25 de outubro de 2010

PARÁFRASES

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 (c) Santos & Santinhos

Um dia levo-te no elevador e carrego no stop... para dar-te a ver as encriptadas vistas que não enxergas nem podes enxergar de forma óbvia descobrindo um pouco mais para lá do horizonte mergulhando nos segredos que uns sabem e que a outros não lembra.
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15 de outubro de 2010

O QUE É A VERDADE?

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(c) Santos & Santinhos
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DONA BRANCA ATRASADA

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(c) Santos & Santinhos

Para além de 120 anos, 10 dias!
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11 de outubro de 2010

REQUIESCAT IN PACE JOAN SUTHERLAND

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Joan Sutherland, La Stupenda, consagrou-se como um dos melhores Sopranos que o mundo conheceu na segunda metade do século anterior de fama e condição comparada à da Callas e à  a Tebaldi, patamar que poucas atingem.

Depois de uma longa vida rica de experiências e de conhecimento e de um largo e inestimável contributo para a cultura mundial subiu na noite passada ao Parnassus para ocupar o seu lugar na sedia das cátedras mais elevadas do panteão das celebridades líricas.

Para além de toda a sua abordagem ao repertório (árias, ariettas  e cançonetas, sempre de boa e agradável audição, terapia recomendada à melancolia) destaco nas minhas predilecções a sua Norma, Amina, Violetta, Lucia, Lucrezia, Marguerite d'Anjou e o delicioso tape Io non son piú l'Anetta de Ricci.

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EXÉQUIAS FÚNEBRES - A DERRADEIRA DESPEDIDA

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Nem de propósito ao rito fúnebre já iniciado, hoje na Gulbenkian executou-se o Requiem de Mozart tal como nos dá conta João Gonçalves no seu Portugal dos Pequeninos.
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Sem repetições, para sermos originais, sem carpideiras, crepes negros e flores honramos neste funeral o cadáver que em três post assinalámos com esta longa Lacrymosa:
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Riposo e Pace
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10 de outubro de 2010

A UMA POBRE ALMA SURREALISTA

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Derramemos lágrimas de gratidão e de saudade: Este é o verdadeiro elogio fúnebre dos grandes homens: estas lágrimas as honras do seu funeral, são as pompas do seu enterramento: elas terão lugar na história, elas serão epitáfio eloquente que mostrará aos vindouros o jazigo das suas cinzas gloriosas: molhai com essas lágrimas a pena da verdade, e escrevei-lhe sobre a lápide sepulcral - AQUI JAZ O LIBERTADOR DOS PORTUGUESES: SALVOU A PÁTRIA E MORREU POBRE.


Almeida Garrett
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A PIRA DAS VAIDADES VAIDOSAS

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Caro leitor, ontem chamaram-me pedante.

Ocorre-me dizer, se a memória não me trai, que foi  a primeira vez em toda esta existência que me atribuíram tal palavra. Um simpático contributo para o enriquecimento do compêndio de nobres títulos qualificativos, apreciativos e depreciativos, com que me vão cognominando.

Ciente do significado desta agradável palavrinha da qual não encontrei em mim qualquer memória muscular capaz de despoletar repentinas alterações químicas e palpitações desenfreadas complementadas por rubores, trémulos e suores, pestanejando três vezes e  três vezes bocejando inquiri o meu interlocutor se estava certo sobre o seu judicioso termo.

Por certo continuará o seu caminho com a vista estropiada e vendada pela sua empoeirada crença insalubre,  um fervor monárquico decadente e ausente de modernismo e contemporaneidade, que nas suas doutas palavras de doutorada sapiência macaca, eco inflamado da sua participação no circo vimaranense, onde integrou a agitada ala dos primatas histéricos e ruidosos, sentenciou-me de ver no seu nobre senhor, o Pio, o propósito de Portugal recuperar apenas a sua história, acrescentando: antes um mau Bragança que este Cavaco!

Caro confrade, leitor assíduo desta nossa gesta, proprietário de um arvorado blogue de pouca monta e senhor lá da sua terra perdida nos confins deste país, à beira do Douro - num lugar onde por si Portugal deposita as maiores esperanças, quem sabe se dele a sair uma nova reconquista ou uma nova empresa marítima, quem sabe escondendo uma mina de ouro ou de diamantes ou quem sabe refundindo vastos cafezais debaixo dos tapetes e das alcatifas em vez de pó, piolhos e pulgas -, fosse o senhor e os seus amigos exemplos de integração desinteressada de valores sociais e humanos adaptados à realidade deste século, em vez de mamelucos de história bacoca de contornos queirosianos pejada de padres-nossos e avé-marias sifilíticas, e a indiferença generalizada da nação de certo vos abriria um sincero sorriso.

Pedante, essa teve graça. Bem haja!
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6 de outubro de 2010

O DIA DE HOJE - VIVA PORTUGAL

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Em 5 de Outubro de 1143 assinava-se um tratado de paz com Leão e Castela no qual se reconhecia a soberania de um novo reino albergando uma nação nascida na sombra do abrasador Sol de Ourique deixando-o à conta de si mesmo e à mercê daqueles que o governam.

Com hedonismo a republica assinalou hoje a republica numa celebração em que a mesma fez festa, lançou foguetes e ainda correu a apanhar as canas entre vivas umbiguistas de si para si perante um Portugal indiferente, mudo e amordaçado de espanto.


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4 de outubro de 2010

DONA BRANCA SUMIU-SE!

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Caro leitor que espera o nosso comentário à ópera: ontem ao terminar o precioso rascunho que com tanto cuidado elaborava, próximo de ver a luz, nefasto acidente arrebatou o longo texto para a alva transparência do vazio da caixa de mensagens.

Não sei se tenho coragem de o refazer, estou realmente frustrado sobretudo pelo desaparecimento de algumas ideias bem construídas buriladas com tanto espírito e sageza.

A sair, sai hoje, já que é um meticuloso testemunho de uma premiere que merece esta perpetuação.
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