23 de abril de 2011

MEDITANDO AINDA

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(c) Santos & Santinhos
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DAS 7 PALAVRAS

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"Hodie mecum eris in paradisum"
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No tempo em que os crucifixos falavam reza a lenda da "crucificação" que o Salvador na sua derradeira hora, pregado ou amarrado na cruz, conversou com todos presentes - os intervenientes que  nos vários evangelhos conhecemos neste episódio. Eram eles: Maria, sua mãe; Maria, a tia de Jesus (a dita mulher de Cleófas); Maria Madalena, a tal; João, o discípulo amado - todos chorando; dois malfeitores igualmente pregados ou amarrados às suas cruzes - respectivamente amaldiçoando e carpindo a sua sorte; príncipes dos sacerdotes, escribas, anciãos, o povo em geral e os seus chefes - todos zombando, rindo e troçando com vulgares anedotas; e soldados - com sentido indiferente.

Durante este impasse, dilacerado pela dor, a fadiga e o desespero de tal castigo, que se afunilava no propósito da sentença, à qual nenhum Deus ex-maquina se apressou ali a baixar e consequentemente colocar termo à barbaridade que ali ocorria, quisesse assim Jesus - o abandonado, o vaiado e o apupado - com todo com o direito que a divindade que em si encerrava lhe assistia.

Distendido sobre o símbolo que todo o cristão venera, pacientemente, afogado no desespero daquela hora,  com rasgos de lucidez que nele ainda faziam carreira entre os olhos e a sua brilhante meninge, ante a angústia e o desconforto desta forçada submissão e a visão que agora de tão alto, pela primeira vez tão acima colocado, estagiando o posto que ocupa  faz dois mil anos, chorava enxergando o ensaio da realidade que há-de vir diante dos passos do mundo que aos pés da cruz já ali acorria e o contemplava.

Falando-lhes como podia sete foram as palavras que da cruz saíram. Sete palavras foram aquelas que do alto deste púlpito Jesus, o dilacerado, em dores e lágrimas de igual fortuna, brindou a sua derradeira assistência na tristeza da sua última hora dos que diante da cruz lhe faziam plateia. De todas é para mim a de maior relevo, a mais  tocante e apaixonante aquela que traz o anúncio da salvação a um dos malfeitores. Palavras de esplendor e de esperança que ninguém pode ignorar na reconfortante promessa da feliz eternidade deixada ao pobre homem que privando com Jesus a angustiante pena se consciencializou do seu mal na verdade do que aquele fatal mistério encerrava.
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22 de abril de 2011

SEXTA-FEIRA SANTA

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(c) Santos & Santinhos

Victoire, tu régnerais!
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21 de abril de 2011

LIVROS

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Ultimamente não tenho tido grande tempo para ler. À pressa, com olhar académico,  tenho lido artigos dados para o semestre e que numa exposição aqui apresentada de múltiplas conclusões dariam neste nosso espaço horas de composição escrita sobre Maximiliano de Habsburgo ou sobre a corte do senhor D. João V - nomeadamente de um assunto recém apurado e publicado na early music que nos coloca historicamente na génese de um produto cultural e à frente de qualquer outra nação do mundo face ao interesse e desenvolvimento por esse tal objecto, que a seu tempo será aqui abordado e que por enquanto permanecerá incógnito.

Depois de lido o mais recente livro do senhor João Gonçalves, ainda por assinar, inicio agora o mais recente calhamaço do senhor Umberto Eco, na tradução portuguesa do senhor Jorge Vaz de Carvalho. A ler!
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CONCLUSÕES

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Que dia este sem um Quo Vadis ou uma Túnica que nos entretenha!
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HAPPY BIRTHDAY MA'AM

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(c) Santos & Santinhos

13 de abril de 2011

LEMBRANDO...

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Maria Antonieta da França
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NOBRE POVO, NOBRES IDEIAS

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Aprendi na instrução primária que de acordo com a constituição da republica portuguesa é condição sine qua non para se ser seu presidente votar em todas as eleições que no país aconteçam  na qualidade de seu cidadão. Cândida imagem quando se pensa  ou acredita que tal baste a qualquer cidadão de "bem" que queira lá chegar ou se aproximar.

Se ao distinto e brioso "chico da esquina" se reconhecem qualidades inteligentes, bem falantes, opinion maker de massas  e da sua boa pessoa o produto deste silogismo resultar na crença de um bom presidente da republica, cândido é todo aquele que neste diletante reconhece um "Sebastião". Um Sebastião de mansas aparências e de falas de pretensões messiânicas de construção sentimental, pio nas suas convicções no pasmo da boleia de crenças colectivas. De facto Sebastião, o invencível, o puro de entre outros superlativos cognomes-que-tal achou redenção logo à primeira estocada às mãos de Mulei Moluco. Com  ele caíram no chão para se perderem de vez, se é que haviam, valores que pudessem existir.

A segunda lição disse-me que dos políticos sabemos sempre o que contar mas que dos homens comuns, os cidadãos, os ditos de bem, os "amiguinhos" e "amigalhaços", se deve observar e desconfiar do que lá vem antes de provas dadas quanto à qualidade da nobreza das ideologias que encerram.


NEWS

Fernando Nobre encerra perfil pessoal no Facebook , Morais Sarmento considera que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento , Mário Soares manifesta reservas sobre candidatura de Nobre à presidência da AR , Página oficial de Fernando Nobre desaparece do Facebook após críticas de seguidores , PSD com reservas sobre candidatura de Fernando Nobre , Mário Soares: “Fiquei estarrecido com a escolha de Fernando Nobre” , “Foi muito difícil” aceitar o convite para concorrer pelo PSD, disse Fernando Nobre , Fernando Nobre: n'importe quoi , Nobre sem 'Nobreza' ,

A JEITO!

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A jeito, a jeito agora só mesmo de cortar as unhas.
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12 de abril de 2011

CONGRATULATIONS MONTSERRAT CABALLÉ

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Maria de Montserrat Viviana Concepción Caballé ou simplesmente Montserrat Caballé, a grande Diva  da ópera dos anos 70 e 80, senhora que dispensa apresentações, assinala hoje a abençoada idade de 78 anos (para os mais positivistas primaveras - ainda assim são muitas!). Sempre ouvi contar que as senhoras não têm idade e Montserrat de facto permanece sempre jovem na nossa memória na lembrança da sua voz de suavidade etérea quase sem mácula. Em 1972, no auge da sua carreira, cantou assim em Lisboa:
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11 de abril de 2011

APETECIMENTOS

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Há uns dias sentado na Bénard senti-me atraído por um bizarro mirone que me olhava por detrás da vitrine da Sá e Costa: Fátima um poema do mundo do Botto. Pespegado na montra, insistente no seu chamamento, obrigou-me a entrar nesta livraria. De amiúde, num livro, ainda por abrir pela lei de uma apropriada navalha, de uma primeiríssima edição, verifiquei o seu admirável conteúdo que neste momento aspiraria a ler com o devido detalhe, como suplemento della colazione, desta para o espírito, enquanto a manhã não se materializa nas suas rotineiras obrigações.
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COMMENTS

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Caro Anónimo 08-04-2011 ao post UMA CABRA NO GABINETE: 

Sinta-se privilegiado por este post que acusa a recepção do seu tão tão estimado comentário que por merecimento, na sua melhor apreciação, foi enviado para o trash, vulgo lixeira. Para si e para os demais advirto que tais conteúdos, esgares e semelhantes encómios aqui não têm leitura e tal como hoje no futuro serão sempre invisíveis.

Atentamente,

Bartolomeu.

