25 de março de 2009

O DIVINE REDEEMER - REPENTIR


O DIVINE REDEEMER



Musica:

Charles Gounod

Soprano:
Renata Tebaldi





Ah! turn me not away,
receive me, tho' unworthy!

Hear Thou my cry, behold, Lord, my distress!

Answer me from Thy throne,
haste Thee, Lord, to mine aid,

Thy pity show in my deep anguish!

Let not the sword of vengeance smite me,
Tho' righteous Thine anger, O Lord!

Shield me in danger, O Regard me!
On Thee, Lord, alone will I call.


O Divine Redeemer! O Divine Redeemer!
I pray Thee, grant me pardon,
and remember not my sins!


Forgive me... O divine Redeemer!
I pray Thee, grant me pardon,
and remember not my sins!

Night gathers round my soul; fearful I cry to Thee;
Come to mine aid, O Lord!
Haste Thee, Lord, haste to help me!


Hear my cry, Save me, Lord, in Thy mercy;
Hear my cry! Come and save me, O Lord!

O, divine Redeemer!
I pray Thee, grant me pardon,

And remember not, O Lord, my sins!

Save, in the day of retribution, from Death shield Thou me, O my God!
O, divine Redeemer, have mercy!
Help me, my Savior!


24 de março de 2009

PATER NOSTER


PATER NOSTER


Musica:
Nikolai Kedrov




Pater Noster qui es in caelis
Sanctificater nomem Tuum;
Fiat voluntas Tua
Sicut in caelo, et in terra.


Panem nostrum quotidianumm da nobis hodie
Et dimitte nobis debita nostra,
Sicut et nos dimittimus nobis debitoribus
Et ne nos insducas in tentationem;
Sed libera nos a malo.



14 de março de 2009

PROCISSÃO DO TRIUNFO OU DOS SANTOS NUS



A procissão do Triunfo, também conhecida pela procissão dos Santos Nus (alcunhada seguramente pela denominação popular pelo uso avultado de imagens do Senhor despidas de roupa representativas dos diversos momentos da sua prisão, castigo e morte), está hoje esquecida da memória de todos. Proponho assim, neste período de reflexão, recuperar a sua lembrança e significado para enriquecer a nossa boa cultura.

Esta manifestação era organizada pelos irmãos Irmãos Terceiros do Carmo de Lisboa e tal como manda a Ordem em todo o mundo cristão pretendia evocar e meditar sobre a paixão e morte do Senhor Jesus. Sendo inicialmente celebrada no Domingo de Ramos, a ela chegava toda a cidade tornando-a numa das procissões mais concorridas de Lisboa daquela época, a par da ainda mais concorrida procissão do Senhor dos Passos da Graça, da Senhora da Saúde ou do Corpo-de-Deus.

Apesar de em 1722 ser fixada no Domingo antecedente ao Domingo de Ramos a sua popularidade e grande ocorrência nunca esmoreceram, nem mesmo quando o terremoto de 1755 destruiu a Igreja e todas as imagens - posteriormente recuperadas -, ou aquando da extinção das ordens religiosas em 1834 - que por alguns anos a interromperam. Em 1908 por ordem do Governo Civil de Lisboa, foi extinta não se registando até aos nossos dias qualquer intenção do seu ressurgimento.



Fachada da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo

O esquecimento desta procissão é ainda acentuada pela discreta Igreja da Ordem terceira do Carmo, que se confunde com os edifícios pombalinos que circundam o largo do Carmo. Após o terremoto, não houve dinheiro para erguer pomposamente uma Igreja que se visse, nem na nova-cidade houve espaço para ela.

Porém, ela lá
está e permanece! A um olhar de vista mais atento depressa a distinguimos. No topo do edifício, encontramos, encimado por uma cruz, um pequeno e discreto frontão de contornos barrocos decorado com simbologia mariana; na fachada uma larga porta e preenchendo as janelas vidraças multicolores losangulares, tipo vitral.


Anjinho dos "Santos Nus"


Ora então, no domingo convencionado, o povo de Lisboa atraído pelos mistérios da Paixão de Jesus Cristo, subia ao Chiado para ver... o passeio do Senhor em pouca roupa. Jamais o povo teve semelhante ideia de erotização. Porém a devoção popular chamar-lhe-ia, em caricata caricatura: os "Santos Nus" - já São Gonçalo de Amarante não teve melhor sorte. O seu imenso cordel, que servia para que todos os fiéis o pudessem tocar, teve na voz e na malícia do povo outros desígnios evoluindo de fálicos doces até aos "ordinarecos" bonecos das Caldas, que do bento frade evoluí até ao jogador de Futebol. É portanto a eterna alma portuguesa que implorando piedosamente reza, chora e suplica e na sua atitude sadia, como "piece de resistence", ainda graceja piadolas...

Na hora estipulada, a meio da tarde o solene cortejo tinha inicio e haveria de correr o Chiado. Confrades e Irmãos, vinham a rigor. Opas e capas eram o trajar dos que incorporavam o cortejo. Homens e mulheres dos diversos extractos sociais, com os mais diversos pretextos vinham com curiosidade ver e ser vistos. Só os mais desfavorecidos vinham com grande fervor chorar as dores do Senhor, por projecção das suas. Não obstantes murmuravam risotas, galhofavam, tagarelavam e por fim rindo desbragadamente uns com os outros calavam-se à passagem da sombra ou da vista das ameaçadoras imagens nuas do Senhor, que impunham silêncio e ordem.

Abrindo a procissão dando o carácter pesado e doloroso do cortejo, seguidas de um imponente guião e um pendão roxo de galões e berloques dourados, vinham a cruz e lanternas transportados pelos Irmãos da Ordem Terceira do Carmo. Posto isto, formava-se o cortejo processional na seguinte ordem:


- GUIÃO -




Na frente de cada andor vinha uma criança vestida de anjo empunhando as insígnias de cada representação iconográfica.


- SENHOR ORANDO NO HORTO -



Povo assistindo à procissão


Senhor Preso



Povo assistindo à procissão


- SENHOR AÇOITADO PRESO À COLUNA -



Senhor da Cana Verde


Povo assistindo à procissão


Senhor "Ecce Homo"


Povo assistindo à procissão


Senhor dos Passos


Senhor Crucificado


- SENHOR MORTO,
DEITADO NUM ESQUIFE COBERTO POR UM PALIO -



Senhora das Dores


Por fim, paramentados de roxo seguiam o pároco que presidia à procissão acolitado por outros dois sacerdotes acompanhados por diversos priores, padres, curas, ministros, religiosas e comissários de todas as Ordens Terceiras Carmelitas.

Concluindo o préstito seguia uma guarda de honra de 150 militares.

Ainda abrilhantando musicalmente o cortejo seguia uma Banda de Musica tocando majestosas e pesadas marchas graves e fúnebres,
de acordo com a dolorosa Solenidade da dolorosa Paixão do Senhor - pautadas pela imprevisibilidade e amadorismo, estas ou eram bem executas ou dissonantemente agonizavam ainda mais a triste solenidade na execução desasatrosa (cheias de notas ao lado, falsas entradas, fifias, notas partidas ou guinchadas dos instrumentos agudos; ou nos tropeços, falta de agilidade, fortissimos estridentes das pelas trompetes e trombones, numa gritante marcha de meter dó).

Fechando tudo caminhava o Povo lamecha, nos propositos já descritos, que se acumulava nas esperas da procissão percorrendo-a até ao seu término.




* * * * * * *


Fica assim a lembrança de uma tradição religiosa bem portuguesa autentificante da nossa religiosidade. Por todo o país, e cada vez mais, são recuperadas estas tradições de fé que de ano para ano se vao tornando sempre mais numerosas de devotos e confessos. Esperemos que em breve o mesmo aconteça com estas procissões do passado, e mais do que nunca com o processo da Nova Evangelização da Europa e recuperação das antigas práticas, patrocinadas e aplaudidas por Bento XVI, que este momento seja convenientemente restaurado.


SENHOR DOS PASSOS





7 de março de 2009

QUARESMA

É tempo de Quaresma!

É tempo de reflexão e de interiorização... é tempo de fazer um SPA... pela Alma e pelo Espírito!

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails