30 de setembro de 2010

D. BRANCA EM SÃO CARLOS

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Primeiro estranha-se, depois entranha-se!

Fica aqui a nota que fui e que ouvi em presença este momento histórico de cultura portuguesa. Fui com grande expectativa que fui e vim de lá cheio com a beleza desta ópera de Alfredo Keil. Recomenda-se! Vá, caro leitor, é mesmo imperdível já que nesta forma portuguesa de ser só daqui por uns 100 anos voltará a ser reposta. Repete dia 1, 3 e 5 de Outubro.

Amanhã teço o meu comentário.
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29 de setembro de 2010

O CÚMULO DO ABSURDO

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 (c) Santos & Santinhos


Comparar dois amantes separados por uma razão que não seja o amor e que não definhem mutuamente no termo da sua história como os jovens amantes de Verona é como dar a estes dois infelizes imortais uma alternativa desinteressante em desmazelo do terrífico encanto que originalmente encerram. É como dizer que encarnado não é o mesmo que vermelho, é como entrar na FNAC e dar "puns" como se não houvesse amanhã esperando que cheire a rosas ou  então como fazer redundantemente sexo anal esperando desse acto gerar uma longa prole. Enfim, a natureza das coisas não dá para mudar mesmo quando a sociedade evolui. Não está  nem nunca esteve nas nossas mãos.

Maria Callas morreu por amor e isso não a tornou numa Julieta como muitos gostariam, afinal foi apenas uma mulher rejeitada. Porém, a minha avó materna no dia em que o seu amado esposo partiu, uma vez que estavam separados pela doença, deixou-se envenenar pelo desgosto até sucumbir na expectativa do reencontro nesses lugares do além. A história é tristemente bonita mas sem a juventude dos protagonistas como poderá ela inscrever-se no panteão dos amantes de beleza eterna?

Por isso, caro leitor, não sou partidário das comparações já que elas reduzem e empobrecem a riqueza de uma história banalizando-a só pela vaidade da imortalidade ou da fama. Romance ou vida real, Branca e Ben-Afan assim como Pedro e Inês são meros amantes separados por causas que não o amor e não ascendem nunca a esse paraíso, tal como a neo-fabulação dos amantes de Verona  sobe égide americana  não atinge a perfeição uma vez que Maria segue a sua vida e dela mais nada sabemos. Em súmula, chamemos os bois pelos nomes e não por afinidades!
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Logo à noite D. Branca esmiuçada musicalmente em São Carlos!
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26 de setembro de 2010

GATO POR LEBRE

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Há quem acredite ainda em contos infantis e histórias de um tal viandante lendário vestido de encarnado. A realidade é sempre uma história de saloios ingénuos e saloios aldrabões tentando manter a ordem.
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DIPLOMACIAS

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Em 1661 Catarina de Bragança partia para as ilhas britânicas onde iria desposar-se presencialmente numa cerimónia privada sob o rito católico com Carlos II de Inglaterra antes da oficialização matrimonial com pompa e circunstância sob a égide anglicana. No regaço da sua saia levou Bombaim, o chá, a marmelada, a faiança, os talheres - entre outros tantos assuntos que fazem as glórias da terra dos royais ingleses -, e uma capella de músicos portugueses que executavam no âmbito da sua corte composições de maestros portugueses e católicos no acompanhamento musical dos rituais religiosos e dos seus espartanos entretenimentos mundanos.
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ESTA NOITE EM SÃO CARLOS...

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 (C) Santos & Santinhos


Stabat Mater dolorosa... e o público também assistindo dolorosamente ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos executando com muito pouco nível a duas mignardises verdianas. Pior do que falência vocal evidente, misericordiosamente compreensível pelo avançado estado de desgaste de muitas das vozes sem renovação, expostas anos a fio à dureza multiplicidade de repertórios, o hedonismo e a má prestação individual na contribuição do todo e do belo imperava transformando esses minutos num largo desconcerto. Definitivamente, uma vez que já ouvi este corpo coral,com estas mesmas pessoas num registo de excelência, lamentavelmente este Coro desceu a um nível abaixo da mediocridade e do aceitável ainda que com bons profissionais empenhados na preparação do seu trabalho. Te Deum laudamus... pela chegada ao final da primeira parte do concerto sem surpresas no desempenho vocal do Coro, salvando-se a prestação da Orquestra.

