16 de setembro de 2010

AINDA POR CALLAS

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Não devia ter mais de 12 ou 13 anos quando ouvi falar pela primeira vez da Callas durante a exbição na RTP da série Onassis: The Richest Man in the World (para quem não se lembra Raúl Julia era Onasiss e Jane Seymour Callas).

Na época, enquanto criança ávida e curiosa, assisti à sequela na íntegra e de entre os muitos excertos que recordo o que mais me causou impacto foi o da ida à ópera. Athina e Onassis, em Paris, assistem a uma das miticas récitas da Medea da Callas, que se vê assim introduzida na série. A mana, que tal como eu assistia religiosamente a este programa, já sabedora de algumas coisas, reconhecendo de quem se tratava, exclamou: é a Maria Callas!!!


Onassis: The Richest Man in the World


Anos depois, com Las 3 Divas, ganhei o meu primeiro disco no qual figurava a Callas. Cativado, deixando-me seduzir e envolver por esse encantamento fui descobrindo o poder do som que essa portentosa voz emitia. La Sonnambula de Bellini, do Grosses Haus di Colonia em 1957, comprada na desaparecida Strauss do Saldanha, foi a primeira ópera completa deste soprano que adquiri e que hoje se vê acompanhada por uma acumulada e variada colecção dos seus registos de árias, concertos e óperas.

Em 2005, peregrinei por alguns dos locais míticos das suas apresentações e depois de uma visita ao Scala, deambulando por Milão, encontrei num alfarrabista um eco histórico dos seus espectáculos nesta cidade: um programa de sala de Lucia di Lammermmoor e um outro de Medea, ambos da estação lírica de 1953-54.

Termino o dia escrevendo este post procurando o conforto na audição de um dos seus discos, Andrea Chenier (Scala, 1955 com Mario del Monaco e Aldo Protti), que escolhido ao acaso agora vou ouvindo assinalando esta memória que me é tão cara.
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