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(c) Santos & Santinhos
Que fizeste tu, ó Luís Vaz?...
De um poema de grandeza
A miséria de um povo geraste.
De uma grã vontade
Icarizaste um país que se afoga
Num mar de alheias vontades.
Não te bastou naufragares?...
Queimasse-te o sol a meninge,
Fosses tu privado de membros
Ou de ambas as vistas,
E outros não menos talentosos
A glória teriam dado
Em vez da orgulhosa ruína
De que Portugal é hoje feita.
Que fizeste tu, ó Luís Vaz?
Não te bastavam galanteios
Em eloquentes Sonetos
Cortejando nobres Damas
E, nos becos, esbeltos donzéis?
Audaz cobiça em ser grande!
Feriste de luxúria,
Minaste de paixão
O coração de um jovem rei,
Príncipe demente
De sonhos e quimeras sem instinto!
Mataste um Império!
Foste esquecido.
Foste relembrado por essa corja
Da qual Portugal é hoje feito
Que enchendo o peito às novas gentes,
Que em vão jeito te sublimaram,
Em sonhos de grandeza,
O refeito Império deixaram matar.
Que fizeste tu, LUÍS VAZ!!!!
Entregaste-nos aos grilhões da Europa
- Madrasta sem amor
Compaixão e misericórdia -
Qual inimigo da pátria lusa
Que por Camões hoje,
SÓ PORTUGAL SE FESTEJA!
(Ouviste! Só Portugal...)
O Portugal atormentado
Sem eira, nem beira!
Vil, Célere, Facínora!
És o anti-herói que a cega gente
Não distingue nem discerne,
E se alva em mais valia!
Por bem que vais de retirada,
Ficam-se os galanteios
E de ti o tal nobre canto
Que tanta má influência
A tantos, e inocente gente, suscitou.
Por eles te clamo:
Morras!
Vai!
Não são novas!
Sem inspiração para mais, relembro um post feito publicado há um ano atrás, que visto e lido por alguns, dou a agora a conhecer a outros. Portanto, um desenho e umas ácidas quadras ao senhor que está na génese deste feriado.
Sem inspiração para mais, relembro um post feito publicado há um ano atrás, que visto e lido por alguns, dou a agora a conhecer a outros. Portanto, um desenho e umas ácidas quadras ao senhor que está na génese deste feriado.
(c) Santos & Santinhos
Que fizeste tu, ó Luís Vaz?...
De um poema de grandeza
A miséria de um povo geraste.
De uma grã vontade
Icarizaste um país que se afoga
Num mar de alheias vontades.
Não te bastou naufragares?...
Queimasse-te o sol a meninge,
Fosses tu privado de membros
Ou de ambas as vistas,
E outros não menos talentosos
A glória teriam dado
Em vez da orgulhosa ruína
De que Portugal é hoje feita.
Que fizeste tu, ó Luís Vaz?
Não te bastavam galanteios
Em eloquentes Sonetos
Cortejando nobres Damas
E, nos becos, esbeltos donzéis?
Audaz cobiça em ser grande!
Feriste de luxúria,
Minaste de paixão
O coração de um jovem rei,
Príncipe demente
De sonhos e quimeras sem instinto!
Mataste um Império!
Foste esquecido.
Foste relembrado por essa corja
Da qual Portugal é hoje feito
Que enchendo o peito às novas gentes,
Que em vão jeito te sublimaram,
Em sonhos de grandeza,
O refeito Império deixaram matar.
Que fizeste tu, LUÍS VAZ!!!!
Entregaste-nos aos grilhões da Europa
- Madrasta sem amor
Compaixão e misericórdia -
Qual inimigo da pátria lusa
Que por Camões hoje,
SÓ PORTUGAL SE FESTEJA!
(Ouviste! Só Portugal...)
O Portugal atormentado
Sem eira, nem beira!
Vil, Célere, Facínora!
És o anti-herói que a cega gente
Não distingue nem discerne,
E se alva em mais valia!
Por bem que vais de retirada,
Ficam-se os galanteios
E de ti o tal nobre canto
Que tanta má influência
A tantos, e inocente gente, suscitou.
Por eles te clamo:
Morras!
Vai!
