28 de dezembro de 2010

SOBRE O AMOR:

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É preciso tocar a fímbria do bom senso. O amor é bom, porque o amor é difícil. O amor de uma pessoa por outra, é, talvez, essa a maior dificuldade que conhecemos. A última prova e teste do trabalho que todos os outros trabalhos apenas preparam. É por isso, que a juventude, que é principiante em tudo, não pode ainda amar. Amar não tem de inicio nada que ver com abrir-se, entregar-se, e unir-se a outra pessoa. É antes uma ocasião sublime concedida ao individuo para que ele possa amadurecer tornar-se qualquer coisa dentro de si; tornar-se mundo para si em nome de um outro. Mas nisto os jovens, impacientes por natureza, erram tantas vezes e tão gravemente lançando o corpo contra outro corpo, quando conhecem o amor. e dispersam-se tal como são, em todo o desalinho, desordem e confusão. E considerando-me uma obra de arte e perante as críticas apenas lhe digo: nada está mais longe de tocar numa obra de arte do que palavras criticas: delas resultam apenas mal entendidos mais ou menos felizes. As coisas não são apreensíveis nem tão dizíveis como nos querem fazer crer, quase todos os eventos são inefáveis, desenrolam-se num espaço onde as palavras nunca entram, e os mais inefáveis entre eles são as obras de arte.


Peter Shuy
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26 de dezembro de 2010

AO JANTAR, NO DIA DE NATAL:

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(c) Santos & Santinhos


Mano: Eu quando morrer vou para o céu...
Pai: Sim, sim vais para o céu... dos pardais!
Mano: Dos pardais?
Pai: Sim! Na barriga dos gatos!
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24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL... MERRY CHRISTMAS

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(c) Santos & Santinhos
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17 de dezembro de 2010

DEZEMBRICES

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 (c) Santos & Santinhos

Portugal não é Portugal sem que no ano se assinale o dia da restauração e Dezembro não seria Dezembro  sem-se assinalar entre nós a Senhora da Conceição e o seu royal mustache day.

Diz a lenda ou a história que: o Sr. D. João, o IV de Portugal aos pés desta senhora depositou a sua coroa fazendo-a rainha de Portugal; que por união sagrada por Deus Maria Cavaco é a primeira dama de Portugal; sem nada, em noites frias como esta, que remédio tomará o nosso primeiro para tirar os pés ao frio?
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16 de dezembro de 2010

NA CANTINA...

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... enquanto relia a matéria de um teste, ante a pressa em revisitar todos os aspectos de temas que precisavam ser mais bem lembrados, entre garfadas de uma macrobiótica jardineira de seitan coroada por uma rabanada açucarada sem embargos por sobremesa, eis que oiço:

Um: Então como foi o teu teste?
Outro: Vê lá bem, em vez de pintura saiu um poema de Van Gogh...
Um: Uhm!... quem é esse?... ahh, é tipo aquele que pintava quadros?
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ACONTECE... CARLOS PINTO COELHO

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(c) Santos & Santinhos

Carlos Pinto Coelho

1944 - 2010
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NEWS

15 de dezembro de 2010

CULTURA SEM ESPÍRITO OU SEM ESPINHA

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(c) Santos & Santinhos

A Cultura portuguesa emancipou-se hoje do Governo que a gere... assim o afirmou a Sr. Ministra da Cultura... gere como quem diz dá a esta ruidosa e sorridente menina bonita que tanto gosta de aparecer uma mesada perdulada em efémeras futilidades como uma criança que a derrete em chupa-chupas comprados não na Confeitaria Nacional, como seria de apreciar, mas ali no Zé da esquina que os trouxe aos quilos a reboque de uma "chafarica" empoeirada de Badajoz.

Tanto para nada, se nada só serve para justificar aquilo que não há a quem isto nada interessa. A convicção submete-se ao carreirismo, e no fim: uns chupam no doce, outros chupam no dedo!
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BRILHA BRILHA

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(c) Santos & Santinhos

Pois é, caro leitor saudoso de um nosso post, hoje, sem que fosse ainda o natal que se anuncia, o vosso Bartolomeu brilhou cintilantemente por entre a plêiade das magnas "estrelas" da sua faculdade como um astro cadente rasgando de espanto e assombro aqueles ares com a argente arte que ali ninguém possui conhecimento ou domínio ao nível que este vosso escrevente encerra. 

De facto, hoje, o firmamento foi meu. Quando voltará a ser... o amanhã o determinará. Por agora,  para outros igualar, ao maior cuidado as minhas obrigações académicas me obrigam a mergulhar.
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UN RICORDO... QUE AFINAL SÃO DOIS OU TRÊS

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Não foi por esta razão do que aqui vou escrever que elaborei este post. Aqui todos os post sucedem-se como um encadeamento, uma história ou um resumo de algo que habitualmente se encerra e segreda a um diário. 

R. Fleming é de facto para mim uma boa recordação. Tive uma esmerada educação musical ouvindo e assistindo em anos consecutivos os concertos da Gulbenkian. Um deles foi precisamente deste soprano. Não cantou esta ária sacra, mas cantou outras que nos encantaram a todos quantos nesse fim de tarde a foram ouvir... desses, estava uma saudosa figura lisboeta que só sei recordar por associação a estes concertos: o ilustre Zé Manel das Muletas, helás!

O Zé Manel das Muletas para mim era e foi sempre um senhor que como eu frequentava os concertos da Fundação Gulbenkian sendo comum encontra-lo nos espectáculos que continham musica vocal, como os concertos corais-sinfónicos ou os recitais de canto; e por ser aquele homem que esbaforidamente nos aplausos finais gritava bravos que ecoavam por toda a sala e que obrigavam as pessoas a cochichar dizendo: "está cá o Zé Manel das Muletas!"

Da mesma forma que era comum encontrá-lo na sala, também era comum avista-lo na fila para os autógrafos aos quais não se coibia como um prémio triunfante a receber. 

No dia do concerto da R. Fleming o Zé Manel das Muletas era a pessoa que me precedia na fila. Entrando, num inglês de invejável fluência, cortejou o soprano até às lágrimas. De facto, caro leitor, foram verdadeiras lágrimas. Comovida, R. Fleming lacrimejou nas palavras deste homem que foram mais ou menos estas:

"Cara Senhora, é para mim uma grande honra poder tê-la ouvido. Gostei muito desta ária, e daquela também. Porém, o maestro não a compreende: estragou-lhe a Rusalka... é um vil, um canalha..." 

Aqui R. Fleming exaltou-se e exclamou: Oh my God! E sem pronunciar uma palavra, olhando-nos, dizia pelos seus inquietos olhos: por favor, calem-me este homem! Ciente da perturbação, Zé Manel das Muletas retomou para agora repor a ordem: 

"Não se assuste cara senhora, a minha adoração por si é tão elevada que só poderia protege-la.  Não vim aqui para insultos, só digo o que acho e esta é a minha verdade. Qualquer nota cantada por si é um balsamo para os meus ouvidos, e, revolta-me que tais maestros façam tão pouco às cantoras como a senhora. Repare, olhe o meu aspecto... sabe, eu sou uma pessoa doente. Todas as noites sofro dores inimagináveis pelo mal que padeço. Ouvi-la, como muitas vezes a oiço, é nesse momento conseguir esquecer todo o sofrimento e entrar no paraíso. De resto muitos parabéns pelo magnifico concerto que hoje concretizou o meu sonho de poder vê-la e ouvi-la."

Posto isto, agradecendo uma vez mais, recebeu o autógrafo e retirou-se acompanhado pelo som da chiadeira das suas muletas, deixando este rendido soprano emocionado.
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4 de dezembro de 2010

RESPOSTA:

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De facto tudo começa com um ponto... Ponto pintado. Ponto figurado, borrão antípoda de verborreia escrita. Ponto que é a génese de um oceano de palavras onde por vezes o acaso não tem fim e Proust navega como Almirante a este ordenado concordante. De facto, caro leitor, estou farto! Farto, fartissímo; farto, fartinho... de não ter inspiração para "cagar" aqui duas palavras mesmo quando as minhas extremidades tentam espremer a esta meninge pouco habitada de seres luminosos um rasgo de qualquer coisa com sentido... 
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2 de dezembro de 2010

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30 de novembro de 2010

LEITURAS

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Diz o autor desta resenha que não deve ter havido na história portuguesa um casamento régio que tivesse dado azo a tantos registos descritivos, de hábeis e inacreditáveis pormenores, como o do rei D. Pedro II  de Portugal com a rainha, porque havia sido já proclamada, quando em Heidelberg afiançou o seu sim à empresa, D. Maria Sofia de Neuburg sua segunda esposa, dada a opulência deste ímpar acontecimento que por comparação aos eventos similares precedentes e procedentes nunca mais foi igualado.

Esta crónica, em tons de rosa setecentista, que envergonha um qualquer evento da mesma natureza contemporâneo, mostrando que não há novidade na novidade trivial (veremos no próximo ano como é) relatado por um  luzente escriba de exímio punho de letra desenhada à pena, o padre  jesuíta João König ou João Reis, acha uma tal graça de pormenores de locais, propósitos, vestuário, hábitos, arte e gentes (para não falar das ilustrações de arte efémera do evento que compõem esta publicação) que a nossa meninge fértil de curiosidade trata de ensaiar segundo as leis da imaginação este descritivo cenário reportando-se ao conhecimento adquirido das modas e da Lisboa de então.

Adquiri-o numa feira do livro, numa banca de entre aqueles livros que se vendem por menos de 5 € e que num alfarrabista já é um livro de uma pequena considerada avaliação. Só havia mais um nesse sítio. Sem fazer mossa à orfandade do que lá ficou, sem exclusão de partes, trouxe aquele que me pareceu ter um ar mais clean. Ei-lo:


Por enquanto, numa pausa sobre assunto, e porque o saber e o interesse não ocupam lugar, somente a hora de me recolher ao descanso nocturno me preocupa e que descuido por estes cuidados, irei deleitar-me com The Phantom of the Opera de Rupert Julien para melhor acomodar esta noite.

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29 de novembro de 2010

R.I.P. LESLIE NIELSEN

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Foi por aqui que tomei conhecimento do desaparecimento de Leslie Nielsen.

Durante a minha adolescência ri a bandeiras despregadas com as suas divertidas comédias que culminaram, na minha opinião e gosto, na paródia em torno do Drácula do Bram Stoker, com assinatura de Mel Brooks, entre as citações da carreira cinematográfica deste horrendo personagem, desde Béla Lugosi à versão de Francis Ford Cappola, provando que humor, que se quer bom, não tem fronteiras de imaginação, apenas criatividade ou imaginação.

Foram boas horas de boa disposição, como a que aqui deixo como uma das minhas preferidas (vale a pena seguir o trilho dos vídeos e ver toda a sequela). Obrigado Leslie Nielsen.


Drácula - Dead and Loving
Mel Brooks
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24 de novembro de 2010

DANÇAR... MESMO QUANDO NÃO HÁ MUSICA

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a metodologia da sobrevivência
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22 de novembro de 2010

A FARRA DAS FARRAS NUMA FESTA!

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Quando for convidado [para uma festa], não se sente nos lugares de primazia para que não lhe suceda que chegando uma pessoa mais considerada o anfitrião lhe diga por conveniência: [“Olhe, ó ...,  se não se importa chegue-se lá para o lado se faz favor!" E por quantos que assim forem e que assim apareçam se veja corrido para o último assento]. Então sentir-se-à vexado, [já que a vergonha nunca houve]. Tome sempre o seguinte por precaução: quando for convidado para uma festa, vá e sente-se no último lugar, para que  uma vez notado na sua modéstia receba do seu anfitrião as seguintes palavras: “Amigo, venha para mais próximo de mim.” Então exultará e rejubilará com o convite [e distinção]. Por fim e para encerrar Jesus disse: “Todo aquele que se eleva será humilhado e todo aquele que se humilha será elevado.” 

Lucas, 14: 7-11
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E NA AURORA DESTE DIA SE COMEÇA MAIS UMA JORNADA

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É com a impressionante e gaia overture do Candide de Bernstein, com o insigne maestro dirigindo este feliz momento, para o qual fez gala de se deslocar desde o além até a este sitio da net para desta forma nos brindar nesta partilha com a sua excelsa musica, inaugurando o novo ano con moto.
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21 de novembro de 2010

2º ANIVERSÁRIO

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(c) Santos & Santinhos


Foi na noite de 21 para 22 Novembro que este Blogue surgiu na chamada blogosfera. Um bebé, portanto. Um bebé acabado de nascer pelas palavras surgidas no post que inaugurou esta aventura e que tal como nesse dia de 2008, hoje pode ser lido aqui.

Neste 2º aniversário dedico este momento a todos os que seguem o Santos & Santinhos e que se aprazem a ler e a ver com dedicação o que por aqui se conta. A todos vós: uma salva de palmas!
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16 de novembro de 2010

TRIUNFE O AMOR!

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 (c) Santos & Santinhos


Desde o seu nascimento que o mundo o conhece e o reconhece como um príncipe que há-de reinar. Porém, hoje neste frio e nublado dia de Novembro de 2010, em que sol nos arreliou com raios de frio tortuosos, o  royal rapaz por fim confirmou aquela que ocupará o lugar mais cobiçado da sua royal monarquia, aquele disponível a qualquer uma que a seus olhos o encantasse e que aos da sua soberana avó agradasse. Resta saber se a menina Kate Middleton sabe onde se está a meter e se tem consciência de com quem e com quantas pessoas irá casar. 

Sobre isso que o amor triunfe! 


NEWS

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15 de novembro de 2010

AQUI-DEL-REI

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(c) Santos & Santinhos


Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís 
Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis 
Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha

D. Manuel II de Portugal


Lembrando o seu aniversário natalício
15 de Novembro de 1889
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NO COMBOIO

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Diz, caro leitor, diz quem aqui vai sentado ao lado falando ao seu interlocutor com um certo ar de propriedade, importunando o meu espaço, comprimindo-me à janela desta barriga de ferro prenha de criaturas, de entre as quais eu - imagine-se -, que vão ali mais à frente rebentar o útero desta prostituta capitalista usada e abusada gasta e desgastada pela praga humana... (é verdade, mas ainda assim um bem útil em tempos de se praticar uma postura de austeridade em consonância com a pobreza do Estado). Portanto: dizia eu, caro leitor, que um certo tipo aqui sentado ao meu lado, lançando olhares furtivos ao ecrã desta maquineta,  levando-me assim à melhor das boas disposições, dialogando com o seu interlocutor afirma como chavão qualquer que acha na sua douta meninge, coisas do tempo da "outra senhora"... algo que já não interessa e que já passou! A efemeridade destas viagens tem destas coisas: neuras momentâneas!
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10 de novembro de 2010

9 de novembro de 2010

ASSIM VAI NO MEU CADERNO LEMBRANDO A GOLEGÃ

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No ciclo do ano há dois ou três eventos que um ribatejano de gema e que se preze vive com o maior júbilo como se a sua vida dependesse disso. Nesta relação, caro leitor que ignora estas relações idiossincráticas e afectivas, um ribatejano vai à procissão anual da sua aldeia seguindo atrás do andor de uma Virgem Nossa Senhora de tantos nomes que venera com mais amor do que a sua dama de carne-e-osso-receptáculo-do-seu-vigor; vai a uma ou duas touradas (e não vai a mais porque não são baratas e não tem quem lhe ofereça os bilhetes, por isso corre o risco de acabar em forcado num desses tantos graciosos grupos que por lá há); vai, exclusivamente na companhia desses que são os seus amigos de sempre, à festa do vinho ou das tasquinhas da sua vila concelhia emborrachar-se baquicamente urlando no fim da noite cantilenas que não lembra aos mortos mais antigos; e vai à feira da Golegã marialvar-se com ares de gingão, a pé ou a cavalo, com uma catita samarra no lombo protegendo uma camisa aberta (expondo a sua penugem de macho ornada por uma corrente de um metal supostamente precioso)  bem entalada nuns justos e elegantes jeans de tornear as nádegas com as bainhas subidas pelo tornozelo como quem atravessa a cheia ali do Tejo, exibindo a sua aloirada dama que a reboque lá vai arrastada pelo braço quando não é deixada no poleiro da paliçada da manga da feira enquanto monta a cavalo...

A feira da Golegã, além dos seus hábitos e costumes, é por assim dizer o evento de feições populares mais in que Portugal conhece. É o desfilar de vaidades masculinas e femininas, de equinos, de trajos a rigor de lindeza e exuberância. É o último reduto de expressão monárquica ou seu bastião mais avançado de propaganda a que "poucos" vão. Mais do que um local de tradições é um espaço que conheço desde menino e que me apraz muito visitar nestes dias e a que infelizmente não me vou poder deslocar este ano lembrando com nostalgia as farras por lá vividas no ano anterior numa das quais se mastigava pedaços de leitão ao som do Condeixa cantarolando árias de ópera por ele ali servidas à mesa do restaurante (haja garganta!).
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Sem fotos do evento que já decorre, fica aqui este cavalinho que fiz a lápis imaginando que um de entre tantos de lá estaria a retratar.

(c) Santos & Santinhos


Ó Pistola: foste lá não foste?! Picaste o ponto, está bem! Também fazes desenhos assim?
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8 de novembro de 2010

OS SEGREDOS DA FACULDADE

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(c) Santos & Santinhos


Fazendo uma análise a um percurso aproximadamente de 15 anos chego à conclusão que estive rodeado ou me senti atraído, academicamente, socialmente e profissionalmente, por um certo tipo de pessoas de índole duvidosa quanto à origem das suas melhores intenções. Não por intenção mas sobretudo pela disponibilidade de espécimes que nesses certos meios que frequentei encontrei.

Diplomado em bullying e moobing cheguei a esta idade com tantos complexos e desilusões turvantes do melhor olhar sobre as pessoas que por consequência me privaram do sentimento de curiosidade e aproximação. Lá no meu canto, recordando uma preciosa lição da adolescência, fiquei esperando quem por bem se fosse aproximando e se interessasse por partilhar reciprocamente ideias e olhares.

Hoje, embora tivesse atravessado o portão da faculdade, desmotivado pela minha falta de brio no melhor empenho das minhas obrigações, venho de lá com um certo conforto de um  gesto de tão grande generosidade que mesmo que seja contado ninguém acredita. Um acto que só poderei classificar de muita estima e maior amizade, já que a minha recusa a esse acolhimento poderia ser classificada de ofensiva e o que me fora depositado nesta prova não poderia ser largado assim. Não sei se sou merecedor de tal prémio com que fui agraciado, mas por esta dádiva cito uma lição do meu livro da 2ª Classe que no seu término se moralizava com a seguinte máxima: amor com amor se paga!

Obrigado R. M.
E muito especialmente: obrigado M. P.
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PENSAMENTO (AO ALVOR) DO DIA

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Há por aí gente que se diz monárquica sem que saiba distinguir ISSO entre ISSO e um PNEU DE CAMIÃO.
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A NOVA BASÍLICA...

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 (c) Santos & Santinhos


Hoje, na polémica capital gay espanhola, a Sodoma mediterrânica, Bento XVI inaugurou a basílica da Sagrada Família... BENEDICTUS!!!

Há uns anos atrás, não muitos, no início do seu pontificado, este mesmo Papa para além de ter recusado vir a Portugal inaugurar a basílica da SS. Trindade em Fátima chamou todos os bispos portugueses a Roma onde lhes deu uma farta reprimenda tendo como objecto principal isso mesmo: Fátima como profissão de fé dos quase 10 milhões de portugueses descrentes e afastados das práticas dominicais. 

Mas, e o que é que Barcelona tem que Fátima não tem? 

De facto, Sua Santidade, e meu caro e sempre estimado leitor, Fátima é Fátima e Barcelona  é Barcelona. Porém, na comparação, achamos uma qualquer semelhança de umas certas práticas e se Barcelona é um antro Gay de gente que sabe o que quer, a cândida Fátima é capital dos mictórios com fama além fronteiras, onde um pai de uma abençoada família no segredo da retrete dá azo à sua conduta mais recôndita para depois ir afagar e beijar os seus filhos.

O Povo tem destas coisas, afinal tudo é pretexto para... isso mesmo. Entre vaiar ou adorar mais vale estar calado e agradecer já que é da catequese do Senhor a boa advertência sobre o modo de atirar de pedras de qualquer maneira. Enfim, aos incautos menos perdão e mais conversão!


NEWS
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7 de novembro de 2010

REQUIESCAT IN PACE SHIRLEY VERRETT

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Já lá vão alguns dias que a natureza e a ordem do mundo nos passaram a privar de Shirley Verrett. Certo do seu valor e alguma importância entre as minhas escolhas que ilustram alguns exemplos do meu diversificado escaparate, aqui fica a minha homenagem.


1931 - 2010

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4 de novembro de 2010

DE LA MUSIQUE

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Tudo ou nada?


J'suis snob... J'suis snob
C'est vraiment l'seul défaut que j'gobe
Ça demande des mois d'turbin
C'est une vie de galérien
Mais lorsque je sors à son bras
Je suis fier du résultat
J'suis snob... Foutrement snob
Tous mes amis le sont
On est snobs et c'est bon

Chemises d'organdi, chaussures de zébu
Cravate d'Italie et méchant complet vermoulu
Un rubis au doigt... de pied, pas çui-là
Les ongles tout noirs et un tres joli p'tit mouchoir
J'vais au cinéma voir des films suédois
Et j'entre au bistro pour boire du whisky à gogo
J'ai pas mal au foie, personne fait plus ça
J'ai un ulcère, c'est moins banal et plus cher


J'suis snob... J'suis snob
J'm'appelle Patrick, mais on dit Bob
Je fais du ch'val tous les matins
Car j'ador' l'odeur du crottin
Je ne fréquente que des baronnes
Aux noms comme des trombones
J'suis snob... Excessivement snob
Et quand j'parle d'amour
C'est tout nu dans la cour


On se réunit avec les amis
Tous les vendredis, pour faire des snobisme-parties
Il y a du coca, on deteste ça
Et du camembert qu'on mange à la petite cuiller
Mon appartement est vraiment charmant
J'me chauffe au diamant, on n'peut rien rêver d'plus fumant
J'avais la télé, mais ça m'ennuyait
Je l'ai r'tournée... d'l'aut' côté c'est passionnant

J'suis snob... J'suis snob
J'suis ravagé par ce microbe
J'ai des accidents en Jaguar
Je passe le mois d'août au plumard
C'est dans les p'tits détails comme ça
Que l'on est snob ou pas
J'suis snob... Encor plus snob que tout à l'heure
Et quand je serai mort
J'veux un suaire de chez Dior!


