I Acto
Igreja Sant'Andrea nella Valle
(Continuação)
Portador de boas-novas, entra o Sacristão alvoraçado pela Igreja desejoso de informar o pintor. Porém já não o encontra. Mario Cavaradossi, acompanhando Cesare Angellotti, saíra no mesmo instante da Igreja pela porta dos fundos da capela. Admirado, o Sacristão convoca de imediato o Coro da Igreja. Por entre jovens e rapazes pequenos, fleumando assim a sua ansiedade, o Sacristão conta o que sabe. Portanto: Festa de gala, no Palazzo Farnese, uma nova Cantata com a celebérrima cantora Floria Tosca - ao nome da qual todos suspiram embevecidos. Á ordem para se irem vestir para o Te-Deum, que dentro de momentos se irá executar naquela Igreja, em celebração da vitória sobre Napoleão, presidido pela Sua santidade, demasiado episcopado e clero, ao qual se vem juntar a população de Roma, inebriados e com contangiante espírito - puro e infantil - todos exultam e rejubilam em estridente histeria dando vivas e glórias, em torno do ingénuo e caricato Sacristão.

No auge do momento, acompnahdo por Spoletta e seus esbirros, entra impulsivamente na Igreja o Barão Scarpia:
"Un tal Baccano in Chiesa, bel rispeto!"
Aflito e apavorado, o Sacristão diz-lhe com nervosos salamaleques e copiosas vénias, que estão apenas a ensaiar para o Te-Deum.
Scarpia, o chefe da polícia romana, servo da Igreja e dos Papas, é um homem temido por todos. Por meio do seu poder, e sobre alçada da Igreja age em seu próprio proveito. É cruel, dissimulado e implacável nas suas determinações e decisões. Nunca erra, e o seu olhar e ouvidos chegam a todo o lado. Todos tem terror da sua presença, pois a todos Scarpia parece ler a mente. Na realidade, Scarpia é só um hábil estratega de ágil perspicácia e de grande astúcia, que a todos domina pelo terror.
Todos, saem cheios de pavor. Scarpia, ordena ao Sacristão que fique, enquanto isso dá ordens a Spoletta - o seu braço direito, espião e pau-mandado -, que com precaução procure em todos os recantos da Igreja o fugitivo. O Barão Scarpia, começa então a interrogar o Sacristão que parece nada saber... e nada sabe. Porém, a capela dos Attavanti encontra-se aberta sem que nenhum destes aristocratas lá se encontre. À ordem de entrada e revista da capela, aparece um leque perdido com o Brasão dos Attavanti, deixado para trás por Angellotti. Scarpia, junta os indícios mas quando se depara com o retrato de Maria Madalena, reconhecendo nela o rosto da Marquesa, percebe tudo... - fora ela quem engrenara tudo. O Sacristão novamente interrogado, diz-lhe ter sido o pintor Mario Cavaradossi a fazer a pintura. Scarpia, exclama o seu mal-estar com o pintor por este ter ideias revolucinárias. Entretando na capela é achado o cesto do almoço do pintor. O Sacristão aflito, diz que o pintor não tinha fome nem tinha a chave da capela. A Scarpia, tudo fica claro - o pintor encobrira a fuga da Igreja.
Tosca, chega novamente à Igreja. Ao saber que o pintor não está lá, fica insegura de qualquer presságio e enche-se d ciúmes. Scarpia, que entretanto se escondera, e conhecendo o feitio de Tosca, exclama que lhe fará com o leque o mesmo sentimento que Iago desfiára em Otello com um lenço. Tosca, sempre confusa, crê então que o pintor fugira dali com a Marquesa, e amaldiçoa-os naquele instante. Cambaleando, e aturdida naqueles pensamento sai da Igreja.
Scarpia, agora só ordena a Spoletta que a siga e que mais tarde venha ter com ele ao Palazzo Farnese onde vai decorrer a gala.
Na Igreja começam a juntar-se o povo para o Te-Deum, assim como a organizar-se o cortejo. Scarpia envolto ainda no que fizera sentir em Tosca, deleita-se agora na sua figura feminina e revela o seu sentimento lascivo e fetiche, enquanto a celebração atinge o seu auge com a benção do Corpus-Christi e o Coro entoando o Te-Deum:
Scarpia, o chefe da polícia romana, servo da Igreja e dos Papas, é um homem temido por todos. Por meio do seu poder, e sobre alçada da Igreja age em seu próprio proveito. É cruel, dissimulado e implacável nas suas determinações e decisões. Nunca erra, e o seu olhar e ouvidos chegam a todo o lado. Todos tem terror da sua presença, pois a todos Scarpia parece ler a mente. Na realidade, Scarpia é só um hábil estratega de ágil perspicácia e de grande astúcia, que a todos domina pelo terror.
Todos, saem cheios de pavor. Scarpia, ordena ao Sacristão que fique, enquanto isso dá ordens a Spoletta - o seu braço direito, espião e pau-mandado -, que com precaução procure em todos os recantos da Igreja o fugitivo. O Barão Scarpia, começa então a interrogar o Sacristão que parece nada saber... e nada sabe. Porém, a capela dos Attavanti encontra-se aberta sem que nenhum destes aristocratas lá se encontre. À ordem de entrada e revista da capela, aparece um leque perdido com o Brasão dos Attavanti, deixado para trás por Angellotti. Scarpia, junta os indícios mas quando se depara com o retrato de Maria Madalena, reconhecendo nela o rosto da Marquesa, percebe tudo... - fora ela quem engrenara tudo. O Sacristão novamente interrogado, diz-lhe ter sido o pintor Mario Cavaradossi a fazer a pintura. Scarpia, exclama o seu mal-estar com o pintor por este ter ideias revolucinárias. Entretando na capela é achado o cesto do almoço do pintor. O Sacristão aflito, diz que o pintor não tinha fome nem tinha a chave da capela. A Scarpia, tudo fica claro - o pintor encobrira a fuga da Igreja.
Tosca, chega novamente à Igreja. Ao saber que o pintor não está lá, fica insegura de qualquer presságio e enche-se d ciúmes. Scarpia, que entretanto se escondera, e conhecendo o feitio de Tosca, exclama que lhe fará com o leque o mesmo sentimento que Iago desfiára em Otello com um lenço. Tosca, sempre confusa, crê então que o pintor fugira dali com a Marquesa, e amaldiçoa-os naquele instante. Cambaleando, e aturdida naqueles pensamento sai da Igreja.
Scarpia, agora só ordena a Spoletta que a siga e que mais tarde venha ter com ele ao Palazzo Farnese onde vai decorrer a gala.
"Tre sbirri, una carroza... Presto, seguila /.../"
Na Igreja começam a juntar-se o povo para o Te-Deum, assim como a organizar-se o cortejo. Scarpia envolto ainda no que fizera sentir em Tosca, deleita-se agora na sua figura feminina e revela o seu sentimento lascivo e fetiche, enquanto a celebração atinge o seu auge com a benção do Corpus-Christi e o Coro entoando o Te-Deum:
"Tosca, mi fai dimenticar Iddio!..."
Caindo por terra, benze-se e reza com a multidão.
FIM DO I ACTO
(em cena)
Plácido Domingo
Maria Callas
Renato Cioni
Angela Gheorghiu
Roberto Alagna
Ruggero Raimondi
Cornel MacNeil
(em cena)
Plácido Domingo
Maria Callas
Renato Cioni
Angela Gheorghiu
Roberto Alagna
Ruggero Raimondi
Cornel MacNeil


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