Após o intervalo, Martin André, poupando o público e a Sr. Ministra ali presentes ao enfado, sem complacências, dirigindo Tchaikovsky mostrou-se agora impiedoso no seu gesto e com pulso férreo em 40 minutos bem suados cativou no público grande emoção e uma rara ovação que fez esquecer o que de menos bom nesta noite se fez ouvir.
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23 de setembro de 2010

LES INTROUVABLES

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Ao fim de 3 dias na Faculdade encontrei o menino Tonecas... também cá anda!
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19 de setembro de 2010

UMA HISTÓRIA DE DINHEIRO





No tempo que o Escudo era dinheiro e os Contos eram a alegria  e a felicidade de muitas carteiras, no princípio dos idos anos 80 do século passado, o meu saudoso avô, que era entre muitas coisas negociante de vinhos, recebia na sua adega compradores de vinho. Clientes certos ou sugeridos por afinidade de relações vinham de diversos pontos da região, da Costa de Lisboa e da Costa de Prata - usando  termos da época -, já que de Leiria a Lisboa ou da Sarvinhos aos Vinhos de Colares tinha diversas relações comerciais. Dependendo do volume do negócio ou da simpatia o meu avô oferecia um petisco aos seus compradores: chouriços de sangue assados em aguardente vinica, provenientes da sua indústria de salsicharia e da sua caldeira de destilação.

Um dia recebeu um certo comprador que se fazia acompanhar de uma certa pasta preta (uma pasta de fecho eclair idêntica a tantas outras como uma que o meu avô tinha e que era exactamente igual). Cheios os garrafões de 5 litros e paga a compra achava-se a hora de sobre os tonéis da adega deitaram-se chouriços a arder  num prato de loiça até ao point de tal se tornar a esperada apetecível iguaria. Manjar de adegas celebrando negócios, caro leitor, com copos de vinho a acompanhar enchendo-se repetidamente levando todos a um certa boa disposição que o meu avô gostava de cultivar, cativando assim os seus clientes e assegurando o seu regresso daí a meses. Exposto todo ritual, voltemos a concentrarmo-nos no tal comprador: enlevado com os copos e distraído com o carregamento dos seus múltiplos garrafões, despediu-se e deixou sobre um dos tonéis a tal pasta preta, e tal como a deixou assim ficou.

O tempo passou e cerca de um ano depois regressou à nossa casa o tal homem. Com grande trato mostrando grande aflição e cuidado, sem grandes revelações, perguntou se se lembravam dele pois tinha estado na adega há cerca de um ano a comprar vinho. Respostas afirmativas, perguntou se tinham achado uma pasta preta fazendo a sua descrição. O meu avô, sem nunca se ter apercebido deste acontecimento, disse-lhe que não, que efectivamente nunca ali tinha visto nada. Sem insistências, resignado e certo da sua perca o homem despediu-se cortesmente. Nesta altura passou no quintal o meu pai que lhe perguntou:

Pai: O que queria este homem?
Avô: Veio aqui perguntar se tinhamos encontrado uma pasta preta que diz que deixou na adega pr'aí há um ano.
Pai: Uma pasta?! Nunca lá vi nada, só mesmo a pasta do pai que tem estado sempre lá!
Avô (sem hesitações): Vai lá buscá-la!
Pai (já regressado): Tome!
Avô (pegando na pasta): Esta não é a minha pasta!!!... Corre à rua depressa, e chama-me o homem!

Bem ordenado, bem feito. Chegado à rua o meu pai faz alto ao homem que no seu carro já a trabalhar se preparava para arrancar. Uma vez no quintal:

Avô: Temos aqui a sua pasta. Se não fosse o meu filho nem sabia que aí estava!
Homem (rejubilando): Muito obrigado! Muito obrigado, mesmo... Não sei como lhes agradecer. Há um ano que desesperadamente a procurava sem sucesso. Não imagina o alívio que é encontra-la, procurei-a por todo lado e já a dava como perdida (abrindo-a) pois nela tenho guardados 200 Contos!
Avô e Pai: Ah!
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A SÍNTESE DE UMA VIAGEM

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A viagem de Bento XVI ao Reino-Unido e toda a onda de crescente indignação, contestação e protesto mundial que fomenta a grave crise que Igreja actualmente vive em conjunto com recta e destemida postura de Ratzinger, face ameaças terroristas e outros perigos de grandeza, sugere cada vez mais  a lembrança das palavras do já revelado e interpretado Terceiro Segredo de Fátima, a tal mensagem deixada pela Virgem a três crianças de compreensão limitada, naquela passagem que diz o seguinte:

"/.../ um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros ..."
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AÍ VÊM AS AULAS...

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(c) Santos & Santinhos


Não fui a melhor nota nacional, como aqui e aqui, mas a melhor do curso a que concorri. As aulas começam amanhã!
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18 de setembro de 2010

O GÉNERO HUMANO... MACHOS

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No mundo há várias estirpes de homens. Há aqueles que quando se levantam bebem logo vinho para matar o bicho; há aqueles que quando se levantam bebem leite, chá ou café; há aqueles que quando se levantam simplesmente bebem água; e há aqueles que se levantam porque acordaram mal-dispostos à conta de tarteletes comidas pela noite dentro!
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16 de setembro de 2010

AINDA POR CALLAS

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Não devia ter mais de 12 ou 13 anos quando ouvi falar pela primeira vez da Callas durante a exbição na RTP da série Onassis: The Richest Man in the World (para quem não se lembra Raúl Julia era Onasiss e Jane Seymour Callas).