Boris Vian
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25 de outubro de 2010

PARÁFRASES

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 (c) Santos & Santinhos

Um dia levo-te no elevador e carrego no stop... para dar-te a ver as encriptadas vistas que não enxergas nem podes enxergar de forma óbvia descobrindo um pouco mais para lá do horizonte mergulhando nos segredos que uns sabem e que a outros não lembra.
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15 de outubro de 2010

O QUE É A VERDADE?

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(c) Santos & Santinhos
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DONA BRANCA ATRASADA

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(c) Santos & Santinhos

Para além de 120 anos, 10 dias!
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11 de outubro de 2010

REQUIESCAT IN PACE JOAN SUTHERLAND

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Joan Sutherland, La Stupenda, consagrou-se como um dos melhores Sopranos que o mundo conheceu na segunda metade do século anterior de fama e condição comparada à da Callas e à  a Tebaldi, patamar que poucas atingem.

Depois de uma longa vida rica de experiências e de conhecimento e de um largo e inestimável contributo para a cultura mundial subiu na noite passada ao Parnassus para ocupar o seu lugar na sedia das cátedras mais elevadas do panteão das celebridades líricas.

Para além de toda a sua abordagem ao repertório (árias, ariettas  e cançonetas, sempre de boa e agradável audição, terapia recomendada à melancolia) destaco nas minhas predilecções a sua Norma, Amina, Violetta, Lucia, Lucrezia, Marguerite d'Anjou e o delicioso tape Io non son piú l'Anetta de Ricci.

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EXÉQUIAS FÚNEBRES - A DERRADEIRA DESPEDIDA

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Nem de propósito ao rito fúnebre já iniciado, hoje na Gulbenkian executou-se o Requiem de Mozart tal como nos dá conta João Gonçalves no seu Portugal dos Pequeninos.
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Sem repetições, para sermos originais, sem carpideiras, crepes negros e flores honramos neste funeral o cadáver que em três post assinalámos com esta longa Lacrymosa:
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Riposo e Pace
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10 de outubro de 2010

A UMA POBRE ALMA SURREALISTA

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Derramemos lágrimas de gratidão e de saudade: Este é o verdadeiro elogio fúnebre dos grandes homens: estas lágrimas as honras do seu funeral, são as pompas do seu enterramento: elas terão lugar na história, elas serão epitáfio eloquente que mostrará aos vindouros o jazigo das suas cinzas gloriosas: molhai com essas lágrimas a pena da verdade, e escrevei-lhe sobre a lápide sepulcral - AQUI JAZ O LIBERTADOR DOS PORTUGUESES: SALVOU A PÁTRIA E MORREU POBRE.


Almeida Garrett
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A PIRA DAS VAIDADES VAIDOSAS

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Caro leitor, ontem chamaram-me pedante.

Ocorre-me dizer, se a memória não me trai, que foi  a primeira vez em toda esta existência que me atribuíram tal palavra. Um simpático contributo para o enriquecimento do compêndio de nobres títulos qualificativos, apreciativos e depreciativos, com que me vão cognominando.

Ciente do significado desta agradável palavrinha da qual não encontrei em mim qualquer memória muscular capaz de despoletar repentinas alterações químicas e palpitações desenfreadas complementadas por rubores, trémulos e suores, pestanejando três vezes e  três vezes bocejando inquiri o meu interlocutor se estava certo sobre o seu judicioso termo.

Por certo continuará o seu caminho com a vista estropiada e vendada pela sua empoeirada crença insalubre,  um fervor monárquico decadente e ausente de modernismo e contemporaneidade, que nas suas doutas palavras de doutorada sapiência macaca, eco inflamado da sua participação no circo vimaranense, onde integrou a agitada ala dos primatas histéricos e ruidosos, sentenciou-me de ver no seu nobre senhor, o Pio, o propósito de Portugal recuperar apenas a sua história, acrescentando: antes um mau Bragança que este Cavaco!

Caro confrade, leitor assíduo desta nossa gesta, proprietário de um arvorado blogue de pouca monta e senhor lá da sua terra perdida nos confins deste país, à beira do Douro - num lugar onde por si Portugal deposita as maiores esperanças, quem sabe se dele a sair uma nova reconquista ou uma nova empresa marítima, quem sabe escondendo uma mina de ouro ou de diamantes ou quem sabe refundindo vastos cafezais debaixo dos tapetes e das alcatifas em vez de pó, piolhos e pulgas -, fosse o senhor e os seus amigos exemplos de integração desinteressada de valores sociais e humanos adaptados à realidade deste século, em vez de mamelucos de história bacoca de contornos queirosianos pejada de padres-nossos e avé-marias sifilíticas, e a indiferença generalizada da nação de certo vos abriria um sincero sorriso.

Pedante, essa teve graça. Bem haja!
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6 de outubro de 2010

O DIA DE HOJE - VIVA PORTUGAL

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Em 5 de Outubro de 1143 assinava-se um tratado de paz com Leão e Castela no qual se reconhecia a soberania de um novo reino albergando uma nação nascida na sombra do abrasador Sol de Ourique deixando-o à conta de si mesmo e à mercê daqueles que o governam.

Com hedonismo a republica assinalou hoje a republica numa celebração em que a mesma fez festa, lançou foguetes e ainda correu a apanhar as canas entre vivas umbiguistas de si para si perante um Portugal indiferente, mudo e amordaçado de espanto.


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4 de outubro de 2010

DONA BRANCA SUMIU-SE!

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Caro leitor que espera o nosso comentário à ópera: ontem ao terminar o precioso rascunho que com tanto cuidado elaborava, próximo de ver a luz, nefasto acidente arrebatou o longo texto para a alva transparência do vazio da caixa de mensagens.

Não sei se tenho coragem de o refazer, estou realmente frustrado sobretudo pelo desaparecimento de algumas ideias bem construídas buriladas com tanto espírito e sageza.

A sair, sai hoje, já que é um meticuloso testemunho de uma premiere que merece esta perpetuação.
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30 de setembro de 2010

D. BRANCA EM SÃO CARLOS

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Primeiro estranha-se, depois entranha-se!

Fica aqui a nota que fui e que ouvi em presença este momento histórico de cultura portuguesa. Fui com grande expectativa que fui e vim de lá cheio com a beleza desta ópera de Alfredo Keil. Recomenda-se! Vá, caro leitor, é mesmo imperdível já que nesta forma portuguesa de ser só daqui por uns 100 anos voltará a ser reposta. Repete dia 1, 3 e 5 de Outubro.

Amanhã teço o meu comentário.
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29 de setembro de 2010

O CÚMULO DO ABSURDO

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 (c) Santos & Santinhos


Comparar dois amantes separados por uma razão que não seja o amor e que não definhem mutuamente no termo da sua história como os jovens amantes de Verona é como dar a estes dois infelizes imortais uma alternativa desinteressante em desmazelo do terrífico encanto que originalmente encerram. É como dizer que encarnado não é o mesmo que vermelho, é como entrar na FNAC e dar "puns" como se não houvesse amanhã esperando que cheire a rosas ou  então como fazer redundantemente sexo anal esperando desse acto gerar uma longa prole. Enfim, a natureza das coisas não dá para mudar mesmo quando a sociedade evolui. Não está  nem nunca esteve nas nossas mãos.

Maria Callas morreu por amor e isso não a tornou numa Julieta como muitos gostariam, afinal foi apenas uma mulher rejeitada. Porém, a minha avó materna no dia em que o seu amado esposo partiu, uma vez que estavam separados pela doença, deixou-se envenenar pelo desgosto até sucumbir na expectativa do reencontro nesses lugares do além. A história é tristemente bonita mas sem a juventude dos protagonistas como poderá ela inscrever-se no panteão dos amantes de beleza eterna?

Por isso, caro leitor, não sou partidário das comparações já que elas reduzem e empobrecem a riqueza de uma história banalizando-a só pela vaidade da imortalidade ou da fama. Romance ou vida real, Branca e Ben-Afan assim como Pedro e Inês são meros amantes separados por causas que não o amor e não ascendem nunca a esse paraíso, tal como a neo-fabulação dos amantes de Verona  sobe égide americana  não atinge a perfeição uma vez que Maria segue a sua vida e dela mais nada sabemos. Em súmula, chamemos os bois pelos nomes e não por afinidades!
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Logo à noite D. Branca esmiuçada musicalmente em São Carlos!
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26 de setembro de 2010

GATO POR LEBRE

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Há quem acredite ainda em contos infantis e histórias de um tal viandante lendário vestido de encarnado. A realidade é sempre uma história de saloios ingénuos e saloios aldrabões tentando manter a ordem.
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DIPLOMACIAS

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Em 1661 Catarina de Bragança partia para as ilhas britânicas onde iria desposar-se presencialmente numa cerimónia privada sob o rito católico com Carlos II de Inglaterra antes da oficialização matrimonial com pompa e circunstância sob a égide anglicana. No regaço da sua saia levou Bombaim, o chá, a marmelada, a faiança, os talheres - entre outros tantos assuntos que fazem as glórias da terra dos royais ingleses -, e uma capella de músicos portugueses que executavam no âmbito da sua corte composições de maestros portugueses e católicos no acompanhamento musical dos rituais religiosos e dos seus espartanos entretenimentos mundanos.
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ESTA NOITE EM SÃO CARLOS...

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 (C) Santos & Santinhos


Stabat Mater dolorosa... e o público também assistindo dolorosamente ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos executando com muito pouco nível a duas mignardises verdianas. Pior do que falência vocal evidente, misericordiosamente compreensível pelo avançado estado de desgaste de muitas das vozes sem renovação, expostas anos a fio à dureza multiplicidade de repertórios, o hedonismo e a má prestação individual na contribuição do todo e do belo imperava transformando esses minutos num largo desconcerto. Definitivamente, uma vez que já ouvi este corpo coral,com estas mesmas pessoas num registo de excelência, lamentavelmente este Coro desceu a um nível abaixo da mediocridade e do aceitável ainda que com bons profissionais empenhados na preparação do seu trabalho. Te Deum laudamus... pela chegada ao final da primeira parte do concerto sem surpresas no desempenho vocal do Coro, salvando-se a prestação da Orquestra.

Após o intervalo, Martin André, poupando o público e a Sr. Ministra ali presentes ao enfado, sem complacências, dirigindo Tchaikovsky mostrou-se agora impiedoso no seu gesto e com pulso férreo em 40 minutos bem suados cativou no público grande emoção e uma rara ovação que fez esquecer o que de menos bom nesta noite se fez ouvir.
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23 de setembro de 2010

LES INTROUVABLES

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Ao fim de 3 dias na Faculdade encontrei o menino Tonecas... também cá anda!
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19 de setembro de 2010

UMA HISTÓRIA DE DINHEIRO





No tempo que o Escudo era dinheiro e os Contos eram a alegria  e a felicidade de muitas carteiras, no princípio dos idos anos 80 do século passado, o meu saudoso avô, que era entre muitas coisas negociante de vinhos, recebia na sua adega compradores de vinho. Clientes certos ou sugeridos por afinidade de relações vinham de diversos pontos da região, da Costa de Lisboa e da Costa de Prata - usando  termos da época -, já que de Leiria a Lisboa ou da Sarvinhos aos Vinhos de Colares tinha diversas relações comerciais. Dependendo do volume do negócio ou da simpatia o meu avô oferecia um petisco aos seus compradores: chouriços de sangue assados em aguardente vinica, provenientes da sua indústria de salsicharia e da sua caldeira de destilação.

Um dia recebeu um certo comprador que se fazia acompanhar de uma certa pasta preta (uma pasta de fecho eclair idêntica a tantas outras como uma que o meu avô tinha e que era exactamente igual). Cheios os garrafões de 5 litros e paga a compra achava-se a hora de sobre os tonéis da adega deitaram-se chouriços a arder  num prato de loiça até ao point de tal se tornar a esperada apetecível iguaria. Manjar de adegas celebrando negócios, caro leitor, com copos de vinho a acompanhar enchendo-se repetidamente levando todos a um certa boa disposição que o meu avô gostava de cultivar, cativando assim os seus clientes e assegurando o seu regresso daí a meses. Exposto todo ritual, voltemos a concentrarmo-nos no tal comprador: enlevado com os copos e distraído com o carregamento dos seus múltiplos garrafões, despediu-se e deixou sobre um dos tonéis a tal pasta preta, e tal como a deixou assim ficou.

O tempo passou e cerca de um ano depois regressou à nossa casa o tal homem. Com grande trato mostrando grande aflição e cuidado, sem grandes revelações, perguntou se se lembravam dele pois tinha estado na adega há cerca de um ano a comprar vinho. Respostas afirmativas, perguntou se tinham achado uma pasta preta fazendo a sua descrição. O meu avô, sem nunca se ter apercebido deste acontecimento, disse-lhe que não, que efectivamente nunca ali tinha visto nada. Sem insistências, resignado e certo da sua perca o homem despediu-se cortesmente. Nesta altura passou no quintal o meu pai que lhe perguntou:

Pai: O que queria este homem?
Avô: Veio aqui perguntar se tinhamos encontrado uma pasta preta que diz que deixou na adega pr'aí há um ano.
Pai: Uma pasta?! Nunca lá vi nada, só mesmo a pasta do pai que tem estado sempre lá!
Avô (sem hesitações): Vai lá buscá-la!
Pai (já regressado): Tome!
Avô (pegando na pasta): Esta não é a minha pasta!!!... Corre à rua depressa, e chama-me o homem!

Bem ordenado, bem feito. Chegado à rua o meu pai faz alto ao homem que no seu carro já a trabalhar se preparava para arrancar. Uma vez no quintal:

Avô: Temos aqui a sua pasta. Se não fosse o meu filho nem sabia que aí estava!
Homem (rejubilando): Muito obrigado! Muito obrigado, mesmo... Não sei como lhes agradecer. Há um ano que desesperadamente a procurava sem sucesso. Não imagina o alívio que é encontra-la, procurei-a por todo lado e já a dava como perdida (abrindo-a) pois nela tenho guardados 200 Contos!
Avô e Pai: Ah!
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A SÍNTESE DE UMA VIAGEM

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A viagem de Bento XVI ao Reino-Unido e toda a onda de crescente indignação, contestação e protesto mundial que fomenta a grave crise que Igreja actualmente vive em conjunto com recta e destemida postura de Ratzinger, face ameaças terroristas e outros perigos de grandeza, sugere cada vez mais  a lembrança das palavras do já revelado e interpretado Terceiro Segredo de Fátima, a tal mensagem deixada pela Virgem a três crianças de compreensão limitada, naquela passagem que diz o seguinte:

"/.../ um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros ..."
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AÍ VÊM AS AULAS...

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(c) Santos & Santinhos


Não fui a melhor nota nacional, como aqui e aqui, mas a melhor do curso a que concorri. As aulas começam amanhã!
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18 de setembro de 2010

O GÉNERO HUMANO... MACHOS

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No mundo há várias estirpes de homens. Há aqueles que quando se levantam bebem logo vinho para matar o bicho; há aqueles que quando se levantam bebem leite, chá ou café; há aqueles que quando se levantam simplesmente bebem água; e há aqueles que se levantam porque acordaram mal-dispostos à conta de tarteletes comidas pela noite dentro!
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16 de setembro de 2010

AINDA POR CALLAS

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Não devia ter mais de 12 ou 13 anos quando ouvi falar pela primeira vez da Callas durante a exbição na RTP da série Onassis: The Richest Man in the World (para quem não se lembra Raúl Julia era Onasiss e Jane Seymour Callas).

Na época, enquanto criança ávida e curiosa, assisti à sequela na íntegra e de entre os muitos excertos que recordo o que mais me causou impacto foi o da ida à ópera. Athina e Onassis, em Paris, assistem a uma das miticas récitas da Medea da Callas, que se vê assim introduzida na série. A mana, que tal como eu assistia religiosamente a este programa, já sabedora de algumas coisas, reconhecendo de quem se tratava, exclamou: é a Maria Callas!!!


Onassis: The Richest Man in the World


Anos depois, com Las 3 Divas, ganhei o meu primeiro disco no qual figurava a Callas. Cativado, deixando-me seduzir e envolver por esse encantamento fui descobrindo o poder do som que essa portentosa voz emitia. La Sonnambula de Bellini, do Grosses Haus di Colonia em 1957, comprada na desaparecida Strauss do Saldanha, foi a primeira ópera completa deste soprano que adquiri e que hoje se vê acompanhada por uma acumulada e variada colecção dos seus registos de árias, concertos e óperas.

