24 de setembro de 2011

NA HORA DO ADEUS...

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Há uns anos atrás, pouco antes dos 20's, na idade em que se tomam decisões que moldam o futuro, empreendi ser artista. Queria ser um artista daqueles que usando pincéis elaborava o mundo por manchas coloridas ou monocromáticas segundo a sua psíque... ou que pela ponta do seu lápis desenharia um mundo a ser habitado fazendo casas e casinhas. Enquanto deambulava nestas indefinições expûs por duas vezes. Na segunda destas exposições, inaugurada por destacadas presenças, foi-me apresentado o José Niza que integrava o tal grupo. Com grande cortesia, parabenizando-me o magro talento ali exposto, cumprimentou-me pelo meu trabalho. Por fim, ao contrário do que era seu costume, não cantou nem tocou.
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Não voltei a expor e/ou a elaborar um trabalho que tal justificasse. Segui um rumo diferente na minha vida e esquecido desta memória, hoje, pouco lembrado de ter protagonizado os citados momentos, recordo-os nesta partilha pelo acontecimento deste dia.

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Morreu José Niza, compositor de "E Depois do Adeus"

21 de setembro de 2011

GRANDES MALES SEM GRANDES REMÉDIOS

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É na penumbra, na sombra do recanto da altar onde a luz emanada de um castiçal aceso não penetra, que o espectro do escândalo cresce como doutrina desvairada exorcizando a mediocridade de pobres infiéis indefesos...

É na penumbra, na sombra de uma silenciosa camarata da sesta que o vigilante espectro vem refrear-se na beleza da puberdade...

É na penumbra, no segredo de uma sacristia,  de uma qualquer dependência, de um jardim, de uma latrina, de um quarto-de-banho, do assento de um automóvel, da imensidão de qualquer espaço pertinente esboçado por mil enganos cativados por falas mansas, que o espectro toma o servo da doutrina pervertendo-o simplesmente porque é um homem e não é Deus.
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News

Igreja belga quer submeter seminaristas a testes psicológicos para evitar pedofilia  , Papa chega a Berlim com compreensão pelos que abandonam a Igreja devido à pedofilia ,

RECENTES

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Afinal o caruncho chegou à Madeira!


News  

                                                

16 de setembro de 2011

13 de setembro de 2011

FÓSSEIS MODERNOS....

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Tudo por uma ida à Lua...

conta-se que no Cabo Espichel, o grande finisterra português, numa hora e num tempo desconhecido por ninguém assistido, certa burrinha de aspecto comum aos da sua honrada estirpe asina, acavalando no seu aveludado dorso uma distinta passageira, de pau por certo, trepou corajosamente as temíveis escarpas que de lado a lado se amontoam emergindo do oceano. Escarpas propícias a descer com maior sucesso do que a subir, portanto, a burrinha, desafiando todas as leis da gravidade conhecidas, desobediente às imposições de Newton, trepou por aí cima pelo seu pé desenhando na dura rocha o seu ilustre passeio. Na verdade, nunca se soube se de facto aburrinha subia ou descia, ou se descia ou subia, mas, pelo que se diz, sabemos que se prestou a fazer favores à Divindade...  só porque o povo quis!

Desta façanha, com ingénua imaginação pintou-se um azulado azulejo que para a história representa a mais antiga representação iconográfica que há no mundo de uma fossilização: um trilho de dinossaurio...

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11 de setembro de 2011

FOTOS DA SEMANA

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 (c) Santos & Santinhos
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11 DE SETEMBRO

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 (c) Santos & Santinhos

Num piscar-de-olhos o tempo correu tal com tanta velocidade como aquela que desmorounou toda aquela realidade transformando-a numa grande nuvem de pó. O pó que a memória não levou.

10 de setembro de 2011

AS MARAVILHAS DA GASTRONOMIA

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(c) Santos & Santinhos


Eis que no ar se propagam iguarias ditas classificadas. De Scalabicastro, em tons de alho francês e beringela, para melhor agraciar o distinto certame, difundem-se para todo o país gulosas tradições que por democrática escolha irão ser elevadas à categoria do palmarés do divino Pantagruel, ainda que sem o olhar e a dignidade dos preceitos da arte de tão criterioso juiz e comensal a quem a história tantas vénias faz. Portanto, hoje, mais hora menos hora, saberemos que "comesainas" arregalam os olhos ao Zézinho do Bordalo com a satisfação e a lembrança que o todo não faz a parte!


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Três sopas entre os dez mais votados no concurso Maravilhas da Gastronomia ,

1 de setembro de 2011

DEPOIS DA TEMPESTADE... A BONANÇA

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Tal é a força da expressão que os astros lhe obedeceram com tal prontidão fazendo jus à sua eficácia. À tremenda noite onde tudo choveu sucedeu-lhe um dia de contorno primaveril de brilhante solar aspecto...  Efémera ou não, uma boa altura para desprender de coisas e de dores passadas metaforicamente arrancadas pelas águas correntes. Posto isto, segue a jornada.


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Setembro abre com previsão de chuvas fortes

30 de agosto de 2011

O DIA DA PADROEIRA

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(c) Santos & Santinhos
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Pela rua passa a Senhora
De alva veste bordada de flores
Andor de devota condição
Penhor de graças a quem espera salvação.

Quem sente enternece
Mirando e olhando doce expressão.
É mãe que embala, cuida e guarda
Que assim corre em procissão.

Ladeada de gente, que enfim,
Eis a Senhora da Graça,
Menino ao colo se acha
Para que do leite homem se faça.
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Não sei mais o que escrever
Para esta rima concluir
Loas não sei tecer, não sei,
E assim, sem mais, eis o fim!
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3 de agosto de 2011

FÉRIAS DE VERÃO

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(c) Santos & Santinhos

Férias ou a Catarse do ano.
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NO PÔR DO SOL...

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AGOSTO

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Dizem as praeiras sentadas na borda da praia, essas que conhecem melhor que ninguém a raça do tempo de estio, com o saber calejado no rosto abrasado pelo sol e curtido pelo sal do mar, arrevesando-se no seu xaile preto olhando o infinito longínquo, que: 1º de Agosto, 1º de Inverno. Diz também o povo de lado a lado desde o tempo das avós e das avós das avós que letradas em pouco mais do que cultura popular, sabiam para além do que aquilo que tenra gente saída do seu regaço encerra.

Se a cinzenta chuva brindou à máxima popular sem o gosto do tempo quente e do ameno conforto da praia, privado de tal delicia o fim do dia encantou-se aos olhos com este desfecho:

(c) Santos & Santinhos
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3 de julho de 2011

FRASE DO DIA:

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 (c) Santos & Santinhos


"O Lousã cheira a bafio"

(Marcelo Rebelo de Sousa sobre Francisco Lousã e a sua antiguidade partidária hoje no Jornal Nacional da TVI)
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2 de julho de 2011

JUST MARRIED

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(c) Santos & Santinhos


Tenho por hábito assistir a este tipo de cerimónias como um dever pelo qual desconheço o verdadeiro motivo - provavelmente pela afinidade e boa impressão que sinto pela praxis dos rituais em si e a forma como são abordados nas diversas latitudes segundo os hábitos, tradições, costumes e gostos locais.

Com a bênção católica de Deus, Alberto II do Mónaco desposou Charlene Wittsctok na presença de 3.500 convidados vestidos a rigor ao som da música de Mozart, Schubert e Handel dirigida por Lawrence Foster (o maestro da orquestra Gulbenkian) e interpretada pelo soprano Renne Fleming, pelo tenor Andrea Bocelli, e pelos solistas, coro e orquestra da ópera de Monte Carlo assim como das intervenções musicais litúrgicas do coro dos pequenos cantores do Mónaco.

Belas imagens pela TV foram chegando. Imagens arruinadas pela falta de espírito e inconveniente verborreia compulsiva dos apresentadores da TVI que impiedosamente pouco deixaram ouvir da beleza da música que se escutou. O auge deu-se com Judite de Sousa e Felipa Garnel durante a Avé Maria de Schubert. Competindo com o protagonismo da exibição de Andrea Bocelli arremessaram-nos com pérolas medíocres e fúteis em comparações de trazer por casa onde no mesmo prato se pôs em apreciação, passo a expressão:"o olho do cu e a feira de Silves". Já num tempo avançado da exibição, repreendidas pelo Goucha, lá se ouviu o que se pode em silêncio. Da mesma forma o Agnus Dei mozartiano, de inenarrável beleza, foi asperamente comentado  pelo padre António Rego com alegorias poéticas religiosas do tempo de Pio XII sobre o santo sacrifício da missa e outros barroquismos rendilhados esquecendo que em Mozart essa música é o enaltecimento e a plenitude. Valeu-nos a discrição de comentários da RTP sem deixar nela de apontar o atabalhoamento do tradutor.

O silêncio por vezes vale mais do que mil palavras assim como a incultura aqui criticada é apontada não pela creditação de saber mas pela desinteligência e iliteracia dos comentadores ante aquilo que à sua volta discorria  subestimando e castrando o conhecimento e o sentimento do público televisivo  na melhor apreciação da fluência da evidência do dia. De grosso modo, mas bem caricaturada, esta postura assemelhou-se àquela que achamos nas salas de concerto e auditórios a certas pessoas  de educação duvidosa arvoradas à máxima sapiência do-diz-que-tudo-sabe e que durante a audição da música tudo comentam ruidosamente importunando quem ao seu lado está.


News

Príncipe Alberto e Charlene disseram “sim” no MónacoPríncipe Alberto e Charlene disseram "sim" no Mónaco , Casamento real. Será desta que o solteirão mais cobiçado do Mónaco acalma? ,

29 de junho de 2011

28 de junho de 2011

R.I.P. ANGÉLICO VIEIRA

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(c) Santos & Santinhos


Um vulto de aparência jovem extinguiu-se na mercê de um episódio brutal quanto às suas consequências sem que no fim da dramatização se tivesse ouvido: CORTA!... Cai o pano e fecham-se as luzes para o actor que com mais fortuna do que talento percorreu num meio abrir-e-fechar de olhos a passerelle da fama. Privado agora de honras ou de ser vaiado pelas misérias que o futuro de certo lhe reservaria ficará cristalizado na imagem do fulgor daquilo que toda a gente lhe conheceu ou lhe apreciou.


NEWS

Morreu o actor e cantor Angélico Vieira , Angélico morreu. Óbito foi declarado esta noite  , Certidão de óbito de Angélico Vieira ao início da noite , Angélico mantém prognóstico muito reservado, amigos preparam vigília , Angélico Vieira em morte cerebral , Fãs de Angélico Vieira fazem corrente em frente ao hospital à espera de um “milagre” , Angélico. Óbito deverá ser declarado nas próximas horas , Estado de saúde de Angélico agravou-se , Hospital desmente "morte cerebral" de Angélico , Ministério Público vai decidir sobre realização da autópsia de Angélico , Acidente como o de Angélico Vieira pode chocar mas “não tem efeito educativo duradouro nos jovens” , Da televisão para os palcos, Angélico era um ídolo juvenil ,

17 de junho de 2011

CURA PARA TODOS OS MALES

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Com a cabeça em água
De mil tormentos que a vida assim guarda,
Em água me deito a apaziguá-la.
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AIDA DE ALFAMA

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(c) Santos & Santinhos


A Aida de Alfama tem cara farrusca mas não é africana, mulata ou pardacenta. Nasceu na Alfredo da Costa: é alfacinha de gema. Anafada e roliçona enverga bata comprada nos chineses que lhe evidencia os seus grossos braços. Por baixo desta preciosidade venusiana traz apenas lingerie e nas pernas gordas meia de vidro preta alçada até à coxa. Com voz de cordas-de-aço controla o seu negócio dando-o conta ao bairro inteiro. De abanico na mão vai aliviando o suor que lhe desce pelo enegrecido rosto abaixo até aos seios colocados em frente ao assador onde se empenha a despachar sardinhas em favor dos trocos que o cliente honrado se empenha a deixar por tão rara iguaria. Posto que todos se serviram e dali partiram, exalando a mulher do povo, de prato bem guarnecido e aviado, suspira agora na vinda do seu homem que há-de ali chegar para naqueles manjares se afundar.



News
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Mini, média e grande ópera. Com um olhar para a música portuguesa . 2011/2012: Dias de amor, traição e morte no São Carlos

16 de junho de 2011

A MUSICA QUE SE OUVE:

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"Como tantos outros artistas portugueses dos maiores, Viana da Mota foi uma vítima da incompreensão, da maldade e da pequenez de um meio com o qual a sua invulgar estatura não podia ter medida comum."

Lopes Graça


Vianna da Motta, aqui, caro leitor, foi talvez um dos compositores portugueses mais sublimes do seu tempo e que com largo sentido pátrio, numa inteligente combinação de conhecimentos, sons e estilos, dotou a sua época e o seu país de um original repertório musical e de uma obra reformadora onde nunca negou a sua essência.

Poucos foram como ele. Do seu tempo chegaram-nos com distinção apenas ecos e rasgos dos nomes ou da musica de Augusto Machado (o Cruges dos Maias queirosiano), aqui, Alfredo Keil (o autor do actual hino nacional), aqui, ou de Rey Colaço (de quem lembramos com saudade a memória da sua filha e da sua neta), aqui.  
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Filho do romantismo tardio e do saudosismo Vianna da Motta foi um pianista de renome internacional.  Educou-se na Alemanha, a expensas do senhor D. Fernando, quer nas aulas que a Liszt tomou como na leitura de Schopenhauer e tantos outros pensadores de que o nome em Portugal eram então apenas palavrões de difícil pronunciação. Durante o primeiro conflito mundial regressou estrategicamente ao seu país. Reformou o ensino da musica e educou e condicionou toda a geração de pianistas que de Portugal partiram para o mundo como virtuosos deste instrumento e que nos seus nomes lembramos Sequeira Costa, aqui; António Vitorino de Almeida, aqui, e Maria João Pires, aqui, (alunos de Campos Coelho); ou Artur Pizarro, aqui, (aluno de Campos Coelho e Sequeira Costa).

Para além de peças de piano de grande feição, sempre tocadas e lembradas pelos seus discípulos ainda vivos e pelos discípulos dos seus discípulos (aqui em evidência), compôs obras orquestrais  de grande envergadura que compreendem a sinfonia, o poema sinfónico ou o concerto para piano assim como géneros de salão como a canção e eventualmente algo que me escapa. Hoje permanece esquecido e pouco tocado nas salas de concertos sendo que só com frequência o podemos audicionar nas gravações existentes que sem vida corrente e actualidade de execução ficam infelizmente presas à museologia discográfica, para glória da nossa memória, em detrimento da vergonha em se ser português.
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A SARDINHA CÁ DA CASA

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(c) Santos & Santinhos

Na Sardinha não há beleza...
Há somente a graça de cuspir as espinhas!
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14 de junho de 2011

QUADRAS

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@Santos & Santinhos
 
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Santo António de Lisboa
De língua e cordas de oiro
Valha-nos a eloquência, que tesoiro,
Rica benção, tão boa!
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SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

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@Santos&Santinhos
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Quem não conhece a procissão de Santo António de Lisboa não adivinha o que nela vai, o que nela se presencia e o que dela na pele se sente.

