarrável beleza, foi asperamente comentado  pelo padre António Rego com alegorias poéticas religiosas do tempo de Pio XII sobre o santo sacrifício da missa e outros barroquismos rendilhados esquecendo que em Mozart essa música é o enaltecimento e a plenitude. Valeu-nos a discrição de comentários da RTP sem deixar nela de apontar o atabalhoamento do tradutor.

O silêncio por vezes vale mais do que mil palavras assim como a incultura aqui criticada é apontada não pela creditação de saber mas pela desinteligência e iliteracia dos comentadores ante aquilo que à sua volta discorria  subestimando e castrando o conhecimento e o sentimento do público televisivo  na melhor apreciação da fluência da evidência do dia. De grosso modo, mas bem caricaturada, esta postura assemelhou-se àquela que achamos nas salas de concerto e auditórios a certas pessoas  de educação duvidosa arvoradas à máxima sapiência do-diz-que-tudo-sabe e que durante a audição da música tudo comentam ruidosamente importunando quem ao seu lado está.


News

Príncipe Alberto e Charlene disseram “sim” no MónacoPríncipe Alberto e Charlene disseram "sim" no Mónaco , Casamento real. Será desta que o solteirão mais cobiçado do Mónaco acalma? ,

2 comentários:

Isa GT disse...

Esse hábito de ver casamentos... e conseguir aturar o palavreado dos comentadores... é obra... não admira que fiques com a cabeça em água ;)))

Bjos

Xaninha disse...

eu tb vi e doeu-me o ar de triste da Charlene durante a cerimonia! a unica vez k vi a rapariga sorrir foi kd a cantora sul africana cantou.

mais uma princesa infeliz, no monaco..:S aliás, nem ngm conseguiria ser feliz se soubesse que o companheiro tem mais 1 filho...concebido durante o namoro! ou seja..um belo par de corninhos na charlene...:~(

beijoca..

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