23 de fevereiro de 2010

MAU TEMPO

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"A Madeira é um jardim... (era!)
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Deixem passar esta linda brincadeira..." (se não ela faz, como fez, das suas!)
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E depois do mini-tornado, a mini-enxurrada, a mini-catástrofe,

a mini-tragédia, a mini... da Madeira!

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20 de fevereiro de 2010

TRISTESSE BY CHOPIN E BY ME

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A triste tristeza,
Percorre o magoado rosto
Num salgado deleite,
Ensombrando a expressão,
De anos de sentidas ofensas
Daquilo que é viver... daquilo que é a vida...
Daquilo que vai e vem
E não se sabe a razão.

(Ah! Suspiro esta pena
Que sobrecarrega o espírito.
Oxalá se apresse o termo...
Oxalá, oxalá!...)
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19 de fevereiro de 2010

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A nobreza da arte concentrada num único momento, de tudo quanto não pode ser explanado por palavras é hoje objecto do meu intimo pensamento, na reciprocidade de tantos olhares, gestos ou intenções aqui deixadas, aqui achadas.

Que a beleza e a sedução da arte possam neste momento condensado exprimir o que muitas palavras possam danar.

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18 de fevereiro de 2010

QUE DIA É HOJE?

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Its my Birthday!
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Parabéns a moi!!!!
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9 de fevereiro de 2010

EM RESSONANCIA...

... com a beleza histérica!

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1 de fevereiro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA (REVISITADO E REVISTO)

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Este fim de semana começaram oficialmente as comemorações do centenário da Républica. Com pompa e sem circunstância, entre o improvisado e sofrível, lá se seguiu o evento de abertura daquele que vai ser o acontecimento máximo português de 2010.
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Será que não há conselheiros de animação cultural que possam pulir, qual engraxador de sapatos daqueles que subsistem ali pelo Chiado, os momentos oficiais? A pouca criatividade e a falta de projectos, seguem! Não se gasta dinheiro, pois não se pode gastar ou não se quer gastar, com coisas ditas sérias, que ademais só viriam a enobrecer o momento. Meus Senhores, é só o primeiro centenário do estado moderno português. A bem ou a mal... a bem, para ao menos me sentir gratificado pelo país em que vivo e existo, ainda que a oferta dele seja o que é, mas sobranceira a um novo rumo e esperança que a mediocridade não acalenta, gostaria de pelo menos me rever nesses eventos, ao menos pelas festas. Era o crédito minimo que os Senhores poderiam oferecer, para continuar a fazer vénias, ainda que contrariadas, às suas vontades.
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Na antiga Roma pão, vinho e espectáculos eram a areia que os Césares atiravam pelos olhos a dentro dos romanos fleumatizando as massas impetuosas, desde o patrício ao escravo. No Portugal de hoje, os Senhores, nada fazem. Instaram-se na crise sem abrir os cordões à bolsa, recitando palavras de arte retórica bacoca em eufémicas pérolas para uma mole amordaçada, algemada e de ouvidos moucados. Não tenho memória, pois não a posso ter, mas, não eram assim os serões em família do Dr. Marcelo Caetano?
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Assim, acaso as crianças ainda são a esperança da nação? Relato actual do estado do país, diz-nos até ao dia de ontem: já têm Magalhães e até cantam os versos do Lopes Mendonça da Portuguesa abrindo as tais cerimónias. Pois se sim é ilacção daí retirada, falacioso se torna este somatório e errada esta convicção. Na verdade, na realidade e em conformidade são mentes, mãos e bocas que manipulam. Delas nada sai com paixão. A sede de vencer são o seu lema, e a manipulação a sua principal arma. Esta é a realidade. Todos os valores são considerados antiquados, e hoje fogem-se deles como se cada portador de tal fosse leproso, marginal da sociedade que caminha com uma sineta para indicar a sua passagem, em cada palavra verbalizada. Se cada Senhor em questão tivesse em casa um destes exemplares, numa relação próxima ou directa, começando pelo nosso Prime - que se atendermos às más linguas não é portador de tal vocação -, saberiam o quanto são ágeis estas palavras. As sumidades floridas das gerações à vista têm olhares mais amplos, e muito sinceramente, ainda bem que o têm. Olham directamente, quando na realidade observam com a vista periférica. Aqui vai um exemplo: recordam-se nas comemorações do 25 de Abril do ano anterior da resposta de uma certa criança a um repórter da RTP perante a animosidade das máquinas de guerra, humanas ou mecanizadas, desfilando com verdadeiro fervor, impeto de grande pompa e circusntacia, que poucos hoje têm memória. Pois bem o reporter perguntou-lhe se a parada lhe entusiasmava, e a criança, habituada seguramente ao barulho das luzes da sua espectacular Play-Station, disse: NÃO! Inquirida novamente se gostaria de perfilar os exercitos portugueses e servir a nação, uma vez mais a criança, desta senhor de si, general maior dos seus exércitos de êxito heróico em derrotar inimigos, bons ou maus, e da sua arte de estratega, uma vez mais nos botões da sua espectacular Play-Station, disse: NÃO!
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Pois bem, caros Senhores, é assim evidente que o futuro da nação não são as crianças que nela crescem, que na sua idade adulta, com mais segurança do que nós ainda amarrados às antigas convenções, histórias e estórias e fronteiras deste Portugal, entrarão com incisão pela Europa adentro assegurando-se do sucesso das suas escolhas e determinações. A nação, caros Senhores, é nossa. Nossa, dos da nossa idade e daqueles que nela ascendem etáriamente, a infalível e incontornável esperança que a cada um resta, e que ainda têm incutidos esses tais antigos valores, uma vez que no tempo em que eram crianças, ainda se faziam acreditar nesses heróis de quinhentos e outros que tantos, incendiando paixões e convicções, e que no hoje sofrem pelo estado em ela que se encontra.
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Desaparecidos os heróis e aventesmas do passado credita-se o novo herói além fronteiras. Ditando, à maneira de um velho que ainda ama o seu chão: são os novos tempos! Da medianidade, do desinteresse e abandono da arrefecida casa materna aliciantes da diáspora.
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