A fama da laicidade do povo de Lisboa não chega para apagar dos seus corações a devoção a este vulto. Afinal quem se soleniza nesse momento não é um qualquer beato da cristandade como Vicente, o diácono estrangeiro que da cidade é senhor, mas o "Nandinho", o filho do Bulhões da Sé, que em criança viva vivinha como um pardal-dos-telhados percorrera aquelas mesmas ruas gritando para os céus como qualquer criança estroina fruto daqueles bairros que a Alfama convergem. Degenerando à raça das suas gentes não foi fadista mas santo.

Começa a procissão. O povo que já é muito cerca o "santo" aplaudindo a passagem da sua eloquente e erudita imagem de traços assim talhados. Rosto jovem e inocente adivinhando-se nele tanto para dar e tanto ainda para dar, malgrado tantos anos passados. Hábito franciscano de rendilhados dourados assim o adornam. No braço Jesus petiz e na mão uma cruz florida. Coroado de prata caminha sobre um andor pousado num jeep de bombeiros disposto para acavalar a ocasião.

Avança a marcha. De todo lado junta-se o povo vindo sabe-se lá de onde fazendo esperas nas ruas mais largas ou amontoando-se atrás da banda de música que por entre marchas graves em tons menores e pesados nos faz pensar nisso mesmo: o fado e o fardo que é a nossa insignificante vida medíocre sem eco e brilho, contrária à daquele a quem se faz honras no andor. A lágrima surge facilmente. A pele sente-se e enruga. O povo que é imenso e imponente reza e canta. Canta o "Avé de Fátima" trazendo à memória essa outra grandeza espiritual portuguesa que a 13 de Junho também se assinala - acrescento ao meu caro leitor atento nestas palavras que o senhor D. João V de Portugal nos idos anos do seu século ergueu em Mafra uma basílica dedicada a Santo António e a Nossa Senhora. De facto, de um pomposo acontecimento particular hoje vemos esta feliz conjunção consagrada e popularizada espontaneamente a todo um Portugal do século XX que neste dia 13 parece que nada esquece.

Caminha-se por ruas estreitas. Ruas onde se adivinha a longa vigília antoniana. Momentos nos quais a sardinha vestida de prata e de lua foi rainha e a cerveja na sua cor solar rei fulgurante portador de alegrias. Deles agora apenas o vestígio. Exalam-se das paredes o odor gordo do fumo negro saído do sacrifício e dos cantos o fedor do fulgor da noite inteira. É por aqui que corre Santo António perfumado por nuvens de incenso impostas pela força do turiblo arremessado ao ar. Vêem-se colchas nas janelas. Tocam sinos que ecoam  aqui e ali num tímido repique. Chovem pétalas de flores. Desfilam autoridades, irmandades, padres, acólitos, diáconos e franciscanos da ordem terceira. Escuteiros e polícias velam pela ordem de um povo crente com o terço, flores e velas nas mãos como de um outro de mirones de máquina fotográfica em riste. Eixo de toda a procissão com o Santo marcham  pendões, São Tiago, São Miguel, Santo Estêvão, São Vicente, São João Baptista e uma sua relíquia exposta pelas mãos de um arcebispo cobertos por um dourado palio. Todos compondo a famosa procissão acrescentam em cada passo para o seu termo cor, beleza e majestade matizados pelo brilho esplendoroso do luminoso astro rei que lá do alto consente a esta festa honra e graça sorrindo a esta cidade que assim se parece mais bonita.

É esta a procissão e é este o santo de Lisboa. A memória da criança que em tenra idade se distinguiu pela sua voz argente que o fez receber na Sé. Menino do coro cresceu. No canto, na música e na lições do chantre e dos mestres da Sé amadureceu e dali saiu para não mais voltar a Lisboa - somente para embarcar rumo ao destino que o imortalizou. Pela sua voz aos sermões se fez e neles eloquentes discursos elaborou para fama do seu órgão vocal e da sua língua de oiro que em oiro se guardam e lá longe, em Pádua, se veneram.