News about:
O mar volta a estar no centro das atenções do Presidente da República , Sócrates vaiado em Faro , Cavaco responde a críticos com discurso sobre a crise , Alegre corresponsabiliza Cavaco pela situação económica do país , Sócrates discorda de Cavaco , Presidente considera que os sacrifícios "devem ser repartidos de forma equitativa e justa"
O mar volta a estar no centro das atenções do Presidente da República , Sócrates vaiado em Faro , Cavaco responde a críticos com discurso sobre a crise , Alegre corresponsabiliza Cavaco pela situação económica do país , Sócrates discorda de Cavaco , Presidente considera que os sacrifícios "devem ser repartidos de forma equitativa e justa"


15 comentários:
Hoje do que mais gostei foi de ouvir a Valsa d'Amelie, por acaso, também já postei esta música... tão levezinha :)
Vejo que tens um "amor" (lolol) especial ao Zarolho. se o senhor volta-se para reescrever a sua obra dar-lhe-ia o nome de "Os f.... da vida"
esta foi muito melhor
Viva o Macabro e Lugubre!
Desde o comer cadavares grelhados de peixinhos coitadinhos e de animais aos bifes até desejar que o próximo avião do Prime Minister se despenhe!
Já agora em cima de um bairro 3 mundista da periferia urbana, ou então em cima do dolce vita! Mas antes avisem a vizinhança que se dá por lá rebuçados nessa hora!
Atípico mas um registo que ás vezes me sai (basta dizer que hoje de tarde andei a ver os centáfios e jazigos dos Prazeres!)
sou só gente mal disposta e a ópera arreganha-me o fígado
uma opereta ainda suporto
ou uma opera-rock
num há pois não?
nunca tenho sorte nestes blogs para erudiiitus
pelo menos o italiano de Manaus a cantar o paggliacciiii..pois o caruso inda não apareceu isto é tétrico
agora tá-me a apanhar as costeletas
Que fizeste tu, ó Luís Vaz?...
Da grandeza de um poema
Em seu nome geraram quimeras
DA miséria do povo, luxos ergueram
Da grã vontade gerou-se a sua falta
país afogado por não saber nadar
Icarizaste um povo sem asas
Não te bastou naufragares?...
Quiseste alterar um país com palavras?
não sabias
que num mar de alheias vontades
as palavras nada mudam
queimasse-te o sol a meninge,
Fosses tu privado de membros
Ou de ambas as vistas,
E outros não menos talentosos
teriam vendido a glória
e não dado ó orgulhosa ruína
Portugal é hoje feito
do que sempre foi
de homens com paixão por palavras
mesmo sem as saberem ler
por discussões mesmo sem entenderem os argumentos
pela ciência que leêm como se fossem verdades absolutas
Esta, de nos becos, esbeltos donzéis?não podiam ir para casa com os cadávers das sardinhas
Audaz cobiça em ser grande!
Feriste de luxúria,
Minaste de paixão
O coração de um jovem rei,
Príncipe demente
De sonhos e quimeras sem instinto!
Mataste um Império!
Foste esquecido.
Foste relembrado por essa corja
Da qual Portugal é hoje feito
Que enchendo o peito às novas gentes,
Que em vão jeito te sublimaram,
Em sonhos de grandeza,
O refeito Império deixaram matar.
olha que teve muita ajuda...
Por eles te clamo:
Morras!
Vai!هي التي شيدت بشكل جيد بلوق ، بسيطة وقابلة للتكيف
seu...tá bem vou...
assinadoo:Luís de Camones
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. é sempre salutar re.voltar a este antes,,, antes agora e nunca depois .
.
. abraço.te .
.
coitado do Luis Vaz... tivesse ele nascido agora e, com um bocado de sorte, andaria na rua a viver de esmolas e a escrever poemas em guardanapos...
este poema faz-me lembrar o manifesto anti-dantas :)
bem haja!
novo post em
http://forcanamaionese.blogspot.com
@ISA GT,
também gosto, e do restante albúm?
Abraço
@polittikus
é ele e o Aquilino Ribeiro: Morras!
Canalhas terroristas um pela pena outro por tiros ambos depuseram monarcas e jazem em Panteões como heróis!
tss... tss... tss...
@tst oproprio,
seja bem vindo!
Isso foi um commnent que deixei no meu amigo polittikus! Obrigado pela apreciação.
Abraço
@tst oproprio,
espero que gostes mesmo de andar por cá!
heheheheh
Abraço
@tst oproprio,
curiosa estas varições ás minhas rimas! Uma boa partilha de ideias. Tomei nota.
Abraço
@Paulo-Intemporal,
gosto sempre quando vens, é bom sentir sempre a tua saudação!
longo abraço
@Maionese,
nada vida é novo, é o saudosismo!
Abraço
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