10 de abril de 2011

GRÃO-A-GRÃO ENCHE A GALINHA O PAPO

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(C) Santos & Santinhos

Também das Caldas da Rainha, guardava-se na cozinha a tradicional galinha empoleirada numa cesta. Diz-se que podia ser terrina e levar à mesa de quem quer seja uma canja a condizer. Também servia para guardar o fruto do rendimento desta ingénua e explorada bicha - os ovos. Nesta cozinha, a da avó, local de onde veio este objecto herdado, guardavam-se nele segredos e recados, contas e trocos de patrióticos escudos e até mistérios que num terço lá guardado se podiam deixar adivinhar, para uma  improvisada novena para a reparação de todos os males, sobretudo os que derivam da imprudência.

News
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UMA CABRA NO GABINETE

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(c) Santos & Santinhos

Uma linda peça de loiça comprada nas Caldas da Rainha. Guardada no meu office onde tudo é prático e nada é museológico reparo que enfeita bem, ocupa espaço e não faz nada (só mesmo para ter gasto dinheiro). Por fim, melindrado pelo bicho, como não fala, ainda hoje não sei se é cabra, cabrito, bode ou capricórnio!

9 de abril de 2011

ANNA BOLENA ATACA... EM WIEN

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Para muitos Anne Boleyn foi só a mulher de Henry VIII - a mãe de Elizabeth e causa das causas da ruptura das ilhas de british haxen da hegemonia europeia de então, emancipando-se do temporal poder romano  para se converter em autoridade de si mesma.

Para outros, pouco pouquinhos, Anna Bolena é uma ópera de Donizetti. Uma ópera ressuscitada há 60 anos que serviu de glória à La Divina aqui e que a partir de então foi comesforço, suor e aplausos mais ou menos igualada ou até mesmo ultrapassada - conforme os gostos - por uma Caballé aqui, uma Sills aqui, uma Sutherland aqui, uma Gruberova aqui ou uma Devia aqui.

Hoje Anna Bolena é Anna Netrebko aqui e em Viena, após perder a cabeça, fazendo juz ao que nestas três prodigiosas se conta, não por uma querelle ou intricada intriga ao seu gosto mas pelo resultado da leitura  actual desta suma partitura, recebeu 20 minutos ininterruptos de aplausos. 

Amanhã, do Met, pela ANT2, ás 18h, segue o rossiniano Comte D'Ory tal como se conta aqui
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7 de abril de 2011

INVICTISSES!

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 (c) Santos & Santinhos

Numa passeata pela baixa da invicta, levado eis que fui, agora na demanda de sapatos. De compras já feitas e sapatos escolhidos, embalados e embrulhados, o meu viandante compincha diz-me:

- Agora vou levar-te a um sítio onde há sapatos ainda mais baratos!
- Está bem - pensei eu, certo de haver um filão de scarpi fabulosos em cada esquina.

Ligeiramente acima do mercado do Bolhão, numa esquina, eis o tão afamado paraíso. Entrando, exclamei:

- Onde me trazes tu, homem? Olha só o cheiro! - isto já lá dentro enquanto subia uma enrolada escada de caracol deste império de ténis e sapatos made in qualquer lugar dos confins do oriente.
- Que tem? - exclamou.
- Só tu para me fazeres rir. Então, não sentes?
- ???

Sem darmos-nos conta de estarmos a ser seguidos por empregada, continuei:
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- Que rica sapataria! Dizes tu... hahahah!!! Isto aqui tresanda a borracha que se farta... Repara, quando entras numa sapataria cheira-te a pele e aqui cheira-te a plástico...
- E QUANDO VOCÊ ENTRA NUMA PEIXARIA CHEIRA-LHE A PEIXE E NUM TALHO CHEIRA-LHE A CARNE... "Estaba" à espera do quê, hein?!?!
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2 de abril de 2011

QUARTO COM VISTA SOBRE A CIDADE

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(c) Santos & Santinhos
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