NEWS:

PSP deteve 135 pessoas no fim-de-semana prolongado , Alto do Pina vence Marchas Populares de Lisboa , Alto do Pina venceu as Marchas Populares de Lisboa , As noivas de Santo António já não vão ao médico. Veja como tudo mudou , Santo António. Monte o seu estaminé, porque o santo da casa não faz todos os milagres , Depois do Santo António e S. João... chegou o S. Pedro , E as sardinhas vencedoras são… Festas de Lisboa têm novos símbolos , Festas da cidade de Lisboa arrancam hoje com espectáculo na Baixa , Sant'António quase a acabar , CP com comboios especiais na madrugada dos Santos em Lisboa

3 de junho de 2011

MACAQUICES - LIÇÃO DA SEMANA

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Há um certo tipo de pessoas que pela sua esmerada e polida postura, vulgo educação - forjada e martelada na aurora dos tempos idade do conhecimento -, revestida de mansidão e sentimentalismo, não merecem preocupação, conversa e resposta ante isso mesmo: a má criação e falta de civismo com que se dirigem arrogantemente defendendo causas fracas fraquinhas, que sem força de intelecto e artes de rebuscada oratória, se reforçam na flor da arte do grito e da presunção. De facto:

"Lá porque a macaca se veste de seda não deixa de ser macaca!"*
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* do domínio popular das terras para lá de Barrancos e afins.
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MATTINATA

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Sacudido de embrenhados deveres, eis-nos publicando:
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24 de maio de 2011

ODE AO GOVERNO E AO SEU HONRADO, COMPETENTE E FANTÁSTICO LÍDER JOSÉ SOCRATES

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Ode ao Governo 
e ao seu honrado, competente e fantástico líder José Sócrates
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A culpa é do pólen dos pinheiros,
Dos juízes, padres e mineiros,
Dos turistas que vagueiam pelas ruas, 
Das strippers que nunca ficam nuas,
Dos analfabetos, sábios e doutores,
Dos bancários, jornalistas, pescadores,
Da encefalopatia espongiforme bovina,
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina.
A culpa é dos frangos que tem HN1
E dos pobres que já não têm nenhum.
A culpa é das putas que não pagam impostos,
Que deviam também ser pagos pelos mortos.
A culpa é dos reformados e desempregados,
Cambada de malandros feios, excomungados.
A culpa é dos que têm uma vida sã
e da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio que já não joga a bola
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da Casa Pia,
Que mentem de noite e até de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS e do PCP
E dos que não querem um lindo TGV.
A culpa até pode ser do urso que hiberna,
Mas não será nunca de quem governa!

Autor desconhecido
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1 de maio de 2011

O MILAGRE DE WOJTYLA

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Era 12 de Maio de 1982. Uma criança alucinada, beata e louca excitada com a vinda do Papa a Portugal, que assistira a todos os momentos pela RTP, da chegada a Lisboa ao regresso a Roma, vai ao quarto da irmã e toma-lhe um terço de cor-de-prata para nesse dia ir à novena das 18h.

Efusiva, a criança, no adro da Igreja, vaidosa do objecto que tem em seu poder, no segredo e na ansiedade provocada pela adrelina, pula, salta e anda no beirado elevado de um pequeno escadório (que  harmoniosamente fazia o contorno do desnível natural do terreno, com uma altura de quase 2 metros). Sem se aperceber, medindo mal os seus passos neste seu patético e ridículo ballet, desprovido de técnica segura,  foge-lhe o chão dos pés. Sem contrariar os ditos de Newton a criança cai. Batendo com a cabeça no chão pintou com o seu rubro fluído vital as pedras da calçada que na queda lhe ampararam a cabeça.

Sem mais, e por hora, desinteressado de novenas e afins, chorando, coroado pela chaga que o banhava de sangue, levantou-se pelo seu pé. Chorando correu para casa refugiando-se na sua mamã, única sorte que lhe valeu à tal desdita.


