8 de março de 2010

OSCARES...

.
Meryl Streep no seu longo vestido claro, alvo, branco, níveo irradiante de luz sinónimo ofuscante desejado para uma noite de glória em glamour, regressa a casa já com as franjas enegrecidas sem o prémio que a sua senioridade lhe garantia pela imensa estima... do público.
.
63 filmes contados, 16 nomeações e 2 estatuetas da Academia e o aplauso e simpatia da sua acrescida falange mundial que a fazem em todas as galas a vencedora triunfante da admiração do público.
.
A minha admiração por esta actriz remonta ao tempo da Casa dos Espíritos, na adaptação do romance homónimo da escritora Isabel Allende. Elenco de luxo: Jeremy Irons, Antonio Banderas, Glenn Close e Winona Ryder completavam com brilho a restante companhia que resumia o mundo fantástico e paranormal de Clara. Filme marcante e romance fascinante, politica à parte entenda-se, apesar do livro ser muito mais completo, complexo e políticamente, na verdadeira asserção do termo, interessante e justificativo desse fim, assim os declaro e continuo a declarar em reflexo da minha intuição juvenil que os absorveu apaixonadamente em repetidas sessões - hoje, no que diz respeito ao que este conceito encerra de mítico, seguramente não íria reviver esse arrebatamento que ainda tem os seus juros, com a certeza de colocar indesejadamente termo a qualquer magia ou encanto.
.
Et voilá, não me apetece escrever mais!
.
Ontem, enquanto acompanhava a longa noite dos Oscares, escrevia galopantemente os meus pareceres intricando a gala com as chuvas e cheias do Tejo, com uma certa procissão que viu de relance ali numa cidade pacata ribatejana e uns assomos coléricos enviados ao Todo-poderoso-lá-de-cima, derivados de más disposições sinonomizantes de querelas e afins, que o meu leitor de certo já adivinha pelo conteúdo dos ultimos posts, que por revenge delas num acto que não sei explicar como sucedeu, fez-me desaparecer da página de texto todo o seu conteúdo. Resta-me dizer: sois manhoso!
.
Basta, antes que um colérico raio me desfaça novamente o que hoje escrevo de amiúde como reflexo de ontem. Escusado será dizer que ficamos sem as impressões colunistas sobre o excesso de make up que Zac Efron sublimava no seu juvenil rosto sem photoshop e da elegância do corte do fato que George Clooney exibía, e dos seus humores condicionados à Santos&Santinhos. Fatos e coisas de Senhoras, que não é próprio de nos interessarmos, deixo para as especialistas do género, já me tento esticado muito nesse território na nota introdutória deste post. Cito como o mais elegante da noite, Tom Ford e o seu bem talhado smooking.
.
Assim, e por mais um ano concluí que o meu fato preto Boss continua na crista da moda.
.
.

2 comentários:

António Rosa disse...

Hoje não se pensa assim, mas... no meu tempo... dizia-se que um bom fato não passa de moda. Bela crónica. :) Abraço.

Bartolomeu disse...

Caro A. R.,

infelizmente estamos à merce das tendencias, se queremos fazer boa figura!

Abraço

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails