25 de março de 2010

CAÇADA REAL

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Arreda gente do povo
Que vae el-rei montear:
O tempo não é de caça;
O que irá el-rei caçar?
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Na côrte ninguém se atreve
Pela caça a perguntar:
O povo nota que é erro
Ir em tal mez montear.
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Só el-rei ri lá comsigo
De ver a côrte a scismar:
"Scisme embora minha côrte
Que o meu dever é calar!"
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"Pare aqui a cavalgada
Que eu não tardo de voltar!"
Disse el-rei em Odivellas
Já o convento a avistar.
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Pelas grades do convento
Viam-se uns olhos brilhar.
O convento era de freiras
Onde irá el-rei caçar?
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É real esta caçada!
Assim eu chegue a caçar
Por aquelles olhos negros
Pode-se bem montear.
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Peccado grande seria
Esse seu grande peccar.
Se os frades que tinha em Mafra
S'esquecessem de resar.
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Mas assim podia affoito
Ir nos conventos caçar,
Que os frades eram aos centos
Para por elle resar.
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Luís Augusto Palmeirim
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23 de março de 2010

AO SOTERO, O LIBERTINO VIOLADOR DE TELHEIRAS!

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Henrique Sotero tornou-se o homem do momento.
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Qual Casanova coleccionou, num tempo sem predisposição e inclinação feminina a um tal ente desejado, num catálogo elaborado pela força da lei, uma plêiade de jovens fêmeas agraciadas pelo apetite voraz de um predador pronto a satisfazer a sua volúpia junto ao belo sexo, ou seja um tímido mas respeitoso séquito de donzelas abençoadas e aspergidas pelo seu precioso vigor.
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Fosse um nobre ou aristocrata de um século anterior ou remoto, e tais castas donzelas encheriam as ruas disputando lugares esperando a sorte de uma tal aparição. Os Numes já não participam nem protegem a antiga e briosa arte dos actos cavalheirescos de licenciosos arremessos, que no aliviar de penas esvaziavam pesadas bolsas oferecendo esmola de ponderada soma levantando sorridentes Igrejas e Conventos. Era bom, não era caro Nume-que-estás-sozinho-lá-em cima?
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Aditamos, caro leitor, que este sedutor foi apenas ele mesmo, igual a si de tal modo que com extrema exactidão nele se adivinhou Henrique Sotero. Vestido sem configurações, metamorfoses, máscaras, adereços, leis, pergaminhos ou argentes palavras de encantamento douradas de um conveniente "boa noite, cinderela", de alegada isenção de culpa, fez-se ritualmente passar de si próprio assumindo com a natureza do seu rosto o seu devaneio, o que ademais envergonharia um D. Juan, o mavioso burlão, que para as suas conquistas realizar, disfarçando-se de seus amantes dissimuladamente se fazia passar.
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Entre D. Juan, Casanova, Marialva, Mulherengo, Putanheiro, outro qualquer aforismo ou destacado cidadão anónimo de tal porte e fama, Sotero junta-se à lista dos devassos de uma velha guarda que na sua montada percorreram este mundo arrebatando moças ditas puras, na inocência dos seus desinteressantes passos dando por um momento graça e luz às suas pacatas existências.
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Lá diz uma máxima antiga, sentença de grande valor moral às castas virgens que se querem ver guardadas:
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se apanhou, foi porque se pôs a jeito.
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Sentenciado pelo harmonizado tempo de hoje, envergando o hábito da contrição, satisfazendo o prémio da sua caução, joga-se agora em entrega total em dura auto-comiseração à pena sacrificial, à humilhação e à indignidade da sua condição.
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Assim, e, lembrando que hoje adulamos com estima estas silhuetas do passado, que a uns fazem sorrir e outros sonhar ou inspirar pelo que não podem celebrar nem alcançar, com um certo excerto musical que reverencia o mítico e lendário D. Juan, neste exemplo imortalizado por Mozart, sem poder patrocinar outros admiráveis trechos de outros meritórios e habilidosos compositores de nomeada, recordando e advertindo por agora que o horror que a perversão que este assunto hoje nos causa no futuro elevará este audacioso homem à condição de herói.
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Lá daremos as mãos
E lá me dirás que sim!

Anda, não é longe,
Partamos já daqui
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NEWS 

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16 de março de 2010

NEWS SOBRE NEWS

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NEWS - O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA I

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O Centenário da República já faz das suas... diz-se que vai rolar uma cabeça... não será a de nenhum monarca-na-reserva, político ou economista mas a de um tal Herr alemão (tudo por causa de uma lenda antiga portuguesa, será?)


13 de março de 2010

OCASO

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De frente de uma enorme janela, sentado na solidão de paredes envidraçadas entre mesas vazias e despojadas de gente vejo lá fora o sol ainda brilhar neste fim-de-tarde, transformando-se no seu ocaso num reconfortante e tímido
Abendrot. Não possuímos na nossa concepção de ver o mundo a poética deste encantamento que é tão caro ao povo tedesco. Poetas e musicos entalteceram já este momento de grande magia em terras de se perder o horizonte, da mesma forma que na terra dos lusos se elegeu a saudade como a maior expressão de se ser e estar num local rodeado de imenso e de mar sem esperança.
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Vejo árvores frondosas imóveis. Oiço vida. Oiço a ruídosa expressão da vivència do mundo. Sinto o frenesim e o palpitar que move quem ainda acredita e crê que a seguir a este pôr-do-sol o dia volta a nascer radiante...
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É noite!...
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Sem mais, sem mote e sem musa que abala com o sol onde ele vai, fecho as pálpebras e sem sonhos e ilusões, que por agora não são desejados, abrigo-me no cárcere existencial e no aconchego da escura noite.

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ECCOLO QUA - UMTESTEMUNHO PARA O FUTURO

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11 de março de 2010

FADO FADADO

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Fado

Quem te deu tanta tristeza
Canção que eu canto a chorar...
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9 de março de 2010

UM APANHADO DO DIA...

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Refeito da maratona nocturna de ontem, com os pés macerados pelas virtudes de uns sapatos de trazer por casa, calçados por complacência ao seu pouco uso, lá repus entretanto a ordem nas coisas e agora, novamente harmonizados, voltamos à vidinha normal.
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Para compensar o meu tão amado vizinho, que me odeia e fulmina com o seu olhar-de-trolha-ainda-por-ter-30 anos, ante os meus prazenteiros e ruidosos saraus musicais, hoje predispus-me a tocar-lhe Chabrier.
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Ora, para o meu caro leitor, de certo mais ávido de uma boa e erudita curiosidade do que o meu empedrado vizinho, que me aplaude quando a noite já vai longa com fortes, estimadas e educadas pancadas de parede, de fazer tremer o candeeiro do meu piano, e de me por os nervos em franja - só fleumatizados com 3 iogurtes enquanto me deleito com episódios seguidos de Brothers & Sisters, como entertenimento das minhas insónias -, Chabrier, como avançava, foi um compositor romântico frânces que nos deixou muita e boa musica, que os diletantes da prática de tocar piano, como eu, podem exprimir dando vida à obra e espírito deste considerado homem correndo os seus dedos pelo teclado, se partituras e graça para isso tiverem.
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É assim este um caso ainda mais raro de audição, pois bem. Onde ouvir hoje Chabrier? É comum ouvir-se a quem sabe tocar piano Mozart, Chopin ou Beethoven, ou outras coisas mais difíceis em versões faceis e simplificadas de origem espanhola. Muitos hoje, ou melhor, poucos hoje expostos a este nome saberão quem foi Chabrier. Nem mesmo o mais presunçoso Dandi pseudo-erudito, à imagem de Narciso se enamorando do seu reflexo, que se gosta de exibir em público como um génio-sabe-tudo-e-mais-do-que-os-especialistas-que-leêm-coisas-sérias e/ou que da mesma forma se masturba enfaticamente escrevendo em blogues, a menos que tivesse um Pc à mão para consultar a falaciosa Wikipédia, arriscaria em dizer e teimar, ou teimar dizendo, cioso da sua ideia, como piéce de resistence, por semelhança de palavras ou associação de idéias, que Chabrier só pode ser uma distinta e famosa marca de automóveis. Chevrolet, meu caro-mais-que-tudo, Chevrolet certamente é o que lhe ocorrera na sua confusa mente. Pacovisses!
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Apesar dos meus esforços em aperfeiçoar-me na Patetique de Beethoven, que muito me tem arreliado desde Agosto último, e também desde lá ao meu vizinho ainda mais, pu-la a repousar, satisfeito por lhe arremessar já com espírito um 2º e 3º andamento que não envergonham ninguém. Por isso, descanso agora no ecletismo de um Chabrier na sua suite de valsas espanholas. Algo menor em virtuosismo, mas de grande efeito dado a simpatia da musica e fluência de agradáveis e repetidas melodias, com algum salero, capazes de fazer sorrir muitas senhoras e cavalheiros indiferentes à arte dos sons, excepto o meu vizinho.
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É ja dado adquirido, a sua antipatia. E o meu precioso orgulho uma pérola manifestada, pois se a mísera renda que paga pela sua casa chega ao seu senhorio para pagar essa necessidade, a mim muito deve de horas de musica gratuita que lhe entra casa a dentro pelas paredes. E musica boa, entenda-se, ainda que bem ou mal tocada. Ao passo que a dele, aliado ao seu virtuoso gesto de bater na parede, sabe-se lá com quê, mesmo antes das 22h, de bonito nada tem.
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Um dia, com a calma que todo este ser e assunto merece, dedicarei um post mais elaborado a este meu vizinho, a quem já apanhei com os seus amigos da varanda da casa onde vive de renda a fazer concursos, passo a expressão, de cuspidelas - ahimè!
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Por agora Chabrier, no tema que lhe dediquei com tanto carinho, afecto e larga expressão como se fosse um Rubinstein ou um Baremboim, num piano de concerto, numa qualquer sala de concertos do mundo.
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OLD FASHION...

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CÚMULO DA MISERABILIDADE

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Foi atingido ontem...
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Quem tem pernas, tem tudo!
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8 de março de 2010

AFTER T. FORD... MEN IN SUIT BY ME

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TOM FORD - THE WINNER OF ELEGANCE IS...

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OSCARES...

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Meryl Streep no seu longo vestido claro, alvo, branco, níveo irradiante de luz sinónimo ofuscante desejado para uma noite de glória em glamour, regressa a casa já com as franjas enegrecidas sem o prémio que a sua senioridade lhe garantia pela imensa estima... do público.
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63 filmes contados, 16 nomeações e 2 estatuetas da Academia e o aplauso e simpatia da sua acrescida falange mundial que a fazem em todas as galas a vencedora triunfante da admiração do público.
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A minha admiração por esta actriz remonta ao tempo da Casa dos Espíritos, na adaptação do romance homónimo da escritora Isabel Allende. Elenco de luxo: Jeremy Irons, Antonio Banderas, Glenn Close e Winona Ryder completavam com brilho a restante companhia que resumia o mundo fantástico e paranormal de Clara. Filme marcante e romance fascinante, politica à parte entenda-se, apesar do livro ser muito mais completo, complexo e políticamente, na verdadeira asserção do termo, interessante e justificativo desse fim, assim os declaro e continuo a declarar em reflexo da minha intuição juvenil que os absorveu apaixonadamente em repetidas sessões - hoje, no que diz respeito ao que este conceito encerra de mítico, seguramente não íria reviver esse arrebatamento que ainda tem os seus juros, com a certeza de colocar indesejadamente termo a qualquer magia ou encanto.
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Et voilá, não me apetece escrever mais!
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Ontem, enquanto acompanhava a longa noite dos Oscares, escrevia galopantemente os meus pareceres intricando a gala com as chuvas e cheias do Tejo, com uma certa procissão que viu de relance ali numa cidade pacata ribatejana e uns assomos coléricos enviados ao Todo-poderoso-lá-de-cima, derivados de más disposições sinonomizantes de querelas e afins, que o meu leitor de certo já adivinha pelo conteúdo dos ultimos posts, que por revenge delas num acto que não sei explicar como sucedeu, fez-me desaparecer da página de texto todo o seu conteúdo. Resta-me dizer: sois manhoso!
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Basta, antes que um colérico raio me desfaça novamente o que hoje escrevo de amiúde como reflexo de ontem. Escusado será dizer que ficamos sem as impressões colunistas sobre o excesso de make up que Zac Efron sublimava no seu juvenil rosto sem photoshop e da elegância do corte do fato que George Clooney exibía, e dos seus humores condicionados à Santos&Santinhos. Fatos e coisas de Senhoras, que não é próprio de nos interessarmos, deixo para as especialistas do género, já me tento esticado muito nesse território na nota introdutória deste post. Cito como o mais elegante da noite, Tom Ford e o seu bem talhado smooking.
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Assim, e por mais um ano concluí que o meu fato preto Boss continua na crista da moda.
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4 de março de 2010

AO LEANDRO EM SENTIDA HOMENAGEM (REVISTO E ACRESCENTADO)

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Um menino de 12 anos, o Leandro, exclamou:
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"Não apanho mais, vou atirar-me ao rio".
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Pobre criança desesperada!
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Hoje, com sentida consternação, assisti parcialmente aos debates e considerações que corriam pela TV. Bullying, diziam, ao considerarem agora com anglicismos o acto opressivo psicológico ou físico típico da crueldade das crianças, em idades ditas escolares, e que até hoje eram considerados às suas vítimas como distúrbios de adolescência - como é aqui o caso, exceptuando-se por agora aqueles que são conduzidos pelos professores ou outras entidades do universo escolar (que não alunos ou crianças similares segundo este contexto em universos paralelos às escolas).
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Errado.
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Já uma vez aqui esbocei um terrível acto que um amigo meu sofrera constantemente na primeira infância, ao ser inadvertidamente sexulamente molestado pelas auxiliares de educação da instituição religiosa que frequentou, incluíndo as agressões físicas que conhecera nos anos seguintes pelas educadoras no mesmo local.
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Hoje, sem temor e pudor, ao ler num jornal que o menino Leandro fora há cerca de 1 ano brutalmente pontapunteado pelos colegas, originando um internamento e cuidados especiais, do meu rosto correram lágrimas de compaixão e solidariedade pelo acontecimento específico e pelo infortúnio que a pobre criança sofrera.
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Lágrimas que transbordaram ainda pela compreensão do doloroso sofrimento que encontrei, e que me fizeram lembrar uma não mais feliz vivência pessoal, identica à deste pobre desventurado. Se sobrevivi, como tantos outros, à agora designação de Bullying, hoje revejo nas minhas misérias, incapacidades sociais e profissionais as consequências desse sofrimento. Assim, este acto só veio assegurar que a sua vida e o seu futuro, ainda que em paz e sossego, não seríam à sombra de tais atrocidades e espectros forjados pela infelicidade. E sim, caro leitor, na próxima sessão de psicoterapia, será assunto a discorrer sobre o divã.
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Reverencío assim, neste pesar, a solução desesperada e acto heróico que o menino Leandro achou ser o melhor para si. Afinal o seu suícidio foi um acto manipulado, e, de grosso modo, mas com real pragmatismo, um homicídio social conduzido pela estrutura em que convivia.
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Por fim, se há Deus... Um Deus capaz de tal, deixando um semelhante, um malogrado petiz desprotegido e ao abandono, de certo creio que agora estará abraçando Leandro, se é que lhe tem amor, absolvendo-o do que não teve culpa, fazendo-o gozar dos prazeres celestiais no paraíso.
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Ainda há pouco, num local de convívio social ouvi ecoar a seguinte máxima:

Deus, quando fecha uma porta abre uma janela...

(nem de propósito, pensei eu!)
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Ao que alguém acrescentou, em conclusão resignada, em sentido de palavras bem pensadas, quase seguras de terem saído de um qualquer ambão católico, cheirando a bafiento sermão de púlpito:
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Deus nunca nos daría nada que não suportassemos...
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É caso para dizer: cada tiro cada melro, num rosário de pérolas da maior preciosidade a rolar de boca em boca, como se isso fosse certo. Redundante e paradoxalmente falacioso, assim se assemelha. E posto isto, dado tal importante expressão, levando-a ao triste caso do menino Leandro, acuso o seguinte: Deus, deu-lhe algo insuportável e como saída à porta fechada, por o amar desmedidamente, abriu-lhe uma janela... o caminho para a ponte (como termo desta abordagem, remeto agora para o assunto do post de ontem).
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Pois bem, neste momento, ainda sentimos Leandro desvairado correndo para a ponte. Dos seus olhos correm lágrimas que marcam o seu caminho, ligando a terra ao rio no adivinhado triste desfecho já sentenciado pelas suas marcantes e derradeiras palavras.
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Leandro corre!
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Leandro, desesperado, acaso ou não, lembra-se ainda que existe um Deus. Sem infantilidade clama por ele conscientemente até ao mais profundo canto do seu subconsciente, bradando numa palavra ou pensamento: salva-me!
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Salva-me! Uma exclamação muda e inflamada de ultima esperança, que é esperança mesmo naqueles que incrédulos caminham para o patíbulo seguros da morte certa. Portanto, um nada, pois já nada do que é terreno lhe pode valer nem acorrer, mesmo a mão ou grito que vai na sua esteira. A convulsão de Leandro já nada o faz ver ou ouvir. Transfigurado, já não está cá! Já partiu!
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Partiu quando confinou as suas ultimas palavras. E nesse seu gesto, sem pensamento, mas com uma enorme certeza no auge da sua angustia, este pobre menino que ainda vive, aspira apenas em ser rico. Rico em tranquilidade e paz interior.
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Despido de preconceitos entrega-se ao abismo ciente de que lá não haverá sofrimento, devolvendo aos céus a carga que não pode suportar, entregando o sofrimento que não foi feito para ele, aquele que lhe pesou fardamente nos seus ínfimos 12 anos, tão desprotegidos. Oxalá, o teu mundo te tivesse dado tréguas e sido mais benovolente enquanto teve a opurtunidade de ter tido nele.
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Uma vez mais, querido Leandro, é com admiração e com patético sentimento que escrevo estas palavras. Na compreensão da tua dor, enquanto vida, e no teu acto fatal, ficarei expectante que ao menos o mundo que te condenou possa aprender algo com isso.


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Ripose in peace,
onde quer que estejas.
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RESTOS DE UM POEMA QUE TAMBÉM É UMA CANÇÃO

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Lá longe,
Ao cair da tarde
Como a saudade
Se esvai ao sol poente.
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Como canção dolente
D'uma mocidade.
Lá longe
Ao cair da tarde.
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Fernando Carvalho
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3 de março de 2010

PENSAMENTO DO DIA!

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O Pénis que tudo fornica

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Quando Deus fecha uma porta...
abre a berguilha e fode a vida a alguém!

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Adágio popular arranged by me
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1 de março de 2010

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