Em 2005, peregrinei por alguns dos locais míticos das suas apresentações e depois de uma visita ao Scala, deambulando por Milão, encontrei num alfarrabista um eco histórico dos seus espectáculos nesta cidade: um programa de sala de Lucia di Lammermmoor e um outro de Medea, ambos da estação lírica de 1953-54.

Termino o dia escrevendo este post procurando o conforto na audição de um dos seus discos, Andrea Chenier (Scala, 1955 com Mario del Monaco e Aldo Protti), que escolhido ao acaso agora vou ouvindo assinalando esta memória que me é tão cara.
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33 ANOS SEM LA DIVINA

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Maria Callas

2 de Dezembro de 1923
16 de Setembro de 1977

A NOVA TEMPORADA DE ÓPERA

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(C) Santos & Santinhos


Annina: Como está ela, doutor?
Dottore: A tisica não lhe dará mais que umas horas!


 
La Traviata, III acto
G. Verdi/Francesco Maria Piave


Com pompa e circunstância anunciou-se hoje em São Carlos, em conferência de imprensa, a nova temporada lírica nacional num momento presidido pelo actual Director do Teatro, o maestro Martin André, ajudado pela presença da Ministra da Cultura, a conhecida pianista Sr. Gabriela Canavilhas, e pelos Prf.. Jorge Salavisa e o Sr. César Viana, representantes da administração da OPART, e uma mão cheia de curiosos e insdiscretos que a quiseram escutar. Assegura-se assim que Lisboa, não obstante o caos financeiro lançado pelo Sr. Damman, não será privada de uma temporada de ópera. Afinal, de esperanças no ar e cheio de novidades, revitalizado, o teatro de ópera ainda vive na sua sobrevivência.
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Descortinando o cozinhado do novo director entre ajudas, mais valias e conselhos de antigos e esquecidos recursos, conseguiu-se o milagre da multiplicação das produções a apresentar sem que isso signifique uma gorda temporada. Aliás, e sem ilusões, será magra, light e sem sal desprovida de stars pecando pelos experimentalismos que nela se irão realizar com a presença de cantores, encenadores e compositores portugueses em grande número sem que isso signifique brilhantismo e que será sobretudo sinónimo de  imaturidade, inconsciência e hedonismo. É necessário observar, caro leitor, que a ópera enquanto teatro e espectáculo não tem os mesmos timings do teatro declamado, do musical, da revista do parque mayer e muito menos dessas perfomances que por aí se vendem e se comem como espectáculos de luxo à conta do barulho das luzes; e que o público pagante não se pode compadecer de favoritismos e facilitismos. Antes pouco e inesquecível, com o melhor dos dois mundos, do que muito e sem graça... Assim, à esboçada temporada do anterior director, que não assegurava mais do que 3 ou 4 óperas, de certo com  a qualidade duvidosa que nos andava a brindar, aparecem agora 10. Serão elas:

Dona Branca do Keil (que vergonhosamente sofreu as maiores misérias quando do seu cancelamento. Factos coroados, como se sabe, por suspeitas difamações, processos jurídicos e motivos de afastamentos/despedimentos);
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Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni, em versão de concerto;

Hansel und Gretel de E. Humperdinck, assegurado pelo Estúdio de Ópera deste Teatro;

Paint me do Luís Tinoco, em inglês, em estreia mundial;

Kátìa Kabanová de L. Janácek;

Gianni Schicchi de G. Puccini, no formato de ópera encenada e em versão de concerto comentado, pela conhecida apresentadora de programas de televisão a Sr. Barbara Guimarães;

Blue Monday de G. Gershiwn, a partilhar a mesma noite de Gianni Schicchi;

Banksters de Nuno Côrte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, em estreia mundial;

Il Capello di paglia di Firenze de Nino Rota, o conhecido autor das bandas sonoras de L.Visconti e F. Fellini;

Carmen de G. Bizet.


Será de salientar: o regresso de uma ópera de Alfredo Keil, Giacomo Puccini e de Leos Janacek há muito ausentes e carentes de audição; e a presença de Marco Vinco, Carlos Guilherme, José Fardilha e de Jorge Vaz de Carvalho como os melhores valores vocais a serem apresentados.

Nos concertos sinfónicos e corais sinfónicos, melhor estruturados, os grandes ausentes são os compositores portugueses de maior valor que continuam votados à discriminação. Onde ouvir Vianna da Motta, Freitas Branco, Frederico de Freitas ou Jolly Braga Santos? Só mesmo na Fnac, ao adquirir um disco de uma qualquer gravação datada e ausente da melhor qualidade.

O concerto inaugural, que decorrerá como festa de gala, será já no próximo dia 25 de Setembro com início marcado ás 19h30m e com acontecimentos musicais alargados às arcadas, à varanda e ao salão nobre do teatro precedendo o único momento verdiano de toda a temporada.


NEWS SWEN NEWS


São Carlos: Vinte espectáculos integran a nova temporada , Ministra alerta que "colapso do estado" exige alternativas de financiamento da Cultura

7 de setembro de 2010

PIADAS DO OUTRO MUNDO II

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 (c) Santos & Santinhos


Planeei, pensei, ilustrei... mas sem contenção, não resisto em contar uma nova piada do além!

P: Quem foram os primeiros homens do mundo a irem ao Espaço?
R: Os portugueses, porque foram os primeiros a mandarem Eléctricos para a Estrela!


NEWS SWEN NEWS

Luxemburgo: Grão Duque destaca contributo da comunidade portuguesa , NASA quer entrar na atmosfera do Sol , Pamela Anderson à procura de um homem mais velho

PIADAS DO OUTRO MUNDO

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(c) Santos & Santinhos


P: Qual é povo que se alimenta por mais barato?

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