News

Santo? Críticos de João Paulo II duvidam , João Paulo II beatificado por Bento XVI , Papa quis “discreta celeridade” na beatificação de João Paulo II

23 de abril de 2011

MEDITANDO AINDA

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(c) Santos & Santinhos
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DAS 7 PALAVRAS

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"Hodie mecum eris in paradisum"
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No tempo em que os crucifixos falavam reza a lenda da "crucificação" que o Salvador na sua derradeira hora, pregado ou amarrado na cruz, conversou com todos presentes - os intervenientes que  nos vários evangelhos conhecemos neste episódio. Eram eles: Maria, sua mãe; Maria, a tia de Jesus (a dita mulher de Cleófas); Maria Madalena, a tal; João, o discípulo amado - todos chorando; dois malfeitores igualmente pregados ou amarrados às suas cruzes - respectivamente amaldiçoando e carpindo a sua sorte; príncipes dos sacerdotes, escribas, anciãos, o povo em geral e os seus chefes - todos zombando, rindo e troçando com vulgares anedotas; e soldados - com sentido indiferente.

Durante este impasse, dilacerado pela dor, a fadiga e o desespero de tal castigo, que se afunilava no propósito da sentença, à qual nenhum Deus ex-maquina se apressou ali a baixar e consequentemente colocar termo à barbaridade que ali ocorria, quisesse assim Jesus - o abandonado, o vaiado e o apupado - com todo com o direito que a divindade que em si encerrava lhe assistia.

Distendido sobre o símbolo que todo o cristão venera, pacientemente, afogado no desespero daquela hora,  com rasgos de lucidez que nele ainda faziam carreira entre os olhos e a sua brilhante meninge, ante a angústia e o desconforto desta forçada submissão e a visão que agora de tão alto, pela primeira vez tão acima colocado, estagiando o posto que ocupa  faz dois mil anos, chorava enxergando o ensaio da realidade que há-de vir diante dos passos do mundo que aos pés da cruz já ali acorria e o contemplava.

Falando-lhes como podia sete foram as palavras que da cruz saíram. Sete palavras foram aquelas que do alto deste púlpito Jesus, o dilacerado, em dores e lágrimas de igual fortuna, brindou a sua derradeira assistência na tristeza da sua última hora dos que diante da cruz lhe faziam plateia. De todas é para mim a de maior relevo, a mais  tocante e apaixonante aquela que traz o anúncio da salvação a um dos malfeitores. Palavras de esplendor e de esperança que ninguém pode ignorar na reconfortante promessa da feliz eternidade deixada ao pobre homem que privando com Jesus a angustiante pena se consciencializou do seu mal na verdade do que aquele fatal mistério encerrava.
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22 de abril de 2011

SEXTA-FEIRA SANTA

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(c) Santos & Santinhos

Victoire, tu régnerais!
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21 de abril de 2011

LIVROS

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Ultimamente não tenho tido grande tempo para ler. À pressa, com olhar académico,  tenho lido artigos dados para o semestre e que numa exposição aqui apresentada de múltiplas conclusões dariam neste nosso espaço horas de composição escrita sobre Maximiliano de Habsburgo ou sobre a corte do senhor D. João V - nomeadamente de um assunto recém apurado e publicado na early music que nos coloca historicamente na génese de um produto cultural e à frente de qualquer outra nação do mundo face ao interesse e desenvolvimento por esse tal objecto, que a seu tempo será aqui abordado e que por enquanto permanecerá incógnito.

Depois de lido o mais recente livro do senhor João Gonçalves, ainda por assinar, inicio agora o mais recente calhamaço do senhor Umberto Eco, na tradução portuguesa do senhor Jorge Vaz de Carvalho. A ler!
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CONCLUSÕES

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Que dia este sem um Quo Vadis ou uma Túnica que nos entretenha!
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HAPPY BIRTHDAY MA'AM

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(c) Santos & Santinhos

13 de abril de 2011

LEMBRANDO...

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Maria Antonieta da França
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NOBRE POVO, NOBRES IDEIAS

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Aprendi na instrução primária que de acordo com a constituição da republica portuguesa é condição sine qua non para se ser seu presidente votar em todas as eleições que no país aconteçam  na qualidade de seu cidadão. Cândida imagem quando se pensa  ou acredita que tal baste a qualquer cidadão de "bem" que queira lá chegar ou se aproximar.

Se ao distinto e brioso "chico da esquina" se reconhecem qualidades inteligentes, bem falantes, opinion maker de massas  e da sua boa pessoa o produto deste silogismo resultar na crença de um bom presidente da republica, cândido é todo aquele que neste diletante reconhece um "Sebastião". Um Sebastião de mansas aparências e de falas de pretensões messiânicas de construção sentimental, pio nas suas convicções no pasmo da boleia de crenças colectivas. De facto Sebastião, o invencível, o puro de entre outros superlativos cognomes-que-tal achou redenção logo à primeira estocada às mãos de Mulei Moluco. Com  ele caíram no chão para se perderem de vez, se é que haviam, valores que pudessem existir.

A segunda lição disse-me que dos políticos sabemos sempre o que contar mas que dos homens comuns, os cidadãos, os ditos de bem, os "amiguinhos" e "amigalhaços", se deve observar e desconfiar do que lá vem antes de provas dadas quanto à qualidade da nobreza das ideologias que encerram.


NEWS

Fernando Nobre encerra perfil pessoal no Facebook , Morais Sarmento considera que Nobre não tem perfil para presidir ao Parlamento , Mário Soares manifesta reservas sobre candidatura de Nobre à presidência da AR , Página oficial de Fernando Nobre desaparece do Facebook após críticas de seguidores , PSD com reservas sobre candidatura de Fernando Nobre , Mário Soares: “Fiquei estarrecido com a escolha de Fernando Nobre” , “Foi muito difícil” aceitar o convite para concorrer pelo PSD, disse Fernando Nobre , Fernando Nobre: n'importe quoi , Nobre sem 'Nobreza' ,

A JEITO!

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A jeito, a jeito agora só mesmo de cortar as unhas.
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12 de abril de 2011

CONGRATULATIONS MONTSERRAT CABALLÉ

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Maria de Montserrat Viviana Concepción Caballé ou simplesmente Montserrat Caballé, a grande Diva  da ópera dos anos 70 e 80, senhora que dispensa apresentações, assinala hoje a abençoada idade de 78 anos (para os mais positivistas primaveras - ainda assim são muitas!). Sempre ouvi contar que as senhoras não têm idade e Montserrat de facto permanece sempre jovem na nossa memória na lembrança da sua voz de suavidade etérea quase sem mácula. Em 1972, no auge da sua carreira, cantou assim em Lisboa:
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11 de abril de 2011

APETECIMENTOS

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Há uns dias sentado na Bénard senti-me atraído por um bizarro mirone que me olhava por detrás da vitrine da Sá e Costa: Fátima um poema do mundo do Botto. Pespegado na montra, insistente no seu chamamento, obrigou-me a entrar nesta livraria. De amiúde, num livro, ainda por abrir pela lei de uma apropriada navalha, de uma primeiríssima edição, verifiquei o seu admirável conteúdo que neste momento aspiraria a ler com o devido detalhe, como suplemento della colazione, desta para o espírito, enquanto a manhã não se materializa nas suas rotineiras obrigações.
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COMMENTS

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Caro Anónimo 08-04-2011 ao post UMA CABRA NO GABINETE: 

Sinta-se privilegiado por este post que acusa a recepção do seu tão tão estimado comentário que por merecimento, na sua melhor apreciação, foi enviado para o trash, vulgo lixeira. Para si e para os demais advirto que tais conteúdos, esgares e semelhantes encómios aqui não têm leitura e tal como hoje no futuro serão sempre invisíveis.

Atentamente,

Bartolomeu.

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