27 de fevereiro de 2011

AUTO- RETRATO ESCLARECIDO

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(c) Santos&Santinhos
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O tempo passa sem se fazer notar. Sem um qualquer consentimento, um may i come in, avança-nos irreflectidamente para o "tempo" fechando-nos ao mundo e aos sonhos que para trás ficam sem tempo de convívio existido. Desapossando-nos, talhando-nos ei-lo levando a doçura da nossa já existência. Ei-lo arrefecendo-nos os mais sentidos momentos, glórias e conquistas. Ei-lo amarelecendo-nos as lembranças  guardadas no pensamento... É condição do nosso contrato vitae. É condição sine qua non existencial: caminhar, trilhar este caminho empurrado andando em frente para um futuro despojado e enegrecido por interrogações até que o seu termo nos envolva, nos guarde e nos proteja de tanta falta de graça.


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2 comentários:

polittikus disse...

Bons olhos te vejam.... demoras-te neste intervalo. Espero que tenhas pensado e arrumado asideias... Bem vindo de volta.

Isa GT disse...

Falta de graça porque isso de ser empurrado para a frente é muito monótono... temos de ter uns truques na manga, ora, contra a falta de graça... umas voltas ao quarteirão, até parece que se fez uma pausa no caminho ;) num impulso virar numa travessa, uma rasteirada contra a previsibilidade, olhar o céu enquanto se avança, enriquece os sentidos e nem se sentem os empurrões, pelo menos, distrai um bocadinho ;)
E essa das interrogações... sem elas... que deslavada seria a vida... :)com elas descobrimos que não há, apenas, um caminho obrigatório e aí, é que está a graça... :)

Bjos

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