Na época, enquanto criança ávida e curiosa, assisti à sequela na íntegra e de entre os muitos excertos que recordo o que mais me causou impacto foi o da ida à ópera. Athina e Onassis, em Paris, assistem a uma das miticas récitas da Medea da Callas, que se vê assim introduzida na série. A mana, que tal como eu assistia religiosamente a este programa, já sabedora de algumas coisas, reconhecendo de quem se tratava, exclamou: é a Maria Callas!!!


Onassis: The Richest Man in the World


Anos depois, com Las 3 Divas, ganhei o meu primeiro disco no qual figurava a Callas. Cativado, deixando-me seduzir e envolver por esse encantamento fui descobrindo o poder do som que essa portentosa voz emitia. La Sonnambula de Bellini, do Grosses Haus di Colonia em 1957, comprada na desaparecida Strauss do Saldanha, foi a primeira ópera completa deste soprano que adquiri e que hoje se vê acompanhada por uma acumulada e variada colecção dos seus registos de árias, concertos e óperas.

Em 2005, peregrinei por alguns dos locais míticos das suas apresentações e depois de uma visita ao Scala, deambulando por Milão, encontrei num alfarrabista um eco histórico dos seus espectáculos nesta cidade: um programa de sala de Lucia di Lammermmoor e um outro de Medea, ambos da estação lírica de 1953-54.

Termino o dia escrevendo este post procurando o conforto na audição de um dos seus discos, Andrea Chenier (Scala, 1955 com Mario del Monaco e Aldo Protti), que escolhido ao acaso agora vou ouvindo assinalando esta memória que me é tão cara.
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33 ANOS SEM LA DIVINA

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Maria Callas

2 de Dezembro de 1923
16 de Setembro de 1977

A NOVA TEMPORADA DE ÓPERA

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(C) Santos & Santinhos


Annina: Como está ela, doutor?
Dottore: A tisica não lhe dará mais que umas horas!


 
La Traviata, III acto
G. Verdi/Francesco Maria Piave


Com pompa e circunstância anunciou-se hoje em São Carlos, em conferência de imprensa, a nova temporada lírica nacional num momento presidido pelo actual Director do Teatro, o maestro Martin André, ajudado pela presença da Ministra da Cultura, a conhecida pianista Sr. Gabriela Canavilhas, e pelos Prf.. Jorge Salavisa e o Sr. César Viana, representantes da administração da OPART, e uma mão cheia de curiosos e insdiscretos que a quiseram escutar. Assegura-se assim que Lisboa, não obstante o caos financeiro lançado pelo Sr. Damman, não será privada de uma temporada de ópera. Afinal, de esperanças no ar e cheio de novidades, revitalizado, o teatro de ópera ainda vive na sua sobrevivência.
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Descortinando o cozinhado do novo director entre ajudas, mais valias e conselhos de antigos e esquecidos recursos, conseguiu-se o milagre da multiplicação das produções a apresentar sem que isso signifique uma gorda temporada. Aliás, e sem ilusões, será magra, light e sem sal desprovida de stars pecando pelos experimentalismos que nela se irão realizar com a presença de cantores, encenadores e compositores portugueses em grande número sem que isso signifique brilhantismo e que será sobretudo sinónimo de  imaturidade, inconsciência e hedonismo. É necessário observar, caro leitor, que a ópera enquanto teatro e espectáculo não tem os mesmos timings do teatro declamado, do musical, da revista do parque mayer e muito menos dessas perfomances que por aí se vendem e se comem como espectáculos de luxo à conta do barulho das luzes; e que o público pagante não se pode compadecer de favoritismos e facilitismos. Antes pouco e inesquecível, com o melhor dos dois mundos, do que muito e sem graça... Assim, à esboçada temporada do anterior director, que não assegurava mais do que 3 ou 4 óperas, de certo com  a qualidade duvidosa que nos andava a brindar, aparecem agora 10. Serão elas:

Dona Branca do Keil (que vergonhosamente sofreu as maiores misérias quando do seu cancelamento. Factos coroados, como se sabe, por suspeitas difamações, processos jurídicos e motivos de afastamentos/despedimentos);
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Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni, em versão de concerto;

Hansel und Gretel de E. Humperdinck, assegurado pelo Estúdio de Ópera deste Teatro;

Paint me do Luís Tinoco, em inglês, em estreia mundial;

Kátìa Kabanová de L. Janácek;

Gianni Schicchi de G. Puccini, no formato de ópera encenada e em versão de concerto comentado, pela conhecida apresentadora de programas de televisão a Sr. Barbara Guimarães;

Blue Monday de G. Gershiwn, a partilhar a mesma noite de Gianni Schicchi;

Banksters de Nuno Côrte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, em estreia mundial;

Il Capello di paglia di Firenze de Nino Rota, o conhecido autor das bandas sonoras de L.Visconti e F. Fellini;

Carmen de G. Bizet.


Será de salientar: o regresso de uma ópera de Alfredo Keil, Giacomo Puccini e de Leos Janacek há muito ausentes e carentes de audição; e a presença de Marco Vinco, Carlos Guilherme, José Fardilha e de Jorge Vaz de Carvalho como os melhores valores vocais a serem apresentados.

Nos concertos sinfónicos e corais sinfónicos, melhor estruturados, os grandes ausentes são os compositores portugueses de maior valor que continuam votados à discriminação. Onde ouvir Vianna da Motta, Freitas Branco, Frederico de Freitas ou Jolly Braga Santos? Só mesmo na Fnac, ao adquirir um disco de uma qualquer gravação datada e ausente da melhor qualidade.

O concerto inaugural, que decorrerá como festa de gala, será já no próximo dia 25 de Setembro com início marcado ás 19h30m e com acontecimentos musicais alargados às arcadas, à varanda e ao salão nobre do teatro precedendo o único momento verdiano de toda a temporada.


NEWS SWEN NEWS


São Carlos: Vinte espectáculos integran a nova temporada , Ministra alerta que "colapso do estado" exige alternativas de financiamento da Cultura

7 de setembro de 2010

PIADAS DO OUTRO MUNDO II

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 (c) Santos & Santinhos


Planeei, pensei, ilustrei... mas sem contenção, não resisto em contar uma nova piada do além!

P: Quem foram os primeiros homens do mundo a irem ao Espaço?
R: Os portugueses, porque foram os primeiros a mandarem Eléctricos para a Estrela!


NEWS SWEN NEWS

Luxemburgo: Grão Duque destaca contributo da comunidade portuguesa , NASA quer entrar na atmosfera do Sol , Pamela Anderson à procura de um homem mais velho

PIADAS DO OUTRO MUNDO

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(c) Santos & Santinhos


P: Qual é povo que se alimenta por mais barato?

4 de setembro de 2010

RIGOLETTO



O Rigoletto, caro leitor, é daquelas óperas que qualquer pessoa se não for do outro mundo, portanto desconhecedora da cultura deste planeta, que se diz que não conhece ou ignora engana-se.  Engana-se de certo pois La Donna é Mobile é uma das melodias mais conhecidas em todo mundo. Uma pérola, uma imagem  sonora de marca da cultura musical sobretudo por aquela designada por ópera.

Desde hoje que estamos a ser brindados na RTP2, em transmissões cedidas pela RAI para 148 países, com um raro momento cultural de grande nível. Quem soube, pode hoje assistir às 19:30 à transmissão directa e ao vivo do Rigoletto de Verdi a partir de Mântua, cantado e representado cenários naturais históricos como algumas das salas do Palácio dos Gonzaga, ruas e outros locais ainda a ver, isto porque a transmissão é descontinuada, ou seja para realçar a acção o seguimento cronológico dos factos nos seus diferentes horários faz com esta concretização se passe na hora do dia de acordo com cada cena. Assim, o decurso de um dia e meio do tempo de toda a acção é descrito pelo crepúsculo e noite correspondentes ao I e II acto (hoje transmitidos nesse horário - 19:30); o principio da tarde amanhã no palácio ducal correspondente ao III acto, no Domingo, às 13h; e a noite na taberna e junto ao rio correspondentes ao IV acto, no Domingo, às 22:30.

Estas transmissões, criando interactividade espaço-temporal, contam no elenco com Placido Domingo no papel de Rigoletto, que agora no final da sua carreira e pela sua importância dá-se ao luxo de interpretações, com excelência, dos grandes papeis baritonais, somando com Simão Boccanegra a segunda incursão neste âmbito.

Resta salientar, as interpretações brilhantes, dirigidas pelo maestro Zubin Metha, do soprano Julia Novikova no papel de Gilda; do tenor Vittorio Grigolo no papel do Duque de Mantua; e de Gianfranco Montresor em Monterone - que aliás já se apresentou em São Carlos no papel de Leporello na estreia mundial de Il Dissoluto Assolto de Corghi/Saramago.

Amanhã, Domingo, ás 13h e às 22h30, já que vergonhosamente nenhum meio de informação on-line, ping your blog, não noticiam este acontecimento.


N.B. - A famosa ária La Donna é mobile canta-se pouco depois das 22h30m. Bem sei que não é futebol, o hino do Benfica ou a Maria José Valério, caro leitor, mas ao menos por esta ária vale a pena.


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